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Nasce hoje a Microsoft Mobile

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A partir de hoje (25), Microsoft e Nokia passam a ser uma só, com a concretização da compra da divisão de mobilidade dos finlandeses concluída. Oito meses depois do negócio ser anunciado, hoje é o dia da marca Nokia efetivamente desaparecer, e assim nascer a Microsoft Mobile, que será uma subsidiária da Microsoft. Ou seja, termina uma era, e começa outra, no mesmo dia.

A Microsoft escolheu a imagem acima para ilustrar o fim oficial das operações. Stephen Elop, ex-CEO da Nokia, mostrando um Lumia para Satya Nadella, CEO da Microsoft, com montanhas nevadas ao fundo (que seriam da Finlândia?). Tudo muito bucólico.

De fato, essa compra não foi um processo tranquilo: milhares de demissões aconteceram na Nokia, uma forte reestruturação da empresa foi feita para que ela fosse incorporada pela Microsoft, e o desaparecimento completo da empresa tal e como a conhecemos. Com a aprovação da operação por parte dos acionistas e reguladores, estamos agora diante de um caminho sem volta.

E agora?

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A Microsoft Mobile será uma unidade da gigante de Redmond, que vai desenvolver, fabricar e distribuir smartphones das linhas Lumia, Asha e Nokia X. O nome interno será Microsoft Mobile, mas ainda resta saber o que vai acontecer exatamente com a marca “Nokia” do ponto de vista comercial. E ainda não há uma decisão sobre o assunto.

No dia de hoje, a Nokia custou para a Microsoft um total de US$ 7.2 bilhões, valor pago pela divisão mobile da empresa (incluindo suas patentes). É bem menos que os US$ 8.5 bilhões pagos pelo Skype. Vendo por esse ponto de vista, a aquisição pode ser uma das mais importantes da história da empresa.

Agora, começa uma nova etapa onde o Windows Phone terá que se estabelecer de forma definitiva como a terceira alternativa no mercado dos sistemas operacionais móveis. Ele já é uma alternativa sólida em boa parte da América Latina, mas falta marcar a sua posição na Europa e nos Estados Unidos. E para conseguir isso, os smartphones Lumia da Microsoft Mobile terão que impressionar. Por conta própria.

Via Nokia e Microsoft

Facebook adquire o aplicativo de quantificação Moves

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Mark Zuckerberg mais uma vez tirou o cartão de crédito do bolso, e dessa vez, o Facebook adquiriu o aplicativo de monitoração de atividades físicas Moves. O app está disponível para Android e iOS, e segundo os seus responsáveis, ele segue funcionando de forma independente, e não perderá a sua identidade.

Valores da aquisição não foram revelados, mas tal manobra demonstra a intenção do Facebook em apostar em vários segmentos que são tendência no mercado. A aquisição acontece “coincidentemente” logo depois de anunciar que a Nike vai abandonar parcialmente no mercado de hardware para reforçar a sua aliança com a Apple nesse segmento. O Facebook pode muito bem querer competir em um mercado que está no auge, como é o da quantificação pessoal, mesmo que esse mercado apresente incógnitas importantes.

Segundo o The Wall Street Journal, o Moves teve mais de 4 milhões de downloads no Android e no iOS desde o último mês de janeiro. Seus responsáveis liberaram uma API para que desenvolvedores possam criar aplicativos entorno de seus dados – há pelo menos mais de 40 apps já aproveitando desse expediente -, e isso o torna muito promissor.

Ainda não sabemos como a compra afetará o Facebook como rede social – se é que vai afetar de alguma forma.

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Moves para Android
Moves para iOS

Via WSJ

Google adquire a Titan Aerospace, uma empresa de drones solares (tirando o doce das mãos do Facebook)

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Apesar dos últimos rumores publicados em março indicarem uma negociação com o Facebook, a Titan Aerospace acabou sendo adquirida pela Google. Segundo o Wall Street Journal, a gigante de Mountain View comprou a empresa especializada em drones solares, capazes de permanecer no ar em voo por até cinco anos, além de oferecer acesso a internet em determinadas regiões.

Desta forma, a Google usará a sua nova “frota” para dar suporte ao seu Project Loon, que busca oferecer sinal de internet para os locais onde isso não existe. Também é possível utilizar os recursos da aquisição em outras divisões da empresa, como por exemplo para enriquecer a experiência do Google Maps.

