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Review | Notebook Toshiba Satellite C75-A-156

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A necessidade faz o homem, e eu me vali dessa necessidade para fazer um importante investimento para o TargetHD.

Com o notebook Dell Vostro 5470 basicamente se desmontando por conta da má qualidade do produto, eu tive que correr atrás de um novo notebook. Não estava encontrando produtos que fossem do meu agrado, ou dentro das características técnicas que eu esperava.

Até que eu encontrei esse achado: o Toshiba Satellite C75-A-156, um produto lançado na Europa (essa unidade veio do Reino Unido), e que oferece uma bela tela de 17.3 polegadas, algo que seria muito útil para o meu trabalho.

Apesar de ficar reticente com alguns aspectos, decidi apostar no produto. Veremos nesse review se essa aposta se pagou ou não.

 

 

Características Físicas

O Toshiba Satellite C75-A-156 é um notebook muito sóbrio nas suas linhas. A combinação de cinza e preto pode agradar em cheio aos usuários mais sérios ou profissionais.

O cinza predomina na sua carcaça de plástico, que em comparação com o finado Dell Vostro, é um plástico muito mais resistente e melhor construído (shame on you, Dell…).

Por conta de suas dimensões, o modelo não é o que pode ser necessariamente chamado de “portátil”. Ele é mais fácil de ser transportado que um desktop, evidentemente. Mas é mais desconfortável no transporte que os notebooks menores.

A disposição das portas está bem acessível, com todas nas laterais, assim como o seu leitor/gravador de CD e DVD. Uma curiosidade: a ejeção dessa porta só pode ser feita por software, através do Windows Explorer, ou de algum outro software capaz de gerenciar esse aspecto.

 

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Na parte inferior, temos o acesso aos slots para os módulos de memória RAM (até 16 GB) e disco rígido (que pode ser substituído por uma SSD).

No final das contas, temos um notebook sóbrio, bonito e bem construído. É um produto que cabe bem em qualquer casa ou escritório, dando a impressão de ser um produto que tende a ser um grande companheiro dos profissionais.

 

 

Tela

 

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Um dos fatores que me fizeram escolher o Toshiba Satellite C75-A-156 foi a sua generosa tela de 17.3 polegadas.

Não só por causa do tamanho da tela, que é a maior tela que já utilizei em um notebook. É uma tela LED TFT com tecnologia TruBrite da Toshiba, com aparência 16:9, algo excelente para a reprodução de vídeos, consumo de conteúdo multimídia e para o trabalho de produção e edição de conteúdo.

Resultado: uma tela simplesmente excelente, com boa emissão de brilho e contraste. Excelente para quem quer trabalhar ou apenas se divertir no computador.

 

 

Teclado + Touchpad

 

Em um notebook com tela de 17.3 polegadas, é mais do que natural encontrarmos um teclado mais que completo.

O Toshiba Satellite C75-A-156 conta com um teclado completo, com área numérica e teclas em formato chiclete. Um dos “problemas” desse teclado é o fato dele contar com um layout do Reino Unido. Mas isso é algo contornável.

Apesar de considerar o formato das teclas mais desconfortável do que outros modelos que já testei e dispor de teclas em um posicionamento bem diferente do que eu estou acostumado, esses obstáculos não me impedem de obter uma produtividade plena na hora da digitação.

 

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A curva de aprendizado desse modelo é relativamente baixa. Com menos de um mês de uso eu já contava com um baixo índice de erros na escrita.

Os menos experientes muito provavelmente vão se perder nesse aspecto, mas só levarão mais tempo para se acostumar.

O touchpad é meio lento para o meu gosto, mas nada que não possa ser suprido com o uso de um mouse sem fio (receptor utilizando uma porta USB o tempo todo).

 

 

Bateria

 

A bateria do Toshiba Satellite C75-A-156 tem uma autonomia de uso prometida de até 3h30 de uso. É tempo mais que suficiente para se prevenir de alguma pane de energia no horário de trabalho.

É preciso levar em consideração que o tempo pode variar, caso o portátil esteja realizando alguma tarefa mais complexa, ou com brilho de tela no máximo, ou utilizando as conexões WiFi e Bluetooth.

 

 

Áudio

 

Se tem algum ponto que deixa a desejar no Toshiba Satellite C75-A-156 é justamente o seu áudio.

Tudo fica limitado a uma única barra de som, que acaba não reproduzindo o áudio do notebook com um volume mais forte, ou com maior clareza do que você está ouvindo.

Esse aspecto pode não ser um problema para mim, que trabalha o tempo todo com fones de ouvido.

Mas outras pessoas podem se sentir incomodadas com esse aspecto.

 

 

Software

 

O Toshiba Satellite C75-A-156 é 100% compatível com o Windows 10. Quando comprei o produto, fiquei com esse receio do mesmo não ter todos os drivers disponíveis para a nova versão do sistema operacional da Microsoft.

No final das contas, apesar do portátil chegar até mim com o Windows 8.1, atualizar para o Windows 10 foi algo muito simples e prático de se realizar.

O usuário não terá maiores problemas com esse importante detalhe da atualização. Mas é altamente recomendado que, em caso de dúvidas, que procure a assistência técnica autorizada para uma orientação mais específica.

 

 

Hardware

 

O Toshiba Satellite C75-A-156 conta com um processador Intel Core i3-3110M de 3ª Geração (Ivy Bridge) com clock de até 2.40 GHz, originalmente trabalhando com 8 GB de RAM e um HD de 1 TB (5.400 RPM).

Digo “originalmente”, pois desde que o notebook chegou, o meu objetivo é incluir nele o melhor hardware possível.

Para tanto, decidi utilizar o módulo de memória RAM do finado Dell Vostro 5470 nesse novo notebook da Toshiba. E tudo funcionou perfeitamente.

Aproveitei essa resposta bem sucedida para buscar outro módulo de memoria de 8 GB, para deixar esse notebook com a capacidade máxima de 16 GB de RAM.

Também alterei o HD de 1 TB e instalei uma SSD da Kingston de 240 GB para um melhor desempenho.

Sei que perco em capacidade de armazenamento, mas em compensação estou com um notebook cuja performance pode ser considerado excelente.

O processador Ivy Bridge, mesmo com o Core i3 sendo considerado o mais fraco dos três, conseguiu superar de lavada o Dell Vostro 540 que utilizava.

Com tudo isso, o próximo item tem resposta óbvia.

 

 

Desempenho

 

O Toshiba Satellite C75-A-156 é perfeito para todas as minhas necessidades de produção de conteúdo, consumo de conteúdo multimídia, jogos e derivados. Não é preciso ter um processador top de linha para se obter um desempenho excelente.

Trocando a memória RAM e um HD para apostar no SSD, o modelo se tornou APENAS o melhor notebook que eu já utilizei na vida.

É impressionante como um processador da Intel de uma geração anterior pode funcionar bem melhor do que um outro chip da mesma empresa, que  é mais novo.

Este notebook da Toshiba é perfeito para os momentos de trabalho e lazer. Uma ótima ferramenta para entornos profissionais e de entretenimento.

 

 

Conclusão

 

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O Toshiba Satellite C75-A-156 está mais que aprovado. É um notebook que com certeza vai durar muito na sua mão, e com a chegada do Windows 10, a tendência é que esse notebook dure ainda mais tempo, por conta de suas otimizações e complementos de software que devem trabalhar bem com o seu hardware.

De qualquer forma, com mais RAM e uma SSD no lugar do HD, esse notebook tem um desempenho impecável. Mais uma vez não é necessário ter um processador top de linha para se obter um excelente desempenho com um equipamento informático.

O Toshiba Satellite C75-A-156 é um dos produtos que eu gostaria de ver por aqui, mas posso perder a ilusão. Sorte minha e encontrei um cidadão aqui da cidade de Ponta Grossa que contava com um desses notebook.

Sem dúvida, um dos melhores que já testei.

Review | LG G5 SE

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Um modelo top de linha, sem sobra de dúvida. Mas com algumas restrições que geram polêmicas. A LG trouxe ao Brasil o LG G5 SE, modelo top de linha para o mercado brasileiro, mas que não é o mesmo modelo top de linha disponível para o mercado norte-americano. E isso despertou críticas e dúvidas por parte de muitos entusiastas de tecnologia.

Muitos entenderam que, por se tratar do Brasil, a LG poderia trazer para o nosso mercado o mesmo LG G5 disponível nos Estados Unidos. Porém, não foi isso o que aconteceu. E para complicar ainda mais a questão, o preço inicial sugerido do LG G5 SE no mercado brasileiro era relativamente próximo aos modelos top de linha da concorrência que, em alguns casos, são mais completos.

É compreensível a polêmica. Por outro lado, qual é o real impacto do modelo mais restrito para o usuário final? O quanto as especificações técnicas do LG G5 SE afetam na experiência de uso? O que vamos deixar de ter com essa versão mais modesta? E o mais importante: perdemos tanto ao receber um modelo com um hardware mais simples? Ou tudo vai depender do equilíbrio entre hardware e software imposto pela LG para esse produto?

As respostas no review a seguir.

 

Características Físicas

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O LG G5 SE é um smartphone que chama a atenção na sua estética. É um dispositivo muito bem construído, combinando muito bem a estrutura metálica com acabamento para oferecer um ar de sobriedade que é essencial para um modelo premium.

Chama a atenção o fato de ser um modelo com boa pegada, menos pesado do que se imagina (156 gramas), mas confortável para um uso prolongado. Nem é preciso dizer que esse é o tipo de smartphone que, pela sua construção, oferece a máxima sensação de segurança. Mas não recomendo você arriscar deixar o dispositivo cair. Afinal de contas, ele é caro demais para você ser descuidado.

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A volta dos botões de controle de volume na lateral é algo bem vindo. Muitos usuários reclamavam do posicionamento desses botões na parte traseira, o que foi uma tentativa da LG em inovar a usabilidade durante as chamadas. Mas no final das contas prevaleceu a forma tradicional, e os botoes retornam ao lado esquerdo do dispositivo.

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Na parte traseira, o destaque fica para o botão de bloqueio de tela, com um leitor de digitais integrado. O que faz até mais sentido do que os botões de volume na parte traseira. Além de deixar o design frontal mais atraente, de forma efetiva, o máximo que você vai usar esse botão é para a sua identificação biométrica. Até porque para desbloquear a tela basta um simples duplo toque na mesma.

A câmera dupla também se destaca dentro do seu design, ficando relativamente bem integrada ao design refinado, apesar de sua protuberância.

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Não nos culpe. A assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou o modelo para testes com esse adesivo enorme. Como o smartphone não é nosso, não podemos retirá-lo. Mas acho que vale mais o registro dos testes, certo?

Outro destaque de suas características físicas é que o LG G5 SE conta com slot conjugado para o nano SIM e para o microSD. Para a ejeção dessa gaveta, é necessário o uso da chave que acompanha o kit de venda do produto.

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A modularidade, um dos principais diferenciais desse smartphone, se faz efetiva através desse botão de ejeção da bateria. Lembrando que, obviamente, é necessário desligar completamente o aparelho para trocar os módulos. Não foram enviados os complementos (ou Friends) para testes, mas ao longo do review, mostraremos como a LG pensou no módulo de bateria desse modelo.

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O trabalho da LG com o LG G5 SE é algo muito bem feito. Entendo que aqui temos mudanças de conceitos em relação aos modelos anteriores que são bem vindas, sem falar nas inovações adotadas que ainda serão abordadas em detalhes nesse review. A diferença em relação ao LG G4 é considerável, e pelo menos nesse quesito, a proposta da LG fica bem próxima aos seus principais concorrentes na categoria.

Entendo que, pelo menos nesse item, o LG G5 SE não deve em nada ao modelo comercializado nos Estados Unidos.

 

Acessórios

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O kit de venda do LG G5 SE conta com a tradicional documentação do aparelho, chave de ejeção do slot nano SIM/microSD, cabo USB Type-C, carregador de bateria e fones de ouvido in-ear.

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É altamente recomendável você tomar um certo cuidado com esse cabo USB Type-C. Tente não perder esse item. A grande vantagem é a versatilidade em poder conectá-lo ao smartphone em qualquer orientação desejada. Sério, você vai querer se esquecer do seu cabo micro USB de toda a vida.

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Os fones de ouvido também recebem destaque. Além de serem intra-auriculares, conta com uma parte com um revestimento de nlyon, o que promete uma maior resistência e durabilidade (em teoria). São fones que oferecem uma maior qualidade de áudio, com um natural isolamento de ruído externo, o que é algo sempre bem vindo.

 

Tela

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O LG G5 SE possui uma tela IPS Quantum LCD de 5.3 polegadas, com resolução QHD (2560 x 1440 pixels). A LG tem uma tradição de oferecer telas de excelente qualidade nos seus smartphones top de linha (e nos modelos de linha média também não faz feio), e nesse novo smartphone, isso não é diferente. Mas eles conseguiram ir um passo além.

A qualidade final das imagens que essa tela reproduz é algo simplesmente impecável. Chama a atenção o nível de nitidez e contraste das imagens reproduzidas, a vivacidade das cores, e a capacidade de reprodução de imagem mesmo em dias de sol forte, onde normalmente outros smartphones acabam enfrentando dificuldades em exibir as imagens com uma qualidade aceitável.

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Essa melhor qualidade em ambientes externos é possível graças ao novo modo “Luz do Dia”, que automaticamente aumenta o brilho da tela quando a mesma detecta a presença de um sol forte. Dessa forma, a nitidez aumenta mesmo quando visualizamos o conteúdo ao ar livre e em plena luz do dia, e o resultado é efetivo. Logo, se prepare para ver seus filmes e séries no parque ou na praia sem maiores problemas.

Mas um dos principais destaques desse modelo é a tela Always On.

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O recurso deixa uma parte da tela sempre ativa, exibindo informações como data e hora, notificações recebidas e outros alertas. É uma espécie de alternativa ao que a Motorola adota nos modelos da linha Moto, mas com a promessa de ser uma funcionalidade mais competente e de baixo consumo energético.

Na prática, o Always On cumpre o que promete. Parte da tela fica o tempo todo ligada, exibindo as notificações. É muito melhor para ver as informações onde normalmente teríamos que desbloquear a tela. E não precisar ligar a tela por completo representa uma economia de energia efetiva. Ou pelo menos o consumo de bateria desse recurso no LG G5 SE tem um impacto realmente muito pequeno no seu consumo final. Logo, é um recurso bem vindo.

A sensibilidade ao toque continua excelente, o que deixa o smartphone com uma interação muito agradável. Combinado com a eficiência do hardware e a fluidez do software customizado pela LG, temos como resultado uma experiência de uso muito boa nesse sentido.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G5 SE recebe o sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow, com a interface altamente customizada da LG. Ou seja, temos a versão mais atualizada (até o momento em que esse review foi produzido) do software da Google, com todas as personalizações que os clientes da empresa sul-coreana já estão acostumados a ver em seus smartphones.

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Em outras oportunidades, percebemos como a LG fez um bom trabalho na customização do Android, no que se refere a equilibrar o desempenho do dispositivo e suas características de hardware. Aqui, esse comportamento se repetiu. A LG acrescentou todos os seus recursos inteligentes e adicionais que são a marca registrada da empresa em seus smartphones, e o LG G5 SE se comportou muito bem durante todo o período de testes.

Recursos como o Knock On, Knock Off, Quick Memo+ e Quick Remote já fazem parte da experiência de uso dos clientes de smartphones da LG. Logo, é mais que justificada a presença desses itens no Android customizado da empresa.

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Uma mudança importante dessa proposta é o desaparecimento do ícone “todos os aplicativos”, adotando a estratégia de dispor todos os apps instalados nas telas de aplicativos. Boa parte dos fabricantes Android estão utilizando a mesma estratégia, distanciando a sua interface da proposta de uso do Android puro, e aproximando daquilo que hoje o iOS oferece.

Não que isso seja a “cópia” do que a Apple já faz, mas é um caminho natural de reforçar uma identidade de experiência de uso, ao mesmo tempo de um desejo de facilitar as coisas para o usuário comum.

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Outra novidade que o LG G5 SE traz no seu Android customizado é o Gerenciador de Amigos. Através desse recurso, o usuário pode interagir, jogar e se divertir com seus amigos através do smartphone. Uma forma de aproximar as pessoas, ao mesmo tempo de fidelizar esses usuários nos serviços da LG.

Entendo que a proposta da LG nesse aspecto é positiva e bem sucedida. Quem já estava acostumado à interface presente nos modelos anteriores da empresa, vai achar o LG G5 SE ainda melhor.

 

Áudio

Esse é um dos itens que a LG deu atenção especial no LG G5 SE. De forma nativa, o smartphone possui uma qualidade de áudio muito boa, não apenas por conta da presença de um hardware otimizado para essa finalidade, mas também pelo posicionamento dos alto-falantes, na lateral inferior do dispositivo.

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É claro que, em alguns casos, a mão do usuário pode simplesmente abafar esses alto-falantes, prejudicando a experiência nesse sentido. Já disse em outras oportunidades que o ideal é que os alto-falantes de reprodução de áudio fiquem posicionados na parte frontal do dispositivo, para que o usuário receba esse áudio de frente, aumentando a imersão do mesmo na experiência de consumo de conteúdos multimídia e em jogos.

Porém, entendo que a LG decidiu optar pelas laterais inferiores, em nome da baixa espessura do dispositivo. Não é um ponto de revés, mas é uma observação importante, que merece ser pontuada, assim como fizemos com outros smartphones que já analisamos.

Vale lembrar que um dos módulos da LG é especialmente pensado na qualidade de áudio, sendo compatível com fones de ouvido de alta fidelidade. Testamos essa funcionalidade no evento de apresentação do LG G5 SE em São Paulo, e foi possível comprovar como essa qualidade é efetivamente entregue ao usuário.

 

Câmera

Se houve um ponto onde a LG queria conquistar os usuários mais exigentes com melhorias práticas e efetivas, além de oferecer inovações que realmente interferem no dia a dia de quem possui um dispositivo como esse é, sem sombra de dúvida, na câmera. Ou melhor, nas câmeras.

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Temos dois sensores traseiros de 16 MP, que possuem funcionalidades independentes, para oferecer resultados otimizados para diferentes situações. O usuário pode, por exemplo, escolher registrar a mesma cena com diferentes alcances de cena a partir da mesma distância, ampliando o ângulo de visão em até 135 graus.

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Desse modo, é possível inserir muito mais elementos na foto, oferecendo uma nova perspectiva a partir do mesmo cenário capturado. Esse recurso traz resultados efetivos, e pode ser muito bem aproveitado pelos fotógrafos mais experientes.

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O elogiado Modo Manual, que estreou no LG G4, permanece nesse novo modelo, fazendo a alegria dos fotógrafos mais experientes. Mas os iniciantes também foram lembrados, com a presença dos modos Pop-up, Modo Múltiplo, Snap, câmera lenta e time lapse. Todos acionados de forma simples, com um simples toque no ícone correspondente à função.

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O recurso Foto Destaque é outro reflexo imediato da presença de uma câmera dupla traseira. Com ele, o usuário pode registrar duas fotos ao mesmo tempo, uma com o ângulo normal, e outra com o ângulo ampliado, e a partir daí é possível definir os elementos da imagem que vão se destacar na foto final, com quatro efeitos de acabamento.

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Com tanta tecnologia e inovação integradas, o resultado final das fotos não poderia ser outro. Você vai registrar as melhores fotos que você pode obter com um smartphone nesse momento. As imagens capturadas nas mais diferentes condições de iluminação são simplesmente excelentes, com cores vivas, contraste bem ajustado, nitidez excelente e baixo nível de ruído em ambientes com baixa luminosidade.

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Vale lembrar que os sensores traseiros são capazes de gravar vídeos nas resoluções Full HD e 2K, e que o recurso de ângulo de visão ampliado também se torna efetivo nesse modo. Ou seja, também é possível gravar mais coisas dentro de um mesmo plano de cena. Entendo que esse tipo de versatilidade será muito útil para os usuários mais criativos.

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O sensor frontal de 8 MP também não faz feio, e se mostrou excelente para as selfies nas mais diversas situações. A câmera consegue excelentes resultados de imagem, e também é capaz de capturar vídeos em Full HD, garantindo uma qualidade final muito boa para um compartilhamento de imagens casual em redes sociais ou sites de vídeos, ou até mesmo para trabalhos mais elaborados, que dependem de uma qualidade mais apurada nas gravações.

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Aqui, o LG G5 SE oferece aquilo que promete: um conjunto fotográfico de altíssima qualidade. Um dos melhores já vistos. O melhor que eu já testei em oito anos de TargetHD.net.

 

Games

Mesmo com um hardware inferior ao modelo original, o LG G5 SE é um dispositivo top de linha por excelência. Logo, o seu desempenho nos jogos foi o que se esperava de um produto de sua categoria: impecável.

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O modelo rodou sem maiores problemas os jogos que normalmente utilizamos para testar os smartphones que aqui chegam, sem lags ou arrastos, sem travamentos e com uma fluidez mais do que desejada para a interação com os jogos. Os gamers casuais e mais exigentes ficarão plenamente satisfeitos com os resultados entregues por esse smartphone nesse aspecto.

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A tela de altíssima qualidade e o áudio potente só aumentarão a sensação de imersão do jogador na ação reproduzida na tela. Essa regra também vale para vídeos e filmes a serem executados pelo dispositivo. Mas no final das contas, é um dispositivo altamente recomendado para quem pensa nos jogos mais a sério. Se você realmente se preocupa em jogar no smartphone, o LG G5 SE não te trará maiores problemas.

