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A segurança é o grande problema do código aberto

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O código aberto tem um grande problema: a segurança. É preciso mais pessoas trabalhando juntas para eliminar bugs e superar falhas críticas de segurança no código de um software que se sustenta em grande parte pela internet.

Quem afirma é o diretor de tecnologia da Fundação Linux, Nicko van Someren, em um discurso na Cloud Expo de Londres. Ele afirma que “chegamos na era do código aberto”, mas há um problema histórico nos projetos desse grupo, onde as falhas de segurança podem se tornar um problema crítico nos projetos.

“Os projetos de código aberto são as estradas e pontes da internet. Quase tudo o que fazemos na internet é baseado em código aberto”, afirma Someren, destacando os aspectos positivos da colaboração no desenvolvimento de novas características e ideias inovadoras de alta tecnologia. Porém, o executivo entende que o código aberto tem um grande obstáculo a superar: as falhas de segurança causados pela codificação casual, falta de orientação, melhores práticas e falta de gente suficiente para detectar problemas e corrigir falhas.

Someren destacou a Core Infraestructure Initiative (CII), criada pela fundação Linux para adotar um foco preventivo dos problemas de segurança. A CII está trabalhando com a comunidade de código aberto e gigantes de tecnologia (IBM, Google, Qualcomm, Facebook) para estabelecer as melhores práticas, educar os desenvolvedores e oferecer ferramentas para buscar e corrigir problemas no código antes que eles se transformem em graves vulnerabilidades.

O CTO da Fundação Linux conlui garantindo que as pessoas que acreditam que o seu negócio na internet podem funcionar sem o código aberto estão muito equivocadas, e alerta que é necessário que a comunidade se una e ajude a remediar alguns desses problemas de segurança, mantendo as pontes e estradas que sustentam a internet.

Via The Inquirer

Quanto vale o software de código aberto?

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A Fundação Linux tentou calcular o valor de um software de código aberto em um estudo, que mostra os custos estimados de uma empresa desenvolvedora para criar do zero, comercializar, manter e melhorar uma solução de código aberto e colaborativo.

O valor total é algo surpreendente: até US$ 5 bilhões. Para chegar a esse número, o estudo analisou os repositórios de código aberto de cada um dos seus projetos mediante o Modelo de Custos (COCOMO). Com 115 milhões de linhas de código fonte, a Fundação Linux estima que seriam necessários 1.356 desenvolvedores trabalhando por 30 anos para recriar o código base dos projetos que auspicia.

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Uma mostra da importância desse tipo de desenvolvimento colaborativo. Sem ele, seria quase impossível o acesso a muitos dos aplicativos e serviços OpenSource. Um desenvolvimento onde milhares de pessoas participam de forma individual, sem falar nas mais de 500 grandes companhias envolvidas.

Via InformeInfográfico

Na Microsoft, há quem diga que um Windows “Open Source” é possível

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Mark Russinovich, engenheiro da Microsoft, afirma que é “absolutamente possível” que a empresa adote um modelo Open Source para o futuro desenvolvimento do Windows.

Russinovich é um dos principais responsáveis pelo Windows, e fez suas declarações durante a sua participação na Chefcon, local onde a maioria dos presentes possuem uma relação “complicada” (para dizer o mínimo) com a Microsoft, uma vez que quase todos usam o Linux.

A abertura da Microsoft para uma filosofia de código aberto foi nula ou lenta na maior parte de sua história (Steve Ballmer chegou a afirmar em uma oportunidade que o Open Source era um “câncer”), mas isso mudou radicalmente nos últimos tempos. O Azure, plataforma de cloud computing da empresa, oferece suporte ao Linux a algum tempo, e 20% dos sistemas de rodam na plataforma o fazem com alguma das muitas distribuições disponíveis.

De acordo com Russinovich, a mudança é necessária, pois é algo que já vivemos nos dias de hoje. O que surpreende é saber que o debate sobre a adoção dessa filosofia se tornou muito mais ativo em uma empresa que tradicionalmente defendeu o modelo de software comercial.

A própria Microsoft dá mostras que sua visão de hoje já não é a mesma, com a publicação do .NET com a licença Open Source.

Mas uma coisa é dizer que o Windows poderia ser de código aberto um dia, e outra – muito diferente – é fazer isso acontecer. Russinovich afirma que o sistema operacional é muito complexo, e torná-lo Open Source não seria uma tarefa fácil, necessitando um sistema de compilação que utilizaria vários engenheiros e meses de trabalho para funcionar.

