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China proíbe a venda do game Battlefield 4, por “questões de segurança nacional”

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É o governo chinês… sendo governo chinês. Eles sempre tiveram um posicionamento muito intolerante em relação aos videogames. De modo que ninguém se surpreendeu com a notícia que é tema desse post, mesmo com a recente decisão do governo que Pequim de considerar os jogos eletrônicos como uma forma de entretenimento válida, e não uma ferramenta de subversão. Bom, essa regra não se aplica a todos os jogos.

As autoridades chinesas proibiram a venda do jogo Battlefield 4 no país. O jogo no restante do mundo dito civilizado se tornou um sucesso arrebatador, mas por trás da Grande Muralha, o game da Electronic Arts foi classificado como “uma ameaça para a segurança nacional”.

O jogo se desenvolve em um universo alternativo, onde um grande comando militar chinês lança um golpe de estado com o apoio da Rússia, e esse  golpe ameça desestabilizar o mundo inteiro. A ideia que os gamers chineses possam enfrentar as tropas nacionais não parece ter sido muito bem recebida nas altas esferas do governo, ao ponto do Ministério da Cultura ter proibido a venda do jogo em todos os seus formatos, incluindo demos, itens complementares, e até a difusão de cobertura informativa, chegando inclusive a censurar o nome do jogo na rede social Weibo.

Antes desse ato de censura, o diário nacional China Military descreveu Battlefield 4 como “uma afronta à imagem da China”, e uma “nova forma de invasão cultural”. Estes são os argumentos que o governo chinês usa para proibir os videogames no país desde o ano 2000, quando os mesmos foram considerados uma ameaça ao desenvolvimento moral da juventude.

Tal como aconteceu durante o período que os videogames só poderiam ser adquiridos no “mercado cinza”, é difícil saber se esta decisão terá um impacto real entre os jogadores chineses. De forma oficial, Battelfield 4 não foi lançado no país, mas o game é quase tão popular como em qualquer outra parte do planeta. E sites chineses com o link para download do game podem ser encontrados aos montes.

Via ZDNet

China “legaliza” os videogames, estabelecendo condições econômicas

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Estamos em 2013, e tão inacreditável quanto possa parecer, a venda dos videogames na China é algo, basicamente, ilegal. Há 13 anos, o governo de Pequim decidiu limpar o mercado das “pecaminosas” obras digitais, que ameaçavam contaminar a juventude do país, promulgando uma lei que restringe fortemente a fabricação e o comércio de videogames e seus respectivos jogos. O motivo? O governo local considera os videogames nocivos para a infância.

Na prática, a lei nunca foi realmente obedecida, e eles só conseguiram criar um grande mercado cinza, sem nenhum tipo de regulamentação, onde apenas operam legalmente umas poucas empresas nacionais, com o aval das autoridades locais. Pois bem, esta situação está prestes a chegar ao fim.

A China anunciou um programa piloto que tem como objetivo estimular o investimento privado, a concorrência e o crescimento econômico da indústria dos videogames no país, que finalmente é reconhecida como uma atividade legítima. Com isso, os principais fabricantes do mercado podem vender os seus consoles e equipamentos recreativos em todo o país, sem maiores entraves do governo.

Mas nem tudo é perfeito nesse mundo. A única restrição que afeta de forma direta os consumidores é o fato do governo chinês ainda submeter os jogos à censura oficial, para impedir que conteúdos que eles considerem nocivos e perniciosos cheguem às crianças e adolescentes. Ou seja, só estarão disponíveis aqueles jogos que passaram pelo filtro do Ministério da Cultura local.

Outra condição imposta não é tão restritiva, mas é de interesse para os estúdios desenvolvedores de jogos e fabricantes de consoles: o governo chinês só vai permitir a operação de empresas que se registrem na zona livre de Shanghai, que é o que basicamente vai permitir que o governo local arrecade mais impostos, obtendo assim o seu incremento no tal plano econômico.

É importante ressaltar que os consumidores chineses já contavam com a possibilidade de adquirir praticamente todos os consoles disponíveis no resto do mundo, graças ao famoso mercado cinza (algo parecido acontecia aqui no Brasil no começo da década de 1990 até o começo da década de 2000, mas sem todas as censuras adotadas pela China), de modo que não haverá muitas mudanças na disponibilidade dos produtos.

A principal vantagem para esses consumidores é que, finalmente, empresas como Sony, Nintendo (que opera no país através de uma joint-venture nacional, voltada para o público infantil) e Microsoft poderão atender os consumidores de forma direta, através do seus próprios canais de distribuição, o que significa preços mais competitivos do aqueles ofertados pelos importadores, e a disponibilidade da assistência técnica oficial da fabricante.

