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Samsung estaria planejando uma leva de demissões, depois de novos resultados negativos

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De acordo com a Bloomberg, a Samsung estaria planejando uma redução total de 10% do seu grupo de funcionários dos escritórios centrais, que no final de junho alcançava a marca de 99 mil trabalhadores. As demissões afetariam os departamentos de recursos humanos, finanças e relações públicas.

A manobra seria adotada para contrabalancear o dano causado pela agressiva concorrência dos últimos meses, principalmente a Apple nos modelos top de linha (atuando agora em duas frentes, com a aparição do iPhone 6 Plus) e os cada vez mais fortes fabricantes chineses nas linhas média e de entrada.

A mesma Bloomberg revela que, desde o mês de abril, a Samsung viu o seu valor de mercado reduzido em US$ 44 bilhões. O valor das ações também despencaram no mês passado, sendo a maior queda desde dezembro de 1983.

Além desse dano causado pela concorrência, as previsões de vendas dos últimos modelos top de linha (Galaxy S6 e Galaxy S6 Edge) não se cumpriram, assim como seus resultados financeiros. O resultado disso é a redução do grupo de funcionários em 10%, como forma de reduzir gastos. Uma medida que, somado com outras (a redução de lançamentos, algo que não é bem assim…), pode resolver a situação em médio prazo.

Vamos esperar.

Via Bloomberg

O Pandora não te deixa milionário se sua música for reproduzida por 43 milhões de vezes

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Os artistas não estão contentes com os valores pagos pelos serviços de streaming de música (Spotify, Pandora, etc). Esse foi um dos motivos para que Taylor Swift e outros abandonassem o formato, e o próximo pode ser Pharrell Williams.

Pharrell enviou um e-mail para os responsáveis da sua gravadora, e apesar da sua música ‘Happy’ ser reproduzida mais de 43 milhões de vezes no Pandora, ele só recebeu US$ 2.7 mil pelo feito. O cantor John Legend teve sua música ‘All Of Me’ reproduzida na plataforma por 55 milhões de vezes, e só recebeu US$ 3.4 mil.

A Sony/ATV considera essa uma ‘situação totalmente inaceitável’, em resposta ao e-mail de Pharrell, e reclama que um milhão de reproduções por streaming equivale a apenas US$ 60 em direitos autorais divididos entre artistas e gravadoras. Não só o Pandora é o alvo das críticas: apesar da cota de mercado do Spotify seguir crescendo, o lucro dos artistas não recebe um aumento similar.

A Sony afirma que sua principal prioridade é mudar a forma que essa remuneração acontece (que depende das vendas dos próprios serviços), e não vai descansar ate que o sistema seja reformulado. Por enquanto, não sabemos o que isso pode significar (inclusive a saída de alguns dos seus artistas dos catálogos do Pandora ou Spotify), mas tudo é possível.

Via Fusion

Rovio anuncia demissões e fecha um dos seus estúdios na Finlândia

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A Rovio, responsável pela franquia de games Angry Birds, anunciou que vai demitir 110 dos seus 800 funcionários em todo o planeta, como parte de uma reorganização da empresa. Além disso, o seu estúdio de desenvolvimento de videogames Tampere (Finlândia) será fechado. As duas manobras são claras tentativas de ajustar custos para enfrentar um futuro não tão promissor.

As más notícias são um pouco melhores do que se esperava, quando a Rovio avisou das futuras demissões em outubro. Na época, eram estimadas 130 demissões, e o número final vai depender de como serão ocupadas as vagas remanejadas na atual distribuição de funcionários.

As operações da Rovio na Finlândia ficam centradas a partir de agora apenas em Espoo, onde a empresa tenta se recuperar de sua clara desaceleração do seu negócio. Em abril, eles já apresentaram resultados onde os lucros em relação ao ano passado foram recortados em mais da metade. Veremos se os investimentos nos canais de animação e na distribuição de vídeo retornam resultados melhores.

Via CNETRovio

Futuro da Sony: menos TVs e smartphones, mais PlaStation

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Os resultados financeiros da Sony mostram claramente que o problema da empresa está na sua divisão de dispositivos móveis, cuja queda de lucros afetou inclusive uma divisão muito mais estável: a do PlayStation. Pois bem, segundo a Reuters, em uma recente conferência para os investidores, os executivos da empresa já planejam que em três anos eles esperam deter os prejuízos com a redução da produção de TVs e smartphones, e maiores investimentos na divisão de videogames.

