
Li esses dias os relatos de quem já colocou as mãos no protótipo do iPhone dobrável, e confesso que fiquei curioso. Afinal de contas, já colocaram as mãos no smartphone mais esperado dos últimos anos antes mesmo de a Apple anunciar oficialmente que o produto existe?
Como isso aconteceu? Como a Apple deixou isso acontecer?
De qualquer forma, tem gente que diz que está testando um dos protótipos finais do dispositivo, e passando as primeiras impressões na internet.
Pelo sim, pelo não, temos aqui as primeiras impressões desse povo.
Sensação na mão e no bolso
O que mais me pegou logo de cara foi o fato de destacarem o conforto e a portabilidade. Não é todo dia que um celular com tela tão grande consegue ser elogiado por caber bem no bolso, especialmente quando falamos de um dobrável.
Parece que a Apple acertou na mão ali, e isso é algo que, pra mim, faz toda a diferença no dia a dia.
Nada pior que um celular que parece um tijolo, não é mesmo?
Mas não estamos falando apenas de tamanho aqui. Outros aspectos da experiência de uso desse produto foram mencionados, o que pode ser interessante para uma possível comparação para o futuro.
A dobradiça que passa confiança

Outro ponto que me soou muito positivo foi a tal da dobradiça. E este é o ponto mais sensível de qualquer dispositivo dobrável.
Quem testou disse que passa uma sensação de solidez e durabilidade que eu, particularmente, considero essencial. Afinal, um dobrável precisa abrir e fechar milhares de vezes sem dar problema, e saber que a Apple parece ter caprichado nesse aspecto me deixa mais tranquilo.
Acho que, se a dobradiça falha, a experiência inteira desmorona. E para um primeiro iPhone dobrável, a Apple sabe que não pode chegar perto de falhar neste aspecto.
Tela grande com jeito de iPad

Aí vem a parte que mais me anima: a tela interna, que deve ficar perto das 8 polegadas, com uma pegada multitarefa inspirada no iPadOS.
Isso, pra mim, é o grande trunfo desse hipotético iPhone dobrável. Pode ser um dos grandes segredos do sucesso de vendas do dispositivo.
Não adianta ter uma tela enorme se o sistema não souber aproveitá-la. E a Apple, que já tem anos de estrada com o iPad, parece ter tudo pra entregar uma interface madura.
Gosto de me imaginar usando vários aplicativos lado a lado, arrastando conteúdo de um pro outro… Seria quase um mini iPad no bolso.
Mas, claro, é tudo especulação ainda. Vamos ver se a gigante de Cupertino anuncia mesmo o produto em setembro.
Sacrifício nas câmeras me preocupa

Agora, se tem um ponto que me deixou com o pé atrás foi a notícia sobre as câmeras.
Parece que o dobrável pode vir sem teleobjetiva dedicada, o que é uma baita concessão pra um aparelho que deve custar mais de 2 mil dólares.
Eu entendo que o espaço interno é limitado, mas, sinceramente, por esse preço, esperaria um conjunto fotográfico completo.
A Samsung já fez algo parecido com o Z Fold8, mas não sei se me conformo tão fácil com essa ausência. Vai ser um dos maiores desafios da Apple justificar esse corte.
Haja campo de distorção da realidade neste caso.
Chegar tarde pode ser uma vantagem
Por fim, acho interessante pensar que a Apple está chegando atrasada nesse mercado, mas isso pode ser bom. E é claro que isso também tem o outro lado da moeda, tal e como acontece para praticamente tudo em nossa vida.
Ela teve tempo de observar os erros e acertos da concorrência, e parece que está focando no que realmente importa: conforto, durabilidade e uma interface bem resolvida. Se conseguir entregar um aparelho fino, resistente e com bom aproveitamento da tela grande, pode ser que o preço salgado seja aceitável.
Por outro lado, tem a obrigação de acertar ao máximo nesse primeiro modelo. Não apenas pelo tempo de espera, mas também pela continuidade da variante para os próximos anos.
A ausência do zoom óptico ainda é uma pedra no sapato para mim. Mas ter uma tela com vinco e uma dobradiça que não é tão resistente quanto se espera pode ser algo ainda pior.
A boa notícia para todos nós é que setembro está logo ali. Nossa espera para descobrir a realidade sobre esse iPhone dobrável não vai durar muito mais do que duas semanas.
Via Teknófilo