 

Bateria

Nesse item, não podemos analisar apenas o desempenho da bateria do LG G5 SE e se a mesma consegue sobreviver ao tradicional dia de uso. Também precisamos dissertar sobre a grande inovação desse smartphone: a modularidade.

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O novo smartphone da LG conta com uma bateria de 2.700 mAh (há um ponto de controvérsia: as especificações técnicas oficiais do produto no site do fabricante indicam uma bateria de 2.800 mAh, mas o modelo enviado pela assessoria de imprensa possui 100 mAh a menos), que pode ser removida através de um botão na lateral do dispositivo, que é responsável pela ejeção do módulo nele instalado.

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Remover o módulo é relativamente simples, mas observei que a LG preparou esse mecanismo de forma que se evite uma remoção acidental da bateria durante o transporte no bolso, quedas ou em outros incidentes. Logo, esse botão de ejeção tem uma certa resistência na hora do acionamento, justamente para evitar esses acidentes.

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O módulo da bateria é aparentemente bem construído, concebido para não ter folgas dentro do smartphone, o que deixaria essa peça móvel, provocando desligamentos espontâneos. Bom, pelo menos na teoria o item aparenta ser construído de tal forma, que mesmo o desgaste natural da bateria impediria esse processo. Mas só o tempo vai dizer como esse item vai se comportar.

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Falando sobre a sua autonomia de uso, levando em consideração a qualidade da sua tela, as suas especificações de hardware e todos os sensores integrados e ativos, o LG G5 SE consegue funcionar sem problemas por um dia de uso moderado. Em tarefas naturalmente mais exigentes nos aspectos técnicos (reprodução de vídeos em alta definição, jogos, etc), o consumo é invariavelmente maior, e o usuário muito provavelmente vai precisar completar a carga da bateria durante o dia.

A boa notícia é que o modelo é compatível com um modo de recarga rápida, ou seja, você pode carregar quase completamente a sua bateria durante o seu almoço.

 

Armazenamento

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O LG G5 SE possui 32 GB de armazenamento interno, expansíveis via microSD de até 200 GB. O slot está localizado na mesma gaveta do slot para chips nano SIM.

Com esses números, mesmo com um sistema Android customizado pela LG que consome mais de 10 GB de armazenamento nativo, a maioria dos usuários não deverão encontrar problemas na hora de expandir essa capacidade. Ou se optar pelo microSD de 200 GB, nunca mais se preocuparem com espaço para armazenar fotos, vídeos, música, jogos e arquivos pessoais importantes.

 

Desempenho

Chegou a hora de responder a pergunta que não quer calar: o LG G5 SE está tão abaixo do LG G5 comercializado nos Estados Unidos?

Na teoria, a diferença existe. O modelo comercializado no Brasil recebeu o processador Qualcomm Snapdragon 652 (MSM8976) octa-core de 1.8 GHz, trabalhando com uma GPU Adreno 510 e 3 GB de RAM. Não é um hardware ruim, mas também não é um top de linha como muitos  esperavam. É um degrau abaixo (pelo menos) em relação ao conjunto Qualcomm Snapdragon 820 (MSM8996) quad-core de 2.2 GHz, GPU Adreno 530 e 4 GB de RAM.

Porém, na prática, a grande maioria dos usuários não vai perceber diferenças relevantes ou significativas no desempenho final. Tudo o que foi proposto a ser feito com o LG G5 SE pode ser executado sem maiores problemas, travamentos, arrastos ou engasgos. A não ser que o usuário seja realmente muito exigente para desabonar este modelo por contar com um hardware inferior ao dispositivo comercializado em mercados selecionados.

Logo, não há motivos para ter medo, receio ou aversão por conta dessa diferença nas especificações. O LG G5 SE ainda é um excelente smartphone, e deve satisfazer aos anseios da maioria dos usuários que aspiram ter um dispositivo com um desempenho impecável na maior parte do tempo.

Porém, os usuários mais antenados no mundo da tecnologia, e que se empolgaram com a apresentação do LG G5, vendo nesse modelo um smartphone acima da média, se decepcionaram. O motivo é bem simples: pelo preço que foi anunciado o LG G5 SE (na época do seu lançamento, R$ 3.499, mas agora pode ser encontrado por pelo menos R$ 500 a menos), muitos entenderam que não fazia muito sentido cobrar pelo smartphone o preço de um Samsung Galaxy S7, que no papel possui um hardware superior, ou ao menos é um autêntico modelo top de linha.

Quem sabe com o reposicionamento de preço a sua aceitação no quesito custo-benefício aumente. A aceitação nos aspectos técnicos já está garantida. Ele só precisa ter um preço melhor para conquistar os usuários mais abonados financeiramente.

 

LG G5 SE: vale a pena?

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Com certeza. Um dos melhores smartphones de 2016, mesmo com o seu hardware mais restrito.

A experiência de uso é excelente, em um dispositivo que equilibra muito bem o hardware e o software. A construção desse smartphone é muito competente, com um design sóbrio e elegante. Sua tela mais uma vez entrega uma qualidade elevada, a qualidade de áudio se faz presente, e as inovações apresentadas pela LG mostram que ao menos eles estão buscando soluções que saiam do lugar comum.

O conjunto de câmera dupla funciona melhor do que o esperado, entregando fotos e vídeos de altíssima qualidade. A proposta modular da LG é interessante, e deve funcionar bem com os usuários mais criativos, ou daqueles que souberem tirar proveito dos seus complementos. E a bateria modular é mais um elemento de inovação que chamou a atenção dos mais ávidos por novidades no setor.

Entendo que, mesmo sendo o “simple edition” do LG G5, o modelo SE impressiona pelo resultado do conjunto final. Eu mesmo teria um smartphone como esse para chamar de meu. Entendo que apenas os muito exigentes (ou para quem faz questão de utilizar o recurso de realidade virtual) vai se incomodar com o hardware mais restrito desse modelo.

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Review em Vídeo

 

Review | Lenovo Vibe K5

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Lenovo Vibe K5

A disputa pelo mercado de linha média continua. Os grandes fabricantes continuam apresentando suas soluções, e a Lenovo reposiciona as suas linhas de produtos, apresentando o Lenovo Vibe K5 como alternativa intermediária de baixo custo.

Com os modelos da linha Moto ganhando ares de “linha média premium”, o Lenovo Vibe K5 se apresenta como o modelo intermediário típico, com design e características estéticas de linha premium, mas com especificações de hardware mais modestas, visando preservar uma boa relação custo-benefício. Porém, a grande pergunta que fica é: será que esse conjunto entrega um resultado final satisfatório?

É o que pretendemos descobrir no review a seguir.

 

Características Físicas

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Esteticamente, o Lenovo Vibe K5 é um smartphone bonito. O modelo enviado para testes se destaca pelo cuidado nos detalhes cromados nas laterais, que combinam com os tons cinza e branco de seu acabamento. E apesar de ser um modelo de linha média, o seu acabamento é de boa qualidade, inclusive na sua carcaça traseira, que é removível, oferecendo o acesso aos slots para SIM cards e microSD.

Outro ponto positivo desse smartphone é o seu agarre, que é muito bom para um dispositivo com tela de 5 polegadas. A Lenovo aproveitou bem a área frontal do dispositivo, mesmo com bordas laterais de tela mais espessas, e apesar da presença de botões físicos capacitivos para os comandos do Android. Tais detalhes não deixaram o dispositivo desconfortável no uso com uma das mãos.

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Os botões capacitivos dos comandos do Android é algo que ainda me incomoda em alguns modelos. Sempre fica aquela impressão que esse detalhe pode ser um dos fatores que retardam a atualização das versões do Android por parte dos fabricantes. Mas pelo visto temos que lidar com isso de tempos em tempos.

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Em compensação, uma coisa que agrada é ver os botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controles de volume todos do mesmo lado. Isso ajuda e muito no uso mais intuitivo do dispositivo, em ambientes com baixa luminosidade.

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A presença do conector para cabo micro USB na parte superior, na mesma região do conector para fones de ouvido pode dividir opiniões. Particularmente, prefiro ver esses elementos em lados opostos, mas isso não quer dizer que reprovo a escolha da Lenovo por essa disposição.

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O Lenovo Vibe K5 não é um modelo tão espesso como se imagina. Isso também favorece e muito no uso diário do dispositivo. De fato, o modelo segue a tendência de design mais refinado de diversos fabricantes, não apenas dos chineses, mas de outros fabricantes dentro desse segmento de produto. O design entra em evidência, o que pode comprometer alguns aspectos técnicos.

Em resumo, estamos diante de um smartphone muito bem construído, passando uma sensação de solidez desejada. Nesse sentido, o Lenovo Vibe K5 não fica atrás dos seus principais concorrentes de preço e categoria.

 

Acessórios

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O Lenovo Vibe K5 conta com o kit básico de acessórios para um produto de sua categoria. Além de toda a papelada de documentação e manuais, o smartphone oferece um adaptador para rede elétrica, cabo USB e fones de ouvido intra-auriculares.

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Um destaque especial para os fones de ouvido, que oferecem um melhor isolamento do ruído externo por conta de seus protetores emborrachados, além de um cabo flat, que o torna mais durável. Levando em conta o seu preço, a Lenovo oferece uma proposta de acessório que está acima daquilo que seus principais concorrentes entregam. Os fãs de música vão agradecer por isso.

 

Tela

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O Lenovo Vibe K5 possui uma tela TFT IPS de 5 polegadas, com resolução de 1920 x 1080 pixels (Full HD) e densidade de 435 pixels por polegada, com 16 milhões de cores. É uma tela que entrega cores muito vivas, com uma visibilidade agradável na maior parte do tempo, e em diferentes situações.

Outro ponto positivo dessa tela é que sua sensibilidade ao toque está bem ajustada, melhorando assim a interação do usuário com a interface do smartphone. A resposta ao toque é muito boa, com resultados muito satisfatórios para as mais diferentes finalidades, principalmente no uso de redes sociais e jogos.

O fato de ter botões capacitivos para os comandos do Android na parte inferior da tela oferece uma vantagem direta: uma maior área de interação para jogos e demais aplicativos. Como já enfatizamos antes, esse detalhe tem um ônus: uma tendência a maior tempo de atualização do sistema operacional, uma vez que estamos falando de uma interface altamente customizada.

De qualquer forma, detectamos uma boa qualidade final nesse aspecto do smartphone. Tão boa quanto aquela que a maioria dos seus concorrentes entrega hoje em seus produtos.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Lenovo Vibe K5 chega ao mercado com o sistema operacional Android 5.1.1 Lollipop, revestido pela interface customizada da Lenovo. A essa altura do campeonato, não é o ideal ter uma versão tão defasada do software da Google em um dispositivo, ainda mais levando em consideração que muitos dos seus concorrentes no mercado já contam com a versão 6.0 Marshmallow nos seus dispositivos.

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Ao menos a Lenovo oferece ao usuário a opção de contar com a Google Now Launcher de fábrica, dispensando a necessidade daqueles que preferem a interface original do Android nos seus dispositivos.

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É o “menos pior” em termos de usabilidade, sem impor uma solução proprietária como a única disponível quando o dispositivo chega ao usuário.

A proposta de interface da Lenovo não é ruim. Na verdade, ela simplifica a vida dos menos experientes, pois coloca todos os ícones de aplicativos instalados nas telas principais da interface, dispensando o uso do ícone de acesso a todos os aplicativos. Mas como foi dito no parágrafo anterior, para aqueles já acostumados com a Google Now Launcher, é possível fazer a troca com relativa facilidade.

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De um modo geral, a interface da Lenovo não é pesada, e se mostra equilibrada em relação ao hardware presente nesse dispositivo. A experiência de uso se apresenta muito agradável na maior parte do tempo, e a maioria dos usuários (principalmente os menos exigentes) deverão gostar do resultado final da proposta.

Lembrando: sempre é possível você instalar no dispositivo a interface de sua preferência. Mas acredito que a grande maioria não vai desperdiçar espaço de armazenamento com esse item, uma vez que as duas opções nativas de interface estão bem ajustadas.

 

Áudio

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Esse é um dos itens que a Lenovo deu certo destaque para o Vibe K5. O modelo possui certificado Dolby ATMOS, o que já garante por si uma qualidade maior de áudio do que muitos dos seus concorrentes. Além disso, os seus alto-falantes estéreo prometem uma qualidade de áudio superior para a maioria das reproduções de música, em vídeos e jogos.

Por outro lado, o posicionamento desses alto-falantes está na parte traseira do dispositivo, e isso pode atrapalhar um pouco no volume final emitido em determinadas situações. Não tanto na hora de jogar ou reproduzir vídeos segurando o smartphone, uma vez que seu design resulta em alto-falantes livres na maior parte do tempo. Porém, a tendência de mercado atual é posicionar esses alto-falantes na parte frontal, para que o usuário possa receber esse áudio diretamente, aumentando a imersão na experiência aplicada.

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De qualquer forma, temos resultados satisfatórios nesse aspecto, mesmo com a observação do parágrafo anterior. Se a Lenovo pretendia entregar uma qualidade de áudio melhor que seus concorrentes diretos, ao menos esse objetivo foi alcançado.

 

Câmera

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O Lenovo Vibe K5 possui um sensor traseiro de 13 MP, que possui como adicionais os modos HDR e panorâmico, além de contar com gravação de vídeos em Full HD. Na teoria, qualquer smartphone de linha média que se preze hoje deve oferecer essas especificações para a câmera principal.

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Na prática, o sensor traseiro oferece resultados positivos nas fotos registradas em ambientes externos e bem iluminados. Mesmo em dias nublados, podemos obter imagens com cores vivas e bom nível de contraste. Os resultados das imagens capturadas podem ser considerados bons, dentro do que esperamos de um dispositivo de sua categoria.

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Além disso, esse sensor traseiro também grava vídeos em Full HD, também com resultados dentro do esperado para um produto de sua categoria. Com os usuários produzindo e enviando mais vídeos para o YouTube e redes sociais, é uma boa notícia saber que é possível criar conteúdos de forma descompromissada, mas com o mínimo de qualidade.

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O Vibe K5 também conta com um sensor frontal de 5 MP, claramente pensado e otimizado para as selfies. O software da câmera conta com aditivos que ajudam em um melhor desempenho para as auto-fotos, como o V-Selfie, que é um comando de acionamento automático da câmera, com um sinal de “V” na hora de registrar a foto, e o recurso Beauty, que promete embelezar o rosto, mas que em alguns casos pode deixar você diferente do realmente é (até te descaracterizando em algumas situações).

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De qualquer forma, o sensor frontal também oferece resultados que podemos considerar pelo menos similar ao que os seus concorrentes oferecem hoje. Além disso, o sensor frontal também grava vídeos em Full HD, algo bem vindo para os youtubers e vloggers amadores/iniciantes.

No quesito câmera, o Lenovo Vibe K5 faz o esperado. Nem muito acima, nem muito abaixo do que os concorrentes de preço entregam.

Mais fotos registradas durante os testes a seguir.

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Games

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O Lenovo Vibe K5 é um típico modelo de linha média. Logo, seu desempenho nos games está dentro do esperado para um dispositivo dessa categoria.

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Os jogos mais básicos rodam sem maiores problemas, sem apresentar muitos lags ou travamentos. Já os jogos com gráficos mais pesados, que naturalmente demandam maior capacidade de hardware, apresentam algumas limitações, apesar de que, em alguns casos pontuais, ainda é possível se obter resultados relativamente positivos para alguns títulos.

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É mais do que esperado ver jogos como Real Racing 3 e Asphalt 8 apresentar alguns pequenos arrastos nos seus gráficos quando os mesmos são exibidos no seu máximo desempenho. Por outro lado, isso não afeta de forma decisiva a experiência de jogo. Obviamente, não é o mesmo resultado obtido em dispositivos com hardware mais robusto, mas os menos exigentes poderão se dar por satisfeitos por ainda conseguirem rodar esses títulos mais pesados.

Vale lembrar que alguns jogos que normalmente utilizamos para os nossos testes não foram considerados compatíveis com o Lenovo Vibe K5 no período em que o smartphone foi testado pelo blog.

 

Bateria e Armazenamento

O Lenovo Vibe K5 possui uma bateria de 2.750 mAh, um número considerado muito bom para um dispositivo com o seu tamanho de tela (5 polegadas, 72op) e o seu hardware. Ou seja, nesse aspecto, a maioria dos usuários pode ficar tranquila, pois poderão utilizar o dispositivo sem problemas ao longo de um dia de uso moderado, que é o mínimo que se pede da maioria dos smartphones disponíveis no mercado.

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Outro fator que contribui para essa equação está no fato da interface de usuário da Lenovo não consumir muitos recursos de hardware, além de contar com sistemas de otimização e gerenciamento de consumo de bateria. Todas essas estratégias resultam em uma maior autonomia de uso.

Na parte de armazenamento, o smartphone conta com 16 GB internos, algo que já é um padrão do mercado para os dispositivos de sua categoria. Para expandir essa capacidade, está disponível um slot para cartões microSD de até 32 GB, o que é suficiente para a maioria dos usuários armazenarem suas fotos, vídeos e músicas, além dos arquivos pessoais.

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Os 16 GB internos também são suficientes para que a maioria dos usuários instale os seus aplicativos mais importantes. Para os gamers, esse espaço pode ser insuficiente. Mas relembramos que esse dispositivo não é exatamente voltado para os jogos. Para quem tem esse objetivo em mente, é melhor pensar em outras opções.

 

Desempenho

O Vibe K5 recebe um processador Qualcomm Snapdragon 616 (MSM8939) octa-core (quad-core 1.5 GHz + quad-core 1.0 GHz), trabalhando com gráficos Adreno 405 e 2 GB de RAM. É um conjunto técnico muito interessante, levando em conta os seus propósitos e seus concorrentes de mercado.

O desempenho geral do dispositivo é considerado positivo, com poucos lags e nenhum travamento. A experiência de usuário está garantida para a maioria dos usuários que querem instalar os seus aplicativos de redes sociais, consumo de conteúdo multimídia, streaming de vídeos e jogos básicos. A sua relação custo-benefício é muito interessante.

É claro que o grande desafio da Lenovo é se apresentar efetivamente como uma alternativa para o mercado brasileiro. Muitas pessoas não conhecem a marca no mercado de smartphones, e alguns problemas pontuais do Lenovo Vibe A7010 podem atrapalhar no processo. Mas pelo menos nesse período de duas semanas que testamos o produto, a impressão que fica é que o Vibe K5 pode ser o modelo que pode apresentar a empresa para um público maior.

Mas para isso, a Lenovo precisa apresentar a sua proposta com eficiência e simplicidade.

 

Lenovo Vibe K5: veredito final

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O Lenovo Vibe K5 é recomendado para os usuários menos exigentes, que querem um smartphone competente para as atividades mais básicas, como navegação na internet, redes sociais e jogos básicos. Apesar de contar com uma interface customizada, o dispositivo também oferece a possibilidade de utilização da Google Now Launcher, entregando assim uma experiência mais próxima do Android tal e como a gigante de Mountain View imagina.

Também é um dispositivo recomendado para quem quer se distanciar um pouco das marcas mais tradicionais, buscando alternativas que oferecem um hardware similar, mas com um preço um pouco menor. É claro é que essa aposta tem um preço. Um deles é contar com um suporte que ainda gera dúvidas em muitas pessoas, além de uma incerta política de atualizações do Android. Além disso, o consumidor terá que confiar na Lenovo, empresa que não tem tanta tradição no mercado de smartphones.

Mesmo com o expertise da Motorola a serviço deles.

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Review em Vídeo

 

Review | LG K10 (LG-K430TV)

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A LG começou o ano de 2016 apresentando uma nova linha de smartphones. A série K se propõe a oferecer dispositivos de entrada e linha média, mas com alguns detalhes de alta qualidade, visando conquistar o público jovem, que não está interessado em pagar caro para ter uma boa tela, uma câmera de alta qualidade ou um bom desempenho para realizar as suas atividades conectadas. E o LG K10 é o modelo mais completo dessa nova série, que se completa pelos modelos LG K8 e LG K4.

O LG K10 é o carro chefe da série, mostrando o melhor que a empresa pode fazer nesse sentido. O modelo entrega o design que é a assinatura da LG nos últimos anos, uma tela com a qualidade já comprovada dos coreanos, sensores fotográficos eficientes e um desempenho que promete através do processador ocra-core MediaTek de 1.14 GHz. Porém, uma grande pergunta precisa ser respondida nesse review: como é o comportamento do Android 6.0 Marshmallow, em um dispositivo cuja ROM do Android é altamente customizada, e com apenas 1 GB de RAM?

Uma das grandes preocupações de alguns leitores do TargetHD no dia em que o LG K10 foi anunciado foi justamente essa baixa quantidade de RAM para um dispositivo com o sistema Android, historicamente considerado um devorador de recursos. Teria a Google finalmente corrigido esse problema? Ou os usuários podem começar a se preocupar desde já?

As respostas para estas e outras perguntas a seguir.

 

Características Físicas

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O LG K10 é um smartphone de linha média, com uma construção e acabamento típicos de um dispositivo de sua categoria. O plástico predomina, mas não é um plástico de baixa qualidade. Não há elementos foscos na parte traseira (que é feita em um relevo com plástico sólido, muito agradável ao toque e mais resistente para o uso diário) e o friso em acabamento metálico nas laterais acaba caindo bem no conjunto geral de acabamento.

É um modelo leve nas mãos e no bolso, além de não criar tanto volume durante o transporte no bolso, apesar de não estar na lista dos mais finos do mercado. É o tipo de smartphone que entra fácil no grupo dos dispositivos que ficam bem encaixados nas mãos para um uso mais longo com navegação na internet e interação com as redes sociais.