Por outro lado, o Open Source é muito coerente com o atual caminho escolhido pela Microsoft, que está se voltando muito mais para os serviços e menos para as licenças (mesmo que as licenças ainda sejam boa parte dos lucros da empresa), e que se beneficiaria muito mais de um alcance maior das suas soluções para diferentes tipos de dispositivos.

A estratégia é parecida com a da Red Hat, empresa que melhor conseguiu monetizar os seus investimentos no Linux, comercializando serviços de suporte ou implementação de serviços a partir de produtos Open Source. A participação de Russinovich mostra que essa é uma possibilidade real. Não que esse será o caminho do Windows no futuro, mas o simples fato da Microsoft pensar assim deixa claro que a empresa está mudando. E muito.

Via Wired

Microsoft abre os códigos do MS-DOS 1.1/2.0 e Word para Windows 1.1a

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A Microsoft decidiu publicar junto ao Museu da História da Informática os códigos do MS-DOS 1.1 e 2.0, e do Microsoft Word for Windows 1.1a. Vale lembrar que essa versão do editor de textos é a primeira, lançada em 1989, e levou apenas quatro anos para capturar metade do mercado.

Segundo Len Shustek, presidente do museu, “acreditamos que conservar o código fonte histórico desses dois programas é algo essencial para compreender como o software evoluiu desde as suas raízes mais primitivas, para se transformar em uma parte crucial de nossa civilização”. Por conta disso, a decisão faz com que alguns de nós (eu inclusive) sintamos o peso da idade.

Posso dizer que estou feliz e orgulhoso de ter vivido o que para muitos foram os anos mais gloriosos da informática pessoal, apesar de também guardar lembranças constrangedoras desse período. Como o vídeo abaixo. Mas, afinal de contas, eram os anos 80. Tente compreender.

 

Via Microsoft

Via Código do MS-DOS
Via Código do Word

Spark te ensina a montar um termostato inteligente de código aberto

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A Spark Labs apresentou uma proposta de termostato de código aberto, que pode ser montado por qualquer mortal habilidoso. O Spark Core é composto por um módulo que custa US$ 39, usa telas genéricas, que podem ser encontradas em qualquer loja de eletrônicos, e alguns sensores fabricados pela Adafruit, Honeywell e Panasonic.

As informações de temperatura são obtidas via consulta online do navegador web do usuário (no computador ou smartphone), e será necessário um pouco de imaginação para criar o controle numérico. Mesmo assim, vale a pena o desafio.

ATENÇÃO: o design da página da Spark é absurdamente pesada, podendo bloquear o seu navegador.

Via Spark Labs
Via GitHub

Motorola Moto G é agora um produto de código aberto, por decisão da própria Motorola

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O Motorola Moto G é um dos smatphones de maior destaque no mercado atual (e um dos reviews mais solicitados aqui no TargetHD… calma, pessoal… vai sair…), e de certo modo, o sistema operacional que ele carrega (o Android) já é de código aberto. Porém, a Motorola decidiu liberar todos os códigos fontes do dispositivo, como ROMs e Kernels para desenvolvedores estudarem o dispositivo com maior riqueza de detalhes, e para os mais curiosos descobrirem como o mesmo foi desenvolvido.

A maioria dos meros mortais não precisam desses códigos para absolutamente nada. Até porque a maioria dos mortais são consumidores dos produtos, logo, não terá serventia nenhuma os tais kernels. Porém, para a grande quantidade de desenvolvedores de aplicativos e soluções pensadas nos smartphones Android, essa é ótima notícia. Terão a oportunidade de estudar a fundo a estrutura de software, e desenvolver soluções ainda melhores para um dos melhores smartphones de linha média do mercado.

Por tabela, o usuário final é beneficiado. Afinal de contas, o dispositivo ficará melhor, não só com melhorias de software vidas de desenvolvedores independentes, mas também pelos novos aplicativos e widgets que certamente serão lançados. E tudo isso, de graça.

Em resumo: essa é uma excelente notícia para os proprietários do Moto G. E, para aqueles que estavam meio reticentes com essa nova fase da Motorola, é melhor rever conceitos. Do jeito que eles estão trabalhando (ou melhor, que a Google está trabalhando com eles), o futuro aparenta ser muito promissor.

Para mais detalhes, acesse a página da Motorola na Source Forge.

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Via Android Central

Tizen OS executará apps para Android, com uma pequena ajuda de software

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O sistema operacional Tizen OS continua dando os seus primeiros passos nesse mundo, e hoje chega disposto a eliminar uma de suas possíveis desvantagens: sua escassa coleção de aplicativos.

