Em um passado não muito distante, os PCs eram todos iguais. Até que veio iMac da Apple integrando tudo no monitor, e todos nós ficamos apaixonados.

O que boa parte dos fabricantes fez? Decidiu copiar o design do iMac. E nem estou falando de grandes fabricantes. Falo de diversas marcas até então desconhecidas, que se tornaram populares por oferecerem computadores com o mesmo formato, mas com um preço muito menor que aquele cobrado pela Apple.

Nascia assim os clones no mercado de PCs. Isso fez com que várias marcas aparecessem, promovendo um aumento de alternativas e vendas elevadas dentro do setor.

O tempo passou, o mercado de PCs sucumbiu aos smartphones e tablets, e marcas como ASUS e Lenovo carregam o mercado de PCs nas costas praticamente sozinhas. OK, a Xiaomi ainda faz clones do MacBook Air, mas não é tão potente nas vendas quanto essas duas.

Mas… será que o mesmo pode acontecer com o mercado de smartphones, 20 anos depois do surgimento do fenômeno das clonagens nos PCs?

 

 

O comportamento é semelhante. Em 2007, com o lançamento do iPhone, todos os players do mercado decidiram apostar no mesmo formato de dispositivo. O mercado se popularizou, mas ficamos limitados a um único design, sem grandes evoluções.

Alguns fabricantes tentaram alternativas ao dispositivo retangular com cantos arredondados, mas falharam miseravelmente em diversas propostas. O mercado parece ter aceito apenas o aumento de tamanho de tela.

Ou melhor, aceitou as telas infinitas e, agora, o notch. E isso aconteceu porque o iPhone também adotou o notch.

A profusão das marcas chinesas, que também se valem da clonagem de design para atrair o consumidor, é semelhante ao que aconteceu no mercado de PCs há 20 anos. Será que teremos o desaparecimento de algumas marcas pelo excesso de cópia e falta de inovação?

Sim… e não.

 

 

O efeito pode sim se repetir, uma vez que devem prevalecer as marcas que entregam os melhores dispositivos em todos os aspectos. Por outro lado, pelo menos por enquanto, as marcas que sucumbiram foram justamente aquelas que não se adaptaram aos novos conceitos de design.

Sem falar que os clones agora decidiram inovar. As marcas chinesas não se limitam mais em copiar o que funciona nos grandes players. Agora, querem oferecer coisas que os grandões ainda não oferecem, como o leitor de digitais na tela e os sistemas de refrigeração.

 

 

O tempo vai dizer como o mercado vai se comportar. Por enquanto, os caminhos clônicos entre os mercados de PCs e smartphones são clônicos mesmo. Mas o futuro pode ser bem diferente.

Vamos aguardar.