O plano seria uma resposta contras as previsões de prejuízos de US$ 1. 7 bilhão para o mês de março de 2015. A estratégia é deixar um pouco de lado a competição por cota de mercado contra os seus concorrentes, e dar uma maior atenção aos pequenos dispositivos que oferecem lucros a curto prazo (incluindo os seus aclamados sensores de imagem). Ou seja, a Sony vai repetir a estratégia da Samsung, que também anunciou a redução do seu catálogo de smartphones.

Sem entrar em detalhes, o relatório esclarece que a divisão de smartphones será reorganizada. Os detalhes não serão revelados ate o começo de 2015 (quem sabe na MWC). Outras medidas de economia contemplam a já cancelada parceria com  FIFA, o que deve reduzir em US$ 280 milhões os gastos em patrocínio (a decisão também estaria relacionada aos rumores de manipulação de votos para as sedes das copas de 2018 e 2022).

Já a divisão do PlayStation segue fazendo dinheiro com futuros jogos, e os lucros devem aumentar com o novo serviço de streaming de jogos. Em resumo: a Sony vai concentrar dinheiro e esforços naquilo que está trazendo dinheiro para a empresa. Simples assim.

Via Reuters, Sony (.pdf)

O Angry Birds não é mais uma mina de ouro para a Rovio

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O amor das pessoas pelos passarinhos do Angry Brids acabou. É mais ou menos isso que o cenário atual da Rovio mostra, já que a empresa ai demitir até 130 funcionários (16% do seu quadro profissional).

A Rovio explica que as demissões acontecem porque eles não cresceram tão rápido como eles esperados. E isso com os seus jogos concentrando mais de 200 milhões de usuários ativos, e lucros nada depreciáveis. Apesar da empresa contar com vários títulos para dispositivos móveis, uma série de TV e um filme em fase de produção, sabemos que o carro chefe do seu catálogo é a saga Angry Birds, que desde o seu lançamento (em dezembro de 2009), conta com 11 jogos na franquia, além do ‘spin-off’ inspirado nos seus inimigos, o Bad Piggies.

Cinco anos depois do lançamento do primeiro jogo, o ‘boom’ gerado pelo game se dissipou. O ápice da febre Angry Birds foi no final de 2012, quando os jogos da saga alcançaram quase 300 milhões de usuários ativos. Agora, são 200 milhões. Nada mal, mas não são suficientes para manter o emprego de parte dos funcionários da Rovio.

Mikael Hed, CEO da Rovio, explica no blog da empresa que eles contrataram pessoas pensando em um crescimento que nunca aconteceu. Mesmo assim, os números da empresa são considerados bons: em 2013, foram acumulados 156 milhões de euros em ingressos, um pouco acima dos 152 milhões de euros do ano anterior.

A queda está nos lucros, já que em 2013 foram 26.9 milhões de euros, enquanto que em 2012 foram 55.5 milhões. Uma queda motivada, entre outras coisas, no aumento dos gastos pela produção da série de TV Angry Birds (já no ar, inclusive no Brasil) e no filme baseado no jogo, que estreia em 2016.

Em 2014, a Rovio adicionou 300 funcionários ao seu quadro, alcançando um total de 800, o que dava uma proporção muito alta de empregados para os ganhos gerados pela empresa. Apenas para comparar o tamanho do erro da Rovio, a Supercell, que com apenas dois jogos (um deles é o Clash of Clans) e 132 funcionários, alcançou ganhos de 706 milhões de euros em 2013.

Via The Guardian

BlackBerry pode demitir até 40% dos seus funcionários até o final do ano

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Segundo informa o jornal Wall Street Journal, a BlackBerry planeja uma eliminação de até 40% do seu quadro de funcionários até o final de 2013, realizando uma série de cortes “em etapas”, em todos os departamentos da empresa.

Vale a pena observar que a BlackBerry já se viu forçada a realizar demissões em massa quando ainda se chamava Research in Motion (RIM) para poder iniciar a nova fase da empresa. Segundo os últimos números oficiais, a BlackBerry conta hoje com 12.700 funcionários (em 2011, esse número era de 17 mil) trabalhando diretamente para a empresa.

