Os serviços de streaming de música e as gravadoras que publicam as canções dos seus artistas nessa plataforma estão iniciando uma nova batalha pelos preços pagos por canção, especialmente no Spotify. Uma nova regulamentação do governo norte-americano fez com que os royalties subissem e mudassem as regras do jogo.

Agora, o Spotify, que olhou para essas mudanças com um olhar mais clínico, aforma que pagou demais ao longo de 2018, e solicita aos publishers que devolvam parte do dinheiro pago.

Tudo isso nasceu com uma legislação do CRB, a entidade que regula como os artistas são pagos nos Estados Unidos. Tal legislação exigiu melhorias ao royalties, em particular um aumento de 43,8% durante os próximos cinco anos.

 

 

As regras mudaram, e o Spotify quer o dinheiro pago de volta

 

 

Os aplicativos de música por streaming estão se aproveitando das mudanças. Muitas delas não sabiam como contar os seus assinantes com base nos planos familiares ou educacionais, que pagam muito menos por usuário. Por isso, o Spotify decidiu protestar, já que o serviço divide os seus lucros entre todos os proprietários dos direitos e cobram de forma diferente por plano, garantem que no ano passado pagaram muito mais do que deveriam ter pago.

Um porta-voz do Spotify afirma que:

“De acordo com a nova normativa do CRB, pagamos mais do que a maioria dos publishers em 2018. Apesar da apelação sobre a decisão do CRB ainda estar pendente, as taxas (por canção e assinante) são a lei vigente, e vamos nos reger por elas: não apenas pelo ano de 2018, mas também nos anos futuros onde a quantidade paga aos publishers aumente significativamente.”

O representante do Spotify também esclareceu que esse “sobre pagamento” de 2018 não será coletado imediatamente. A plataforma ofereceu às empresas de distribuição musical estender o período de coleta de valores para até o final de 2019, com o objetivo de minimizar o impacto que pode ter tal ajuste nos orçamentos anuais.

 

Via Engadget