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A LG manteve os botões de liga/desliga e controle de volume na parte traseira do dispositivo, abaixo do sensor de câmera. Sabemos que a empresa abandonou essa decisão para os modelos top de linha com o LG G5, e que o LG K4, dispositivo de entrada dessa nova série, já não traz essa disposição de botões. Resta saber se os coreanos vão manter essa alternativa nas linhas intermediárias, ou se eles vão seguir a aposta adotada no seu modelo mais completo, e migrar tal característica para as demais linhas

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Outra escolha interessante foi deixar todos os conectores na parte inferior do dispositivo. Tanto o conector microUSB como o conector para fones de ouvido ficam na parte de baixo do smartphone, enquanto que as laterais e a parte superior ficam livres de botões e conectores, beneficiando o design do produto.

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Outro detalhe que vale destaque é que o alto-falante superior (utilizado para chamadas de voz) está bem integrada no smartphone, assim como o alto-falante traseiro, que fica não só abaixo da tampa como abaixo da estrutura trançada de acabamento da tampa traseira. Não é possível observar parafusos aparentes, e os pontos de encaixe de estrutura da parte externa e da tampa traseira estão bem encaixados, garantindo assim uma sensação de solidez e boa qualidade de construção.

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Por fim, o LG K10 é um smartphone bem construído e bem concebido. É um modelo que promete atender as expectativas de usuários de diferentes níveis nesse aspecto. Dificilmente o telefone pode te causar decepções.

 

Acessórios

O LG K10 traz consigo os itens mais básicos para um smartphone de sua categoria: bateria, manuais, fones de ouvido, adaptador para TV digital, adaptador para rede elétrica, cabo USB e manuais. Logo, não é isso que pode me deixar incomodado com esse dispositivo.

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Talvez o fone de ouvido tenha deixado a desejar. E não foi pouco. Estamos falando de um headfone padrão, que é de uma qualidade inferior. Se você quer apenas se comunicar ocasionalmente garantindo um pouco de privacidade, tudo bem. Agora, pensando no fato que boa parte do público-alvo desse modelo é o jovem, que normalmente gosta de ouvir música. Para essa missão, os fones de ouvido do LG K10 perderá pontos.

De qualquer forma, é o mesmo kit que vem na maioria dos dispositivos.

 

Tela

O LG K10 conta com uma tela de 5.3 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels, com 277 pixels por polegada e proteção Corning Gorilla Glass 3. Aproximadamente 71% da parte frontal do dispositivo é ocupada por essa tela.

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Durante o evento de lançamento dessa nova série K, a LG afirmou que colocou ênfase em alguns pontos que os usuários mais jovens davam como prioridade na hora de adquirir um smartphone, mas que não estavam dispostos a pagar caro por um produto para ter esses itens. E a tela seria um desses itens. Bom, após testar o produto, entendo que estamos diante de uma tela de boa qualidade em relação ao resultado final das imagens reproduzidas, mas que não apresenta nenhum tipo de diferencial substancial em relação ao que os seus concorrentes diretos apresentam hoje.

Trazer a proteção Gorilla Glass é algo bem vindo, mas não chega a ser um diferencial relevante, já que outros produtos de sua faixa de preço também o fazem. Não optar por uma tela com resolução Full HD é uma escolha pensada na redução de custos, e também porque uma resolução maior não iria fazer uma grande diferença no resultado final de exibição dos gráficos.

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O que conta a favor é justamente a qualidade mais que comprovada da LG em oferecer telas de alta qualidade, tanto na exibição dos elementos gráficos como no consumo de bateria. Há muito tempo que os coreanos conseguem um bom equilíbrio desses elementos, oferecendo ótimos e vistosos resultados. Logo, ver que o LG K10 oferece uma boa tela para a maioria das atividades conectadas não chega a ser uma grande surpresa. É na verdade o que era esperado da empresa.

Mas não podemos dizer que a tela desse smartphone está acima da média. Pelo contrário: está bem na média daquilo que se espera para um dispositivo de sua categoria. O que também não quer dizer que é uma tela ruim. Para o que temos em um produto do seu porte, é uma tela bem aceitável e ajustada para as principais necessidades básicas do usuário.

 

Sistema Operacional e Interface do Usuário

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Aqui temos o (talvez) principal destaque do LG K10. O smartphone é um dos primeiros a alcançar o grande público com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow de forma nativa, sem depender de atualizações. Esse é um diferencial que esse modelo oferece, e que considero muito valioso, pois já faz uma diferença importante no comportamento geral do smartphone, no que se refere à sua usabilidade.

O sistema Android desse dispositivo recebe a capa de personalização da LG, que já nos acostumamos a ver nos modelos previamente lançados. Nas outras oportunidades que testamos aparelhos da marca, ficamos satisfeitos com o fato dessa interface não pesar tanto no desempenho geral do dispositivo, e das adições serem bem vindas e úteis, apesar de distanciar completamente da proposta de Android puro da Google, que é o que até hoje consideramos a ideal para esse sistema operacional.

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Nesses aspecto em particular, mais uma vez podemos dizer que a LG fez um ótimo trabalho na customização e otimização do Android, que se mostrou um sistema leve e estável na maior parte do tempo. Aqui, não estamos levando em consideração (ainda) as especificações de hardware do dispositivo (algo que vamos analisar no item Desempenho), mas sim a proposta geral que a LG integrou nesse smartphone, ou aquilo que eles entendem como ser o Android ideal para o seu consumidor.

Uma das mudanças mais evidentes que o usuário vai identificar no uso diário com o Android Marshmallow é o novo modo do Android gerenciar as permissões do que determinados aplicativos vão poder acessar ou não dos dados do usuário. Por exemplo, quando escolhemos um aplicativo principal para visualização de fotos ou vídeos, o sistema mostra uma mensagem perguntando ao usuário se ele deseja que aquele aplicativo acesse a determinado tipo de arquivo pessoal.

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Dessa forma, o usuário sabe desde o começo que aquele aplicativo tem a permissão de acessar aquele determinado arquivo ou função do seu smartphone, reduzindo assim as chances de um aplicativo obter dados e funções que não são considerados essenciais para o funcionamento daquele programa. O que reduz as chances do usuário ser vítima de um ataque, fraude, malware e derivados.

Mas, lembrando: reduzir as chances não quer dizer impedir. Tenho certeza absoluta que os mais apressados nem vão ler as mensagens apresentadas na tela.

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Outra mudança interessante está no gerenciamento de recursos de hardware, que tem um maior leque de informações para o usuário. Talvez preocupados com o comportamento geral do sistema, a LG já deixa um atalho para todas essas funcionalidades de ajustes, como armazenamento, memória e bateria. Tudo mais acessível, justamente para atender aos menos experientes.

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De qualquer forma, entendo que a LG mais uma vez fez um ótimo trabalho na customização do Android. Sem falar que a versão Marshmallow parece mesmo estar bem assentada para um hardware de linha média. Inclusive para um dispositivo que tem apenas 1 GB de RAM. Mas falaremos mais sobre isso daqui a pouco.

 

TV Digital

O LG K10 conta com o recurso de TV digital, com o auxílio de um adaptador que é instalado na saída para fones de ouvido do smartphone (já mostramos esse adaptador no segmento de acessórios). Particularmente, prefiro esse tipo de adaptador por questões estéticas, e cabe a cada fabricante fazer com que o recurso funciona de forma adequada, permitindo a sintonização dos canais em diferentes locais e situações (apesar dos resultados fatalmente variarem em função de diferentes fatores, inclusive a região do Brasil que o usuário vive).

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O aplicativo de TV digital do LG K10 tem os principais recursos que podemos encontrar na maioria das opções disponíveis no mercado, ou seja, é capaz de exibir a grade de programação (desde que o canal em questão ofereça essa opção), além de captura de imagens da tela e gravação da programação (em armazenamento na memória interna do smartphone ou no cartão microSD. A má notícia é que temos uma TV digital em SD e não em HD, mas também não podemos pedir muito de um recurso que é muito mais um complemento do que um recurso prioritário no dispositivo.

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De qualquer forma, o smartphone reproduz as imagens no formato que o canal envia o sinal, inclusive no formato HD. Em uma tela de pouco mais de cinco polegadas, o recurso pode quebrar o galho naqueles deslocamentos mais longos, ou quando não queremos perder o nosso jogo ou evento preferido.

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A boa notícia é que a TV digital funciona muito bem nesse dispositivo, com uma recepção de sinal bem ajustada, inclusive em residências, onde em alguns modelos testados nos últimos meses o recurso apresentou dificuldades em captar sinal. Temos aqui um bom trabalho feito por parte da LG nesse aspecto.

 

Câmera

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Este foi mais um aspecto que a LG quis dar maior ênfase no lançamento dessa série. Alegando que o público-alvo do LG K10 deseja um smartphone com câmeras de boa qualidade, mas que não podem (ou não querem) pagar um preço de um top de linha para isso, a empresa aposta que oferecer sensores que atendam as necessidades desse grupo pode ser um dos segredos para se alcançar um sucesso nas vendas.

Na prática, mais uma vez temos que dizer que o LG K10 está “na média” da sua concorrência.

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O sensor traseiro de 13 MP (f/2.2) possui a mesma interface minimalista do LG G3, oferecendo assim as funcionalidades básicas para uma câmera fotográfica em um smartphone, além dos modos de foto rápida com um toque na tela e ajustes de foco digital através de um simples toque. Não há os ajustes manuais presentes no LG G4, o que seria pedir demais para um dispositivo de sua categoria.

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De qualquer forma, temos um sensor que consegue capturar fotos de boa qualidade para o compartilhamento rápido nas redes sociais, que é o que realmente importa para um usuário de smartphone de linha média. É claro que um estabilizador ótico faz falta em alguns momentos, mas é algo que a maioria das pessoas consegue lidar todos os dias. Como era de se esperar, as fotos em ambiente com baixa luminosidade apresentam uma certa quantidade de ruído, mas tudo dentro da média do que temos hoje entre os smartphones de linha média.

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O LG K10 grava vídeos em Full HD (1080p) na sua câmera traseira, com bons resultados de gravação em diferentes condições de luminosidade. De forma alternativa, também é possível fazer os registros de imagens em HD (720p).

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O sensor frontal desse smartphone possui 8 MP de resolução, e é claramente pensado nas selfies. Possui uma angulação maior para comportar mais pessoas dentro da mesma selfie, além de contar com as funcionalidades de software já conhecidas da LG nos seus smartphones (recurso de “flash” para selfies em baixa luminosidade, que nada mais é do que iluminar a tela na hora do registro da foto, e o recurso de registrar a selfie com um simples movimento da mão, sem tocar na tela).

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Como podem ver, tudo dentro daquilo que a LG já vinha oferecendo nos seus mais recentes lançamentos, e com os resultados que se alinham com aquilo que os seus hipotéticos concorrentes diretos oferecem. Confesso que a câmera frontal desse modelo me agradou bastante, dento das suas possibilidades. Recomendo que os usuários prestem atenção nesse aspecto na hora de optar ou não pela compra desse modelo.

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Games

Aqui começamos a falar do terceiro item que a LG quer enfatizar no lançamento da série K: o desempenho.

A empresa quer colocar no mercado produtos que sejam bons o suficiente para que o seu público-alvo tenha um desempenho satisfatório em diferentes situações, inclusive nos jogos, uma vez que os jovens consomem boa parte do seu tempo no smartphone jogando. Nesse aspecto, temos sentimentos mistos em relação ao LG K10, já que ele atende bem as necessidades nesse aspecto, mas com algumas ressalvas.

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Durante os testes, todos os jogos que normalmente utilizamos para avaliação dos produtos que por aqui passam rodaram sem maiores problemas, e com plena qualidade gráfica. Entendemos aqui que o principal motivo para esse bom resultado foi a combinação de um processador com oito núcleos com uma GPU Adreno 306, que se não é a mais potente do mercado (bem longe disso), ao menos consegue oferecer um desempenho bem ajustado para essa tarefa mais complexa, ou de maior demanda de gráficos.

Por outro lado, aqui começamos a ver como apenas 1 GB de RAM começa a comprometer.

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Nos jogos com gráficos mais simples, não temos grandes problemas de execução e travamento (apesar do fato de no Subway Surfers eu ter percebido alguns leves engasgos, o que ocasionalmente comprometeu a jogabilidade). Já em jogos mais pesados (Iron Man, Dead Trigger 2, Real Racing 3), apesar de uma execução mais fluída na maior parte do tempo, os engasgos foram maiores e mais perceptíveis.

Mais: em pelo menos três oportunidades, o próprio Android encerrou o aplicativo do jogo em questão, uma vez que o limite de RAM foi alcançado, criando assim um sério inconveniente para aquele jogador que estava em uma fase avançada, ou que não salvou o progresso de um jogo durante uma fase.

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Para aqueles que estão pensando em rodar jogos no LG K10, é bom ter em mente essas características, e pensar muito bem antes de fazer o investimento. A experiência de uso pode não ser tão plena e perfeita como se espera.

 

Bateria

O LG K10 conta com uma bateria removível de 2.300 mAh, o que para um dispositivo com o seu tamanho de tela e especificações técnicas pode parecer pouco. Na verdade, aqui temos mais uma vez uma prova do quanto a LG está apostando nas melhorias e otimizações do Android 6.0 Marshmallow para um menor consumo de recursos. E nesse caso, a aposta se paga.

Naturalmente, o K10 consegue aguentar um dia de uso moderado, tal como faz hoje (ou deveria fazer) a maioria dos smartphones Android disponíveis no mercado (navegação de internet, acesso à redes sociais, e-mails, pouco tempo de jogos e vídeos). Em um uso mais avançado, com maior tempo para vídeos e jogos, essa bateria é consumida mais rapidamente, o que também é o esperado para um dispositivo Android.

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A diferença aqui é que a LG sempre se encarregou em adicionar soluções para uma melhor gestão de bateria, o que ajuda em uma melhor autonomia de uso. Somado com os novos recursos que o próprio Android Marshmallow adiciona para um menor consumo e melhor gestão, temos aqui um dispositivo muito eficiente nesse aspecto.

Entendo que a maioria dos usuários não terão problemas com o LG K10 no seu gerenciamento de bateria. É um modelo que cumpre o que promete, onde em particular a LG de novo merece ter seu bom trabalho reconhecido, ao oferecer soluções que melhoram o aspecto de autonomia de bateria na sua versão customizada do Android.

 

Armazenamento e Desempenho

O LG K10 possui 16 GB de armazenamento nativo, com slot para cartões microSD de até 32 GB. Levando em consideração que temos nesse caso um dispositivo de linha média com o Android 6.0 Marshmallow (que tem suporte nativo para microSD como unidade de instalação de aplicativos) e aquilo que os demais modelos desse segmento oferecem, temos aqui uma combinação que é considerada a padrão para esse tipo de produto.

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Sobre o seu desempenho geral, temos que fazer uma análise a partir de diferentes perspectivas.

A grande pergunta que não quer calar é: “o LG K10 consegue oferecer um bom desempenho com apenas 1 GB de RAM, ainda mais com o Android sendo um devorador de recursos?”.

A resposta é…. depende.

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Durante a maior parte do tempo em que testei o produto, ele não apresentou problemas de travamentos ou paradas críticas, e a maioria dos usuários comuns pode sim ter uma boa experiência de uso com um dispositivo com as suas características de hardware. Mesmo utilizando uma interface Android altamente customizada, o K10 ofereceu um bom desempenho geral para as atividades mais comuns, que são aquelas que enquadro como parte de um uso moderado.

Por outro lado, também temos que levar em consideração que o seu processador (MediaTek quad-core) combinado com sua GPU (Adreno 306) oferecem um conjunto bem equilibrado, trazendo para si a responsabilidade de um bom desempenho geral. Logo, os 1 GB de RAM não afetam tanto para a maioria das atividades, uma vez que o processador é que se encarrega de gerenciar os seus recursos para destiná-los de forma inteligente durante a execução dos diversos aplicativos e tarefas.

Como já citei no item Games, o 1 GB de RAM se mostra insuficiente nas tarefas mais pesadas, ou de maior demanda de recursos. Por exemplo, o uso do Facebook sozinho (aplicativo que consome muita memória naturalmente) não compromete. Porém, utilizar o Facebook, o Messenger, o WhatsApp e abrir o Real Racing 3 já pode significar problemas (nesse cenário, o game foi fechado sozinho).

Ou seja, em linhas gerais, o LG K10 atende a maioria dos usuários, mas os mais exigentes definitivamente precisam procurar um dispositivo com pelo menos 2 GB de RAM para atender as suas necessidades.

 

Conclusão

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O LG K10 está aprovado. É um smartphone de linha média bem equilibrado, com um design bonito, a interface de usuário típica da LG, uma boa tela, uma boa quantidade de armazenamento, um processador competente e um Android atualizado. Leva a experiência de uso dos coreanos para uma nova proposta de linha média. Chega para competir com as soluções mais populares do mercado brasileiro, e pode conquistar alguns consumidores pela combinação desses fatores.

Porém, a competição é pesada. Entendo que alguns dos seus competidores diretos contam com alternativas com especificações técnicas mais completas, com preços um pouco abaixo ou um pouco acima do valor proposto pela LG nesse produto. Se a empresa não rever o fator preço, dificilmente eles podem ter sucesso. Até porque, depois de todos os aspectos técnicos analisados, o fator decisivo para o consumidor adquirir esse ou aquele produto é justamente o seu valor final.

Review | Quantum Go

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Como uma empresa novata pode atrair os holofotes do público e imprensa especializada rapidamente? Simples: oferecendo um produto no estilo “bom, bonito e barato”. A Quantum é uma startup que conta com o suporte técnico da Positivo Informática, e apresentou recentemente o Quantum Go, smartphone pensado nos gostos, necessidades e interesses do consumidor brasileiro que está disposto a pagar até R$ 800 em um dispositivo que ofereça uma boa relação custo-benefício.

Pelo menos nesse primeiro lançamento, a Quantum parece mostrar que fez bem a lição de casa. Não estamos apenas diante de um smartphone com linhas bem trabalhadas e material acima da média para a sua proposta. Temos um produto que surpreende no seu desempenho, que está muito equilibrado para um produto com suas características. A relação custo-benefício foi alcançada, e temos um produto muito promissor, que pode tirar o sono de muitos fabricantes consolidados.

Nesse review, vamos conhecer o produto em detalhes. Ver suas características físicas e técnicas, e mostrando nossas impressões sobre essa primeira empreitada da Quantum no mercado mobile brasileiro.

 

Características Físicas

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A primeira coisa que vem à nossa cabeça quando entramos em contato direto com o Quantum Go pela primeira vez é de ter nas mãos o smartphone Android mais fino e leve que você já usou em muito tempo. Temos aqui um gadget com linhas refinadas e sofisticadas, que pode ser transportado no seu bolso da calça sem dificuldades, e sem criar o volume indesejado de outros modelos.

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A baixa espessura (6.5 mm) e peso (115 gramas) desse smartphone se alinham perfeitamente à proposta de oferecer um produto com design premium, refinado, elegante e bem acabado. Inclusive as bordas bem marcadas e arredondadas, que irremediavelmente lembram alguns dispositivos da Sony, são uma prova dessa proposta de oferecer em um produto de custo inferior as mesmas características estéticas de modelos mais caros.

O resultado dessas combinações conceituais é que o Quantum Go é um produto muito mais agradável de ser utilizado no dia a dia. Com o baixo preço, a tendência é que o usuário acabe utilizando o smartphone por mais tempo, tanto durante as chamadas como o uso com as redes sociais, navegação na internet e jogos. Em tempos onde temos mais tabletphones com um hardware mais robusto e baterias mais volumosas, o dispositivo da Quantum até gera um contraste que é bem vindo.

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Os botões de controle de volume e liga/desliga/bloqueio de tela estão bem ressaltados em relação ao corpo do dispositivo, ficando bem alinhados nas laterias, logo abaixo da gaveta que oferece acesso para o slot de cartões microSD. Na outra lateral, temos apenas a gaveta para o slot para o microSIM dual card. Tudo muito bem integrado à proposta de design. E sim, o produto acompanha uma chavinha de ejeção desses slots.

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Na parte superior, encontramos o conector para fones de ouvido 3.5 mm e o conector micro USB, para recarga de bateria e transmissão de dados. Na parte inferior, os alto-falantes integrados do smartphone.

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A parte traseira do Quantum Go é igualmente elegante e bem acabada, mostrando simplicidade e sobriedade. Apenas o logo da empresa, o nome do dispositivo e a câmera traseira, com flash LED. A tampa traseira do dispositivo não é removível.

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No final das contas, o Quantum Go é um excelente trabalho de design, se demonstrando um produto bem construído, e provando de uma vez por todas que é sim possível fazer um bom trabalho na estética de um produto, mesmo quando ele não está na categoria de dispositivos premium. Basta uma boa dose de boa vontade por parte do fabricante.

 

Acessórios

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O Quantum Go vem com um kit de venda bem interessante. Além do smartphone (óbvio), temos o carregador de parede, o cabo USB para recarga de bateria e transferência de dados para o computador, além dos fones de ouvido intra-auriculares, o que ajuda a garantir um certo isolamento de ruído externo durante as chamadas e reproduções musicais.

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Mas um dos diferenciais desse dispositivo é a presença desse adaptador, que atua como antena para recepção do sinal digital. É um adaptador com um formato diferente do que aqueles que estamos acostumados a ver, com uma espécie de presilha, que serve para manter o smartphone seguro na mão durante o uso, ajudando a evitar quedas acidentais.