A notícia chega depois que se tornou pública a pressão de vários membros do grupo de diretores da BlackBerry para que a empresa fosse vendida o quanto antes possível. Uma operação que pode ser dada como concluída já em novembro de 2013. A BlackBerry não tem muito o que falar sobre o assunto, e isso é absolutamente normal quando se trata de informações não oficiais, limitando-se a sinalizar que “as mudanças da organização seguirão tendo lugar para garantir que teremos as pessoas adequadas nos postos corretos, para criar novas oportunidades na computação móvel”. E isso é tudo o que a BlackBerry tem a dizer no momento.

Via WSJ.com

O Windows 8 não engrenou? Na opinião da Samsung, não! E estagnou a venda de PCs

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Eu atualizei um de meus notebooks para o Windows 8, e admito que estou satisfeito com o novo sistema. Porém, reconheço que sou exceção da regra. Muitos usuários estão descontentes, e muitos outros sequer cogitam migrar para o novo sistema operacional. Mais: a rejeição em relação à nova versão do software operacional da Microsoft é tão grande, que isso causou uma estagnação nas vendas de novos PCs.

Quem informa esse cenário de crise é Jung Dong-soo, responsável pela área de chips da Samsung. Em recente entrevista para a imprensa sul-coreana, o executivo afirmou que não só a rejeição ao Windows 8 é grande, mas que os usuários estão preferindo investir o seu dinheiro em um smartphone do que em um novo computador. Aqui, a explicação é muito simples: nos dias de hoje um smartphone atende as necessidades mais básicas da maioria dos usuários (é claro que cada um sabe o quanto precisa de um ou de outro, ou seja, você não pode dizer que essa afirmação é incorreta só porque você precisa de um computador), e em muitos casos, um bom smartphone ou tablet custa consideravelmente menos que um notebook ou PC de médio porte. Sem falar no fator mobilidade, que é cada vez mais levado em consideração.

Jung vai além na sua avaliação. Afirmou que toda a indústria de computadores esperava que o Windows 8 fosse um sucesso imediato, mas na prática, aconteceu exatamente o contrário. Muitas críticas à nova versão foram feitas, e a maioria decidiu ficar com o Windows 7. O executivo faz até uma previsão que já foi comentada algumas vezes no TargetHD Podcast: “a era do PC está chegando ao fim”, uma vez que tanto o mercado quanto os consumidores estão mais e mais propensos a buscarem as soluções móveis.

Os argumentos do executivo da Samsung se provam com números. Segundo o Net Applications, o Windows 8 está em apenas 3% de todos os computadores com sistema Windows no planeta, após quatro meses de vida. A rejeição da nova versão consegue ser maior que a do Windows Vista, um dos piores sistemas já lançados pela Microsoft, que em 2007, contava com 4% de penetração de mercado depois dos mesmos quatro meses de lançamento.

A missão do Windows 8 se torna cada vez mais complicada com o passar do tempo. 44% dos computadores com Windows ainda rodam o Windows 7, enquanto que 39% dos PCs ainda contam com o Windows XP, que foi lançado há 11 anos, e já tem o fim do seu suporte anunciado. A resistência dos usuários é grande principalmente por causa da mudança radical da interface do sistema operacional, que eliminou o botão Iniciar do sistema, e aproximou a sua usabilidade daquilo que encontramos no Windows Phone e na UI do Xbox 360.

Particularmente, não tive muitos problemas com o Windows 8. A curva de aprendizado foi muito pequena, e gosto do desempenho geral do sistema. Porém, isso é no meu caso. Compreendo que, para a maioria dos usuários, a mudança foi muito grande, e está cada vez mais difícil a adoção do novo sistema. As perspectivas não são das mais otimistas, e aquilo que a Microsoft previa como uma revolução no mundo da informática (ou uma nova forma de interagir com o computador) pode na verdade ser o início do fim da era dos PCs junto ao grande público.

 

 

Algumas operadoras e lojas internacionais não venderam uma unidade sequer de smartphones BlackBerry em um mês

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Crise na Research in Motion! Tudo bem, a gente sabe que a fabricante canadense de smartphones corporativos está em uma crise profunda, e luta para se salvar no mercado, mas não dava para imaginar que o buraco era tão embaixo!

Com a chegada das vendas de final de ano (a.k.a. Natal), os pontos de vendas de smartphones e celulares fazem o que podem desde já para esvaziar os estoques atuais, para receber os novos produtos e lançamentos pensados no final do ano de compras. Nokia, Motorola, Samsung e Apple já apresentaram suas opções, que certamente estarão nas prateleiras em novembro ou dezembro, e até a HTC (que, repito, não está mais no Brasil) e a LG vão anunciar novidades na semana que vem.

