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Champignon para criar baterias de smartphones mais eficientes?

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Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia e do Riverside College descobriram que o que conhecemos como o champignon comum poderia ser um elemento chave para a criação de baterias de smartphones mais eficientes.

O segredo está na estrutura porosa do champignon, que é capaz de concentrar uma grande quantidade de sal de potássio em seu interior, o que o transforma no material perfeito para a atividade eletrolítica própria das baterias, além de ter sua capacidade aumentada proporcionalmente em função do número de poros ativos.

Com isso, os champignons podem ser utilizados pra criar baterias mais seguras, limpas, econômicas e de maior capacidade que as tradicionais, baseadas em íons de lítio. Além disso, essas baterias não perderiam a sua capacidade com o uso e as recargas. Pelo contrário: por conta da ativação de poros, quanto mais recargas ela receber, mais eficiente ela será.

É um conceito promissor, mas é preciso deixar claro que tudo isso está em fase muito primária de pesquisa, de modo que temos que baixar nossas expectativas sobre o assunto. Por enquanto.

Via UCRToday

Uma semana de autonomia no iPhone 6, com uma bateria de hidrogênio

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A empresa britânica Intelligent Energy garante ter inventado uma bateria de hidrogênio que ofereceria uma semana de autonomia de uso para um smartphone.

A bateria funciona mediante a combinação de hidrogênio e oxigênio. É pequena e leve, podendo se adaptar aos smartphones atuais, como o iPhone 6, onde foram realizados testes sem qualquer alteração de design. A única diferença com o modelo padrão são alguns furos realizados na carcaça traseira para expulsão do calor e vapor de água, que segundo os fabricantes são ‘em quantidades imperceptíveis’.

A versão atual é somente um protótipo, mas a empresa está desenvolvendo uma versão comercial que poderia revolucionar o mercado de smartphones. Também é dito que a Apple está trabalhando com esta empresa na busca de novas soluções energéticas para alimentar os seus dispositivos.

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Os responsáveis pela Intelligent Energy comentam que a sua bateria poderia estar disponível em dois anos, mas ainda existem alguns aspectos a serem resolvidos, como o da recarga da bateria de hidrogênio, que poderia ser feita através de uma tomada adaptada, similar à saída dos fones de ouvido.

As baterias de combustíveis são uma tecnologia promissora, mas até agora eram muito volumosas e caras para o mercado do consumo. Veremos se chegarão ao mercado e seu custo final.

Via EOLThe Telegraph

 

Samsung promete as ‘baterias eternas’

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A Samsung afirma ter encontrado uma forma de oferecer para as baterias uma vida útil ‘indefinida’, com a ajuda de um trabalho em colaboração com o Instituto Tecnológico de Massachussets. A ideia é oferecer um notebook ou smartphone com uma bateria que nunca deve ser trocada pelo efeito da degradação.

De acordo com as informações, é algo tão simples (na teoria) como a substituição do eletrolito líquido utilizado hoje nas baterias por um tipo de sólido. Com essa substituição do elemento condutor, é possível reduzir  a degradação que o material sofre a cada ciclo de recarga, aumentando assim a sua vida útil, até que ela melhore a sua vida útil, alcançando as centenas de milhares de ciclos de carga e recarga.

É algo que parece ser bem interessante, mas a melhor parte vem agora: de acordo com o MIT, a descoberta coloca fim a outros problemas importantes e inerentes às baterias atuais, como por exemplo segurança e custos.

Via The Korea Times

O que é mito ou lenda nas baterias dos smartphones?

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Você até gostaria que a bateria do seu smartphone tivesse uma autonomia maior, mas mesmo com a melhora de sua tecnologia, isso não é possível. Mas o mais interessante é que hoje temos muitos grupos de pesquisa inovando no segmento de baterias, e é provável que em médio prazo novas propostas com melhores especificações que as unidades atuais cheguem ao mercado.

Curiosamente, mesmo com tantas melhorias,  alguns mitos ou lendas seguem arraigados com os usuários, criando ideias equivocadas sobre a melhor forma de utilizar e prolongar a vida útil das baterias. Algumas regras valem até hoje, e outras nunca tiveram base sólida na prática.

Nesse post, discutimos alguns mitos que podemos dar adeus para sempre, e outros que contam com argumentos tangíveis.