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Por último, mas não menos importante, o kit de compra acompanha sim a chavinha para ejeção das gavetas dos slots para chips SIM e cartão de memória microSD.

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Tela

O Quantum Go possui uma tela de 5 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels), AMOLED. É o tamanho de tela considerado padrão para o mercado atual de smartphones de linha média. Essas dimensões ajudam a tornar o modelo mais compacto e confortável durante o uso, e sem comprometer a experiência de uso. Muitos consideram esse tamanho de tela o ideal para as principais atividades.

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A tela desse smartphone é mediana, mas não decepciona. A qualidade final de imagem é boa, com excelente emissão de brilho e bom contraste. O usuário não terá problemas em visualizar os elementos do sistema operacional, ou em obter uma boa experiência multimídia em diferentes condições de luminosidade. Por outro lado, essa tela oferece bons resultados de visualização apenas razoáveis quando estamos em ambientes bem iluminados, ou em dias com sol forte. Nessas condições, mesmo com o brilho da tela no máximo a visualização das imagens pode ficar prejudicada.

Além disso, a presença de recursos como o MiraVision da MediaTek ajuda na hora de exibir as imagens com a melhor calibração de cores possível. Sem falar que esta é uma tela que não produz um gasto considerável de bateria. Pelo menos no uso mais casual, com atividades mais básicas pela maior parte do tempo, a tela do Quantum Go não se apresenta como principal responsável pelo elevado consumo de bateria.

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Por fim, a interação que o usuário pode encontrar com essa tela é a melhor possível. A resposta ao toque é precisa e eficiente, sem falar que alguns recursos de software acabam oferecendo funcionalidades especiais, como o duplo toque para bloquear a tela, já visto em diversos smartphones de diferentes fabricantes.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Quantum Go conta com o sistema operacional Android 5.1 Lollipop, com algumas customizações por parte do fabricante. Porém, são modificações sutis, que recebem algumas adições que são bem vindas, oferecendo uma maior usabilidade ao dispositivo. De um modo geral, o dispositivo conta com boa parte da experiência do Android tal e como a Google concebeu, o que é algo muito positivo sob vários aspectos.

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Não apenas por conta de uma experiência de uso mais uniforme e alinhada com alguns de seus concorrentes diretos, mas também pelo menor consumo de recursos de hardware, o que se converte em um melhor desempenho geral e um melhor gestão de bateria. Não que o impacto na autonomia de uso seja tão elevado assim, mas no aspecto de desempenho geral do smartphone, a diferença é considerável. Mas falo mais sobre isso mais adiante.

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Aqui temos mais um forte argumento a favor do Quantum Go. O Android Lollipop se comporta muito bem com as especificações de hardware do dispositivo. Não foram percebidos engasgos, travamentos ou arrastos durante os testes. Na verdade, o dispositivo apresentou uma impressionante fluidez nas transições de tela e execução de aplicativos. Algo que confesso que poucas vezes vi em um smartphone Android em mais de sete anos escrevendo no TargetHD.

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Acredito que todos os usuários que tiverem a oportunidade de testar o Quantum Go ficarão impressionados com a qualidade do dispositivo nesse aspecto. Sem falar que, durante o período de testes, pelo menos duas atualizações parciais foram enviadas, o que reforça o compromisso da empresa em manter o dispositivo constantemente atualizado, corrigindo falhas e melhorando o seu desempenho.

Sem falar que esse modelo já tem atualização garantida para o Android 6.0 Marshmallow, quando o mesmo estiver disponível.

 

Qualidade de Áudio

O Quantum Go conta com alto-falantes de reprodução na sua parte inferior. Algo compreensível, se levarmos em conta a sua proposta de design. Colocar alto-falantes frontais, tal como vem acontecendo nos últimos lançamentos de smartphones dos principais fabricantes, poderia resultar em um invariável aumento de espessura.

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Por outro lado, a qualidade de reprodução de áudio desse smartphone é considerada satisfatória. Por conta das características estéticas citadas no parágrafo anterior, não dá para esperar uma qualidade final de áudio muito potente, mas para um produto com essa proposta, o resultado final é bom.

A mesma coisa pode ser dita sobre o alto-falantes para chamadas, que também oferece uma boa qualidade de áudio em ambientes silenciosos, e um nível regular para os ambientes mais barulhentos.

 

Câmera

Já era de se esperar que o Quantum Go tivesse algum tipo de “restrição”, por conta de sua proposta de dispositivo com boa relação custo-benefício. E talvez as maiores restrições desse produto estejam mesmo nas suas câmeras, apesar da Quantum ter se esforçado para fazer um bom trabalho.

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A câmera traseira do Quantum Go possui um sensor de 13 megapixels (f/2.0), fabricado pela Samsung e com recurso BSI (Backside Illumination), que dá um maior ganho na captação de luz em ambientes pouco iluminados. Além disso, o sensor trabalha com o recurso Quantum Resolution pode capturar imagens de até 24 megapixels. Levando em consideração que o dispositivo aumenta a quantidade de pixels da foto por software, não podemos exigir os mesmos resultados finais de qualidade de uma imagem capturada com um sensor com 24 megapixels nativos.

É um recurso a mais para você ter uma imagem maior, que no final das contas não é algo tão imprescindível assim para um dispositivo dessa categoria. A maioria dos modelos da sua faixa de preço também recebem um sensor de, no máximo, 13 megapixels de resolução, que são mais do que suficientes para que a maioria dos usuários possam compartilhar fotos nas redes sociais com o mínimo de qualidade.

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Talvez a grande ausência no sensor traseiro do Quantum Go é a de um estabilizador ótico. Eu sei, estou pedindo demais de um smartphone com as suas características. Mesmo assim: esse é um item que está começando a se tornar um pré-requisito para telefones inteligentes de diferentes categorias, e é uma solução que é bem vinda para uma melhor qualidade final das fotos.

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Em compensação, o software de fotografia do Quantum Go oferece algumas funcionalidades que podem melhorar os resultados finais das fotos. Por exemplo, um modo de controle de movimento dos objetos, que reduz um pouco os efeitos de fotos tremidas. O modo Panorama também está presente, e funciona muito bem.

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O aplicativo de câmera é bem simples, contando com os recursos mais básicos para o registro de fotos com um smartphone. A maioria dos usuários não terá dificuldades no manejo do app. Talvez alguns recursos mais específicos e controles manuais fiquem um pouco escondidos. Além disso, os usuários mais exigentes vão observar que este é um software mais antigo do aplicativo de câmera, que já foi visto em outros modelos do Android.

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Outro problema da câmera do Quantum Go é o tempo de disparo da câmera. Comparado com outros dispositivos já testados (inclusive os seus concorrentes diretos de preço), é um tempo muito elevado. Aqui é onde mais sentimos a ausência de um estabilizador ótico de imagem, mas como já disse antes, não podemos ter tudo em um dispositivo com as suas características. Por outro lado, de todos os smartphones avaliados em 2015 por nós, esse modelo tem disparado o sensor mais lento de todos. Principalmente nos cenários noturnos ou pouco iluminados.

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No final das contas, a câmera do Quantum Go registra fotos apenas razoáveis. Os menos exigentes poderão obter bons resultados de imagem, principalmente em locais com luminosidade perfeita. Mas em muitos casos, as fotos não saem tão limpas. Ou a captação de luz em modo automático é excessiva, ou temos os já esperados tremores nas imagens. De qualquer forma, os mais treinados e os menos exigentes podem obter bons resultados. Os mais exigentes podem não gostar do que vão ver.

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O Quantum Go possui uma câmera frontal de 5 megapixels, que se destaca por contar com um ângulo de captação de imagens de 84 graus. O recurso é bem vindo para aqueles que gostam das selfies em grupo. Aqui, o sensor tem um rápido tempo de disparo, mas com a qualidade final igualmente mediana.

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O software escolhido pela Quantum tende a comprimir em demasia a imagem, com o objetivo de reduzir o ruído das fotos com baixa luminosidade. Porém, isso acontece em exagero, a ponto de deixar a qualidade final das fotos um pouco artificiais.

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Além disso, o aplicativo de câmera também conta para o sensor frontal com o recurso Quantum Screen Flash, onde a tela do smartphone faz as vezes de flash, iluminando a mesma por alguns segundos, para um resultado final de fotos um pouco melhor em condições com baixa luminosidade. Já vimos esse recurso presente em outros dispositivos. E o resultado foi o mesmo: ajuda, mas não resolve. Não tem o mesmo resultado de um flash dedicado para o sensor frontal.

Games

O Quantum Go, apesar de ter uma estética de dispositivo premium, ele tem especificações técnicas medianas. E é necessário relembrar isso quando falamos no item games. Porque nesse aspecto, o dispositivo se comportou dentro do esperado, e de certo modo, até supera um pouco as expectativas. Justamente por ser um smartphone de linha média.

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Durante os testes, todos os jogos que normalmente utilizamos para a produção do review rodaram sem maiores problemas. Em alguns casos, como em Dead Trigger 2 e  Real Racing 3, o desempenho foi acima do esperado, pois os gráficos foram exibidos em alta qualidade, como se o mesmo fosse um dispositivo com uma GPU mais avançada. E o desempenho foi muito satisfatório, sem engasgos ou arrastos perceptíveis.

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Para a maioria dos usuários, ou para aqueles que querem um smartphone para jogar de forma mais casual, o Quantum Go atende bem as necessidades. Acho que até mesmo os gamers considerados hardcores ficarão surpreendidos com o desempenho final desse dispositivo com os jogos com qualidade gráfica mais elaborada.

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É claro a combinação de um processador octa-core de 1.3 GHz (que a Quantum promove como “True Octa Core”)  com 2 ajuda nesse resultado de boa qualidade. Mas é inegável que o trabalho feito pela empresa em manter o sistema Android o menos intrusivo possível é determinante para esse resultado obtido por esse dispositivo.

 

TV Digital

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Um dos adicionais do Quantum Go é a presença da função de TV digital, item que é bem procurado entre os usuários de dispositivos na faixa de preço que esse modelo se encontra. E podemos dizer que encontramos bons resultados no recurso, levando em conta as suas possibilidades.

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A TV digital funciona com o adaptador que acompanha o kit de venda do produto. O acessório se conecta ao smartphone através da porta microUSB na parte superior do dispositivo, e interage diretamente com um aplicativo dedicado ao recurso. É um app com interface similar ao que vimos em modelos de outros fabricantes, com uma proposta bem simplificada e descomplicada.

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É claro que os resultados do desempenho desse recurso podem variar de acordo com a região onde o usuário se encontra. Na minha cidade atual, eu moro em um dos pontos mais altos. Na minha cidade antiga, eu morava em uma região mais baixa. Com isso, a qualidade de sinal varia consideravelmente, e a experiência de uso também. Logo, vou descrever as minhas impressões baseado na minha atual situação.

O recurso de TV digital do Quantum Go funciona muito bem, mesmo em ambientes fechados. Nos testes, o conjunto foi capaz de captar o sinal dos quatro canais digitais disponíveis na cidade de Ponta Grossa (PR) dentro e fora da minha residência, sem apresentar grandes dificuldades. É claro que o ideal é que essa funcionalidade tenha bons resultados dentro e fora de casa, mas além dos fatores geográficos, a qualidade de sinal recebida no local vai influenciar e muito.

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Talvez alguns reclamem do fato de ser apenas um sinal digital simples, com resultados de imagem não muito satisfatórios. Por outro lado, temos sempre que lembrar que estamos falando de um dispositivo de linha média, onde algumas restrições precisam ser impostas. Sem falar que o Quantum Go possui uma tela com resolução de 1280 x 720 pixels. Mais do que isso, é algo desnecessário.

Sem falar que os principais concorrentes desse produto que oferecem a funcionalidade de TV digital não vão muito além do que aquilo que a Quantum entrega em seu produto.

 

Armazenamento e Bateria

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O Quantum Go está disponível em duas versões para o seu armazenamento, com 32 GB (4G) e 16 ou 32 GB (3G). O sistema operacional Android ocupa aproximadamente 2.49 GB de espaço, o que resulta em um bom espaço livre para o armazenamento de aplicativos e dados do usuário. Lembrando que temos um slot para cartões microSD de até 32 GB. Ou seja, para a maioria dos usuários, temos aqui uma quantidade de espaço suficiente para os arquivos pessoais, músicas e apps.

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A bateria do Quantum Go possui uma capacidade total de 2.300 mAh. É preciso levar em consideração que estamos diante de um smartphone com baixa espessura, o que faz com que a sua capacidade de bateria seja menor. Mesmo assim, com as otimizações feitas na ROM Android do smartphone, o desempenho da sua bateria está no que posso chamar de “aceitável”.

Em um uso moderado (redes sociais, notificações ativas, navegação na web, vídeos e jogos ocasionais, maior parte do tempo com internet via WiFi), a bateria do Quantum Go aguenta sem maiores problemas pelo menos um dia de uso. Já em um uso mais pesado (tela ligada na maior parte do tempo com brilho no máximo, muitos jogos e vídeos, TV digital por pelo menos duas horas, internet com 4G), a bateria pode se esgotar rapidamente, e a recarga se fará necessária.

Não estamos muito longe da média de consumo geral da maioria dos modelos dentro da sua faixa de preço. Com isso, podemos dizer que o Quantum Go atende bem as necessidades da maioria dos usuários que buscam um smartphone com as suas características.

 

Desempenho

O Quantum Go surpreende positivamente nesse quesito. É um dos smartphones Android com melhor desempenho geral que passou por testes no TargetHD em 2015, dentro do que se propõe, e na sua categoria de uso.

Poucas vezes vimos um casamento tão bem ajustado de um hardware (processador MediaTek MT6753 64 bits True OctaCore de 1.3 GHz, 2 GB de RAM, GPU Mali-T720P3 a 450 MHz) e software (sistema operacional Android 5.1 Lollipop, com poucas customizações). A interface do smartphone roda de forma fluída e bem funcional, sem engasgos ou travamentos. Todos os aplicativos e jogos que normalmente instalamos nos smartphones que chegam para testes rodaram sem maiores problemas ou anormalidades.

O multi-tarefa desse smartphone também está muito bem ajustado, com um desempenho que realmente chama a atenção para um produto com a sua faixa de preço e características técnicas. Além disso, todas as funções pré-determinadas pela Quantum para complementar a experiência de uso foram executadas sem maiores problemas ou falhas.

O trabalho feito pela Quantum no Quantum Go surpreende. Salta aos olhos. Não deixa nada a desejar em relação aos seus concorrentes diretos.

 

Conclusão

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Sem exageros, o Quantum Go é um dos melhores lançamentos de 2015. É confortante constatar que uma empresa nacional conseguiu oferecer uma proposta de smartphone Android que respeite o consumidor em vários aspectos. É um dispositivo com um ótimo acabamento, um design muito elegante, uma tela de boa qualidade, um Android bem limpo, e um desempenho excelente.

O que mais podemos querer?

Um preço justo. E o Quantum Go tem um preço bem honesto para o resultado final entregue.

Mais do que isso. É uma das melhores relações custo-benefício disponíveis no mercado de linha média nesse momento. É um smartphone que tem tudo para agradar a maioria dos usuários que não querem gastar mais de R$ 1 mil em um dispositivo Android, mas que deseja uma experiência de uso de alta qualidade. Um produto que satisfaça ao bolso e no dia a dia. Um smartphone que ofereça uma experiência acima de sua média para um produto de linha média.

Um dispositivo de linha média com ar de top de linha. O Quantum Go conseguiu alcançar esse objetivo.

Um especialista supera os antivírus mais populares

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O Man_on_the_train é um usuário dos fóruns da Reddit que é especialista em segurança (pelo menos de acordo com o que ele mesmo conta). Ele realizou um teste aprofundado das soluções de antivírus mais populares, e os resultados são surpreendentes.

Utilizando suas próprias ferramentas de malware, ele pode comprovar como soluções do nível do Avira Freen Antivirus, Internet Security ou Avast Premier fracassaram nos testes de detecção de ameaças de segurança. O quadro mais abaixo fala por si, e deixa claro que a única solução que se sai minimamente bem é a suite de segurança Comodo Internet Security Pro, que obteve uma pontuação de 60%, já que as demais não conseguiram superar os 20%.

Por outro lado, o vencedor indiscutível foi o firewall Spy Shelter 10.1, que alcançou os 99% de eficiência.

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Estes resultados deram muito o que falar no Reddit, e geraram forte polêmica sobre a suposta imparcialidade dos mesmos, chegando a sugerir que o autor do estudo foi comprado, algo que não é possível confirmar ou desmentir, mas que obviamente não carece de sentido quando vemos o quão exageradamente ruim são os resultados.

Enfim, tirem suas próprias conclusões.

Via TechWorm

Assim interfere o antivírus no desempenho do sistema operacional

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A empresa AV Comparative publicou um relatório completo onde eles mostram o impacto que tem diferentes soluções de softwares de antivírus no desempenho do sistema. O modelo utilizado na amostra foi um PC da HP com processador Core i5, 4 GB de RAM, disco rígido mecânico e Windows 8.1 de 64 bits.

Para medir o desempenho, eles utilizaram as provas sintéticas PCMark e AV-C, sendo este último uma ferramenta menos conhecida mas igualmente útil, já que mede o desempenho do equipamento em operações cotidianas como downloads, mover e copiar arquivos, instalar, desinstalar e executar aplicativos, entre outros.

A conclusão é bem clara: todos os antivírus resultam em um certo impacto no desempenho, o que supõe que para tarefas intensas pode ser recomendável sua desativação sempre e quando o façamos com o mínimo de cuidado, ainda que tal impacto varia e muito entre as diferentes soluções de software testadas.

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Como podemos ver nos resultados, as soluções que mostraram um menor impacto foram (na ordem): Avast, Emisisoft, Avira, Kaspersky e AVG. As que mais impactaram no desempenho foram a Quick Heal e ThreatTrack, que podem reduzir em até 25.7% na sua performance.

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Esse último gráfico mostra o grau de proteção que cada software conseguiu, onde as soluções da Panda e da Trend Micro apresentaram os melhores resultados.

Para ler o relatório completo (em PDF), clique aqui.

Via DvHardware

Análise dos planos de TV da NET (em fevereiro de 2015)

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A NET foi a operadora multiplay que mais cresceu ao longo de 2014, oferecendo propostas agressivas e serviços que, no combo, podem ser muito competitivos. A operadora conta com ampla infraestrutura para oferecer aos seus clientes uma das maiores ofertas de canais em HD do mercado, oferecendo (na teoria) canais em alta definição em todos os seus pacotes. Mas… será que os preços estão tão vantajosos assim?

Nesse post, faremos uma breve análise sobre o atual cenário de pacotes de TV disponíveis na NET. Mais uma vez, é fundamental lembrar que todas as ofertas hoje disponíveis no site são válidas apenas para as novas assinaturas – e que o preço para os usuários antigos muda consideravelmente -, e que todos os valores contam com desconto nos primeiros meses (vamos procurar inserir os valores no ato da aquisição do plano e após o período promocional).

Também é preciso levar em consideração que os valores a seguir são aqueles adotados fora do combo com os serviços de internet e telefone. A aquisição desses planos no combo também podem resultar em uma variação de valores (normalmente os preços reduzidos são adotados nos serviços de internet, mas em alguns casos os planos de TV por assinatura também podem ser afetados).

 

NET Fácil

O NET Fácil é o plano de entrada da NET, ou aquele que eu chamo de ‘apenas para constar’. Oferece os canais abertos disponíveis na região do assinante, acrescidos de apenas sete canais pagos (além dos canais de cortesia). É um pacote para quem assiste pouca TV, ou só faz questão mesmo de ter alguns canais abertos em alta definição (que também pode variar a quantidade de canais de acordo com a região).

Honestamente, é um pacote que não vale muito a relação custo/benefício. A não ser que você realmente não tenha outra opção disponível (o que é difícil, já que a SKY, que pega em todo o país, oferece um pacote semelhante no serviço SKY Livre por um valor menor), a adesão à esse pacote não é uma boa ideia. Até porque a própria NET tem (ou pelo menos tinha) a opção de ofertar um ponto apenas com os canais abertos de forma gratuita. Tente conversar com a área de fidelização da operadora para mais informações.

 

NET Essencial

Aqui temos um pequeno erro de descrição do site da NET. Quando você vê ali em cima ‘4 canais’, você rapidamente pensa ‘esses caras estão loucos’. Mas não é isso o que acontece. De fato, aqui estão disponíveis uma grande parcela de canais pagos (ou aqueles que são considerados os principais) no formato SD, além dos canais abertos do pacote NET Fácil (incluindo os canais abertos em HD). É altamente recomendado que a NET modifique a descrição desse pacote, para não induzir o consumidor ao erro, ou espantar possíveis interessados.

É um pacote recomendado para quem não se importa muito com a qualidade de imagem, mas que podem aproveitar pelo fato do equipamento contar com uma saída HDMI, o que já ajuda um bocado na hora de enviar o sinal de TV para a TV de LED que você tem em casa. Também é recomendado para quem ainda tem uma TV de tubo em casa (acredite, conheço muita gente ainda nesse grupo), como os nossos avós. Acredite, eles ficarão satisfeitos com essa opção.

Não está com um preço tão fora da realidade, porém, pode ser pouco competitivo em relação aos novos pacotes da SKY, onde o pacote mais completo da operadora em SD (com dois pontos, sendo um desses em HD com alguns canais pagos) custa apenas R$ 10 a mais do que a oferta da NET.

