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Divisão de smartphones da Microsoft entra oficialmente em coma

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A Microsoft revelou os seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2016, e os resultados referentes ao segmento de smartphones são bem negativos. No primeiro trimestre, as quedas nas vendas foram de 73%, e no segundo trimestre, uma nova queda de 71%.

 

Números horríveis. De novo

Os números da Microsoft apontam diretamente para um status de coma do Windows 10 Mobile no mercado. Uma montanha de dados revelados pela empresa mostra que praticamente todas as suas divisões estão crescendo, enquanto que o segmento móvel, responsável pelos smartphones e pela expansão do sistema operacional móvel Windows 10 Mobile, revela uma desoladora queda de 71%.

Tudo vai bem na Microsoft, exceto nessa divisão. Isso só vai se resolver quando a empresa decidir entregar suas armas e se render de forma definitiva em uma batalha que, nesse momento, é praticamente perdida. Com o Android dominando o mercado e com a Apple com um número considerável de fiéis usuários que dificilmente vão mudar de plataforma, não há alternativa que sobreviva.

De fato, a divisão móvel da Microsoft não registra prejuízos apesar de sua queda de vendas, muito em partes porque restringiu ao máximo os investimentos na mesma. Se você não investe dinheiro em projetos e/ou desenvolvimento, não há dinheiro que precisa ser recuperado.

Em resumo: a Microsoft colocou a sua divisão móvel em coma, e está deixando morrer aos poucos, trimestre após trimestre.

 

O recurso da Microsoft

windows 10 mobile

A Microsoft decidiu deixar de fabricar dispositivos Lumia para dar espaço aos seus parceiros, que por sua vez começam a abordar mais o mercado empresarial. E essa parece ser uma das decisões mais acertadas a curto prazo.

Com a chegada do HP Elite X3 em breve e com o Surface Phone no futuro, a Microsoft ainda tem cartuchos para queimar em um setor que ainda depende muito do seu sistema operacional, e que pode ver com bons olhos a convergência do smartphone com o PC. O problema aqui é o que a empresa sempre enfrentou: os seus prazos muito dilatados.

A promessa de 1 bilhão de dispositivos com Windows 10 em 2018 feita em 2015 não será cumprida. E a divisão mobile tem uma certa dose de culpa nisso.

7.6 milhões de smartphones Xperia vendidos, que pesam menos nas contas da Sony

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Os resultados financeiros da Sony mostram lucros mínimos em alguns dos seus departamentos importantes, mas também mostram um bom equilíbrio de forças para uma empresa do seu porte. Esse post fala mais sobre a linha de smartphones Xperia.

No quarto trimestre de 2015, foram vendidos 7.6 milhões de smartphones. Não houve crescimento de cota, tem uma venda de menos unidades, e é uma marca inferior ao que se esperava nas expectativas mais moderadas. Com esses números, é esperado que o ano fiscal da Sony termine com 25 milhões de dispositivos Xperia vendidos, o que representa uma redução de 7% em relação ao ano anterior (27 milhões de unidades), e as expectativas dos japoneses era superar a marca de 30 milhões de unidades vendidas.

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As vendas não correspondem ao que os produtos oferecem. É complicado até para quem está melhor posicionado na tabela, com exceção da Huawei, que é uma das poucas que obteve melhorias de um ano para cá. Em consequência, as vendas caíram 14.7% em comparação com o ano passado, e a Sony afirma que eles mesmos confirmaram isso, com a decisão de não seguir adiante com a escala nos smartphones pela rentabilidade, e que a utilidade da operação melhorou significativamente para o segmento. Ao menos a divisão Xperia deu lucro: US$ 201 milhões.

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O quarto trimestre fiscal da Sony não será tão bom. A previsão é de 3.5 milhões de unidades vendidas, números que foram alcançados em 2011. Mas a Sony não visa ser a líder de hardware como no passado, mas sim uma empresa mais sóbria, que aproveita melhor os negócios onde pode fazer a diferença. Está evidente que o PlayStation é o seu foco principal, de modo que os investimentos no PlayStation VR são altos.

2016 será como 2015, com quedas no maerketing e em pesquisa e desenvolvimento no segmento mobile. Não dá para apostar em uma venda na divisão móvel, mas parece complicado que eles vão seguir alimentando uma divisão que a Sony nunca conseguiu grande destaque, ficando muito longe de Apple, Samsung e dos fabricantes chineses.

Via Sony

 

Divisão móvel da Samsung segue “na sombra” após novos resultados financeiros

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A Samsung apresentou os resultados do quarto trimestre de 2015, e se não podemos falar que a situação é preocupante, também não podemos dizer que é confortável.