Via Engadget

Twitter explica os motivos pelos quais suspendeu a conta de um repórter durante os Jogos Olímpicos

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Para muitos internautas ao redor do planeta, o Twitter se transformou em uma poderosa ferramenta para difundir de forma instantânea suas ideias ou notícias, antes que as mesmas sejam divulgadas nos grandes meios de imprensa tradicionais, e por isso, sempre acaba chamando a atenção quando uma conta é cancelada sem nenhum motivo aparente. Hoje, vamos falar desse tema por causa de um acontecimento que deixou muita gente simplesmente embasbacada: o cancelamento de uma conta do Twitter de um jornalista norte-americano durante os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

A polêmica começou quando Guy Adams reclamou da transmissão dos Jogos realizada pela NBC nos Estados Unidos. Para quem não sabe, a NBC tem direitos exclusivos de transmissão dos Jogos Olímpicos no país do baseball em na TV aberta, assim como a Record possui no Brasil (dessa vez). Porém, a NBC consegue ser pior que a Record em alguns aspectos, como por exemplo, só transmitir a cerimônia de abertura dos jogos horas depois dela ter acontecido, e preferir usar de VTs de eventos do que exibí-los ao vivo.

Voltando ao caso de Guy Adams. Depois de algumas mensagens no Twitter contra uma das maiores redes de televisão dos Estados Unidos, a sua conta foi bloqueada, sem maiores explicações. Imediatamente, os usuários e outros membros da imprensa começaram a especular e pressionar o Twitter pela atitude. Horas depois, a rede social reativou a conta, e explicou a sua versão para o incidente.

Segundo o Twitter, Guy Adams publicou o endereço de e-mail de Gary Zenkel, presidente da NBC. Isso fez com que o pessoal da NBC enviasse uma queixa formal à rede social, e segundo as regras de “Confiança e Segurança” do Twitter, que indicam que não é permitido publicar informações pessoais de terceiros, iniciou o procedimento de bloqueio de conta. A mensagem que causou a queixa desapareceu e a conta do jornalista foi ativada novamente.

Porém, isso abre as portas para uma discussão ainda maior sobre a censura e a liberdade de expressão. Alguns opinam que inclusive os governos deveriam ter o poder de bloquear o acesso ao Twitter, enquanto que outros consideram que uma pessoa deve ser livre para twittar sobre o que quiser.

E você? Qual é a sua opinião? Qual é o limite? Quem? E como esse limite deve ser regulado?

Via Twitter

Por que a Coreia do Norte lança sistema operacional com 10 anos de delay tecnológico?

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A Coreia do Norte desenvolveu um sistema operacional próprio, focado na segurança, e com grande nível de inspiração em antigos programas da Microsoft. Mas o fato mais curioso é que ele está 10 anos defasado em relação à o que temos hoje. Por que?

Bom, como vocês sabem, a Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo, e tenta a todo custo cortar o fluxo de informação vindo do exterior. Tanto que o país ensina a internet aos estudantes por meio de imagens de telas de PCs impressos no papel. Daí já começa a se explicar porque a linguagem do sistema é tão avançado quanto o Windows ME ou 2000, e a tendência é que ele não passe as fronteiras do país com tanta facilidade. O nome do sistema é Estrela Vermelha e conta com poucos aplicativos, justamente para que o governo tenha controle sobre a segurança de suas informações. O que é o mais inusitado disso é que o Estrela Vermelha é baseado em Linux, que em distribuições mais recentes, são atraentes e compatíveis com a tecnologia recente (menos o Estrela Vermelha). Pra completar, o sistema conta basicamente com editor de texto, planilha, apresentação de gráficos… e mais nada. Ah, e o calendário do SO é próprio da Coreia do Norte, começando a contagem dos anos a partir do nascimento do fundador do Estado, Kim ll-sung.

Para os poucos civis norte-coreanos que contam com acesso à internet, resta os poucos sites que são aprovados pela censura do governo. O que é lamentável.

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Mais uma do Hugo Chávez: para ele, a internet não pode ser livre

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Entra ano, sai ano, temos a internet, parte da Humanidade evolui… e Hugo Chávez mostra que vai na direção contrária no quesito “evolução mental”. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse no sábado que a Internet precisa ser regulada, quando criticou um site local de notícias que dias atrás difundiu a informação sobre o falso assassinato de um de seus ministros. Chávez ainda questionou a televisão por assinatura pedindo também que se iniciem processos normativos para sua difusão. Bom, sem comentários, não é mesmo? O pior é que certos políticos brasileiros concordam com ele, e até trabalham para uma “maior vigilância dos veículos midiáticos no Brasil”. Enfim… #bullshit

Mais: http://tecnologia.ig.com.br/noticia/2010/03/14/chavez+diz+que+internet+nao+pode+ser+livre+9427320.html