 

NET Mais

Aqui as coisas começam a ficar interessantes para aqueles que se preocupam em ter um plano com canais em HD. O NET Mais conta com alguns dos principais canais (no entendimento deles) no formato de alta definição, além de permitir a adição de outros considerados relevantes (como por exemplo o pacote de esportes avulso, por R$ 14.90/mês).

Para os clientes novos, essa é uma das melhores relações custo/benefício do mercado, uma vez que o valor promocional de R$ 59,90/mês é um valor bem agressivo. Lembrando: esse valor é possível no combo com outros serviços. Depois disso, esse pacote vai ficar em torno de R$ 110/mês (valor médio cobrado para os assinantes veteranos), o que ainda pode ser uma alternativa interessante, pois é um valor próximo ou menor do que os seus principais concorrentes que possuem planos similares.

É o pacote recomendado para quem quer ter de tudo um pouco, ou para quem sabe que não assiste tudo, mas quer ter todos os canais do seu principal interesse em alta definição (esportes e séries, por exemplo). Também pode ser uma forma de economizar algum dinheiro na inclusão de pacotes adicionais (Telecine, HBO, Combate, Premiere, etc).

 

NET Top HD

O plano para quem quer ter tudo, sem limites, sem miséria. Todos os canais disponíveis na base, menos os planos adicionais (Telecine, HBO, Combate, Premiere, etc), todos os canais em HD, e o fim das preocupações quando um novo canal é adicionado na operadora.

Altamente recomendado para quem tem tempo para ver TV o dia inteiro, ou para quem trabalha com isso (meu caso… ou você se esqueceu que eu tenho o SpinOff.com.br?), ou para quem pode pagar por isso. Possui uma relação custo/benefício muito interessante se comparado com os seus concorrentes, por conta da elevada quantidade de canais em alta definição, e pela qualidade de imagem ofertada.

 

NET Top HD Max

É o mesmo pacote NET Top HD, com a mesma quantidade de canais, mais com o sistema de gravação em um dos receptores e o recurso NET Now, que permite a visualização de conteúdos por streaming na TV, tablet e smartphone.

Talvez por R$ 20/mês a mais compense pegar esse pacote, principalmente se você gosta mesmo de assistir TV e não quer perder aquele seu programa preferido ou evento esportivo (meu caso). Os mesmos critérios adotados para a escolha do NET Top HD se aplicam para a escolha do HD Max.

Comparado com os seus concorrentes, pode ser um grande negócio. Apesar de contar com um equipamento com um software que ainda está defasado (a NET prometeu a atualização para 2015, com uma nova interface e uma série de melhorias, mas até o momento da produção desse post, o update ainda não aconteceu) e de qualidade inferior aos seus concorrentes diretos, o preço desse pacote com DVR é inferior à concorrência. E a relação custo/benefício acaba pesando na hora da escolha.

 

Conclusão

Os pacotes atuais da NET passam a atender bem a partir do momento em que a ênfase está nos canais pagos em alta definição (a partir do NET Mais HD). Mais uma vez é importante lembrar que os preços se tornam mais competitivos quando conjugados com os outros serviços da operadora (principalmente com o serviço de internet), e tal estratégia torna a NET uma das operadoras que mais crescem no país.

No meu caso, eu prefiro ficar com os combos. Até porque trabalho muito com internet e com a TV por assinatura. Hoje, eu pago pelos três serviços (TV + internet + telefone) o mesmo que eu pagaria apenas pela TV (com o gravador de programação) da minha antiga operadora de TV por assinatura. Tal relação de valores foi decisiva para optar pelo serviço.

Mas no final das contas, o que manda é o seu bolso. Sempre.

Para mais informações sobre os planos de TV da NET, clique aqui.

Quem conta melhor os seus passos: o smartphone ou a pulseira inteligente?

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Os wearables quantificadores tem a missão de medir o que fazemos ao longo do dia. Tais dispositivos substituíram os aplicativos para smartphones, que muitos usavam a quase dez anos, e que foram muito úteis na hora de calcular o quanto nos movemos. Mas… qual dos dois é o melhor para medir nossos passos: o smartphone ou a pulseira quantificadora?

Um dos argumentos a favor das pulseiras inteligentes é que elas são mais precisas na hora de calcular os passos dados, além de serem mais adequadas na hora de analisar as calorias consumidas e o esforço realizado. Será?

A Perelman School of Medicine da Universidade da Pensilvânia estudou o assunto mais de perto, realizando vários testes com 14 voluntários, que deveriam percorrer entre 500 e 1.500 passos. Cada um deles tinha que levar consigo vários tipos de quantificadores, como pulseiras e podômetros, e dois smartphones com múltiplos aplicativos para contar os passos.

Os resultados indicaram que as diferenças entre os passos reais e os dados armazenados entre os smartphones variavam entre -6.7% e 6.2%, enquanto que as pulseiras indicavam variações entre -22.7% e -1.5%. Ou seja, os aplicativos para smartphones são tão precisos como os dispositivos wearables na hora de medir a atividade física.

Ou seja, o estudo conclui que a precisão não deve ser um fator determinante na hora de escolher qual dispositivo você deve utilizar para quantificar o nosso exercício físico. Fatores como comodidade e facilidade de uso devem ser mais valorizados e, nesse aspecto, as pulseiras levam vantagem.

Via Penn Medicine

Review | Motorola Moto Maxx (XT1225)

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Quando o Motorola Moto Maxx foi apresentado, não tivemos muitas dúvidas que este era o Android mais poderoso do mercado. Ou aquele smartphone que poderia oferecer o desempenho máximo que muitos sonhavam. De fato, os números chamam a atenção, com um conjunto que promete o mais impecável desempenho já visto em um smartphone com a plataforma da Google.

O primeiro review de 2015 do TargetHD vem de um produto que eu fiz questão de investir para ser o meu telefone pessoal. Nesse caso em particular, eu fiquei com o desejo e até a necessidade pessoal em utilizar um modelo top de linha na mais pura essência. Ao longo de 2014, eu utilizei o LG G2 com muita alegria, porém, chegou o momento de seguir em frente. E o novo escolhido é o Motorola Moto Maxx.

Esse review tem como principal objetivo mostrar o quão completo e poderoso esse modelo pode ser, além de identificar qual perfil de usuário pode aproveitar melhor suas características técnicas. Será que esse é mesmo o melhor smartphone Android já lançado? Ou seu conjunto técnico tem números para mais, e resultados no estilo ‘mais do mesmo’?

E a bateria? É tudo isso mesmo?

Essa e outras perguntas serão respondidas a partir de agora.

 

Características Físicas

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Algumas pessoas entendem que o Moto Maxx é um modelo vindo diretamente do ano de 2008 (ou antes). De fato, a Motorola adota um modelo de design diferente das séries X/G/E, e o Maxx acaba adotando um ar mais sério, com cara de produto pensado nos geeks. Na verdade, temos uma explicação melhor: o novo modelo é altamente inspirado no antigo Razr Maxx, que também contava com um ar mais sério e sóbrio.

Presencialmente, achei o Moto Maxx um modelo mais bonito do que aquele smartphone que eu vi nos renders e imagens promocionais. É claro que o fator estética pode variar de pessoa para pessoa (e beleza é algo muito subjetivo), mas na minha opinião eu esperava um produto menos vistoso.

Outra coisa que surpreende no Moto Maxx é que ele não é tão pesado do que o que eu imaginava (apesar das 176 gramas de peso), e o telefone fica bem confortável para o uso com uma das mãos, ou com as duas mãos. E isso acontece mesmo com uma tela de 5.2 polegadas. A Motorola aproveitou muito bem as dimensões do produto (na medida do possível), e o gadget está em um tamanho aceitável para uma rotina de uso diária.

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Também é possível perceber um cuidado maior para oferecer um produto mais resistente, como é o caso dessas laterais em acabamento emborrachado. Os botões de liga/desliga e controle de volume ficam nas laterais do dispositivo, mas não comprometem a espessura do modelo.

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Uma pequena surpresa para os usuários é a presença do slot para cartões nano SIM integrado na peça que conecta o conjunto nas teclas de controle de volume. A solução é interessante no que se refere à redução de espessura do produto (apesar de não se converter em grandes ganhos para a sua versão final, mas pode ser perigosa, pois tornam dois intens do smartphone um tanto quanto frágeis (o slot para nano SIM e os conectores para o mecanismo de controle de volume).

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O Moto Maxx traz em conjunto com o seu poderoso sensor traseiro de 20 megapixels dois flashes LED, tal como acontece no Moto X 2014, mas sem o aro plástico que adorna o sensor.

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E sim… eu já ia me esquecendo… os famigerados botões de comando do Android impressos na carcaça inferior da tela (e não no formato de botões virtuais, como vem sendo a tendência da maioria dos fabricantes de smartphones Android – e até a preferência do Google).

Eu poderia viver sem esse detalhe – e acho estranho que a Motorola tenha feito essa escolha -, mas não vejo esse como um motivo para não comprar o Moto Maxx. Esse é um detalhe que pega mais na estética do que na funcionalidade do dispositivo. Não reparei conflitos com nenhum aplicativo (nem mesmo no Facebook, onde alguns usuários alegaram problemas), e eu posso viver sem os botões do Android Lollipop por algum tempo.

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Mas o grande problema de acabamento do Moto Maxx é sim o seu tecido balístico, que reveste a camada de kevlar presente no aparelho. Ao longo de pouco mais de duas semanas, foi possível sim perceber o material se desfiando do aparelho, e isso em um uso considerado normal, sem exageros ou abusos com o dispositivo (colocando no bolso, em cima da mesa de trabalho, etc).

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É uma pena. Entendo que não apenas por conta do preço pago pelo produto, mas principalmente pela proposta geral do aparelho, esse problema do tecido balístico desfiando destoa de forma absurda de tudo aquilo que o Moto Maxx tenta passar. Um modelo top de linha com uma falha conceitual como essa é algo que realmente decepciona. O conselho aqui? Case no smartphone desde o primeiro dia de uso (também para proteger a sua bela tela).

 

Acessórios

Um kit de acessórios peculiar, com os itens necessários para que qualquer usuário consiga utilizar o produto sem maiores problemas, mas com itens que agradam e desagradam aos mais exigentes.

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O Moto Maxx vem acompanhado de um carregador Turbo Motorola, que é um dos destaques positivos do smartphone. Esse carregador é capaz de oferecer até seis horas de uso misto (onde a definição de ‘misto’ não é muito bem definida pela Motorola) com apenas 15 minutos de carga.

Se levarmos em conta que o Moto Maxx possui uma bateria de 3.900 mAh, podemos concluir que essa velocidade de recarga é mais do que bem vinda. Um carregador comum levaria uma eternidade para restituir a energia da bateria do Moto Maxx. Com esse carregador Turbo, em aproximadamente 1h30 (com o dispositivo ligado), você tem uma recarga completa de sua bateria, e essa marca é considerada excelente.

Talvez o inconveniente é ter que levar o carregador consigo para ter essa eficiência toda. Sem ele, a recarga do smartphone é um processo muito longo e tedioso. Mas esse é um preço a se pagar que, convenhamos, vale a pena.

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Por outro lado, o kit de acessórios também oferece os novos fones de ouvido da Motorola. Mais uma vez ressalto que o item qualidade de áudio é algo relativo, onde os resultados podem variar de usuário para usuário. Para o meu gosto, esses fones deixam a desejar. Mais uma vez, pois são os mesmos que estão presentes no Motorola Moto X de segunda geração.

O áudio reproduzido por esses fones deixa a desejar no equilíbrio de graves, médios e agudos, oferecendo um resultado final muito inferior. O que, de novo, é uma pena. Estamos diante de um modelo top de linha, e esse detalhe poderia ser melhorado. Por outro lado, encontrar um fone de excelente qualidade em um smartphone é exceção, e não a regra.

 

Tela

O Motorola Moto Maxx possui uma tela de 5.2 polegadas, com resolução Quad HD (1440 x 2560 pixels, 565 ppp) e revestimento Corning Gorilla Glass 3. E é uma tela simplesmente espetacular.

Com excelente definição de cores e detalhes de imagem, essa é uma das melhores telas para smartphones do mercado (nesse momento). Os ângulos de visão são excelentes, e nem preciso dizer que não é possível ver serrilhados ou pontos gráficos na tela. É uma das melhores telas entre os smartphones Android, e perfeita para quem pretende consumir conteúdos com o smartphone.

A tela do Moto Maxx é um dos elementos que mais chamam a atenção em um contato direto com o smartphone. É a tela ideal para quem gosta de ver vídeos, filmes e séries no smartphone, além de prometer uma exibição de gráficos dos jogos de forma impecável. Independente da fonte de vídeo escolhida (armazenamento em disco, streaming, etc), essa é uma das melhores telas para consumir essas diferentes categorias de entretenimento.

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Sem falar que, assim como acontece com o Moto X de segunda geração, o Moto Maxx possui o recurso de tela inteligente, que acende apenas os pixels necessários para exibir as notificações recebidas. Algo que faz toda a diferença nesse conceito de smartphone.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

No momento em que esse review é produzido, o Motorola Moto Maxx conta com o sistema operacional Android 4.4.4 KitKat, com a interface Googlw Now Launcher, que é oficial do Google, mas que se aproxima rapidamente daquela interface do Android ‘puro’, que é aquele que a gigante de Mountain View considera a ideal.

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Dito isso, não há muitos segredos nas funcionalidades. Se você já utilizava o Android tal e qual o Google sempre imaginou, você não terá muitas surpresas ou novidades no Moto Maxx. Alguns usuários entendem que a Motorola poderia investir um pouco mais nas customizações do seu Android. Já outros entendem que onde eles mudaram, eles acertaram em cheio.

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Todos os recursos inteligentes que já encontramos no Moto X 2014 estão presentes no Moto Maxx. Já citamos a tela inteligente, que exibe as notificações sem precisar ligar a tela por completo. E todos os recursos do Moto Voz (ok, Moto Maxx, ou qualquer outra frase que o valha) também estão presentes nesse modelo.

O Moto Voz está mais completo, com mais comandos e possibilidades de interação com o dispositivo, além de uma integração plena com o ‘OK, Google’, já presente nos dispositivos Android. Com isso, um recurso complementa o outro, resultando em uma experiência única para quem souber se aproveitar disso.

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Além disso, o recurso Assist, que faz o ajuste automático das configurações do smartphone de acordo com o local onde você está, ou de acordo com a sua disponibilidade. Sem falar nos sensores de movimento e proximidade, que tornam a experiência de uso ainda mais atraente. Afinal de contas, poucas coisas são tão legais quanto ter a tela do seu smartphone se acendendo porque você está se aproximando dele.

De um modo geral, a experiência de uso do Moto Maxx é ainda melhor que a do Android puro. Muitos entendem que é a melhor experiência de uso em um smartphone Android, e a maior prova disso é que algumas das inovações adotadas pela Motorola ao longo dos anos estão hoje presentes no Android de forma nativa.

 

Qualidade de Áudio e Chamadas

Ao longo das duas semanas de testes, eu li muitos relatos de usuários reclamando sobre a qualidade de áudio do microfone do Moto Maxx para chamadas e em uso em momentos pontuais, principalmente na gravação de mensagens de voz pelo WhatsApp. Nesse caso, tenho que fazer algumas observações.

Durante os testes, eu não observei as pessoas do outro lado da linha se esforçando para me ouvir, ou reclamando da qualidade do áudio do microfone do meu telefone. Além disso, eu pude ouvir as pessoas que conversavam comigo sem maiores problemas, distorções ou anormalidades.

Uma coisa que tem que se ter em mente é que, assim como acontece com outros itens já analisados, dizer que o áudio final de um microfone tem boa ou má qualidade é algo que passa pela subjetividade e percepção de cada um. O que é bom para mim pode não ser bom para você. Eu não descarto que o microfone do Moto Maxx apresente problemas pontuais de funcionamento (principalmente com o recurso Moto Voz, que não funcionou de forma perfeita em ambientes com elevado nível de ruído).

Por outro lado, devo deixar registrado que outros fatores podem interferir no resultado final do áudio, como por exemplo a qualidade de sinal e do dispositivo da pessoa com quem você está conversando.

Por fim, deixo o registro que, se uma senhorinha de 78 anos com alguns problemas auditivos conseguiu me ouvir muito bem em todas as conversas telefônicas realizadas durante os testes, é sinal que tem muita gente por aí que precisa rever os seus conceitos em relação à sua percepção auditiva.

 

Câmera

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Um dos principais pontos positivos do Motorola Moto Maxx. Sua câmera traseira de 21 megapixels não só impressiona por conta da elevada resolução, mas principalmente pela qualidade final das imagens capturadas. E é isso o que realmente vale a pena se destacar.

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Em condições perfeitas de iluminação ambiente (dia de sol forte), as imagens capturadas pelo sensor do Moto Maxx oferecem um resultado final realmente muito bom, com elevado nível de detalhes. Algumas imagens realmente saltam os olhos de tão boa, oferecendo alguns dos melhores resultados que eu já vi em uma câmera de um smartphone Android.

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Em ambientes com iluminação artificial, as fotos registradas sem o flash oferecem um baixo nível de ruído, o que é sempre uma excelente notícia. Alguns vão entender que o resultado final não é o mesmo de um sensor dedicado. E nem pode ser: afinal de contas, estamos falando de uma câmera de smartphone, com características técnicas diferentes das câmeras point-and-shoot. Porém, a maioria dos usuários ficarão satisfeitos com os resultados apresentados.

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Até mesmo as fotos capturadas com flash, em ambientes não iluminados, temos uma qualidade final de imagem muito satisfatória. É importante lembrar que o usuário deve ter a sabedoria de decidir de forma sábia quando utilizar o flash, já que em algumas casos o excesso de luz pode fazer com que as imagens fiquem estouradas.

Outro fator que deve ser considerado é o software de câmera da Motorola, que apesar de ser muito simples de se trabalhar, é pobre de recursos, o que pode incomodar os usuários mais avançados. É recomendado que aqueles que sabem manejar com os ajustes de fotografia de forma mais habilidosa que procurem um aplicativo de câmera que permita trabalhar com os parâmetros que ajustam as especificações da câmera, de acordo com a situação que a foto será registrada.

Essa mesma câmera é capaz de gravar vídeos em 1080p (Full HD), slow motion (em 720p) e Ultra HD (4K) sem maiores dificuldades. Lembrando que para os vídeos capturados em 4K existe uma limitação de 10 minutos de duração máxima para os vídeos.

A seguir, uma demonstração do modo de gravação de vídeos em slow motion.

 

A seguir, uma demonstração do modo de gravação de vídeos em 4K (ajustar a resolução do vídeo no player, se necessário).

 

A câmera frontal de 2 megapixels também oferecem resultados razoáveis nas selfies, mas é mais pensada nas videochamadas. A qualidade final das fotos é similar ao dos principais modelos da concorrência (exceto em casos pontuais, onde os produtos contam com câmeras frontais mais avançadas), e os vídeos também podem ser capturados em Full HD (1080p).

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Games

De forma simples e direta: o Moto Maxx é impecável nos games.

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Com um hardware tão poderoso, seria um absurdo se o seu desempenho durante os jogos deixasse a desejar. Logo, não há a necessidade de me alongar muito nesse item: o Moto Maxx é um smartphone impecável para os jogos, exibindo os gráficos mais complexos de forma plena, e com um desempenho impecável, sem travamentos ou lags.

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Talvez incomode um pouco o fato do smartphone esquentar durante o processamento de tarefas mais complexas e jogos mais completos. Mas tal detalhe é irrelevante diante do conjunto técnico superior, que resulta em uma experiência impecável para quem gosta de rodar os seus jogos Android das mais diferentes categorias.

 

Desempenho e Armazenamento

Acabei de falar que o Moto Maxx é perfeito para quem pensa em rodar jogos, principalmente os mais complexos. Ou seja, eu só preciso confirmar nesse parágrafo que o Moto Maxx é um smartphone com um desempenho simplesmente excelente, onde até mesmo os mais exigentes ficarão satisfeitos com o resultado final entregue pelo dispositivo.

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Durante os testes, o smartphone teve um comportamento impecável, sem lags, travamentos ou engasgos. Nada. O dispositivo sequer ameaçou fazer isso. Na verdade, o Moto Maxx executou todas as suas funcionalidades sem apresentar qualquer tipo de estresse ou dificuldade, com um desempenho perfeito para tarefas das mais diferentes categorias.

O Moto Maxx possui 64 GB de armazenamento, e sem slot para expansão de memória. Mas… quem realmente precisa de mais do que isso? Nem mesmo aqueles que costumam armazenar sua biblioteca musical completa não vai precisar de mais do que isso para armazenar músicas, vídeos, filmes e outros conteúdos pessoais.

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Por conta de tudo isso, eu posso dizer sem medo de errar, que o Motorola Moto Maxx foi o smartphone com melhor desempenho que eu testei em seis anos e meio de vida do TargetHD.net.

Até agora.

 

Bateria

Deixei esse item por último, pois esse é (talvez) o principal argumento da Motorola para oferecer o Moto Maxx como um produto que atraia os olhares de muitos. A bateria de 3.900 mAh devem ser mais do que suficientes para que o usuário médio não precise se preocupar em recarregar o dispositivo no meio do dia, ou em algum momento do horário comercial.

Aliás, a Motorola promete mais do que isso. Promete uma autonomia (em uso misto… e mais uma vez fica em aberto o que eles querem dizer com isso) de até 40 horas de funcionamento do dispositivo. E era isso o que eu precisava descobrir se ele era capaz.

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Nos primeiros dias, o consumo da bateria foi apenas razoável, mas isso ficou dentro do esperado. Afinal de contas, todo usuário fica horas instalando aplicativos, fazendo ajustes, testando a câmera, o GPS e outros detalhes. E isso faz com que a autonomia de bateria realmente seja mais baixa.