Os números seguem positivos, mas existe uma descompensação entre os resultados de suas linhas de produtos. Por um lado, os semicondutores se destacam, enquanto que as telas se mantém lucrativas, e os smartphones não cumpriram com os seus objetivos de venda. Algo que já aconteceu no trimestre anterior.

Não é um caso isolado da Samsung. O mercado de smartphones já sofre de um certo arrasto a algum tempo, com uma redução da demanda. Para Song Myung Sup, analista da Bloomberg, a situação está piorando, e os resultados do primeiro trimestre de 2016 serão piores do que os do quarto trimestre de 2015.

No caso específico da Samsung, a divisão mobile contribuiu com um terço dos lucros obtidos no último trimestre de 2015 (US$ 5.1 bilhões). A dependência das vendas de smartphones fez com que os lucros dos coreanos reduzissem em todo o mundo, e isso acontece não só por uma redução nas distribuição de unidades, mas também por causa de uma concorrência mais forte e crescente.

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Aqui está o desconforto da Samsung. Ao comparar com os resultados do mesmo período em 2014, os números são estáveis, mas em relação ao trimestre anterior, a queda nos lucros é de 15%. O último trimestre de 2015 já recebe as vendas dos últimos lançamentos entre os modelos top de linha da empresa, o Galaxy Note 5 e o Galaxy S6 Edge+, mas não dá para estimar se os dois modelos foram bem ou não nas vendas.

Porém, os analistas estimam que os lucros operacionais da divisão móvel da Samsung cresceu aproximadamente 1.66 bilhão de euros, com um aumento na distribuição das séries A e J. O fato deles não destacarem os últimos modelos top de linha pode ser um indício que as previsões de vendas não foram cumpridas.

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Além da reestruturação dos seus lançamentos, a Samsung fez mudanças em sua fábrica e estruturação executiva. Koh Dong Jin, que estava nas divisões Samsung Pay e Knox Security, passou para a chefia da divisão mobile. Koh afirmou que “muito além dos modelos da linha Galaxy, os resultados de hoje nos fazem pensar que o mercado não pode confiar muito mais nessa “defasada” demanda de iPhones na categoria top de linha. Isso provavelmente pressiona os provedores de componentes, incluindo a Samsung. Quanto mais os consumidores optem por comprar smartphones econômicos, maior será a pressão sobre os componentes que compõem esses produtos”.

O tempo vai dizer se a divisão mobile da Samsung vai oferecer melhores resultados. 2016 só está começando, e a MWC 2016 pode oferecer novidades que podem impulsionar essas vendas.

Via Bloomberg

Divisão mobile da Samsung ainda é um calcanhar de Aquiles para a empresa

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A Samsung manda no mercado mobile, mesmo com períodos de baixa e potentes mudanças na estratégia a seguir com um catálogo tão grande de produtos. A empresa apresentou melhorias na qualidade de componentes, mais elementos de hardware de fabricação própria… mas o software nunca foi uma referência para os coreanos.

A TouchWiz está presente em todos os Androids da Samsung, desde o menor até o Galaxy S6 Edge ou Note 5. Alguns ex-funcionários e diretores da empresa entendem que a empresa está mais focada em vender muito em curto prazo do que melhorar o seu software, e isso é péssimo.

A Reuters escreveu uma matéria criticando esse aspecto, afirmando que o ideal seria manter os clientes por mais tempo, através de uma plataforma de software mais polida e especial. Afinal de contas, poucos são os diferenciais da TouchWiz em relação aos demais fabricantes Android.

O item de maior destaque talvez seja o Samsung Pay, e mesmo assim, não é um grande diferencial. Ao longo dos anos, serviços como Milk e ChatOn, bem promovidos e criados, morreram como um fracasso comercial, mesmo sendo instalados de fábrica em cada smartphone Samsung.

No começo de dezembro, a cúpula da Samsung Mobile promoveu mudanças. J.K. Shin deixou o seu posto, e Dongiin Koh (responsável pelo Samsung Pay e Tizen) assumiu o seu lugar, pensando em uma mudança de rumos na empresa, que por sua vez terá muito trabalho para mudar uma cultura baseada na criação de hardware.

Enquanto falamos sobre isso, a Samsung segue vendendo em um bom ritmo, com estimativas de vendas de 100 milhões de unidades a mais que a Apple. O grande problema está na cota de mercado, que pode cair até 20% em 2015, principalmente por conta do avanço das marcas chinesas.

Para a Samsung, sua divisão móvel representa 39% dos lucros da empresa, de acordo com o compilado dos nove primeiros meses de 2015. É um volume importante, mas em 2013, a porcentagem era de 68%. Ou seja, em 2015 esses números serão parecidos com os de 2010.