A Titan e os seus 20 funcionários permanecerão no Novo México, e continuam sendo liderados pelo seu atual diretor, Vern Raburn, que tem no seu histórico já ter dirigido a Symantec e a divisão de produtos de consumo da Microsoft.

Via The Verge, Wall Street Journal

China aprova a aquisição da Nokia por parte da Microsoft

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Aos poucos, Microsoft e Nokia seguem dando passos para culminar um processo de aquisição que começou no último trimestre de 2013. Uma longa espera, que necessita de vários órgãos governamentais dando sinal verde para a operação acontecer, evitando principalmente uma situação abusiva para o mercado.

A compra está aprovada nos Estados Unidos, na União Europeia e em outros mercados. Dessa vez, a China deu o sinal verde para a transação, algo que aparentemente poderia ser irrelevante em uma perspectiva midiática, mas para a Microsoft, é uma grande notícia.

Se pensarmos na estratégia da Nokia nos últimos meses, vemos que a empresa aposta muito nos mercados de entrada e/ou emergentes, com modelos da linha Asha e os novos Nokia X. Ter a aprovação da China significa entrar em um mercado onde a Nokia sempre teve uma boa reputação, ainda que hoje outras empresas (muitas delas locais) sejam as líderes do mercado – e usando o sistema Android. O Windows Phone até tenta, mas sua presença no mercado chinês ainda é muito discreta.

A aprovação também significa que a Nokia poderá seguir distribuindo seus smartphones no país via Microsoft. Ainda restam mercados importantes, como a Índia. Mas pouco a pouco o círculo está se fechando, e a aquisição está se tornando algo concreto e efetivo, mesmo que levando um pouco mais de tempo do que o esperado.

Resta saber qual será a estratégia da Microsoft e Nokia na China. O mercado é muito grande, mas é muito difícil de se posicionar. Talvez a Microsoft tente como a Apple, através de um grande acordo com uma das principais operadoras locais. De qualquer forma, veremos se eles são capazes de recuperar o prestígio que tinha antes da era smartphone.

Via Reuters

Facebook compra a Ocululs VR por US$ 2 bilhões

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O Facebook foi às compras de novo. Dessa vez, adquiriu a Oculus VR, responsável pelos óculos virtuais mais promissores, o Oculus Rift, por US$ 2 bilhões.

Depois de adquirir o WhatsApp e o Instragram, o Facebook anuncia que a aquisição da Oculus será um impulso para melhorar o seu sistema como plataforma de jogos, e também para se transformar em uma ferramenta para desenvolvimento de novas experiências sociais.

Dos US$ 2 bilhões fechados pela empresa, 400 milhões serão pagos em efetivos, e o restante serão repartidos em ações. Um tipo de negociação parecida com aquela que envolveu a compra do WhatsApp. Esse também pode representar um importante passo adiante no aspecto financeiro para o lançamento do Oculus Rift, uma vez que a Sony apresentou recentemente o Project Morpheus, o que automaticamente coloca pressão para que o produto da Oculus se transforme em uma realidade comercial antes dos japoneses.

As duas partes informam em comunicado que estão satisfeitas com o acordo. Esperamos que a negociação não afete os planos originais da Oculus, ou seja, que venha uma ferramenta imersiva para os videogames, algo sonhado por muitos a muito tempo.

Além disso, as duas empresas falam na criação de novas experiências sociais, e ainda é preciso descobrir como o Facebook já pensa em tirar proveito disso. Veremos o futuro das redes sociais passar por esse tipo de dispositivo de realidade virtual? Só o tempo vai dizer, mas nesse momento, esse cenário ainda está mais para a ficção científica mesmo.

Via Facebook

Compra da Nokia por parte da Microsoft vai ser concluída, mas só em abril

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A Microsoft esperava concluir a compra da Nokia até o final do primeiro trimestre de 2014, e isso não vai acontecer. A própria gigante de Redmond informa que a transação deve ser concluída em abril, uma vez que eles esperam a aprovação do negócio por parte das organizações anti-monopólio localizadas na Ásia.

Segundo informa a Microsoft:

Estamos próximos das fases finais da aprovação do nosso processo global regulatório. Até a presente data, recebemos a aprovação das autoridades que regulam 15 mercados em cinco continentes, Nesse momento, estamos esperando a aprovação dos últimos mercados.