Ao que parece, esse sistema operacional de código aberto será compatível tanto com o SDK do Android como com o o do Bada (mas ou menos da mesma forma que o BlackBerry PlayBook aceita aplicativos Android). A OpenMobile, empresa responsável por tornar isso possível através de sua ACL, garante que a plataforma será 100% compatível com o catálogo de aplicativos do Google, chegando ao mesmo nível de resposta da sua versão original.

E, como você bem pode imaginar, mal posso esperar para ver essas afirmações sendo colocadas a prova em testes práticos e reviews. Até lá, vamos ter que nos contentar com um pequeno aperitivo de seu funcionamento, no vídeo abaixo.

Via BGR

Facebook adquire a rede social de fotografia Lightbox

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Mark Zuckerberg continua na sua fase de compras. Se depois da compra do Instagram ficava alguma dúvida que o Facebook apostaria com muita força no universo da fotografia, essa recente compra do Lightbox eliminou todas as dúvidas pendentes.

Na verdade, o Facebook englobou os profissionais que trabalham no LightBox, uma vez que o site do serviço vai fechar a partir do dia 15 de junho. Os membros da equipe, Nilesh Patel e Thai Tran, são especialistas no desenvolvimento para Android e plataformas HTML5. Por isso, vão trabalhar no Facebook.

Se daqui a alguns meses o Facebook surpreender o mundo com um excelente software para registrar e compartilhar fotos no Android, já sabemos os nomes dos elementos que estão por trás do aplicativo. Um detalhe importante: eles anunciaram que uma parte do código escrito para o LightBox será compartilhado abertamente no repositório GitHub, mas as fotos e dados do usuário serão eliminados depois do meio de junho. Ou seja, se você tem fotos armazenadas lá e não quer perder, tem um mês para salvar tudo no seu computador.

Via The Next Web

HP demite aproximadamente 275 funcionários da divisão do webOS

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Não deve ser surpresa para ninguém que um grande número de trabalhadores que até hoje se dedicavam ao desenvolvimento do webOS acabam de perder os seus empregos, mas de qualquer forma, vale o registro. 275 empregados ligados ao projeto do webOS foram demitidos pela HP, pois a empresa “não necessita mais de tantos postos no setor de engenharia e relacionados como precisava antes”, uma vez que a divisão do webOS “continua com a transição de fabricação de dispositivos móveis para os softwares de código aberto”.

Em todo caso, muitas dessas pessoas não ficaram necessariamente sem emprego, pois “a HP está trabalhando para redistribuir os empregados afetados por estas mudanças em outros postos na empresa”. Fica a esperança que isso realmente aconteça, especialmente depois da renúncia de Jon Rubinstein. Se a HP não fabrica mais hardware para utilizar o webOS, fica evidente que não precisa mais de engenheiros e designers. De qualquer forma, sempre dói quando recebemos esse golpe de realidade em nossa cara. Nunca é legal saber que tem gente perdendo emprego por causa de decisões equivocadas de grandes executivos.

Via The Verge

Dell e Ubuntu voltam a lançar novos produtos em parceria, dessa vez, na China

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A Dell já tem uma parceria de vários anos com a Canonical, confiando ao Ubuntu o compromisso de manter alguns de seus computadores com o seu sistema operacional. Mesmo que os resultados não sejam tão expressivos como as duas empresas desejavam. Mas, de qualquer modo, a dupla volta a lançar produtos na China.

Graças a um exaustivo acordo assinado na última quarta-feira (26/10), um total de 220 estabelecimentos no país asiático poderão vender portáteis e desktops da Dell com as últimas versões do Ububntu. Para apoiar a iniciativa, os tais estabelecimentos contarão com pessoal especializado, que vai explicar aos clientes as vantagens da famosa distribuição Linux, facilitando assim a transição da plataforma, além de material promocional das duas empresas para conquistar novos adeptos.

Não sabemos se a iniciativa virá para o Ocidente algum dia.

via Canonical

DARwIn-OP é um humanóide caseiro com alma de open source

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O DarwIn-OP é a nova geração dos já conhecidos robôs Robotis e RoMeLa (que vieram da universidade de Virginia Tech) está para ser lançado, de modo que as primeiras imagens não iriam demorar a aparecer. O que temos é um novo robô, completamente operável, que conta com sensores e servomotores “recicláveis” em modelos muito mais sofisticados do que os anteriores.

Mas a grande novidade é que este robô é desenvolvido com código aberto, logo, pode ser personalizado tanto no seu hardware quanto no seu software. O robô pode ser adquirido através da Robotis, e os seus arquivos CAD estão disponíveis para download público, para que você possa construir o seu próprio modelo com a ajuda de uma impressora 3D (se você tiver uma, é claro). Seu preço estimado é de US$ 8.000.

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