 

Descarregar completamente a bateria de um smartphone novo: FALSO

Essa regra valia na época em que as baterias sofriam do tal “efeito memória” (veremos esse item com mais detalhes mais adiante). Muitos especialistas garantem que as baterias trabalham melhor quando contam com um nível de carga que oscila entre 40% e 80% de sua capacidade total, pois nesse nível ela não se submete à um estresse desnecessário.

De vez em quando é bom deixar a bateria descarregar completamente, e realizar uma recarga de 100% para completar um ciclo completo de carga. Quando fazemos isso, a bateria se calibra para preservar a sua capacidade máxima. É recomendado executar esse procedimento pelo menos uma vez por mês.

 

Não usar o smartphone enquanto recarrega a sua bateria: FALSO

Não há nenhuma base técnica que justifique esse mito. O processo de recarga de bateria acontece de qualquer jeito, independente se o smartphone está ligado, em uso, ou desligado. O que é preciso ter em conta é que, se ele está em uso durante o processo, parte da carga da bateria é utilizada, e o tempo de recarga completa será maior. Em todo o caso, usar ou não durante o processo não prejudica a ‘saúde’ da bateria.

 

A primeira carga deve ser completa: FALSO

Um dos maiores mitos é que, logo após receber um smartphone novo, é preciso recarregá-lo até os 100% de bateria. Como já foi mencionado, muitos especialistas garantem que as baterias trabalham melhor com um nível de carga entre 40% e 80%. Por isso, quanto mais tempo o dispositivo ficar nesse nível de carga, maior será a vida útil da bateria.

Os fabricantes entregam os dispositivos com um nível de carga entre 50% e 60%, o que permite uma primeira utilização para uma configuração inicial, e depois disso, colocar o telefone para recarregar quando alcançar os 40% de carga.

 

Não deixar o smartphone conectado no carregador se a bateria já estiver carregada completamente: VERDADEIRO

As temperaturas extremas (ou muito altas, ou muito baixas) provocam uma degradação mais rápida das baterias, e isso deve ser evitado sempre. Boa parte dos carregadores atuais contam com um sistema inteligente, que interrompem o envio de energia quando é detectado que a bateria está 100% carregada.

Normalmente a bateria se mantém em uma temperatura maior quando o smartphone está conectado na energia elétrica. Logo, é preferível desconectá-lo da rede elétrica quando o nível de energia necessário é alcançado.

 

Não carregue a bateria se a mesma não estiver esgotada: FALSO

Mais uma vez: o ideal é a faixa entre 40% e 80% de bateria. Ou seja, quando alcançar os 40% ou menos, podemos colocar o smartphone para recarregar sem maiores problemas. Aliás, é preferível fazer isso do que esperar o dispositivo descarregar a bateria por completo (mas faça isso pelo menos uma vez por mês para calibrar a bateria).

 

O “efeito memória” já não é um problema: VERDADEIRO

No passado, as baterias que reinavam eram aquelas feitas de níquel cádmio (NiCd) e níquel-metal hidruro (NiMH). As primeiras são especialmente sensíveis ao efeito memória, causado pela aparição de pequenos cristais no interior da bateria, que se originam ao realizar cargas e descargas incompletas, ou quando a bateria alcançava temperaturas elevadas.

Felizmente, as baterias de íon-lítio (Li-Ion), que são utilizadas nos smartphones atuais, são imunes à esse efeito. E as baterias de polímero de lítio (LiPo), cada vez mais utilizadas, também não sofrem dessa viciação. É importante ter em mente que essas últimas não devem ser descarregadas em um nível abaixo dos 3 volts por célula, pois isso pode fazer com que elas se danifiquem.

 

É melhor a recarga normal do que a recarga rápida: VERDADEIRO

Uma coisa que é preciso ter em conta é que a vida útil das baterias é maior quando sua recarga é feita utilizando uma voltagem menor. Para reduzir o tempo do processo, os fabricantes aumentam a voltagem do carregador, algo que pode encurtar a vida útil da bateria a longo prazo. Isso não quer dizer que não podemos usar sistemas de recarga rápida, mas que vale a pena recorrer à ela quando realmente isso se fizer necessário, e não de forma habitual.