Com isso, a Microsoft explica a situação atual em que a operação de aquisição se encontra. Enquanto isso, na Nokia, nega-se os rumores que esse atraso na compra seria por conta de uma investigação de pagamentos de impostos, com os filandeses protestando sobre o “absurdo” pelas taxas cobradas na Índia.

É de se esperar que o acordo seja concluído nas próximas semanas, sem maiores atrasos. Quando a Google Comprou a Motorola, aconteceu algo parecido: afinal, leva algum tempo para investigar bem estas operações e provavelmente com a venda da Motorola para a Lenovo, o processo (e seus respectivos entraves) deve ser o mesmo.

Via NokiaMicrosoft

Bill Gates, sobre a compra do WhatsApp: “que Zuckerberg se dê bem”

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Ao que parece, Bill Gates não ficou muito impressionado com a bilionária compra do WhatsApp por parte do Facebook. É  o que podemos deduzir de suas declarações na rede norte-americana ABC News, onde não poupou palavras na hora de elogiar Mark Zuckerberg.

Com o habitual sorriso no rosto, o fundador da Microsoft se mostrou um tanto quanto cético em relação a tudo o que gira essa volumosa compra, começando pelo preço. Gates deixa transparecer que provavelmente esta foi uma compra muito cara e que, em todo caso, atribui a decisão de compra ao perfil do próprio Zuckerberg, que ele denomina como “agressivo”. Além disso, Gates afirmou que “nem todo mundo teria feito (essa compra)”.

Mas o que realmente chamou a atenção no discurso do fundador da Microsoft é uma frase que podemos interpretar como uma mostra de ceticismo sobre o quão correta foi essa compra: “espero que ele se dê bem”, afirmou Gates, com um sorriso no rosto.

A frase pode ter uma dupla leitura: ou Gates expressou um genuíno desejo de boa sorte para Zuckerberg, como também pode soar como “você não sabe a encrenca que se meteu”.

Para ver a entrevista na íntegra, clique aqui.

Via Huffington Post

Grupos a favor da privacidade pedem o bloqueio da venda do WhatsApp

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Parece que não são apenas os usuários que estão preocupados com a sua privacidade com a notícia da compra do WhatsApp pelo Facebook. Duas organizações de defesa da privacidade enviaram uma petição para a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC), solicitando o bloqueio da operação até que o Facebook explique como serão utilizados os dados dos usuários do serviço de mensagens instantâneas.

A petição vem assinada pelo Escritório para a Informação de Privacidade Eletrônica (ou EPIC, em inglês), e pelo Centro da Democracia Digital (Center for Digital Democracy). As duas organizações acusam o Facebook de práticas abusivas, e de não ser muito clara com os usuários.

A FTC ainda não se pronunciou sobre o assunto, apesar de não parecer que a iniciativa terá muito impacto na operação de compra. Ao anunciar o negócio, o próprio Facebook se antecipou, explicando que as duas empresas seguirão operando de forma independente. Sobre a privacidade, Mark Zuckerberg garante que os termos e condições do WhatsApp (que dizem não coletar dados dos usuários) serão respeitados.

Fica a dúvida em saber se tal petição vai representar algum tipo de atraso ou dificuldade naquela que é considerada “a compra do ano” no mundo da tecnologia.

Via BBC

Google nega ter feito uma oferta para comprar o WhatsApp

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Aproveitando a oportunidade da Mobile World Congress, Sundar Pichai, vice-presidente sênios da Google, falou sobre os rumores que indicavam que sua empresa teria tentado comprar o WhatsApp, recentemente adquirido pelo Facebook. E disse: “não é bem assim”.

Segundo informa o site Telegraph, a Google “nunca fez uma oferta” para adquirir o sistema de mensagens instantâneas, e qualquer afirmação contrária à isso é “simplesmente falsa”.

Se Pichai está dizendo isso, quem somos nós para duvidar, não é mesmo?

Por outro lado, isso quer dizer que quem afirmou que o Facebook pagou excessivos US$ 19 bilhões para comprar o WhatsApp com o objetivo de evitar que a Google fizesse uma contra-proposta deverá mudar a sua teoria em relação à transação.

