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A terceira temporada de Stranger Things já está disponível na Netflix, e não demorou nada para estar disponível em sites ‘alternativos’ em 4K, sem perda de qualidade e codificados diretamente dos arquivos originais. E isso levanta a pergunta: existe algum problema com as medidas de segurança impostas pela Netflix?

Tudo indica que sim. O DRM da Widevine, um dos mais difíceis de serem saltados (de acordo com os próprios hackers), pode estar mais vulnerável, com ferramentas que permitem a sua decodificação.

 

 

Netflix não consegue impedir o acesso ao seu conteúdo original

 

 

A Netflix impede o acesso ao seu conteúdo sem uma conta registrada. Por isso, os hackers chegam a pagar contas premium da plataforma para ter acesso ao conteúdo 4K, mas com cartões de crédito que ocultam as reais identidades dos meliantes.

O processo de download de uma versão WEB (vídeos obtidos na hora da exibição de um arquivo) começa com a transmissão do vídeo por parte das plataformas. Os hackers baixam um arquivo de vídeo sem processar no seu PC, que posteriormente obtém o arquivo que será distribuído. Os chamados sceners guardam os fragmentos do arquivo e tentam decodificá-lo para a reprodução sem DRM em um momento posterior. O processo dura poucos minutos, e a versão obtida é até 30% menor que a original, mas conservando a mesma qualidade e com as legendas originais.

 

 

A decodificação é possível com ferramentas bem específicas, que conseguem saltar o DRM da Widevine, um dos mais fortes do mercado e utilizado por plataformas como a Netflix. Em breve, vamos deixar de ver os lançamentos WEB, uma vez que é esperado que o Widevine atualize o DRM para evitar esse tipo de ação.

 

 

Um futuro incerto para o mundo dos downloads

 

 

Apesar da relativa facilidade que os melhores hackers conseguem descifrar os DRMs, uma nova atualização que impede o fluxo de downloads durante um determinado tempo seria outro duro golpe para o mundo dos downloads, que segue em constante transformação e declive.

Apesar do universo dos downloads WEB e demais tipos de arquivos manterem números consideráveis, o cenário atual é cada vez mais distante do que testemunhamos anos atrás. Os números atuais não superam aqueles vistos em 2015, onde os usuários estão adotando diferentes formas para ver conteúdos (sites que reproduzem o conteúdo online no lugar de fazer o download dos arquivos) e travas legais na hora de manter essas páginas no ar fazem com que o futuro dos downloads seja cada vez mais incerto.

 

Via TorrentFreak


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