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Vendas de smartphones da Microsoft caem 73%, e não se vê luz no fim do túnel

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A Microsoft apresentou os seus relatórios financeiros do primeiro trimestre de 2016, e apresentou números abaixo das expectativas, reforçando a tendência de queda dos trimestres anteriores. Com receita de US$ 20.5 bilhões e lucros líquidos de US$ 3.8 bilhões, as quedas foram de 5.5% e 24% respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, as ações da empresa caíram levemente.

A situação dos smartphones da Microsoft só se complica. A receita dessa divisão caiu 46% em relação ao ano anterior. São 2.3 milhões de dispositivos Lumia vendidos, uma queda absurda de 73% em comparação com o mesmo período de 2015, e não é surpresa ver que, no trimestre anterior, a queda foi de 54%. Ou seja, a tendência é de queda, e não há previsão de mudanças.

Mesmo assim, a boa notícia é que o Surface foi o negócio de hardware de maior sucesso da Microsoft, com aumento nas vendas de 61% (US$ 1.1 bilhão em receita). Mas não foi informada a participação de cada um dos produtos nesses lucros. O Xbox mostra 9% de aumento na venda de jogos, 18% a mais de receita na publicidade, 22% de aumento nas assinaturas e transações na Xbox Live, e 26% a mais de usuários ativos (46 milhões em todo o planeta).

As outras três linhas com crescimentos foram a Intelligent Cloud (Azure, Windows Server) com receita de US$ 6.1 bilhões (3% a mais que em 2015), a More Personal Computing (Windows 10) e a Productivity & Business Services (Office), com ganhos de 1% cada uma.

A More Personal Computing apresentou uma queda de 26% nas receitas por licenças de patentes, e a Azure é o grande negócio na nuvem para a Microsoft, com um brutal aumento de 120%. Por fim, o Office 365 conta com 22.2 milhões de assinantes.

Não é um cenário simples para a Microsoft. Sua aposta na nuvem foi a melhor decisão que eles tomaram, e ao lado do Surface, é o que mantem a empresa em alta. Nem o Windows 10, nem o Office se destacam, e isso acontece principalmente por conta da queda nas vendas de PCs. A situação dos smartphones é bem preocupante, já que até agora não há uma estratégia clara e agressiva para impulsionar o setor.

Porém, Satya Nadella já esclareceu que eles estão conscientes do problema, e que tomarão providências sobre o assunto. Mas o que fica cada vez mais claro é que o negócio de smartphones deixou de ser uma prioridade para a Microsoft.

Para quem gastou o rico dinheirinho no Windows 10 Mobile… lamento por você. De verdade.

Via Microsoft

Microsoft: Surface em alta, e o Lumia despenca 49% em vendas

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A Microsoft anunciou os seus resultados financeiros para o quarto trimestre d e 2015, que ilustram claramente dois cenários bem definidos: a linha Surface está em ascensão, e a linha Lumia despencou.

As vendas dos modelos Surface Pro 4 e Surface Book resultaram em um crescimento de 29% nas vendas geradas peça família Surface (de US$ 1.1 bilhão para US$ 1.35 bilhão). Por outro lado, a família de smartphones sofreu uma queda nas vendas de assustadores 49%. Levando em conta que os modelos Lumia 950 e Lumia 950 XL parecem não estar a altura dos grandes do mercado, é normal ver essa tendência de queda que arrasta a empresa com a sua linha de telefones há vários meses.

Em linhas gerais, o último trimestre de 2015 não foi bom para a Microsoft. As vendas caíram em 10% em relação ao ano passado (de US$ 26 bilhões para US$ 23 bilhões), com uma queda nos lucros de 15% (de US$ 5.8 bilhões para US$ 5 bilhões). Quem obteve grande lucro é o segmento de serviços na nuvem, como o Azure, com aumento de 140%.

O Office 365 também cresceu 70% nos lucros em relação ao ano passado, alcançando 20.6 milhões de usuários. O setor de games acumula um total de 48 milhões de usuários ativos, um crescimento de 30%. Se o hardware não está nos seus melhores momentos, o software parece ser a solução dos problemas. O Skype (por exemplo) foi baixado por mais de 900 milhões de vezes no iOS e no Android, e as ferramentas do Office acumularam mais de 340 milhões de downloads.

Traduzindo: mantida a tradição da Microsoft se dar melhor no software.

Via Microsoft

Microsoft no 3º trimestre de 2015: menos Windows Phone, mais Azure e Office

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A Microsoft anunciou ontem (22) os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2015, mostrando quedas nos setores de consumo e crescimento em tudo o que é relativo ao negócio na nuvem e aplicativos profissionais. Além disso, a empresa anunciou mais uma leva de demissões, com 1.000 funcionários que serão dispensados.

São os primeiros resultados sob a nova estrutura de relatório financeiro da Microsoft, que reduz a três seguimentos que mostram o foco de Nadella com a empresa. Os lucros totais em 12 meses caíram de US$ 23 bilhões para US$ 21.6 bilhões, mas o lucro líquido aumentou para US$ 4.62 bilhões. Os dados superaram as previsões dos analistas, o que fez com que as ações da Microsoft subissem em 6%.

Vale destacar o forte aumento nos negócios relacionados ao Azure (duplicou no último ano), o aumento dos lucros pelo Office (5%), e o aumento de assinantes do Office 365 (de 3 milhões para 18.2 milhões), além do Dynamics, que cresceu 12%. O segmento Intelligent Cloud, que inclui produtos e serviços para servidores, acumularam US$ 5.9 bilhões, com um aumento de 14%, já descontando o impacto da variação do dólar.