Via Telegraph

Google chegou a oferecer US$ 10 bilhões pelo WhatsApp

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A compra do WhatsApp pelo Facebook segue rendendo. De acordo com o site Fortune, a Google chegou a oferecer US$ 10 bilhões para comprar o serviço de mensagens instantâneas.

As fontes do Fortune que passaram a informação não apontam quando essa oferta foi feita, mas indica que o WhatsApp recusou a oferta por um motivo em especial: a Google não ofereceu aos criadores do serviço de mensagens uma cadeira no conselho administrativo, algo que o Facebook fez (Jan Koum, um dos fundadores do WhatsApp, agora é membro do conselho do Facebook).

O valor pago pelo Facebook é quase o dobro – se todas as condições forem cumpridas – do que a oferecida pela Google, o que nos leva a crer que a negociação entre Mark Zuckerberg e Jan Koum é de longa data. Segundo o Business Insider, as conversas começaram no segundo trimestre de 2012.

Em 9 de fevereiro de 2014, Zuckerberg convidou Koum para um jantar em sua casa, e fez a proposta de compra. E Jan disse o “sim” no dia de São Valentim (14 de fevereiro, Dia dos Namorados nos EUA… anham, sei…), interrompendo o jantar que Zuck estava tendo com sua esposa. Dizem até que os CEOs fecharam o acordo enquanto saboreavam uma torta de chocolate.

Mas esse último parágrafo tá mais para um romance do que para fatos constatados do mundo da tecnologia…

Via Fortune, Business Insider

Não entendeu por que o Facebook gastou US$ 16 bilhões no WhatsApp? Esse gráfico “desenha” para você!

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Muitos números resumem os motivos que fizeram o Facebook pagar US$ 16 bilhões na compra do WhatsApp. Mas esse gráfico, facilitado pela própria rede social de Mark Zuckerberg para explicar a operação, mostra de forma bem didática o principal motivo: um crescimento brutal.

O quanto cresceu o WhatsApp durante os quatro primeiros anos depois do seu lançamento? Muito mais do que o Gmail, o Twitter, o Skype e até mesmo o próprio Facebook. Nesse período, o WhatsApp contava com nada menos que 419 milhões de usuários únicos por mês, contra os 145 milhões do Facebook, os 123 milhões do Gmail, os 54 milhões do Twitter e os 52 milhões do Skype. Esses números são impressionantes, ainda mais para uma empresa que, nesse momento, tem apenas 55 funcionários.

Mas existem outras estatísticas consideradas chave que tornam o WhatsApp uma compra essencial para o Facebook. Dos seus 450 milhões de usuários ativos por mês, 70% desses estão ativos todos os dias. A cada dia, são enviados para o WhatsApp 600 milhões de fotos, e 100 milhões de vídeos.

A pergunta que fica (na verdade, é uma dessas perguntas) é a mesma quando acontece uma compra desse porte: o preço é exorbitante?

Mais: o WhatsApp vale os tais US$ 16 bilhões?

É impossível responder essa pergunta nesse momento. Quase ninguém acreditou que o Instagram valia US$ 1 bilhão. Porém, o tempo provou que essa foi uma das compras mais inteligentes que o Facebook fez nos seus 10 anos de vida. Veremos se a aposta alta no WhatsApp se mostra bem sucedida.

Via Forbes

Viber é adquirida pela Rakuten por US$ 900 milhões

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A Viber, uma das pioneiras no mercado de aplicativos de mensagens de texto, acaba de ser comprada pela Rakuten. O conglomerado japonês de várias empresas – onde as quais destacamos a sua loja online – pagou US$ 900 milhões pela aquisição.

Segundo valores oficiais oferecidos pela Viber, o seu aplicativo tem hoje mais de 300 milhões de usuários registrados (isso não quer dizer que temos esse mesmo número de usuários ativos). Com um notável crescimento no ano passado (eles contavam com 200 milhões de usuários em maio de 2013), o fato é que não se ouviu falar muito desse app nos últimos meses (apesar de recém chegar ao Brasil).

Com a Rakuten, o aplicativo do Viber terá um apoio importante para seguir competindo nesse mercado, algo parecido com o que acontece com outros aplicativos. Recentemente, o Viber recebeu interessantes novidades, como os stickers, e no ano passado, eles lançaram a versão para desktop do aplicativo.