Mas a Research in Motion vai na contramão do fluxo, e não vai lançar nada antes do começo de 2013.

A RIM está sofrendo, e ainda espera pelo lançamento oficial da plataforma BlackBerry 10. A empresa continua explorando as suas opções de licenciamento de outros softwares para lançar algum produto ainda nesse ano, mas a tendência é que eles só lancem novidades no começo do ano que vem, com a nova versão do sistema operacional móvel. Mas, de acordo com recente pesquisa feita pelo analista do Pacific Crest, James Faucette, se a empresa não tomar cuidado, tudo o que vai conseguir com essa demora é perder cada vez mais espaço no mercado, principalmente nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, as vendas nos Estados Unidos de smartphones BlackBerry praticamente estagnaram durante o mês de agosto, se comparado com os números do mês de julho. As vendas estimadas (quando elas existem) representam apenas 20% daquilo que era vendido no país no começo do ano, e um número significativo de lojas de operadoras não realizou nenhuma venda de smartphones da RIM ao longo de um mês.

Para piorar, Faucette acredita que o BlackBerry 10 “pode ser tudo, menos uma aposta segura”, e afirma que a RIM pode ter problemas em ter o apoio das operadoras, pelo fato dos smartphones Android e do iPhone simplesmente dominar as vendas nas lojas de operadoras nos Estados Unidos. “Supondo que os primeiros smartphones com o BlackBerry 10 cheguem ao mercado no começo de 2013, acredito que temos evidências claras que os demais fabricantes simplesmente vão pressionar o mercado a ponto que esses modelos da RIM não tenham espaço significativo no mercado”, crava James em sua análise.

Os especialistas do mercado de tecnologia ainda acreditam que o BlackBerry 10 ainda pode vingar, por ser um sistema de alta qualidade, e totalmente preparado para o estilo BlackBerry de ser, mesmo sendo diferente de um BB convencional. É esperar para ver. Com tanto lançamento bom dos concorrentes, vai ficar cada vez mais difícil para a fabricante canadense.

Via BGR.com

Última fábrica da Nokia na Finlândia vai fechar em setembro

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Como parte da restruturação financeira da empresa, a Nokia anunciou que vai fechar a sua última fabrica no seu país de origem, a Finlândia. A unidade na cidade de Salo não mais vai existir a partir do mês de setembro.

A notícia foi confirmada logo depois dos rumores de que a Nokia estaria abandonando o projeto Meltemi, que visava criar um sistema operacional específico para os celulares de baixo custo da empresa. A medida também reforça a ideia da fabricante em demitir 3.700 funcionários na Finlândia e 10 mil funcionários ao redor do planeta.

A fábrica de Salo era a última presente no Oeste Europeu, e sua produção de smartphones já estava reduzida pela metade de sua capacidade total. A fábrica produziu o seu último smartphone hoje (27), e informou que 780 vagas de trabalho relacionadas à esta unidade serão cortadas ao longo de 2012. A decisão foi tomada depois de conversas com representantes de diversos segmentos da empresa, e a fábrica será completamente desativada em setembro de 2012.

É a Nokia tomando medidas drásticas para sobreviver no mercado de telefonia. Mas com lançamentos “mortos” como o do 808 PureView e Lumia 900, fica bem difícil.

Via SlashGear

Hitachi fecha sua fábrica de LCDs e Plasmas domésticos e Mitsubishi encerra a produção de discos ópticos

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Não há fabricante que não toma as medidas necessárias na hora de reduzir gastos. No caso da Hitachi, a solução não foi outa que não seja a de fechar a sua fábrica de produção de televisores Wooo TV, uma linha dedicada ao setor doméstico que produzia aproximadamente 100 mil unidades de telas LCD e Plasma por mês. Segundo a própria Hitachi, o motivo dessa decisão não foi outra a não ser a concorrência, com preços mais competitivos, que obrigou a empresa a programar o fechamento de sua fábrica de Gifu para setembro de 2012.

Por outro lado, a Mitsubishi também anunciou que vai deixar de fabricar discos em DVD e Blu-ray, por causa da queda de vendas. A empresa só vai abandonar o processo de produção, que passa agora para as mãos de empresas subcontratadas na Índia e em Taiwan.

Via TechCrunch