Já a divisão More Personal Computing registrou queda de 17% em um ano (US$ 9.4 bilhões). As vendas de licenças Windows caíram 6%, os as vendas do Surface passaram de US$ 908 milhões para US$ 672 milhões, e os ingressos do segmento Windows Phone despencaram 54%. As vendas do hardware Xbox também registraram queda, mas o número de usuários registrados na Xbox Live aumentou em 6%, gerando US$ 39 milhões em vendas.

O relatório confirma a tendência dos últimos meses: as licenças Windows OEM seguem caindo na mesma medida que o mercado de PCs sofre queda nas vendas. Os resultados financeiros da Intel e AMD também confirmam isso. A queda de vendas do Surface é explicada pela espera do consumidor pelos novos produtos, e tanto o Surface Book como o Surface Pro 4 devem recuperar terreno nos próximos trimestres.

Sobre o Windows Phone, o fiasco continua. A nova estratégia contempla poucos smartphones Lumia, mas dispositivos melhores, com Windows 10 Mobile e a ajuda de parceiros, como a Acer (com o Jade Primo). A queda do hardware Xbox é motivada pela queda de produção e distribuição do Xbox 360, que deve ser descontinuado em breve. Já o Xbox One segue recuperando terreno diante do PS4.

Via Microsoft

Microsoft recomenda o Ubuntu como o melhor Linux para a nuvem

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A notícia desse post soa quase como o impossível: a Microsoft recomenda o Ubuntu como o melhor Linux para a nuvem.

A informação foi compartilhada pela Microsoft nos seus canais oficiais nas redes sociais e no site oficial da empresa, onde obviamente isso não acontece de graça ou por mera obra do acaso. Logo, dizer que o Ubuntu Server 15.04 é a plataforma perfeita para ser utilizado com o Microsoft Windows Azure, plataforma de alojamento de aplicativos e armazenamento na nuvem, nada mais é do que um movimento de negócios.

O Azure é parte fundamental para a nova Microsoft, com lucros que avançam de forma destacada mês a mês, ainda que seja alojando sistemas como o Linux, que até pouco tempo atrás era considerado o “inimigo irreconciliável”. O início da “era da produtividade” proclamada por Satya Nadella dá brecha para essas “parecerias”.

Uma forma de ver o entorno tecnológico e o negócio de forma diferente, abandonando as estratégias anteriores. É o que a Microsoft está fazendo. Isso ficou claro com o lançamento do Office em várias plataformas rivais. E se os clientes querem rodar o Linux no Azure… por que não?

Via @Azure, Azure

Em breve, poderemos rodar jogos do Xbox nos navegadores web. Fim dos consoles?

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Já faz um tempo que a Microsoft está focada em utilizar a nuvem (ou melhor, no Azure) para os videogames. É esperado por um serviço para potencializar os jogos online, agora temos uma nova opção para o futuro: rodar os jogos do Xbox a partir do navegador de internet.

Tal experiência de jogos do Xbox no navegador do PC é, segundo dizem, mais que decente, com taxas de 60 FPS. Com isso, elimina-se a necessidade de comprar um console para rodar esses jogos, e isso pode ter implicações enormes para a atual divisão do Xbox na Microsoft.

 

Dificuldades pelo caminho

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Algumas barreiras importantes precisam ser vencidas, mas parece que a Microsoft está superando todos os obstáculos técnicos. O lag, que é um grande inimigo dos videogames em um serviço na nuvem parece ter minimizado de forma notável nos últimos avanços da Microsoft, mostrando todo o potencial de sua estrutura na nuvem em jogos como Titanfall.

Outro problema? As licenças.

A Microsoft teria que chegar a acordos com desenvolvedores e distribuidoras de jogos para convencê-las do novo formato, que pode canibalizar as vendas desses mesmos jogos nas versões para PCs. Por outro lado, a adoção desse modelo pode significar o fim da divisão do Xbox na Microsoft. Afinal de contas… pra quê o console, não é?

A pergunta é óbvia, e fica mais interessante quando fontes próximas da Microsoft informam que eles estão testando esse formato de jogos online em todos os tipos de navegadores (incluindo o quase onipresente Chrome), e não apenas no Internet Explorer.

 

Alternativas e futuro

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A OnLive já oferece um serviço desse tipo. Nos últimos dias eles anunciaram parcerias com a Philips, enquanto que a Sony trabalha para apresentar algo similar com a tecnologia da Gaikai, mas sem entrar em maiores detalhes.

Obviamente, essa opção abre uma nova porta para o segmento dos videogames, e se uma empresa como a Microsoft investe nesse formato, é sinal que o conceito está muito maduro. Fontes anônimas indicam que o projeto da gigante de Redmond já superou a fase de testes do conceito, mas anúncios oficiais ainda devem demorar a acontecer.

Outras iniciativas da Microsoft parecem apoiar esse tipo de projeto. Seus esforços por agrupar as suas plataformas são evidentes, e a futura convergência do Windows entre diversos dispositivos parece ser algo muito próximo de acontecer. O Xbox entraria nessa equação, e pode ser que essa plataforma seja desconstruída para se transformar em um serviço na nuvem, permitindo rodar os jogos no navegador, mas oferecendo a mesma experiência que temos agora no console.

Um conceito promissor, que vamos acompanhar bem de perto.

Via Microsoft