Seria a venda para a Rakuten o que o Viber precisava para seguir sendo relevante? Mesmo assim, não vai ter vida fácil.

Via The Wall Street Journal

Qualcomm adquire várias patentes da HP, inclusive as patentes da Palm

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Depois da venda do sistema operacional webOS para a LG, certamente não será uma grande surpresa saber que a HP já não tinha nenhum interesse com a Palm. Logo, podemos contar para vocês sem sustos que eles venderam aproximadamente 2.400 patentes (1.400 nos EUA, e outras 1.000 em outros países) para a Qualcomm, entre as quais incluem “técnicas fundamentais de sistemas operacionais móveis” e outras tecnologias relacionadas.

A compra aconteceu praticamente para “comemorar” o terceiro aniversário de lançamento dos modelos Pre 3 e TouchPad, que culminaram com um dos piores fracassos comerciais da história da HP. De qualquer forma, vale a pena mencionar o passado, pois o mesmo ex-CEO da Palm, Jon Rubinstein, já afirmou que a venda da empresa que dirigiu foi “um grande desperdício”… e curiosamente o mesmo Rubinstein hoje faz parte da junta diretora da Qualcomm.

Coincidência? Eu estou duvidando…

Além das tecnologias da Palm, a transação inclui as patentes dos PDAs iPAQ, e a antiga empresa de software telefônico empresarial Bitfone. Supomos que essas patentes ajudarão e muito a Qualcomm no desenvolvimento de novos componentes para dispositivos móveis, além de garantir um pouco de tranquilidade em relação aos seus adversários diretos. Sem falar que seus adversários diretos (a.k.a. NVIDIA e Intel) podem se sentir um pouco pressionados a partir de agora.

Também é importante lembrar que o Palm e o iPAQ são os percussores imediatos dos smartphones modernos, e certamente as patentes desses produtos contém informações privilegiadas que podem fazer estragos a qualquer gigante do setor de telefonia. É possível imaginar o tipo de consequências que empresas como Samsung, Apple, Nokia ou Microsoft poderiam ter se colocassem as mãos nesses registros, levando em consideração o histórico que essas empresas possuem com a famigerada “Guerra de Patentes”.

Via Qualcomm

Oficial: Winamp é vendido para a Radionomy

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Agora é oficial: o Winamp encontrou um novo lar.

O emblemático player multimídia, ícone vivo da internet da década de 1990/começo da década de 2000, foi adquirido pela empresa belga Radionomy, especializada na criação e administração de emissoras de rádio online. A notícia começou a ser ventilada quando vários usuários da comunidade oficial do Winamp detectaram que o domínio do Winamp estava agora nas mãos da Radionomy, depois da data encerramento anunciada pela AOL expirar. Agora, temos o comunicado oficial, confirmando os rumores.

O interesse de Radionomy está basicamente na plataforma de streaming Shoutcast, que depois de ser adicionado ao catálogo de serviços, fará com que o serviço belga opere em aproximadamente na metade de todas as emissoras de rádio na internet. Felizmente, o Shoutcast não é o único ponto de interesse do Radionomy: a empresa também pensa em continuar o desenvolvimento do Winamp, tornando o aplicativo onipresente em todo o tipo de dispositivos portáteis, além dos sistemas de áudio para automóveis.

O comunicado oficial não revela o preço final da operação, mas o pessoal do site TechCrunch indica que a Radionomy teria pagado entre US$ 5 milhões e US$ 10 para a AOL, que adquiriu o Winamp em 1999 por US$ 80 milhões, com a compra da Nullsoft. Além desse intercâmbio econômico, a AOL também passaria a ser proprietária da própria Radionomy, ficando com 12% da startup.

Por fim, boas notícias para todos aqueles fãs de um player clássico, que já era dado como morto.

Via TechCrunch

Comissão Europeia aprova a compra da Nokia pela Microsoft, e negócio tem sinal verde para ser concretizado

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Agora, falta pouco. O momento da Nokia (ou pelo menos as suas divisões de mobilidade e tecnologia) se tornar oficialmente uma propriedade da Microsoft está cada vez mais próximo. Depois de receber a aprovação das autoridades norte-americanas, a Reuters acaba de publicar que a Comissão Europeia também aprovou de forma definitiva a manobra de compra.