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Porém, no primeiro dia de uso que eu considero ‘normal e moderado’ para o meu perfil de uso, eu pude observar que a bateria dificilmente iria alcançar as 40 horas prometidas pela Motorola. Com aproximadamente 17 horas de uso e quase 4 horas de tela, a bateria do Moto Maxx pediu água, ou melhor, o carregador.

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Depois de fazer novos ajustes em alguns aplicativos (reinstalei o Hangouts e o Google+, desativei o Google Now, etc), o desempenho da bateria foi melhor. O smartphone ficou vivo por pelo menos 29 horas, com quase 4 horas de tela, e em um dia de uso que envolveu conectividade WiFi na maior parte do tempo, mas alguns momentos de utilização de internet 3G (pelo menos 60 minutos). Considero esse um desempenho muito bom.

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Para resumir: o Moto Maxx só sobrevive as ditas 40 horas de funcionamento se o dispositivo não ficar conectado o tempo todo (ao terminar de usar o WiFi, desconectar imediatamente, e reconectar novamente quando for usar). Em um uso normal, ele funciona sem problemas por 24 horas. Pode alcançar um pouco mais em um comportamento mais moderado.

Mas tudo isso serve para dizer que a bateria do Moto Maxx cumpre o que promete. A maioria dos usuários pode deixar o carregador em casa, e sem maiores problemas. Com uma bateria dessas, é o fim das preocupações em ter um smartphone que vai te deixar na mão quando você mais precisa.

Seria correto dizer que esse smartphone conta com uma bateria desse calibre também para suportar a tela Quad HD, o poderoso processador Qualcomm Snapdragon 810, a sua GPU Adreno de última geração… é um conjunto técnico potente, que naturalmente exige uma demanda maior de consumo energético da bateria.

E, mesmo assim, entendo que esse consumo é equilibrado o suficiente para manter o usuário longe do carregador. Esse pode ser um diferencial decisivo para muitos na hora da compra desse dispositivo.

 

Conclusão

O Motorola Moto Maxx está aprovado. Oferece a consagrada experiência de uso do Moto X de segunda geração, mas com um desempenho de um autêntico smartphone top de linha. Seu hardware é difícil de ser batido, e o seu preço ainda o coloca como uma interessante opção dentro dos modelos considerados ‘premium’.

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O dispositivo possui alguns problemas pontuais – que, de novo, por se tratar de um produto ‘premium’, poderiam ser evitados -, mas esses mesmos problemas não descredenciam um produto que oferece um desempenho excepcional e a experiência de uso tão sonhada por muitos usuários mais exigentes.

Entendo que o Moto Maxx cai como uma luva para quem anseia por essa performance toda, para quem necessita de um espaço maior para armazenamento de conteúdo pessoal, uma autonomia de bateria de longa duração, ou para aqueles que querem um dispositivo com uma experiência de uso impecável. A maioria dos usuários podem ser felizes com o Motorola Moto X de segunda geração, que também é um excelente smartphone (aliás, a melhor relação custo/benefício no Android em 2014).

Porém, o Motorola Moto Maxx é o melhor smartphone Android que eu já testei. E estou muito feliz com ele. Se o seu bolso permitir, faça o investimento.

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Review em Vídeo

 

Mais fotos registradas durante os testes

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Uma análise dos novos pacotes da SKY (em janeiro de 2015)

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Entramos em um novo ano, e vamos retomar uma série de posts que fez muito sucesso no passado. Voltaremos a analisar de tempos em tempos os pacotes das principais operadoras de TV por assinatura, como uma forma de auxiliar o assinante na escolha do seu primeiro serviço, ou na troca do atual por uma melhor relação custo/benefício. E começamos logo pela SKY.

A SKY começou o ano de 2015 apresentando novos pacotes, mostrando uma reformulação de proposta de oferta de produto, se ajustando aos novos tempos (onde a concorrência é pesada) e buscando recuperar terreno no segmento. Agora, a operadora trabalha com quatro ofertas sólidas de pacotes. A saber:

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Aqui está (talvez) a maior mudança dos pacotes da SKY. O pacote FIT simplesmente não existe mais, e fica relegado ao plano pré-pago da operadora (Sky Pré-Pago). Mais tarde falamos mais sobre essa mudança.

O novo pacote de entrada do pós-pago é o Light II (R$ 79,90/mês), que tem uma variante com 12 canais em HD (R$ 89,90). O combo HD Light Futebol (R$ 139,90/mês) se tornou o mais acessível para quem deseja ter os canais do pacote Premiere. Todos os pacotes com dois equipamentos, mas apenas um com HD.

Não são ofertas tão atraentes como os da concorrência, mas com relação custo/benefício razoavelmente interessante, dentro do objetivo principal de cada assinante. Falta aqui um pacote para os fãs de cinema, que gostariam de pagar menos para ver os filmes do Telecine ou HBO (apesar do fato da SKY permitir a contratação avulsa desses pacotes).

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Aqui, mais mudanças. O pacote SKY Mix (que antes fazia parte dos pacotes de entrada da operadora) agora tem um grupo próprio, com um volume maior de canais em HD. O SKY Mix HD (R$ 109.90/mês) traz 167 canais (naquelas, pois tem aquele monte de canais de áudio e rádios, que não são canais de TV), e aqui temos os primeiros pacotes que recebem os canais de filmes dos grupos Telecine e HBO.

O SKY Mix HD + HBOMAX HD (R$ 149,90/mês) e o SKY Mix HD + Telecine HD (R$ 164,9o/mês) são pacotes que não são tão díspares no quesito preço em relação aos concorrentes. Até mesmo o combo do SKY Mix HD + Cinema HD (R$ 189,90/mês) não foge muito do que a concorrência cobra. O problema aqui é que nenhum pacote desse grupo oferece um combo com o pacote Premiere, que tem que ser comprado à parte (saindo mais caro).

Ou seja, aqui já concluímos que a SKY entende que fãs de cinema e de futebol são grupos diferentes, e se o usuário quiser os dois mundos combinados, terá que colocar a mão no bolso, sem muito medo de ser feliz.

Todos os pacotes oferecem dois equipamentos em HD.

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Aqui temos os primeiros pacotes com a disponibilidade de gravador digital. É o pacote SKY Mix, com todos os canais disponíveis em HD, com o recurso de gravação, cada um atendendo a necessidade e aspirações do assinante. E mais uma vez, a SKY mostra que, para ela, a pessoa que gosta de cinema e futebol tem que pagar a mais por isso.

A diferença entre os dois pacotes é de R$ 89 (R$ 209,90/mês para o Combo HD Plus + Cinema HD, e R$ 289,90/mês para o Conbo HD Plus + Cinema HD + Futebol HD). Em outras operadoras, o Premiere FC contratado em separado custa um pouco menos que isso.

Mas o grande problema é que a SKY não oferece um combo com gravador apenas com o futebol. Aqui, se você quer contratar o Premiere FC e ter um gravador digital, você é obrigado a receber o pacote Cinema. Não tem outra escolha. Ou alugar um receptor com gravador integrado em qualquer outro pacote, o que fará a conta ser muito mais cara.

Nesse pacote, o cliente recebe um receptor HD com gravação e outro receptor HD.

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Por último, mas não menos importante, temos os pacotes mais completos da SKY. Nesse caso, o HD Full (na teoria) inclui todos os canais da base da operadora (exceto os pay-per-views), com todos os canais em HD, e com os pacotes temáticos de cinema (ou dos grupos HBO e Telecine) e futebol (Premiere FC).

Outro diferencial importante desse pacote é a presença de um segundo receptor HD extra (como ponto adicional), o que pode ser mais vantajoso para aquele assinante que precisa de três pontos em casa, já que a relação custo/benefício é mais satisfatória.

Aqui, a SKY abriu um pouco mais o leque de opções para quem pode pagar a mais por isso. É uma estratégia válida, levando em conta o público-alvo que a operadora busca: quem pode pagar a mais, pague e receba a mais. Além de ter um receptor HD com gravação e dois receptores HD.

 

E o pacote SKY FIT? Virou o único do Sky Pré-Pago (???)

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O SKY Pré-Pago ficou um troço tão absurdo, que nem sei por onde começar a descrever o quão errado está isso aqui.

Para começar, o preço do equipamento foi supervalorizado. Antes, custava R$ 399. Depois, passou para R$ 429. Agora, custam patéticos R$ 598… divididos em 12 vezes de R$ 49,90. Tudo bem que esses 12 meses são devolvidos para você em programação do pacote FIT.

Mas a piada começa a perder a graça depois desses 12 meses. Após o período, você fica com três meses de canais abertos, e depois disso…. puft. Nenhum canal.

Ou seja, como eu disse lá atrás, o conceito de ‘parabólica aberta da SKY’ acabou, e faz tempo. A Oi Livre agradece.

Para piorar ainda mais a situação (como se fosse possível), os clientes do SKY Pré-Pago não contam mais com a opção de contratar pacotes que vão além do FIT. Na cabeça da SKY, quem pode pagar a mais para ter mais canais é obrigado a se fidelizar no contrato da empresa, em um plano pós-pago. O cliente pré, que não quer compromisso com nada, paga R$ 50 por mês para ter meia dúzia de canais fechados, alguns canais abertos, e um monte de canais de música/rádios.

 

Conclusão

Particularmente, não me agrada muito as ofertas da SKY nos seus pacotes, mas ao menos temos opções um pouco mais flexíveis do que aquelas ofertadas no passado. O SKY Pré-Pago morreu de vez, e virou uma opção apenas para aqueles que não querem se comprometer com a operadora (ou não sabem o que estão fazendo).

Levando em conta a recém inclusão de novos canais e o fato da SKY chegar em locais onde outras operadoras não chegam, o serviço ainda pode ser vantajoso em alguns pacotes pontuais, para assinantes com objetivos específicos de programação. Mas é importante lembrar que a concorrência está pesada dentro do segmento DTH, e ainda acho que a SKY pode melhorar mais um pouco sua relação custo/benefício.

Para mais informações sobre os novos pacotes da SKY, clique aqui.

Para mais informações sobre o novo SKY Pré-Pago, clique aqui.

Review | LG G3 Beat

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“Compacto no tamanho, gigante nas experiências”. Com essa frase, a LG apresenta o LG G3 Beat, um smartphone com proposta similar ao modelo mais completo da empresa, mas com tamanho menor e especificações mais modestas. O objetivo desse modelo é ser um dispositivo de linha média que fica acima da média dos seus concorrentes, e tenta concorrer diretamente com o consagrado Motorola Moto G, oferecendo boa parte da experiência de uso do LG G3.

Muitos podem achar o G3 Beat uma redundância, mas outros tantos acreditam que esse é um modelo que pode muito bem ser a alternativa perfeita para aqueles que se sentiram atraídos pela proposta do G3, mas que não podem pagar o valor cobrado pelo modelo mais completo. Nesse review, vamos destacar as características técnicas do dispositivo, as diferenças em relação ao modelo mais completo, e se realmente estamos diante de um forte concorrente para conquistar o cobiçado mercado intermediário de smartphones.

 

Características Físicas

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O primeiro contato com o LG G3 Beat confirma a tendência do aparelho seguir a proposta conceitual do LG G3. É realmente muito difícil diferenciar um modelo do outro em uma primeira olhada (apesar de não contar no momento desse review com o G3 para um comparativo estético, eu posso fazer tal afirmação pelo simples fato de ter feito o review do modelo top de linha).

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Talvez o G3 Beat conte com curvas menos acentuadas nas partes superior e inferior, mas esse é outro aspecto que só pode ser observado pelos olhares mais atentos e exigentes. Além disso, a espessura do LG G3 Beat é naturalmente maior. Outra diferença evidente que o LG G3 Beat apresenta está na sua tela, que por contar com menor qualidade de construção, acaba se tornando visualmente mais perceptível quando a mesma está desligada.

Fora isso, ele muito pouco se diferencia do G3, o que pode até causar alguma confusão na hora da compra para os usuários menos experientes e desavisados em lojas físicas (até porque bem sabemos que muitos vendedores não contam com a experiência ou ‘boa vontade’ na hora de informar o cliente sobre a melhor opção de compra).

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Até mesmo o acabamento na carcaça traseira do dispositivo é o mesmo, incluindo o sensor laser para foco inteligente e os botões traseiros. O flash LED é mais simples, assim como o sensor de câmera, mas esta é uma das restrições esperadas para um modelo de linha média. Me aprofundarei nessas diferenças ao longo desse review.

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Por outro lado, essa grande similaridade é um ponto muito positivo para o LG G3 Beat. Mostra que o trabalho da LG em importar vários dos detalhes estéticos do modelo principal em um dispositivo de linha média foi muito bem feito, e isso valoriza o investimento no aparelho. Para quem busca essas características, mas não pode (ou não quer gastar muito), apostar nesse modelo é a melhor decisão. O LG G3 Beat é realmente muito parecido com o LG G3 na sua aparência física, e ter todos esses benefícios é uma vantagem considerável.

 

Tela

Essa é uma das principais restrições do LG G3 Beat em relação ao seu irmão maior. Mesmo assim, se levarmos em consideração que estamos diante de um smartphone de linha média, podemos dizer que não é uma tela que faz feio. Pelo contrário: atende muito bem as necessidades desse grupo de usuários.

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O LG G3 Beat possui uma tela IPS de 5 polegadas (1280 x 720 pixels), com 16.5 milhões de cores. É uma tela competente o suficiente para reproduzir os elementos de forma nítida e competente. Mais uma vez a LG utiliza da sua experiência e tecnologias de tela de suas TVs para oferecer um resultado final acima da média para os seus smartphones.

A interação através do toque é muito eficiente, permitindo assim um uso mais prazeroso com a interface de usuário e aplicativos de diferentes categorias. A qualidade de brilho e coloração é muito boa, e o usuário vai poder visualizar os elementos gráficos da tela de forma limpa, precisa e eficiente. A boa experiência de uso está garantida nesse aspecto.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G3 Beat conta com o sistema operacional Android 4.4.2 KitKat (até o momento da produção desse review, não há uma confirmação se o aparelho vai receber a atualização para o Android 5.0 Lollipop), com a mesma interface de usuário customizada da LG, que estreou no LG G3. Como a ideia aqui é reproduzir a experiência do modelo maior no modelo menor, a escolha por essa interface é a mais óbvia possível, sem falar no fato que a própria LG já havia confirmado que adotaria essa proposta visual nos seus lançamentos em 2014.

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Com isso, o usuário tem a mesma interação que teria no LG G3, com pequenas modificações conceituais, para se adaptar à proposta do dual SIM presente no LG G3 Beat. Talvez essa seja a maior diferença presente nessa interface de uso. Quem adquirir esse modelo vai receber algo muito similar ao que temos no modelo top de linha, e esse é um ponto muito positivo.

Por outro lado, poucas novidades podem ser destacadas no dispositivo, já que essa é uma proposta que já conhecemos de outros modelos testados ao longo desse ano. O que podemos contar de inédito é que o conjunto funciona muito bem, demonstrando a eficiência da LG em oferecer uma interface de usuário com elevado nível de personalização, mas sem interferir no desempenho geral do dispositivo.

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É importante destacar que a assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou para os testes uma unidade do LG G3 Beat com as customizações da operadora de telefonia TIM na sua ROM. Em linhas gerais, as características gerais da interface de usuário são as mesmas de uma ROM pura, mas alguns recursos específicos da operadora (principalmente aplicativos com serviços) podem afetar de alguma forma o desempenho geral do produto.

 

Câmera

O LG G3 Beat possui uma câmera traseira de 8 megapixels, que oferece no seu aplicativo a mesma interface minimalista do LG G3 e, por sua vez, a mesma gama de recursos. Ou seja, funcionalidades como Quick Selfie, modo HDR, temporizador, Cheese Shot entre outros estão garantidas.

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No final das contas, a qualidade final da imagem registrada está bem aceitável, e condizente com a proposta de preço do produto. Entendo que a maioria dos usuários ficarão satisfeitos com as fotos produzidas por esse sensor, que consegue captar as imagens com bons resultados em ambientes com boas condições de iluminação. Os resultados podem naturalmente variar de acordo com as condições de luz, mas entendo que já estamos acostumados com isso em dispositivos desse porte.

Vale lembrar que o LG G3 Beat possui o sensor de foco com laser (Ultra Foco Laser), novidade importada do LG G3, e que permite a captura de fotos em um menor tempo para ajuste de foco. Esse recurso é um dos responsáveis pela boa qualidade final das fotos registradas durante os testes.

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Mesmo com a ajuda do flash LED, as fotos registradas com baixa luminosidade apresentaram resultados apenas razoáveis. Quando o flash não está presente, o ruído se faz presente nas fotos com luz artificial, mas nada que fique tão distante do resultado de produtos que já testamos em 2014 na mesma faixa de preço.

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A câmera frontal de 1.3 MP repete os bons resultados da câmera traseira para fotos, porém, com uma considerável quantidade de compressão de imagem (mesmo em condições perfeitas de iluminação). Tal característica já foi vista em outros modelos da LG, e pode não agradar aos usuários mais exigentes, ou aqueles que procuram uma selfie perfeita.

Mas, de novo: a maioria deve ficar satisfeita com esses sensores.

 

Games

Levando em consideração que estamos diante de um dispositivo de linha média, e com um hardware que se alinha diretamente com as características de um produto do seu porte, o LG G3 Beat até que não faz feio nos games.

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Durante os testes, os jogos que normalmente testamos para a produção do review se comportaram bem. Alguns travamentos foram observados, mas de forma ocasional e em momentos pontuais, principalmente quando algum aplicativo era atualizado em segundo plano. Nesse momento, a jogabilidade ficava um pouco comprometida, mas na maior parte do tempo os jogos reproduziam de forma bem aceitável.

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Alguns títulos apresentaram gráficos com qualidade reduzida, se adaptando ao conjunto de hardware do smartphone. Mas tal detalhe é completamente compreensível, ou nada que fica muito fora da normalidade. Talvez o grande problema está na capacidade de armazenamento do G3 Beat, que não permite a instalação de jogos com grande volume de dados (falo sobre isso mais adiante).

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Por outro lado, os gamers ocasionais podem até se dar bem com o modelo. Pelo menos no quesito desempenho, ele vai muito bem. E para um jogo ou outro, de forma descompromissada, o modelo não deve trazer grandes problemas.

 

Bateria e Armazenamento

A bateria do LG G3 Beat conta com 2.460 mAh de capacidade, o que é uma quantidade bem aceitável, levando em consideração o seu tamanho de tela e seus recursos de hardware e software. Desse modo, o dispositivo pode alcançar o mínimo exigido pelos smartphones disponíveis hoje no mercado, ou seja, um dia completo de uso moderado.

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Essa marca pode ser considerada excelente, se levarmos em consideração que estamos diante de um aparelho com suporte ao dual SIM. É claro que ajuda nessa equação o fato desse smartphone não contar com o 4G (o que naturalmente poderia gerar um consumo de bateria ainda maior ao utilizar essa modalidade de conexão). Por outro lado, com a (baixa) qualidade do 3G que temos no Brasil, a equação fica um pouco mais equilibrada, e o consumo fica dentro do esperado.

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No armazenamento, temos um problema que o comprador precisa administrar. O dispositivo possui apenas 8 GB de armazenamento interno, onde apenas 3.5 GB estão disponíveis para o usuário. Apesar de contar com um slot para cartões microSD (e mesmo que você possa transferir alguns apps para o cartão de memória), essa quantidade de armazenamento pode se esgotar rapidamente, o que pode trazer problemas para o usuário à médio e longo prazo.

Logo, é preciso pensar com cuidado no que pretende dar como prioridade no armazenamento de conteúdo na memória do dispositivo. Para aqueles que gostam de jogos com grande volume de dados que precisam ser instalados na memória do smartphone, talvez o LG G3 Beat não seja a melhor escolha, justamente por conta dessas limitações técnicas.

 

Desempenho

Levando em consideração que estamos diante de um dispositivo de linha média, e com algumas restrições técnicas consideráveis (8 GB de armazenamento e 1 GB de RAM), o LG G3 Beat tem um desempenho geral muito bom. O processador Qualcomm Snapdragon 400 – trabalhando em conjunto com a GPU Adreno 305 – cumpre com o seu papel de oferecer a estabilidade e desempenho necessários para as necessidades mais procuradas pelos usuários desse segmento de produto.

Durante o período de testes, o produto apresentou um desempenho muito bom, sem apresentar engasgos ou travamentos. A fluidez da interface gráfica foi muito satisfatória, e o dispositivo se comportou muito bem durante a execução de tarefas mais complexas (jogos e filmes em HD). Por conta disso, o dispositivo pode competir diretamente com os seus concorrentes nesse aspecto, reforçando a ideia de ser um concorrente de peso no mercado de linha média para as compras do final do ano.

 

Conclusão

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O LG G3 Beat está aprovado. Apesar de custar um pouco mais caro do que alguns dos seus concorrentes de preço, é um modelo que consegue importar boa parte da experiência ‘premium’ do LG G3. Para os usuários que procuravam essa experiência, mas não podiam pagar o valor cobrado pelo modelo maior, o modelo intermediário é uma escolha muito interessante, e pode oferecer uma usabilidade muito agradável para esses usuários.

Aqui, a indicação é válida não só pelo desempenho geral do produto, mas principalmente pelas características específicas do produto, com a assinatura da LG nos detalhes. Tela, câmera, interface de usuário e recursos inteligentes: todas essas funcionalidades que já contam com a cara dos coreanos podem ser os diferenciais na hora da escolha desse modelo, que pela relação custo/benefício, deve ser uma das opções de compra a serem consideradas pelo usuário para o final de 2014.

