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Como os smartphones podem ajudar os portadores de diabetes

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Os smartphones são nossos companheiros inseparáveis. Nos conectam com o mundo lá fora, e podem nos ajudar a controlar diversos aspectos de nossa saúde. Complementam as ferramentas médicas, tornando a vida de milhões de pacientes muito mais fácil. A diabetes é um dos exemplos mais claros, com múltiplos esforços nos últimos anos.

 

Um glaucômetro remoto

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Uma das primeiras apostas a chegar no mercado nesse aspecto veio pelas mãos da Nokia e da Roche, que lançaram uma solução combinada de hardware e software. Era o AccuCheck Compact Plus, que trabalhava com o smartphone Nokia 6600 através de uma porta de infravermelho, que enviava as informações da medição de glicose do sangue do paciente para o smartphone, que por sua vez, enviava os dados para o médico via conexão GPRS.

Outros sistemas vieram depois, com maior ou menor acerto, que tentaram transformar o smartphone em transmissor de dados médicos. Mas o verdadeiro impulso veio com os aplicativos e sistemas de quantificação, combinados com a vigilância das diabetes.

 

Quantificando o seu nível de glicose

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Conforme os smartphones foram evoluindo, começou a se valorizar a sua utilidade para o registro de informação, mostrando os dados para o usuário de forma simples. Uma prova disso é o crescente número de aplicativos que tratam de melhorar nosso controle da diabetes. As opções para iOS e Androis ão as mais diversas. É só procurar pelo tema nas respectivas lojas.

Porém, a verdadeira utilidade existe quando combinamos o registro dos dados com os diferentes glicômetros que se conectam ao smartphone, enviando os dados depois de analisados, comparando com estatísticas, exibindo gráficos e advertindo o paciente em caso de anormalidades.

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Por exemplo, os glicômetros da iBGStar mede a glicose do sangue, e além de ajudar a manter o controle da diabetes, registra os dados, adicionando no tas, e gerenciando o histórico. O usuário pode imprimir e compartilhar os dados com o seu médico. Os monitores da iHealth com app para iPhone sincronizam os dados com o smartphone de modo sem fio, obtendo um registro rigoroso dos níveis de glicose, peso e alimentação do paciente.

 

Prevenir é sempre melhor

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A prevenção é um aspecto chave do processo. Além de prevenir sobre uma possível anomalia nos níveis de glicose de um paciente já diagnosticado, alguns esforços centrados no diagnóstico precoce da diabetes são feitos em lugares remotos, sem meios técnicos para essa análise.

O smartphone é utilizado como um sistema informático, e com a ajuda de sensores externos, é capaz de diagnosticar a diabetes sem a ajuda de outros instrumentos médicos. Um exemplo disso vem do Hanover Centre for Optical Technologies, onde eles desenvolvem um sistema que usa a técnica SPR (Surface Plasmon Resonance) no smartphone, que identifica a bio-composição de amostras de líquidos.

Outro exemplo é o Scanadu, um sistema de multi-diagnóstico que através de uma tira reativa analisa as cores e indica a composição da urina, os níveis de glicose, proteínas, bilirrubina, acetona, entre outros, alertando em caso de anormalidades.

 

Chega de picadas

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Mesmo assim, o futuro ainda passa pela medição pontual da glicose uma ou várias vezes por dia, mas sem a necessidade de obter uma mostra de sangue em cada processo.

Os primeiros passos para isso apareceram há 10 anos, com os adesivos com chips sem fio RFID que se comunicavam com o smartphone em certos intervalos de tempo, detectando o nível de glicose do paciente. Depois, várias soluções vieram, como o Dexcom G5, sistema aprovado pela FDA dos EUA, que usa o smartphone como sistema de processamento e comunicações para monitorizar de forma constante os níveis de glicose do usuário, transmitindo os dados para o smartphone via Bluetooth.

Basta instalar o aplicativo no smartphone e colocar o sensor na pele. Os dados dos níveis de glicoes são enviados a cada cinco minutos para o smartphone, onde podemos ver através de gráficos e estatísticas, mostrando a evolução ao longo do dia.