Segundo indica a agência de notícias, as informações apresentadas pelas partes não mostram indícios que a compra vai afetar de forma drástica a concorrência, explicando que parecer ser muito pouco provável que essa decisão pode excluir os seus concorrentes do mercado. E não só no quesito vendas, mas também na distribuição de aparelhos com Windows Phone de outros fabricantes (algo que, convenhamos, possui hoje uma cota de mercado que já é ridícula).

O negócio, que custou US$ 7.350 bilhões (é sempre bom lembrar), contempla a aquisição dos dispositivos e dos serviços dos finlandeses (incluindo a sua já muito conhecida plataforma de mapas), assim como o seu catálogo de patentes relacionadas. Além disso, faz com que a Microsoft tenha tudo o que precisa para finalmente lançar a sua própria linha de smartphones com Windows Phone.

Deixando de lado as formalidades legais, ainda resta responder uma das mais valiosas questões do mundo da tecnologia nos últimos meses: se Stephen Elop, ex-CEO da Nokia, vai assumir as rédeas da Microsoft após a saída de Steve Ballmer, ou se teremos alguma surpresa de última hora.

E digo mais: essa última questão não vai demorar muito para ser respondida. Há quem diga que não é o Elop, e que vamos nos surpreender com a revelação do nome.

Via Reuters

Mike Lazaridis, co-fundador da BlackBerry, estaria interessado em comprar a sua antiga empresa

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Todo mundo sabe que a BlackBerry está mal das pernas, e deve deixar de existir tal e como nos conhecemos em breve, a não ser é claro que algum milagre aconteça. O plano de reestruturação atual, que é visto por todos como uma tentativa desesperada de se salvar (despedindo mais de 4.500 funcionários de diferentes divisões de menor interesse para os seus eventuais compradores) e obtendo o maior lucro possível com o BBM em outras plataformas), pode ser modificado, com a volta de um ilustre personagem na história da empresa: o co-fundador da RIM, Mike Lazaridis.

As páginas de economia dos jornais The New York Times e Wall Street Journal revelam a notícia que o co-fundador da BlackBerry (antiga RIM) estaria disposto a levantar fundos para adquirir a empresa que capitaneou durante anos, ao lado do seu sócio, Jim Balsillie. Detalhes dos planos de Lazaridis não foram revelados, mas aparentemente ele já estaria conversando com alguns dos maiores fundos de investimentos do mundo (como o Blackstone Group e o Carlyle Group, por exemplo) para obter o apoio econômico necessário para a aquisição.

Ao lado de Balsillie, Lazaridis foi o capitão do meteórico ascenso da RIM, e um dos principais responsáveis do domínio avassalador dos smartphones BlackBerry durante anos no mercado empresarial. Por outro lado, o mesmo Lazaridis foi a imagem do fracasso da empresa de Waterloo. Sua gestão nos últimos anos da empresa permitiu que os sistemas IOS e Android simplesmente aniquilassem as vendas de smartphones BlackBerry, de modo que imaginamos que pelo menos mais de um acionista vai receber essa notícia de tentativa de compra com um certo receio.

De qualquer forma, por enquanto, as conversas de Lazaridis com os fundos de investimento são preliminares, de modo que ainda é muito cedo para prever qualquer coisa. Vamos apenas observar e esperar pelos próximos acontecimentos.

Via The New York Times
Via The Wall Street Journal

Diretores da Dell aprovam a “revenda” da empresa para Michael Dell, por US$ 24.9 bilhões

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Uma das novelas do mundo da tecnologia em 2013 pode estar chegando ao seu final. Os diretores da Dell votaram a favor dos planos de seu fundador, Michael Dell, e do grupo de investimentos Silver Lake Partners, para transformar a fabricante de computadores uma empresa de capital privado.

Segundo o comunicado de imprensa, a transação está avaliada em US$ 24.9 bilhões, mas para o acordo acontecer, é preciso que as autoridades norte-americanas aprovem o negócio. Uma vez resolvido esse último trâmite – algo que deve acontecer no terceiro trimestre do ano fiscal de 2014 -, cada acionista deve receber aproximadamente US$ 13.88 por ação comum, incluindo o pagamento de um dividendo especial.