É claro que em alguns pontos o modelo poderia ser um pouco melhor (como por exemplo na memória de armazenamento e RAM), mas nem tudo nesse mundo é perfeito. Mesmo com essas restrições, o LG G3 Beat cumpre com o seu papel, e mostra mais uma vez que a LG acertou no seu portfólio 2014, com telefones que equilibram um bom preço, boas configurações e bom desempenho.

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Review em Vídeo

 

Mais fotos registradas durante os testes

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Review | Razer Sabertooth para Xbox 360

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Não é todo dia que testamos acessórios para games no TargetHD. Aliás, não é todo dia que jogamos videogames no TargetHD. Somos muito ocupados por aqui, publicando as notícias que deixarão vocês devidamente informados sobre o que acontece no mundo da tecnologia. Por isso, aproveitamos que a Razer mandou para nós o Sabertooth para testes, e decidimos aproveitar de algumas horas de jogatina descompromissada, além de produzir mais um review de tecnologia para o blog.

Até porque aqui é assim: nós carregamos pedra enquanto descansamos.

A primeira coisa que você precisa saber sobre o Razer Sabertooth é que ele é um acessório que tem como objetivo tornar a sua experiência com os jogos no Xbox 360 algo otimizado. Não é apenas um controle que conta com botões e LEDs adicionas, ou um acabamento diferenciado. Ele oferece recursos que efetivamente podem se converter em uma melhor performance para os gamers que souberem se aproveitar disso. A ideia não é apenas comprar mais um controle para o seu videogame, e sim investir em um melhor desempenho final nas partidas disputadas.

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O Razer Sabertooth vem em um case que é muito bem vindo para os gamers que vivem se deslocando, seja para jogar casualmente com os amigos nos finais de semana, ou para quem disputa torneios mais a sério. Pode parecer bobagem alguém querer levar o acessório em um case desses, mas acreditem: faz toda a diferença.

Tudo fica devidamente organizado. Controle de um lado, cabos do outro. Não há desculpa para chegar ao local do jogo com um emaranhado de cabos enrolados, ou até mesmo com o cabo do controle enrolado no corpo do videogame. Aliás, nos tempos de hoje, onde os principais consoles de videogames usam controles sem fio, enrolar os cabos no mesmo não faz o menor sentido.

Na sua estética, o Razer Sabertooth não é tão diferente assim do controle original do Xbox 360. Até porque é compreensível que a Razer quisesse manter a ergonomia do acessório, para não deixar a experiência de uso tão diferente daquela que o usuário já possui. Logo, nesse aspecto, o gamer não vai notar muitas diferenças durante a rotina de jogo. As posições de botões, sticks analógicos e direcionais são as mesmas, até com uma ligeira vantagem para o direcional em cruz da Razer no estilo dos botões escolhidos.

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É um controle leve. Mais leve que o original, o que ajuda no conforto para partidas mais prolongadas. Também é preciso levar em consideração que, pelo fato de não contar com o compartimento de pilhas (ou bateria removível) na parte traseira, a área onde os dedos ficam apoiados é maior, o que ajuda ainda mais na ergonomia do controle.

O controle possui um acabamento em plástico com efeito semi-emborrachado, o que torna o seu agarre mais firme e agradável. O controle não escorrega das mãos durante o uso, e para quem tende a transpirar pelas mãos enquanto joga (acredite, isso é mais comum do que se imagina), esse detalhe pode ser uma vantagem a se considerar. De fato, a Razer acertou nesse aspecto, oferecendo um acessório com um acabamento diferente daquilo que a Microsoft oferece no seu produto.

Os botões de ação e de opções (back e start) contam com formatos similares ao encontrados no controle original, ou seja, mais uma vez a experiência de uso está garantida nesse aspecto. Os sticks analógicos são ligeiramente menores, mas em uma diferença muito pequena em relação ao controle original, o que faz com que o impacto no uso diário seja realmente muito pequeno (na verdade, a mudança é zero).

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Talvez a grande diferença do Razer Sabertooth para o controle original está nos dois botões de comando localizados na parte superior do controle, no espaço disponível entre os dois botões de comando do controle original. Desse modo, além de não modificar de forma drástica o design do acessório, eles conseguem adicionar um botão de ação programável, para um comando extra (de acordo com a disponibilidade do título em questão).

Além disso, uma pequena tela em LED mostra a função personalizada ativa no controle, com outros dois botões que auxiliam nesse ajuste. Sem falar no fato que o controle permite um ajuste personalizado da sensibilidade dos sticks analógicos, o que pode oferecer uma excelente vantagem para os jogadores mais habilidosos, permitindo um ajuste da resposta dos comandos que se alinhe ao perfil do jogador, com uma diferença substancial em relação ao controle original, que não permite tal personalização.

O resultado desse conjunto de propostas é um produto que oferece uma usabilidade muito ajustada, não só para os gamers casuais, mas para os avançados. Talvez os jogadores mais exigentes podem sentir falta de recursos mais avançados, ou de um controle com suporte ao modo sem fio. De qualquer forma, o fato é que o Razer Sabertooth é um controle que oferece alguns adicionais que otimizam a atividade de jogo.

O controle respondeu muito bem aos comandos, e não foram percebidas maiores anormalidades que prejudicassem a experiência de jogo. Aliás, essa é uma observação que consta no review apenas por uma questão de mera formalidade. A Razer mantém a sua regularidade em oferecer produtos de excelente qualidade na construção, acabamento e desempenho, sendo esta uma das marcas mais consagradas pelos gamers de diferentes níveis de exigência em todo o planeta.

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Por fim, o Razer Sabertooth está aprovado. Para quem busca um pouco mais na hora de jogar, com um acessório de elevada qualidade de construção e funcionamento, o produto pode ser uma ótima escolha. Mantém a tradição da Razer em oferecer acessórios para games com uma marca registrada, e uma qualidade final excelente. É o tipo de produto que pode ser um interessante investimento para um grupo considerável de consumidores.

Especial | Os melhores smartphones de 2014

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Estamos em dezembro, e o ano de 2014 está chegando ao seu final. Chegou a hora de repassar o que aconteceu de melhor no mundo da tecnologia ao longo dos últimos 12 meses, e começamos pelo segmento com maior visibilidade: os smartphones.

Se no passado era possível contar com poucos dedos de uma mão os smartphones de referência, o ano de 2014 confirma que os modelos de entrada e linha média (em termos de preço) já não são o que era no passado (felizmente), e que o segmento top de linha possui um equilíbrio nunca antes visto.

 

iPhone 6 e iPhone 6 Plus

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A Apple trouxe uma das grandes novidades entre os gigantes do setor. Os novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus marcam a entrada da empresa no segmento de smartphones com telas de grande tamanho (4.7 e 5.5 polegadas, respectivamente), em uma evolução lógica quase obrigatória, e que não tem mais volta.

Os novos smartphones da Apple não impressionam pelos números das especificações, mas sim pelo equilíbrio e desempenho real. Design, câmera, desempenho e um iOS 8 que se esperava mais foram os pontos de maior destaque do modelo referência de Cupertino em 2014.

O iPhone 6 Plus talvez é o que mais chama a atenção, por ser um phablet com a melhor autonomia de bateria de todos os iPhones, com uma câmera que pode ser competente para todas as situações, e com a vantagem de rodar o iOS em uma tela de tamanho bem mais aceitável que as 4 polegadas dos modelos anteriores.

 

Samsung Galaxy Note 4

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Mesmo com a crise da Samsung no segmento de telefonia (já que 2014 não foi o ano do Galaxy S5), os coreanos ainda conseguiram algum destaque com o Galaxy Note 4, onde aí sim eles conseguiram grande destaque positivo, conseguindo melhorar ainda mais aquilo que já era muito bom.

O modelo é um dos melhores phablets (ou smartphones, como queiram) já concebidos: tela QHD, autonomia de bateria satisfatória, câmera muito boa, e uma enorme tela que permite uma interação com o sistema operacional sensacional, ainda mais com a ajuda da S-Pen (apesar da TouchWiz…).

O modelo é tão referência, que as canetas apontadoras estão sendo adotadas como solução de interação por alguns de seus concorrentes. Engraçado… qual foi a primeira empresa que apostou nos phablets? Pois é…

 

HTC One (M8)

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Com tal qualidade entre os tops de linha nos smartphones, dispositivos muito bons acabaram eclipsados por outros. Isso aconteceu com o HTC One (M8), o primeiro smartphone de 2014, apresentado lá no começo do ano, e que tinha tudo para triunfar. Até que ele rapidamente foi ultrapassado pelos seus concorrentes, em um mercado mais competitivo do que nunca. Bom, esse pode ser o preço a pagar por ficar de fora de alguns mercados (Brasil, inclusive).

 

LG G3

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O novo top de linha da LG mostra que os coreanos deram aula de novo sobre como aproveitar o espaço disponível para o dispositivo, como otimizar um design, como melhorar uma câmera e, principalmente, como eles podem oferecer uma tela de altíssima definição para impressionar os usuários. Talvez todas as melhorias afetaram de forma sensível o ponto onde o LG G2 foi muito elogiado (a autonomia de bateria). Mesmo assim, é um dos melhores modelos de 2014, e com méritos.

 

Sony Xperia Z3 e Xperia Z3 Compact

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A Sony apostou na proposta mais simples, renovando o seu modelo top de linha, e lançando a versão alternativa/compacta/mini (ou algo do tipo). O Xperia Z3 eclipsou rapidamente o seu antecessor, que foi apresentado em fevereiro de 2014 na MWC, com uma fórmula já conhecida: resistência à água, bom design, câmera competente e uma autonomia que é considerado referência entre os modelos tops de linha.

A aposta da Sony em modelos compactos foi muito bem recebida, e eles repetiram isso com o Xperia Z3 Compact, que possui uma tela de menores dimensões e especificações elevadas. E essa combinação o coloca na lista dos melhores de 2014.

 

Motorola Moto X e Moto G

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Se em 2011 não poderíamos recomendar modelos de entrada e linha média com Android e Windows Phone, hoje o cenário é bem diferente. Os novos modelos Lumia são poderosos, e a Motorola deu uma lição pra todo mundo no ano passado, acabando com essa regra. E em 2014, eles confirmam essa tendência.

O Moto G 2014 é praticamente uma indicação obrigatória. É o modelo de linha média com Android referência, pois tem um preço ajustado, uma excelente construção e acabamento, uma boa tela, uma câmera razoável e um desempenho excelente (dentro de suas restrições e possibilidades).

Algo semelhante aconteceu com o novo Motorola Moto X, que entra em competição direta com os modelos top de linha, com um preço competitivo, um design bem ajustado e a personalidade de recursos exclusivos e inteligentes que resultam em um produto único. Ah, e com algumas melhorias na sua câmera que são muito bem vindas.

Lumia e Windows Phone

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A integração da linha Lumia ao expertise da Microsoft em 2014 resultou em uma ampla gama de dispositivos que se posicionam entre os melhores com Windows Phone nas suas respectivas categorias, principalmente entre os modelos de linha média e top de linha, como são os casos dos modelos Lumia 630 e Lumia 930. Também não podemos nos esquecer do contundente Lumia 1520.

 

OnePlus One, Xiaomi e Meizu

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Aqui está a revolução no segmento mobile, ou a grande surpresa de 2014 – mesmo que o seu impacto seja muito mais midiático do que real, por conta de sua limitada distribuição. O OnePlus One é um modelo inigualável, se levarmos em conta exclusivamente a relação custo/benefício. Mas é um dispositivo que ainda precisa provar o seu valor para algumas pessoas. Assim como a empresa, que tem o que provar.

Já a Xiaomi e a Meizu tem objetivos mais sérios. Apesar de não romper as fronteiras chinesas, ambas estão desejando dominar o mundo, e com planos consistentes e corajosos. Podemos esperar muito dessa dupla em 2015.

 

Conclusão

Como podemos ver, o ano de 2014 foi muito interessante e movimentado. Com tantos lançamentos empolgantes, podemos dizer que esse ano entra para a história como aquele que definitivamente marcou o equilíbrio entre os gigantes do setor, e a chegada dos chineses que querem se tornar gigantes.

Que 2015 repita esse ritmo.

Review | ASUS Zenfone 5

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A ASUS estreia no mercado nacional de smartphones com o modelo Zenfone 5, um produto que conta com a forte parceria com a Intel para ser uma nova alternativa dentro do mercado de telefones inteligentes. O modelo chega ao mercado brasileiro hoje, e o TargetHD.net é um dos blogs brasileiros de tecnologia que tiveram a oportunidade de testar o produto antes do mesmo chegar às lojas. Nesse review, passamos nossas impressões.

O Zenfone 5 é uma proposta da ASUS que quer conquistar o consumidor pela simplicidade do seu design, pela sua interface de uso visualmente chamativa, e pelo equilíbrio na relação custo/benefício. Porém, será que ele consegue mesmo roubar os clientes de outros fabricantes? Em um mercado mobile competitivo e já consolidado como acontece no Brasil, uma nova marca ainda consegue conquistar algum espaço?

O mercado brasileiro de linha média de smartphones é um dos mais competitivos do planeta, e para um novo concorrente entrar nesse mercado, é preciso apresentar uma proposta que seja atraente na sua estética, nas especificações técnicas, e no item que é o fator decisivo para o consumidor na hora compra: o preço. Será que a ASUS conseguiu oferecer um produto que equilibra tudo isso? E essa combinação resultar em uma ameaça direta aos modelos que já estão consolidados no mercado?

Boa parte das respostas para as perguntas lançadas estão nesse modelo que acaba de chegar ao mercado. E esse review pretende mostrar esse produto para você, em detalhes.

 

Características Físicas

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A primeira coisa que chama a atenção no ASUS Zenfone 5 é o seu design sóbrio. É um modelo que não tem muitos chamarizes visuais e, mesmo assim, consegue ser visualmente atraente. E, apesar de não gostar muito de dispositivos com acabamento em branco, essa opção de cor me soou agradável. Mas compreendo que isso não é muito relevante para a escolha de muitos usuários. Bom, tem aqueles buscam combinar o seu dispositivo de tecnologia com o seu estilo cotidiano. Não é bem o meu caso.

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O único detalhe mais evidente de adorno visual é a parte inferior, com esse acabamento em tom metálico. Particularmente, isso me agradou, mesmo que tal detalhe só possua um valor estético no dispositivo.

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Os botões de controle de volume e liga/desliga estão localizados em uma única lateral do smartphone, e também contam com um acabamento em metálico. Com a carcaça em branco, temos aqui um contraste visual interessante.

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O conector para fones de ouvido está na parte superior do dispositivo, enquanto que o conector para cabo micro USB fica na parte inferior. Nas duas extremidades, temos dois microfones.

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Visão geral da carcaça traseira, que é em branco fosco. Destaque para o alto-falante traseiro na parte inferior traseira do dispositivo.  E sim… essa carcaça pode encardir com certa facilidade. Logo, para quem pretende comprar o smartphone com essa opção de cor, é altamente recomendada a compra de um case protetor compatível com o smartphone. Ou ter o maior cuidado do mundo para minimizar os efeitos do uso diário.

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A carcaça traseira é removível, oferecendo acesso aos slots para micro SIM cards, além do cartão de memória microSD. Sua bateria não é removível, mas a boa notícia é que os parafusos que prendem o compartimento que oferece acesso à bateria possuem cabeças do tipo ‘Philips’, ou seja (na teoria) a sua manutenção pode ser feita de forma mais simples que em outros modelos (que exigem chaves específicas para abrir os parafusos).

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Por fim, apesar das suas cinco polegadas de tela, o Zenfone 5 é um smartphone com um bom agarre, e seu peso (145 gramas) acaba contribuindo nesse aspecto. Não é um smartphone que pesa no bolso da calça ou na mão em um uso mais prolongado. Durante o período de testes, utilizar o aparelho no dia a dia resultou em uma experiência muito positiva nesse aspecto.

 

Acessórios

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O ASUS Zenfone 5 vem com os itens mais básicos para que o usuário comece a utilizar o produto de imediato, nas suas principais características e funcionalidades: cabo USB, adaptador para rede elétrica, fone de ouvido (com protetores extras), manual do usuário e certificados. Um destaque para a embalagem do produto, que exibe as principais especificações do produto através de ícones que são facilmente identificados na lateral da caixa.

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Aqui, destacamos o fone de ouvido, que apesar de ser relativamente simples (e até aparentar uma certa fragilidade na sua construção geral), oferece uma boa qualidade final de áudio na reprodução de músicas, com uma leve ênfase nos graves. Para os usuários que dão ênfase aos recursos musicais do telefone, temos aqui uma boa notícia: pelo menos você vai poder ouvir suas músicas e o rádio do dispositivo sem maiores dificuldades (mas se você pretende utilizar os fones de ouvido de sua preferência, não há nada que impede).

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Tela

O ASUS Zenfone 5 possui uma tela Super IPS de 5 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels, 294 pixels por polegada e 16 milhões de cores, com proteção Corning Gorilla Glass 3. É uma tela que oferece uma elevada qualidade de imagem e cores, reforçando ainda mais a proposta visual da interface de usuário (como vamos destacar no próximo tópico).

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Nesse aspecto, a ASUS foi muito bem, oferecendo uma tela de grandes dimensões, com resolução HD. Certamente o fabricante acredita que não é necessário mais do que isso para satisfazer os usuários de produtos com essas especificações técnicas, até mesmo para balancear a relação custo/benefício do dispositivo. Até porque o produto precisa ser competitivo o suficiente para convencer o consumidor, e uma tela com resolução HD é o mínimo que se pede para o modelo na sua categoria.

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Na prática, o Zenfone 5 oferece resultados muito bons na hora de reproduzir imagens, vídeos e jogos. É uma tela que oferece um ótimo nível de brilho, cores bem definidas e um resultado final que tende a agradar a maioria dos usuários. É um dos grandes pontos positivos desse produto.

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Sistema Operacional e Interface de Usuário

Quando chegou para testes, o Zenfone 5 contava com o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean. Porém, foi recentemente atualizado para o Android 4.4.2 KitKat. E vamos fazer a análise desse segmento abordando o comportamento do dispositivo após essa atualização.

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A ASUS apresenta nesse modelo a interface Zen UI, feito sob medida para esse dispositivo. Porém, diferente do que se pode imaginar, tantas personalizações não causam impactos significativos no desempenho do dispositivo. A interface e bem fluída e ajustada ao hardware, sem arrastos visuais nos seus elementos gráficos. Ou seja, a ASUS deixa aqui um exemplo claro que é possível oferecer uma experiência Android altamente customizada, mas sem comprometer na boa experiência de usuário.

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Aliás, a ASUS segue a tendência do mercado atual, oferecendo uma interface com ícones planos e cores bem definidas. A interface se vale da tela de boa qualidade para oferecer uma paleta de cores bem ajustada para oferecer uma interface visualmente mais chamativa. Independente do gosto de cada um, é uma estratégia que pode funcionar. Afinal de contas, funcionou com outros fabricantes. Por que não funcionaria com a ASUS?

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Assim como em outras propostas, a interface da ASUS oferece abas de atalho rápido para funções específicas do sistema (controle de rede, economia de energia, giro de tela, GPS, etc), além de uma aba de notificações recebidas. Cada uma delas é acionada nas laterais da tela, com um gesto de cima para baixo.

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A interface também conta com widgets próprios de agenda, rádio, player musical, previsão do tempo e outras funcionalidades. Tudo isso acompanhando a proposta visual da ASUS. Alguns desses widgets estão disponíveis na tela de desbloqueio do dispositivo.

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Vários aplicativos específicos da ASUS estão pré-instalados no dispositivo, como o Splendid (que faz o ajuste das cores da interface de usuário), assistente de configurações de áudio, PC Link (para comunicação com o computador), Super Note (para anotações rápidas com o teclado virtual, uma caneta do tipo Stylus ou até mesmo com o dedo), WebStorage, Do It Later, Remote Link, Share Link, What’s Next, Party Link e My ASUS. Todos eles auxiliam a interação do usuário com o sistema, além de personalizar suas atividades e oferecer ferramentas para produtividade de imediato, o que pode ser muito útil para os usuários novatos e iniciantes.

Talvez a interface do Zenfone 5 possa parecer confusa ou carregada para muitos usuários, mas a curva de aprendizado é baixa, e acredito que até mesmo aqueles que não contam com muita intimidade com esse tipo de dispositivo não terá maiores problemas em aprender como o dispositivo funciona nas suas principais funções.

 

Qualidade de Áudio e Chamadas

O Zenfone 5 é um modelo que tem uma boa capacidade de reprodução de áudio, tanto no alto-falante externo (com áudio de chamadas e alertas audíveis) como no alto-falantes para chamadas. Durante os testes, todas as comunicações de voz realizadas se converteram em resultados satisfatórios, sem muitas anormalidades ou quedas durante as chamadas. Talvez a qualidade de áudio do alto-falantes para chamadas pudesse ser algo mais audível, mas também não pode ser algo considerado insatisfatório.

O controle do dual SIM possui alguns modos de personalização, que vão desde o tipo de toque de chamadas para cada SIM, até qual deles será o preferencial para chamadas e mensagens.O Zenfone 5 trabalha em um sistema dual SIM standby, ou seja, os dois chips ficam ativos para receber chamadas, porém, quando uma das linhas recebe uma chamada, a outra linha fica inativa, e as chamadas acabam caindo ou na caixa postal ou na mensagem de fora de área ou desligado.

