Depois de mais de 17 anos de competição feroz entre Microsoft e Sony, as duas empresas deixam de lado a rivalidade para juntas impulsionar o streaming de videogames e serviços na nuvem.

Sony e Microsoft vão explorar o desenvolvimento de futuras soluções no Microsoft Azure, apoiando os seus serviços de streaming de videogames e conteúdos multimídia, pensando no melhor uso da infraestrutura do Azure para as soluções da Sony. Com isso, beneficiam os usuários de todo o mundo e melhoram as plataformas de desenvolvimento para a comunidade de criadores de conteúdo.

 

 

Onde a Sony se beneficia?

 

 

O acordo mostra que Microsoft e Sony são empresas antes de serem rivais. E como empresas, buscam o benefício econômico e a oferta dos melhores serviços possíveis. A Sony não conta com uma infraestrutura na nuvem que a permite inovar no mesmo ritmo dos seus rivais. Poderia fechar acordos com outros servidores, mas só a Microsoft poderia oferecer o potencial que eles precisam.

Com esse acordo, a Sony não apenas garante uma das melhores infraestruturas na nuvem da atualidade e com um futuro promissor, mas também se une a uma empresa que pode oferecer o necessário para um melhor desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial, streaming e streaming com realidade virtual e aumentada. Sem falar nas melhorias que o PlayStation Now pode receber nos aspectos técnicos.

 

 

Onde a Microsoft se beneficia?

 

 

A Microsoft vai bem financeiramente em todas as suas divisões, mas a Azure, plataforma de serviços na nuvem, se destaca. E a empresa quer a liderança desse segmento, e entende que reforçando a competição pode obter grandes receitas. Estimula o mercado na nuvem para que todos corram atrás dela.

O Azure é muito mais importante para o futuro da Microsoft do que a divisão Xbox, que cresce 8% ao ano contra 73% dos serviços na nuvem. Contar com a receita da Sony é fundamental, ao mesmo tempo em que segue desenvolvendo novidades que tornam a plataforma atraente. A Sony podia ter chegado a um acordo como esse com a Amazon, e ainda assim seria bom para os japoneses. Mas optou pela confiabilidade da Microsoft, sem falar na maior margem de lucros e no controle do desenvolvimento de suas soluções.

 

 

Com quem as duas empresas vão competir?

 

 

O streaming de videogames será a grande tendência do setor para o futuro, e hoje já temos claras mostras disso. O Google deu um baita golpe mediático na mesa com o Stadia, que ainda não está ao alcance de todos. A gigante de Mountain View não tem experiência com os videogames, mas possui uma grande infraestrutura com o Google Cloud.

Logo, os concorrentes são Google e Amazon. Por enquanto, o Stadia é apenas uma promessa, e seu catálogo não deve assustar. Mas tecnicamente tem uma infraestrutura gigante. A Amazon, que dá suporte para muitas empresas e é líder na nuvem com o Amazon Web Services, não anunciou nenhum grande acordo desse tipo com outro player da indústria, mas se antecipar à Jeff Bezos é fundamental.

Fora isso, o Apple Arcade (que não é um serviço de streaming, mas sim um modelo de jogos por assinatura) será um competidor no momento. É preciso esperar quais são os passos que a Nintendo vai dar, mas olhando para os últimos anos, também não parece que essa empresa vai entrar para a batalha com muita intensidade.