Michael Dell aproveitou a oportunidade para informar que a missão da empresa a partir de agora será servir aos seus usuários, e promover inovações que os ajudem a alcançar os seus objetivos. E sim, não sabemos como essa filosofia vai afetar os futuros lançamentos da empresa. Só o tempo vai dizer o que Michael Dell quis dizer exatamente.

Via BusinessWire

[Rumor] Venda da BlackBerry pode estar fechada para o mês de novembro

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Não podemos dizer que os rumores da venda da BlackBerry é um assunto novo nos blogs de tecnologia (porque não é), mas dessa vez, o tema aparece com mais peso, uma vez que a fonte é ninguém menos que o Wall Street Journal. Eles revelam em um dos seus artigos que a empresa de Waterloo estaria pensando em “alternativas estratégicas” para a sua atual situação, e que por conta disso, a junta diretiva estaria “focada em passar por um processo de rápido leilão”.

As decisões seriam tomadas com tamanha velocidade, que a mudança de posse da BlackBerry poderia estar finalizado já no próximo mês de novembro, entre outras medidas que a empresa já teria em mente. A matéria ainda destaca que a BlackBerry já teria em suas mãos uma lista de potenciais compradores, para escolher o mais adequado.

Isso não chega a surpreender. Bem sabemos que os problemas que a BlackBerry possui não são poucos, mas também pensamos que o seu processo de venda não será algo muito simples. Em todo o caso, a compra da companhia estará diretamente ligada ao preço que eles vão colocar nessa mesma companhia. Que, por sua vez, vai depender da pressa da própria BlackBerry em vender a empresa o mais depressa possível (que é o que parece).

Aconteça o que acontecer, estaremos atentos para saber o que vai acontecer de agora até o final de 2013.

Via Wall Street Journal

Microsoft explica a compra da Nokia: “para oferecer ao smartphone uma experiência de primeiro nível”

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Talvez para os fãs mais puristas da Nokia, argumentos não serão suficientes para explicar essa aquisição da centenária fabricante finlandesa por parte da Microsoft. Porém, não podemos dizer que a Microsoft não tem bons argumentos para justificar o negócio (a partir de sua própria perspectiva, é claro). E a gigante de Redmond tratou de fazer isso, para tentar acalmar alguns ânimos mais exaltados.

Para começar, a Microsoft tenta provocar os seus rivais (iPhone e smartphones Android/Galaxy da Samsung), afirmando que a compra tem como um dos objetivos tentar frear o avanço dessas plataformas, promovendo uma maior expansão do Windows Phone no mercado mobile. Se vão conseguir pegar um pedaço dessa desejada pízza chamada “mercado mobile”? Não sabemos. Mas a promessa da Microsoft é: “agora, vamos lutar até a morte”.

Por outro lado, a empresa reconhece abertamente a liderança e pujança da Google e Apple nesse mercado, e por causa disso, vão utilizar do expertise da Nokia para criar uma experiência de primeiro nível para os usuários de smartphones, de modo que eles possam competir em condições de igualdade com as gigantes do mundo mobile. Não entram em detalhes sobre como eles vão criar essa nova filosofia de produtos e serviços, mas pelo menos a princípio, eles pretendem implementar as boas soluções já desenvolvidas pelos finlandeses, além de adicionar as suas próprias soluções nos futuros lançamentos. Mas sem mexer muito nas bases fundamentais. Pelo menos a curto prazo.

A Microsoft também alerta que a compra da Nokia não representa uma ruptura das parcerias com os seus (poucos) parceiros com o Windows Phone. Nesse sentido, Terry Myerson, vice-presidente de Sistemas Operacionais da Microsoft declarou no blog oficial do Windows que “adquirir a Nokia sem dúvida reforça a venda de todos os modelos com Windows Phone no mercado, desde os próprios dispositivos da Microsoft até o de outros fabricantes. Colaboramos com as equipes de desenvolvimento de hardware da mesma maneira que fazemos com os nossos parceiros. Em outras palavras, a Microsoft seguirá licenciando o Windows Phone aos fabricantes que assim solicitarem”.

Porém, ainda não sabemos como a compra da Nokia por parte da Microsoft vai ecoar nos corredores dos demais fabricantes. Será que eles vão receber tão bem o fato de uma empresa desenvolvedora de software adquirir um fabricante de hardware específico, podendo assim compartilhar informações importantes sobre o desenvolvimento de produtos? Sem falar na preferência que a própria Microsoft fatalmente vai dar para a Nokia daqui para frente no desenvolvimento de novos dispositivos.