 

Câmera

O seu sensor traseiro de 8 megapixels oferece um resultado final de imagens que pode variar em diferentes situações de iluminação. É importante destacar que dispositivos de linha média – em via de regra – não oferecem câmeras muito boas, e essa não é exatamente a prioridade daqueles que pretendem comprar um smartphone na sua margem de preço. Nesse caso, a câmera traseira do Zenfone 5 – que conta com tecnologias proprietárias de imagem – oferece resultados muito bons em perfeitas condições de iluminação, e razoáveis em cenários com luz artificial ou baixa luminosidade.

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O software de câmera até conta com recursos bem interessantes. Por exemplo, se o sensor identifica que o ambiente está com baixa luminosidade, ele automaticamente sugere o modo de foto otimizado para essas condições de luz. O aplicativo também é capaz de sugerir o modo HDR automaticamente, dependendo do ambiente que você está. Além disso, você também pode aplicar efeitos de cores diretamente pelo aplicativo de câmera, se falar nos ajustes de exposição, ISO, balanço de branco, otimização, foco e outros ajustes.

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As fotos registradas durante o dia oferecem uma qualidade muito boa para um uso mais descompromissado, com elevado nível de contraste e cores bem definidas – em alguns casos, até com certa saturação. Acredito que a maioria dos usuários menos exigentes ficarão satisfeitos com as fotos produzidas, até porque os concorrentes diretos de preço do Zenfone 5 não devem apresentar resultados muito melhores.

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Em fotos com baixa luminosidade ou à noite, a câmera traseira do Zenfone 5 apresenta resultados mais irregulares, não só com a já relatada saturação de cores, mas com excesso de captação de branco no modo automático, com o objetivo de tornar as imagens mais visíveis. O resultado é uma maior quantidade de ruído. É claro que é possível minimizar parte desses problemas com os ajustes que o software da câmera oferece, mas os resultados das imagens não soam tão naturais quanto comparados com outros modelos. Quem escolher esse modelo deve levar isso em consideração, e ser tolerante nesse aspecto (DICA: filtros de imagens são bem vindos para ‘brincar’ com as cenas capturadas).

Um detalhe importante: a Asus enfatiza que o seu sensor possui uma tecnologia que é capaz de otimizar a captura de imagens mesmo em locais com baixa luminosidade ou com ausência total de luz. Realmente, a câmera traseira do dispositivo consegue oferecer uma maior iluminação para capturar imagens nessas condições. Mas isso não quer dizer que termos um bom resultado de imagem na prática.

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Vale um destaque em especial para o modo de foto sequencial do aplicativo de câmera, que oferece resultados bem interessantes. Pode não ser tão rápida a sequência de disparo em relação à outras soluções encontradas em modelos concorrentes, mas em compensação, não detectamos imagens deformadas nos testes em locais com perfeita iluminação. Esse é um ponto muito positivo dessa câmera.

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A câmera frontal tem resolução máxima de 2 megapixels, e reproduz as mesmas características descritas pelo sensor traseiro. É uma câmera pensada para ser mais eficiente nas videochamadas do que nas selfies. Como você pode ver na foto acima, a qualidade final da imagem fica um pouco abaixo das expectativas. Para compensar, o seu software tem o modo ‘selfie’ para a câmera traseira, o que ajuda na hora de registrar as fotos com os amigos.

 

Games

Aqui, uma boa notícia. O ASUS Zenfone 5 vai muito bem nesse quesito.

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Os jogos que normalmente testamos durante os reviews rodaram sem problemas no smartphone. Em particular, essa foi uma das preocupações/dúvidas que mais foram questionadas pelos leitores do blog ou usuários que me seguem nas redes sociais, não apenas para medir as possibilidades do dispositivo, mas também porque estamos diante de um smartphone com processador Intel. Eventuais incompatibilidades com o chip e dificuldades de execução dos gráficos poderiam ser detectados em casos específicos. Felizmente, isso não aconteceu.

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Jogos de diferentes níveis de exigência de hardware rodaram sem problemas. Talvez os usuários mais exigentes vão perceber que a execução dos jogos não é tão fluída como em outros modelos. Por ouro lado, ela não afeta em nada a jogabilidade, e a maioria vai ficar satisfeita com o resultado final dos jogos executados. Para os gamers mais casuais, o dispositivo cumpre bem o seu papel de oferecer uma boa performance nos momentos de diversão com os jogos disponíveis para o sistema Android.

 

Multimídia

Aproveitando a sua tela de 5 polegadas com resolução HD, o ASUS Zenfone 5 vai bem nesse aspecto. Vídeos reproduzidos pelo dispositivo, tanto em plataformas online (YouTube, Netflix, etc) como armazenados no dispositivo não apresentaram problemas de lags e travamentos. Além disso, o recurso de rádio FM funciona de forma adequada, sintonizando com precisão as rádios da região (é claro que os resultados podem variar de acordo com a região onde você vive), e o player musical possui uma interface simples e funcional, acompanhando a proposta da interface de uso da ASUS.

 

Bateria e Armazenamento

O ASUS Zenfone 5 possui uma bateria de 2110 mAh, que promete uma autonomia de uso de até 353 horas em stand-by, e 18h30 minutos de conversação (ambos em 3G). Nos testes, foi possível alcançar um dia inteiro de uso moderado, com o WiFi ligado na maior parte do tempo, sincronizações e atualizações ativadas, algum tempo no 3G e uso constante das redes sociais.

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Os resultados podem variar de acordo com o seu perfil de uso, e podem sofrer um impacto significativamente maior se você utilizar o dispositivo para atividades que exigem um pouco mais dos recursos de hardware, como acontece no caso dos jogos e reprodução de vídeos em alta definição. Mas entendo que, pelo fato desse modelo ser um dual SIM (com as duas redes em stand-by constantemente), os resultados de autonomia de bateria são muito satisfatórios.

O modelo que recebemos para testes conta com 8 GB de armazenamento, com 4 GB livres para dados do usuário. O slot para cartões microSD (até 64 GB) ajuda bastante, principalmente pelo fato do sistema instalado pela ASUS permitir a transferência de aplicativos instalados na memória interna para o cartão microSD. Isso permite uma maior margem para armazenamento de aplicativos essenciais na memória interna, e um melhor desempenho geral, uma vez que há mais espaço para armazenamento de arquivos temporários.

 

Desempenho

A unidade enviada pela assessoria de imprensa da ASUS possui um processador Intel Atom Z2560 dual-core de 1.6 GHz, GPU PowerVR SGX544MP2 e 2 GB de RAM. Não é a variante mais potente desse modelo, mas é um hardware competente o suficiente para oferecer um excelente desempenho para a maioria das atividades que um usuário médio pretende realizar no produto.

Durante o período de testes, não foram detectados maiores problemas de lags, travamentos ou paradas críticas. Não detectamos aplicativos incompatíveis com o seu hardware, e a experiência de uso foi a melhor possível na maior parte do tempo. Entendo que os compradores desse smartphone ficarão satisfeitos pela equilibrada experiência de uso que o conjunto hardware + software oferece.

 

Conclusão

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O ASUS Zenfone 5 está aprovado. Os seus pontos positivos suplantam os negativos, e estamos diante de uma interessante proposta dentro dos smartphones de linha média. Entendo que a missão desse modelo em adentrar no mercado nacional de smartphones intermediários continua a ser árdua para a ASUS, mas como o modelo que marca a estreia do fabricante no mercado nacional, é possível que ele atraia alguns consumidores por conta de suas características que diferenciam esse modelo dos demais.

Um design elegante, uma interface de uso com cores chamativas, uma boa tela e um desempenho que mostra o quanto está ajustado esse modelo para as atividades diárias. Com um preço inicial sugerido de R$ 599, esse modelo consegue algo que era considerado muito difícil até agora: oferecer uma relação custo/benefício ainda melhor que a do Motorola Moto G, seu principal concorrente na sua faixa de preço.

Se esse público vai se convencer com esses diferenciais, só o tempo vai dizer.

 

Review em Vídeo

 

Mais imagens do produto

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Mais fotos dos testes das câmeras do smartphone

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Review | Tablet Lenovo S5000

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Tablet Lenovo S5000

Em algumas oportunidades, eu aproveito algumas promoções para adquirir produtos de tecnologia para testes e reviews no blog. Em uma dessas madrugadas de insônia, onde eu tentava otimizar o TargetHD (consegui, felizmente), eu encontrei uma promoção do tablet Lenovo S5000. A forte redução de preço oferecido pelo produto me incentivaram a adquirir uma unidade para realizar o review que você vai ver a seguir (até porque a assessoria de imprensa da Lenovo não manda produtos para esse blog).

De qualquer forma, a vantagem de ter um produto adquirido por conta própria é a possibilidade de fazer uma avaliação de uma unidade que pode ser adquirida por qualquer consumidor, em qualquer e-commerce nacional. Logo, é a experiência real do produto, sem a interferência de qualquer outro fator externo. O que elimina as dúvidas dos mais desconfiados.

Nesse review, pretendo identificar qual é o público alvo do Lenovo S5000. Bem sei que esse é um modelo de entrada, pensado nos usuários que não querem gastar muito em um dispositivo desse porte. Mas… será que essa é a melhor opção? Ou será que vale a pena investir um pouco mais em um produto um pouco mais completo nas especificações técnicas? A relação custo/benefício desse modelo será mais vantajosa para qual tipo de usuário?

É o que vamos descobrir a seguir.

 

Características Físicas

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A primeira impressão que tive sobre o produto no primeiro contato físico foi ‘como ele é fino’. É um produto realmente muito fino, apesar de sua bateria que é de alta capacidade (falo mais sobre isso mais adiante). A Lenovo foi bem feliz no acabamento do dispositivo, combinando partes com plástico em fosco com acabamento em material metálico, aumentando ainda mais a sensação de baixa espessura transmitida pelo dispositivo.

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O agarre do dispositivo também é agradável (é claro que os resultados podem variar, dependendo do tamanho da mão do usuário), apesar de ser um pouco mais largo que outros modelos testados recentemente. Mesmo assim, a usabilidade diária não fica comprometida. Ajuda também o fato de ser um dispositivo leve (apenas 246 gramas), e utilizar o dispositivo por várias horas não é um grande problema, assim como também não é problema algum você levar o tablet na mochila ou na bolsa.

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Os acessos aos conectores são os mesmos que encontramos na maioria dos tablets e smartphones disponíveis no mercado, com a peculiaridade que a Lenovo decidiu inverter a ordem dos botões de controle de volume e bloqueio de tela/liga/desliga. Não entendi direito o motivo para isso, e algumas pessoas poderão se incomodar com esse detalhe por algum tempo. Mas não muito: não há curva de aprendizado para lembrar que o botão de liga/desliga é o que está abaixo dos controles de volume.

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Fora isso, o dispositivo não possui slots, o que torna o seu design totalmente integrado. Essa decisão reforça ainda mais a beleza do produto, e esse diferencial estético do tablet da Lenovo pode ser um dos diferenciais que pode chamar a atenção dos consumidores. Bom, chamou a minha atenção, pois o dispositivo é realmente bonito.

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Tela

O Lenovo S5000 possui uma tela IPS de 7 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels) e brilho de 350 nits. Levando em conta o seu segmento de mercado, é uma tela muito boa, com excelente qualidade de reprodução de cores, ótima capacidade de brilho e baixo consumo de bateria, mesmo em jornadas mais longa de exibição de conteúdo.

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Essa tela é capaz de reproduzir sem maiores problemas todo e qualquer tipo de conteúdo que o usuário desejar executar. Aliás, a tela é um dos pontos positivos do produto, pela qualidade final das imagens, que são reproduzidas com maior fidelidade das cores. Além disso, o toque na tela é preciso e suave, com excelente resposta aos comandos.

Nesse aspecto, o consumidor que optar pelo Lenovo S5000 não vai ter do que reclamar. O produto possui uma tela com uma qualidade que, no mínimo, se equipara aos seus concorrentes de preço (em alguns casos pontuais, superando os modelos concorrentes), o que é sempre uma boa notícia para quem quer estabelecer uma melhor relação custo/benefício na compra de um dispositivo dessa categoria.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Lenovo S5000 possui o sistema operacional Android 4.4.2 KitKat, com a interface customizada pela Lenovo. Levando em conta que essa versão do Android foi pensada em oferecer um melhor desempenho em modelos com um hardware mais limitado, e que esse tablet possui especificações mais restritas, o conjunto tende a funcionar sem maiores problemas, ou pelo menos com um desempenho minimamente aceitável. Não percebi travamentos ou interrupções graves durante o período que o produto ficou em testes por aqui. Porém, lags e arrastos foram percebidos. O assunto será abordado mais adiante.

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Já a interface adotada pela Lenovo é altamente customizada, porém, bastante simplificada, com o objetivo de atrair um público que está entrando em contato com essa categoria de produtos pela primeira vez. Tal iniciativa é muito positiva, pois reduz a curva de aprendizado para quem não tem experiência de uso com esses produtos, uma vez que é uma proposta mais simples do que aquela oferecida pelo Android ‘puro’ (veja bem, não estou dizendo que essa proposta da Lenovo é melhor que a interface idealizada pela Google).

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A Lenovo preferiu colocar todos os aplicativos do dispositivo nas telas iniciais da interface, abandonando assim a proposta do ícone ‘Todos os Aplicativos’. Sim… é uma interface que aproxima da proposta do iOS, que oferece um acesso direto a todos os apps instalados pelo usuário logo de cara, conforme eles são instalados. No caso do S5000, acontece exatamente a mesma coisa.

Um pequeno atalho mostra os recursos de personalização e configurações gerais do tablet. Tudo muito simples e de fácil acesso.

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No final das contas, temos uma interface que é mais simples de ser operada pelos usuários, o que sempre é um ponto positivo para os menos experientes ou iniciantes (que é o público-alvo desse produto, de certo modo). A má notícia é que não é uma interface tão fluída quanto se deseja: apesar da Lenovo simplificar na proposta de acesso aos aplicativos, essa interface ainda assim é customizada o suficiente para exigir um pouco mais do hardware do dispositivo – que, repito, já é restrito -, e isso resulta em uma experiência de uso menos limpa e fluída do que o desejado. Mas falo mais sobre isso mais adiante.

 

Qualidade de Áudio

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O alto-falante frontal do Lenovo S5000 é outro ponto positivo do dispositivo. Levando em conta que boa parte dos usuários de tablets focam o uso do produto no consumo de conteúdos multimídia, é um bônus você contar com uma melhor qualidade de áudio para a reprodução de músicas, vídeos e jogos. Tudo bem, muitos usuários preferem utilizar fones de ouvido para não incomodar as pessoas que estão ao seu redor, mas se a possibilidade aparecer, você tem um resultado positivo nesse aspecto.

 

Câmera

De novo: tablets não são pródigos em registrar fotos e vídeos. Câmeras nos tablets só existem para constar. E o Lenovo S5000 segue essa regra.

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O sensor traseiro de 5 megapixels entrega fotos razoáveis (mais para medíocres), com qualidade boa suficiente para serem compartilhadas nas redes sociais quando registradas durante o dia e/ou com condições perfeitas de iluminação (e, mesmo assim, recomendamos em algumas fotos o uso de filtros e apps de pós produção de imagem). Nas fotos registradas a noite e/ou em ambientes com baixa luminosidade, o resultado é pífio (e mesmo que essa câmera tivesse um flash LED acompanhando, os ganhos seriam mínimos).

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O software da câmera até oferece alguns recursos interessantes para otimizar os resultados das fotos registradas, como ajuste de foco, controle de ISO e outros recursos que, na prática, não resultam em ganhos consideráveis na qualidade final da imagem. Em compensação, o seu software é capaz de identificar QR Codes (bom, todas são capazes de fazer isso, mas no caso desse tablet, o recurso já está inserido no software da câmera; apenas como registro).

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A câmera frontal do dispositivo possui resolução de 1.6 MP, que é mais pensada nas videochamadas do que nas selfies. Os resultados nos testes foram razoáveis, garantindo que a pessoa do outro lado te reconheça durante uma conversa.

 

Games

Estamos falando de um produto de entrada, com especificações de hardware mais modestas. Logo, não podemos esperar muito do produto nesse aspecto.

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O Lenovo S5000 roda bem os jogos com gráficos mais simples (Jetpack Joyride, Subway Surfers, etc), sem maiores engasgos, travamentos, lags ou problemas de incompatibilidade. Já nos títulos com gráficos mais complexos e maior consumo de suas especificações técnicas (Real Racing 3, Iron Man 2, Dead Trigger 2), é possível perceber os sintomas típicos de um dispositivo de entrada: travamentos, lags, atrasos nas respostas das ações, entre outros inconvenientes que prejudicam a experiência de uso.

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Por outro lado, esse era o comportamento que eu esperava de um produto como esse. Não podemos exigir muito de um dispositivo da sua faixa de preço e com sua tabela de especificações. Além disso, quem deve ficar atento sobre o comportamento do produto nesse segmento é justamente o grupo de usuários mais exigentes. Aliás, se você pensa em comprar um tablet para jogar, com certeza você vai investir um pouco mais, e adquirir um produto mais potente do que esse.

Os menos exigentes até podem cogitar a aquisição do produto para jogar casualmente, e sempre ciente que o dispositivo não foi concebido para essa finalidade. No final das contas, os jogos até rodam, mas não de forma fluída e perfeita. Se você consegue conviver com isso, vá em frente na compra.

 

Multimídia

Esse é um dos pontos que me decepcionou no produto. Por conta do seu hardware mais restrito (processador MediaTek quad-core 1.2 GHZ – Cortex A7, GPU PowerVR SGX544MP2 e 1 GB de RAM), mesmo contando com uma tela que suporta vídeos no formato HD, a reprodução das imagens em alta definição é deficiente.

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Vídeos em HD armazenados no dispositivo tiveram uma reprodução sofrível, e até mesmo os vídeos do YouTube em alta definição falharam durante as tentativas de reprodução, com travamentos e paralisações. Alguns vídeos só eram reproduzidos quando o ajuste da resolução era alterada no aplicativo do YouTube.

É uma pena. Um produto com uma tela tão boa pecar logo nesse aspecto.

 

Bateria e Armazenamento

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Outro ponto positivo do Lenovo S5000 é a sua bateria. Com 4.000 mAh, o dispositivo oferece um excelente desempenho da sua bateria em um uso moderado (leitura de e-mails, redes sociais, navegação na internet, etc), podendo alcançar até 8 horas de uso contínuo com a tela ativa. Testando o produto no meu ritmo cotidiano, eu consegui ficar até dois dias completos sem conectar o dispositivo no carregador.

Em um uso mais intenso (reprodução de vídeos, registro de fotos e vídeos com a câmera e execução de jogos mais complexos), o consumo da bateria foi naturalmente maior, uma vez que o conjunto de hardware é mais exigido. Nada mais do que o esperado para um produto com as suas características.

De qualquer forma, os menos exigentes ou usuários casuais não terão do que reclamar da bateria do tablet da Lenovo. E é importante levar em consideração que estamos falando de um tablet que tem uma tela com ótima emanação de brilho.

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O dispositivo conta com 16 GB de memória interna (não expansível), com aproximadamente 11 GB disponíveis para armazenamento de conteúdo do usuário e aplicativos. Para os usuários que não pensam nos jogos ou pretendem fazer um uso mais comum ou casual no dispositivo, esse é um espaço de armazenamento mais do que suficiente para atender as necessidades mais básicas desse grupo de usuários.

 

Desempenho

De um modo geral, o desempenho do Lenovo S500 é mediano. Mais uma vez, temos que levar em consideração que é um produto de entrada, com um hardware restrito, pensado nos usuários que não querem gastar muito em um tablet que precisa realizar bem as tarefas mais básicas (e-mails, internet, redes sociais, etc). Para essas tarefas, o produto tem um desempenho considerado suficiente. Mais do que isso, as coisas se complicam.

Para jogos e reprodução de vídeos (principalmente os vídeos em HD), o produto deixa a desejar, apresentando problemas e anormalidade que não estão presentes em modelos da concorrência que já testamos no blog em 2014. É claro que a relação custo/benefício é outra, e o usuário precisa pagar um pouco a mais para ter um desempenho melhor. Entendo que alguns usuários um pouco mais exigentes vão optar por desembolsar um valor um pouco maior para comprar modelos com características técnicas mais completas.

 

Conclusão

O tablet Lenovo S5000 tem prós e contras. Ao seu favor, tem um design bonito, é fino e leve, tem uma tela acima da média, e tem preço mais competitivo em relação aos seus concorrentes diretos. Contra o produto, temos um hardware mais modesto e alguns problemas pontuais que podem incomodar e muito os usuários que querem aproveitar os recursos de entretenimento e jogos no dispositivo.

De qualquer forma, entendo que o modelo é uma opção válida para os iniciantes, ou para aquele grupo de usuários que querem um produto simples, para fazer o básico. Entendo que aqueles que puderem gastar um pouco mais, farão um investimento em outros modelos. Por outro lado, também compreendo que os problemas relacionados ao desempenho poderiam ser corrigidos com a adoção de uma interface mais limpa. Não é porque o usuário paga pouco pelo produto que ele não merece uma experiência de uso mais prazerosa.

Minha recomendação para aqueles que pretendem comprar o Lenovo S5000 é: tenha tudo isso que foi relatado nesse review em mente antes E depois da compra, para não se decepcionar depois. Os prós e contras desse modelo se equivalem, e certamente alguns vão se favorecer dos aspectos positivos do produto. Mesmo que seja para presentear aquela filho pequeno no Dia das Crianças, ou a vovó que quer bater papo com as amiguinhas no Facebook.

 

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Review em Vídeo

 

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