 

A carga sem fio é inofensiva: FALSO

Esse item depende do ponto de vista. Para a nossa saúde não é, enquanto não se prove cientificamente o contrário. Mas para a bateria do smartphone à médio e longo prazo, pode ser prejudicial, encurtando a sua vida útil. Isso acontece porque o processo de recarga sem fio, tanto via indução magnética como por ressonância, gera um calor residual que pode aumentar a temperatura da bateria acima do aquecimento típico derivado da recarga convencional.

Um aquecimento constante e excessivo pode provocar um desgaste mais rápido da bateria. De novo, isso não significa que não devemos usar a recarga sem fio. O segredo é não abusar, e só recorrer à ela quando realmente for necessário.

Estes cristais de vanádio podem duplicar a autonomia do seu próximo smartphone

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Um novo estudo da ETH de Zurique quer melhorar consideravelmente as possibilidades das baterias de lítio atuais, mudando os cátodos utilizados hoje por outros baseados em um composto de vanádio.

Na realidade, se trata de um composto de óxido de vanádio (V2O5) e borato de lítio (LiBO2), que formam uma estrutura cristalina estável, já que o vanádio sozinho fica instável depois de alguns ciclos de recarga. Na teoria, o novo composto é simples e barato de fabricar, o que não resultaria em um aumento de custos nas baterias.

Com isso será possível o armazenamento de cargas elétricas de forma estável em fatores que variam entre 1.5x e 2x em relação às tecnologias atuais. Ou seja, na melhor das hipóteses, teremos baterias com o dobro de carga que temos hoje.

Porém, essa tecnologia ainda requer mais 10 anos de pesquisa e desenvolvimento para uma primeira tentativa de chegar ao mercado. Ou seja, paciência…

Via ETH Zurich

TargetHD Responde | Baterias nos smartphones: fixas ou removíveis?

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O leitor Guilherme Max mandou para nós a seguinte sugestão de pauta:

Ultimamente, temos essa divergência no mercado de celulares top de linha: celulares como o Samsung Galaxy S4/S5 são contemplados com baterias removíveis, enquanto que modelos como o LG G2/iPhone 5s estão presentes com as baterias fixas. Qual a melhor opção? Temos grandes diferenças entre elas?

 

Resposta

Guilherme, alguns fabricantes preferem adotar as baterias fixas pelo conceito geral do projeto, ou do seu conjunto de hardware. A vantagem de uma bateria fixa é a menor quantidade de componentes móveis no dispositivo, oferecendo (na teoria) uma maior consistência de funcionamento. O lado negativo é bem óbvio: se o seu smartphone travar, você vai ter que buscar outras alternativas para reiniciá-lo, ou se a vida útil da bateria chegar ao fim, muito provavelmente a vida do seu smartphone vai junto com ela (a não ser que você mande o dispositivo para a assistência técnica para a troca da bateria, mas em 90% dos casos, isso não vale a pena).

No caso das baterias removíveis, a escolha também é feita baseada no projeto geral do fabricante para aquele smartphone. Uma das vantagens mais significativas está no fato de você poder trocar a bateria quando a original se esgotar, ou até mesmo colocar uma bateria com maior quantidade de mAh, para aumentar o tempo de autonomia do dispositivo. Sem falar que, em caso de travamentos mais sérios, basta remover a bateria, instalar novamente, ligar o smarthone, e pronto.

Em linhas gerais, os dois formatos funcionam da mesma forma, se diferenciando nas características citadas. Como nos dias de hoje o Android só trava feio se o usuário fizer uma besteira muito grande, tudo passa a ser uma questão de escolha individual, analisando as necessidades de uso.

Entendo que as duas contam com vantagens e desvantagens. Particularmente, meus últimos smartphones contaram com baterias fixas, e não senti nenhuma grande desvantagem nesse aspecto. Até porque me incomoda o fato de ficar removendo e recolocando a bateria do smartphone de modo eventual. Sem falar que, hoje, dou mais prioridade para o dispositivo que me ofereça a maior autonomia de bateria possível. Logo, para o meu perfil de uso, eu prefiro as baterias fixas.

Mas não vejo nada de errado naqueles que querem usar baterias removíveis. O importante é ter um produto que atenda perfeitamente às suas necessidades.