A Microsoft também informou que seguirá no desenvolvimento da plataforma Here, com o objetivo de se transformar na empresa líder na área de localização na nuvem, e oferecer esse serviços de mapas em diferentes sistemas operacionais. Além disso, a divisão NSN (Nokia Siemens Networks) seguirá trabalhando no desenvolvimento e construção de redes LTE, ao mesmo tempo que a fabricante garante ter a intensão de explorar novas oportunidades de negócios, investindo e desenvolvendo conceitos relacionados com a conectividade, e todas as tecnologias envolvidas com o assunto.

Por fim, a Microsoft também destaca que, com a compra da Nokia, eles levam para casa uma boa coleção de patentes, algo que torna a empresa uma das gigantes nesse segmento. Com isso, a inovação e desenvolvimento de novos produtos pode ser acelerada, podendo inclusive garantir o futuro da Microsoft como uma gigante nos eletrônicos de consumo. Algo que ela vem sonhando ser a algum tempo.

Via Microsoft (ATENÇÃO: arquivo em PDF), Nokia

Stephen Elop não é mais o CEO da Nokia… para ser o futuro CEO da Microsoft?

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Com a compra da Nokia por parte da Microsoft (não, você não leu errado, isso não é um pesadelo… clique aqui para ler), Stephen Elop deixa o cargo de CEO da empresa finlandesa para passar a dirigir a divisão de dispositivos e serviços, na posição de vice-presidente executivo. Basicamente era o mesmo posto que ele ocupava na Microsoft antes dele se transferir para a Nokia. A transição acontece quando a aquisição for concretizada.

Segundo a Nokia, essa mudança de função vai ajudar a reduzir os conflitos de interesses durante a transição de Elop, justamente por causa do seu passado com a Microsoft. Risto Siilasmaaa, presidente do conselho diretor da Nokia, vai assumir provisoriamente o posto de CEO da empresa, enquanto eles procuram um novo executivo para ocupar essa vaga.

Enquanto isso, outros nomes de destaque dentro da Nokia como Jo Harlow, Chris Weber, Juha Pukiranta e Timo Toikkanen seguirão os passos de Elop, e passam a ser funcionários de divisões da Microsoft. Marko Ahtisaari, chefe de design dos filandeses, decidiu abandonar a empresa por livre e espontânea vontade, e abandona o seu cargo em 30 de novembro para “voltar a perseguir outras oportunidades empresariais”. E aqui temos uma importante baixa nessa operação de compra.

Basicamente, quase todos os executivos mais representativos da Nokia serão assimilados pela Microsoft quando a compra for concretizada. Muito provavelmente isso já estava planejado de forma antecipada para evitar possíveis problemas de liderança.

Isso significa que a estratégia de produtos da Nokia permanecerá sem grandes mudanças a curto e médio prazo? Essa é uma pergunta que ainda não tem uma resposta concreta.

Mas… e quanto à Elop? Ele pode mesmo ser o futuro CEO da Microsoft, graças aos “serviços prestados” durante esses anos na Nokia? Segundo Steve Ballmer, sim.

Alguns rumores já apontava, para isso, e um pouco mais de lenha foi jogada nessa fogueira depois de uma entrevista do atual CEO (futuro ex-CEO) da Microsoft, Steve Ballmer, para o jornal The Seattle Times. Ballmer afirmou que Elop “passará de uma candidatura externa para uma candidatura interna” (uma vez que ele volta a fazer parte do grupo de funcionários da Microsoft). Com isso, Ballmer confirma as especulações que giram em torno do nome daquele que dirigiu a Nokia nos últimos anos.

Muitos acreditam que essa é uma bola cantada. Ainda não imagino que isso vai acontecer dessa forma, ou se Elop for o escolhido, não será anunciado tão já. Prefiro esperar os próximos acontecimentos sobre esse processo de compra, e observar mais os movimentos da Microsoft. De qualquer forma, é inegável que Elop larga na frente na disputa pelo posto de CEO da Microsoft. Só não acredito que ele é o nome preferido pelo tal conselho que vai decidir quem val liderar a gigante de Redmond nos próximos anos.

Via Nokia, Windows Phone Central, Seattle Times