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Para quem não quer os adesivos, também estão em desenvolvimento novos sistemas de medição baseados na leitura a laser. A Universidade de Leeds criou um dispositivo que faz uso do laser de baixa potência para medir os níveis de glicose no sangue, sem precisar penetrar na pele. A ideia é que em breve esse sistema possa incorporar diferentes elementos quantificadores que enviarão os dados para o smartphone em modo sem fio.

Google se une à indústria farmacêutica na luta contra a diabetes

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O departamento Life Sciences do Google deu um passo enorme quando se emancipou do X Labs da empresa para se transformar em uma das novas letras do Alphabet. Agora, a divisão dá um passo ainda mais importante, na pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos contra a diabetes.

Desde antes da emancipação da Life Sciences, o Google reforçava essa divisão com cientistas de primeiro nível, incluindo imunólogos, neurologistas e engenheiros de nanopartículas. Além disso, para a luta contra a diabetes, eles fecharam uma parceria com a Sanofi, uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo.

As duas empresas esperam ser capazes de oferecer tanto aos médicos como aos pacientes uma maior e melhor informação para ajudar a prevenir ou reduzir as flutuações repentinas do açúcar, que são as que fazem os enfermos a sofrer inclusive derrames cerebrais, danos no sistema nervoso ou doenças do coração.

O Alphabet pretende ser muito mais do que uma empresa de tecnologia. Levando em conta a boa visibilidade que dá ajudar na saúde das pessoas (além do fato das empresas farmacêuticas serem mais lucrativas que bancos), não é de se estranhar que o segmento da saúde é algo atraente para eles.

De qualquer forma, é evidente que o tratamento das diabetes é o ponto de partida desse segmento. A divisão Life Sciences já desenvolveu lentes de contato que medem a glicose nos diabéticos, e recentemente eles fecharam um acordo com a empresa de equipamentos médicos Dexcom para desenvolver dispositivos de monitorização de glicose que sejam acessíveis para todos os bolsos, e compatíveis com dispositivos Android e Android Wear.

Estes dispositivos são alguns que o Google e a Sanofi pretendem utilizar para oferecer aos pacientes e médicos ferramentas para o controle da doença em tempo real, permitindo que os dados obtidos resultem em um guia mais personalizado da dieta a seguir, ou das doses de insulina ideais para cada indivíduo.

Via Wired

Um simples chip de US$ 20 é capaz de detectar a diabetes tipo 1

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Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram um microchip que pode fazer com que os exames de detecção da diabetes tipo 1 sejam muito menos custosos.

Esse tipo de diabetes afeta principalmente as crianças, e quanto antes for detectada, mais fácil é de ser tratada. Porém, o seu diagnóstico é caro e complexo para muitos países. Felizmente, esse projeto pode facilitar as coisas. Esse chip de nanopartículas de ouro brilha quando os anticorpos reveladores são detectados, e diferente dos testes atuais, esse sistema só necessita de uma simples extração do sangue do paciente e um desses chips, que custam apenas US$ 20, e podem ser utilizados até 15 vezes.

Seus criadores garantem que esse sistema será perfeito para os países onde os exames de detecção de diabetes contam com preços proibitivos, mas a ideia é oferecer essa tecnologia em escala mundial.

Via Universidade de Stanford

Google e Novartis vão lançar as lentes de contato que medem a glicose de portadores de diabetes

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Smartlenses. Esse é o próximo passo da febre dos gadgets vestíveis. A Novartis fechou uma parceria com a Google para distribuir essas lentes de contato inteligentes, desenvolvida pela equipe da Google X.

O produto será comercializado pela Alcon, uma filial da Novartis (multinacional suíça da indústria farmacêutica) encarregada em desenvolver produtos para a saúde ocular. Seu funcionamento se baseia em um sensor para medir a glicose que está integrado na lente, sendo capaz de emitir as informações de modo sem fio, através de uma antena que é mais fina que um cabelo humano. Com isso, os diabéticos podem saber em tempo real os seus níveis de açúcar.

Não há previsão para o lançamento da versão comercial do produto, mas a Novartis planeja ter os primeiros protótipos funcionais prontos no começo de 2015, com sua chegada ao mercado para o final do ano que vem. Faltam conhecer muitos detalhes (requisitos de uso, preço, disponibilidade, reutilização, etc), mas desde já é um avanço que os diabéticos agradecem (estima-se que um a cada 19 adultos no planeta são portadores dessa doença).

