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Facebook vai lançar satélite de internet gratuita na África

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O Facebook chegou a um acordo com a empresa Eutelsat, que prevê o lançamento de um satélite que vai oferecer internet de graça à África em 2016.

O satélite será capaz de oferecer a conexão de internet diretamente para o usuário, conectando inclusive os habitantes que vivem nas partes mais remotas da África. A conexão será subsidiada pelo programa Internet.org, alvo de críticas e questionamentos pelos defensores da neutralidade da rede.

O cenário adverso fez com que o Facebook reformulasse os termos do Internet.org por duas vezes. Além do satélite, a empresa de Mark Zuckerberg também pretende levar internet aos refugiados através de drones.

As duas iniciativas são muito positivas, e o acesso à internet é um direito fundamental. Porém, o Facebook terá que cumprir com a neutralidade da rede para oferecer um serviço útil e honesto. Além disso, suas iniciativas não vão permitir que as pessoas possam ver vídeos do YouTube a 720p, mas ao menos é um começo.

Via Eutelsat

Android One chega a seis países da África, com um novo smartphone

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O Android One continua a sua expansão pelo mundo. Depois de desembarcar em alguns países asiáticos, o projeto estreia na África, outro território alvo da plataforma, se alinhando com o objetivo de conquistar países em desenvolvimento onde a tecnologia exigida é básica e simples.

Um total de seis países africanos serão atendidos nessa primeira fase: Nigéria, Egito, Gana, Costa do Marfim, Quênia e Marrocos. Não há uma ordem geográfica clara nas escolhas, e o critério parece mesmo ser o econômico. A Google vai colaborar com o grupo MTN, operadora sul-africana que opera no continente, para oferecer o único telefone para a população, que é um sucesso por ser uma poderosa ferramenta financeira.

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O dispositivo fabricado pela Infinix é o Infinix Hot 2, e será apresentado hoje (18). Conta com tela de 5 polegadas (1280 x 720 pixels), processador MediaTek MT6580, 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento (expansíveis via microSD). Um modelo simples, mas equilibrado, com preço sugerido de US$ 87, bem ajustado para a plataforma Android One.

O Android One segue se expandindo, buscando se recuperar dos maus resultados dos últimos meses. A plataforma tem mais de um ano de vida, e desde então deu apenas pequenos passos. Alguns fabricantes desistiram do projeto, enquanto que outros seguem apostando, obtendo uma cota de mercado na Índia de 2% dos smartphones vendidos. Porém, a confiança em crescer nos próximos anos existe, graças a uma nova geração de telefones que chegarão em breve nos mercado selecionados.

Via Techsuplex

O smartphone como ferramenta financeira triunfa na África

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Apesar de todos os esforços recentes, os pagamentos através dos dispositivos móveis ainda engatinham nos principais mercados. A fragmentação, as dificuldades de configuração para o usuário médio ou a alta disponibilidade de outros sistemas mais cômodos são alguns dos motivos. Porém, na África, a situação é radicalmente diferente.

Lá, o smartphone é uma ferramenta financeira fundamental para milhões de pessoas. Segundo o recente relatório publicado pelo Banco Mundial, 12% dos adultos (mais de 64 milhões de pessoas) que vivem no continente africano usa de forma cotidiana o smartphone como sistema de pagamento, e como ferramenta que eles chamam de ‘contas de dinheiro móvel’. A metade desses usuários possuem contas em bancos tradicionais, mas a outra metade usa exclusivamente o telefone móvel para as suas atividades financeiras.

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Alguns países como o Quenia registram porcentagens de até 58% de uso pelos adultos, e 34% deses acessam serviços pelo celular que, de outro modo, seria impossível.

 

Muito mais que pagamentos com o smartphone

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Um dos motivos que explicam essa importância do dispositivo móvel como ferramenta financeira na África está no fato que ele é muito mais que um simples sistema de pagamentos. É uma ferramenta que acessa serviços avançados, que em regiões mais desenvolvidas são pouco interessantes, mas lá são fundamentais.

Por exemplo, a transferência de pequenas quantias de dinheiro através de mensagens de texto (protegidas com senha), o que facilita as transações entre comerciantes nos locais sem acesso à rede bancária. Também é uma vantagem para as empresas de microcréditos, que podem oferecer taxas mais competitivas que os bancos tradicionais, liberando empréstimo diretamente nas contas eletrônicas dos usuários.

Ou seja, o celular se transformou em um sistema de pagamento, de débito e crédito muito mais eficiente e acessível que o clássico cartão de crédito.

Sem falar no baixo custo dos dispositivos e serviços que funcionam através das mensagens de texto. Enquanto nós ficamos debatendo se precisamos pagar caro em um smartphone com NFC, em muitos países africanos existem serviços avançados de pagamento através das mensagens SMS há anos.

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Esse sucesso pode alcançar outras regiões do planeta?

O ideal seria que sim, mas a falta de necessidade de oferecer essas alternativas faz com que sua implantação seja adiada. Além disso, existe o problema da reticência dos usuários a aprender a utilizar os novos sistemas que são fáceis de se instalar, configurar e manejar quando se tem um certo conhecimento técnico, mas complicado para aqueles que não passam o dia utilizando esse tipo de dispositivo.

Os usuários com mais de 50 anos podem receber todas as informações para configurar o seu smartphone para realizar pagamentos, mas com certeza esse mesmo usuário vai pedir para o seu filho ou neto configurar o dispositivo para isso. E esse é o grande erro.

Na África, toda uma nova geração de jovens usuários estão crescendo com a cultura de pagar suas contas pelo celular. Há mais de uma década que a população vê isso como algo normal, acessível, e oferecendo vantagens que outros meios não podem oferecer. É o equivalente aos nossos nativos digitais, mas com o foco nos pagamentos móveis.

Via Banco Mundial