Via WSJ

Um pâncreas artificial que ajuda a controlar a diabetes tipo 1

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Uma das peculiaridades da diabetes tipo 1 é que é comum que ela se detecte em crianças ou jovens com maior frequência. Tal enfermidade requer um controle exaustivo dos níveis de glicose no sangue para determinar qual é a quantidade de insulina é necessária para compensar o trabalho ineficiente do pâncreas.

A Universidade de Boston, em parceria com o Hospital de Massachusetss (EUA) está desenvolvendo desde 2011 um pâncreas artificial. O dispositivo é encarregado de monitorar e regular o açúcar no sangue de forma automática, e determinar a quantidade de insulina necessária a todo instante.

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O sistema, que não é um órgão como tal e nem pode ser transplantado, é composto por um monitor para a glicose que é colocada sobre a pele, e que envia a cada cinco minutos a informação medida da quantidade de glicose no sangue para um smartphone. Um aplicativo é encarregado de calcular as doses de insulina necessária, e enviar a ordem de liberá-la a um administrador automático, que é utilizado pelo usuário.

O próprio aplicativo permite levar um controle da alimentação do paciente, cuja maior melhora sobre o sistema tradicional de medir o nível de glicose e administrar a insulina de um dos pacientes, é poder simplesmente esquecer de horários, rotinas e esperas, pois os níveis de glicose no sangue se regula de forma automática, de acordo com as rotinas de vida normal do paciente.

De acordo com o estudo, aqueles usuários que fizeram uso dos pâncreas artificiais controlaram melhor os níveis de açúcar no sangue do que aqueles que mantiveram o sistema manual habitual. Além disso, o sistema, uma vez automatizado, permite esse controle preciso a cada momento, o que ajuda a manter distante o fantasma das enfermidades a longo prazo, associadas com esse tipo de diabetes.

Via NS, Bionic Pancreas

O novo gadget vestível da Google: lentes de contato para diabéticos

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O Google Glass foi apenas o começo. O futuro dos dispositivos “wearables” não só passa pelo imaginário do pessoal de Mountain View para os dispositivos de realidade aumentada, mas também por pequenos dispositivos em comunicação direta com algumas das partes mais delicadas de nossa fisionomia, para melhorar nossa qualidade de vida. Essa teoria se alinha com os objetivos de suas novas lentes de contato para portadores de diabetes, e com elas, a Google abre uma variante paralela ao seu projeto Calico, que tem como principal propósito aumentar a expectativa de vida do ser humano.

Graças aos últimos avanços em miniaturização de componentes eletrônicos, as lentes desenvolvidas pela Google permitirão que os diabéticos possam controlar os seus níveis de glicose no sangue, sem a necessidade de agulhas ou kits de análise. Tudo o que precisam é o contato direto de um sensor e o seu chip sem fio associado, distribuídos em forma de capas.

As lentes enviarão as notificações correspondentes aos dispositivos externos, utilizando uma antena de rádio de consumo ultra-reduzido, mas a Google já está pensando na possibilidade de integrar micro LEDs de cores, para avisar o usuário, em caso de emergência.

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As lentes da Google lembram bastante as desenvolvidas pela Universidade de Western Ontario em 2009, se bem que não há menção de alguma colaboração mútua entre as duas instituições. A única informação que temos é que o projeto das lentes do pessoal de Mountain View teria sido desenvolvido nos laboratórios secretos da Google X, no departamento de I+D avançado da empresa.

Segundo a Google, o projeto ainda não está suficientemente madura para iniciar a sua comercialização, mas já está pronto o suficiente para chamar a atenção de possíveis empresas interessadas em ajudá-los em seu desenvolvimento. Nesse momento, a Google busca parceiros com mais experiência na indústria médica, com o objetivo de materializar o dispositivo, ao mesmo tempo que mantém conversas com as autoridades médicas dos Estados Unidos, para acelerar a sua possível implantação.

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Via Google+
Via Blog oficial da Google

Nano-robôs abrem uma nova perspectiva para uma vida mais saudável para os diabéticos

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Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte desenvolveram nano-robôs que são capazes de liberar insulina quando aumentam os níveis de açúcar no sangue, de forma automática. Esse procedimento pode ser o início da caminhada pela cura da diabetes no futuro.

O promissor tratamento conta com a colaboração do MIT, e segundo o professor de engenharia biomédica da instituição, Dr. Zhen Gu, o sistema é injetado no corpo do paciente, e responde às mudanças do nível de açúcar no sangue, liberando insulina quando esse nível aumenta. Com isso, eles podem controlar de forma mais eficaz os riscos e sintomas da diabetes, além de evitar todo o incômodo e desconforto que o paciente passa ao se medicar com a insulina.

Por enquanto, a tecnologia foi testada apenas em ratos, e uma injeção foi capaz de manter os níveis de açúcar no sangue durante pelo menos dez dias.

O corpo de um paciente que tem diabetes tipo 1 não produz insulina, que é um hormônio que transporta a glicose (ou açúcar) no sangue, para que as células funcionem corretamente. Sem a insulina, o corpo pode ficar seriamente debilitado, e é por isso que os diabéticos precisam analisar o nível de açúcar no sangue constantemente.

Por outro lado, as verificações constantes e as injeções de insulinas diárias são rotinas dolorosas e desagradáveis para os diabéticos, sem falar que não garantem uma medição exata das doses de insulina necessárias para um bom funcionamento da saúde. Ou seja, os riscos permanecem os mesmos, apesar das doses de insulina aplicadas no corpo.

Essa rede de nano-robôs injetáveis é composta por um conjunto de nanopartículas com um núcleo sólido de insulina. Quando os níveis de açúcar no corpo do paciente não são os normais, essas nanopartículas se dissolvem completamente na corrente sanguínea. Os nano-robôs por sua vez também se dissolvem, pois são criadas por quitosano, um material normalmente encontrado na casca dos camarões.

Com isso, essa tecnologia é capaz de criar uma espécie de um circuito fechado, que simula a atividade dos pâncreas de uma pessoa saudável. A equipe de pesquisa está nesse momento negociando a sua tecnologia com diferentes hospitais dos Estados Unidos, para que ela comece a ser testada nos primeiros seres humanos.

Via ncsu.edu

iBGStar: medidor de glicose para o iPhone

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Lembramos que durante o anúncio do iPhone OS 3.0, a Apple chegou a falar de medidores de glicose que funcionam com o seu telefone, mas pouco se viu sobre este tipo de hardware e que, até o presente momento, só existiam modelos Bluetooth. Pois bem, o iBGStar é um medidor de glicose que se conecta diretamente ao smartphone da Apple, e através de sua carcaça, pode se transformar em parte permanente do telefone.

Seu software permite mostrar informações importantes (mesmo que sejam básicas) na tela do iPhone, e caso você deseje, você pode usar o adaptador separado do smartphone. Sobre sua disponibilidade no mercado, nada foi dito, e ele ainda vai precisar da aprovação de algumas agências governamentais da área de saúde nos Estados Unidos (coisa que, diga-se de passagem, não será nada fácil). Sobre seu preço, especula-se um valor aproximado de US$ 80.

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[tecnologia] As lentes de contato do futuro alertarão aos diabéticos de seu estado de saúde

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Os estudos sobre o uso de lentes de contato como sistema de vigilância para as diabetes não são precisamente uma novidade, porém, parece que um grupo de pesquisadores da Universidade de Western Ontario estão mais próximos de transformar esta tecnologia em realidade. Isso seria possível, graças a uma polpuda doação de US$ 200.000 da Fundação Canadense de Inovação, para desenvolvimento desta tecnologia.

O segredo seria em instalar nanopartículas em cada lente, que mudariam de cor de acordo com uma reação química, com as moléculas de glicose presente nas lágrimas. Deste modo, o usuário saberá quando seus níveis de açúcar em sangue estão muito baixos ou altos, podendo assim se medicar da melhor forma. Eles ainda estudam a possibilidade de trazer este recurso em embalagens de produtos alimentícios, para indicar se o produto está ou não dentro do seu prazo de validade.

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