Compartilhe

Nesse momento, Siri, Alexa, Cortana, Google Assistente e outros assistentes digitais devem estar enlouquecidos com a quantidade de perguntas realizadas pelos usuários relacionadas com o coronavírus. Algo lógico, pois enfrentamos uma pandemia global, e o medo e a preocupação estão presentes em muitas pessoas. E uma das perguntas mais frequentes nos últimos dias é: tenho coronavírus?

Pois bem, o assistente de voz da Apple agora conta com um simples e eficiente teste, onde o usuário responde poucas perguntas para descobrir se pode ou não ter o COVID-19. Tal questionário do Siri foi desenvolvido em parceria com o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, com o Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC), tal e como avisa o próprio assistente no início do teste.

 

 

 

Siri é a sua primeira consulta médica nesse momento

 

Uma vez que o usuário pergunta para a Siri se tem coronavírus, uma série de perguntas (com respostas SIM, NÃO ou NÃO TENHO CERTEZA) relacionadas com os sintomas do vírus (febre, tosse seca, falta de ar, se teve contato com alguém já infectado, etc) são feitas para o usuário.

Baseado nas respostas do próprio usuário, a Siri aconselha sobre os próximos passos. Se o assistente considera que a situação do usuário é grave, é recomendado o contato com os serviços de emergência de forma imediata, enquanto que se os sintomas forem pontuais mas em uma situação não tão grave, o software vai sugerir o isolamento e evitar o contato com outras pessoas, pois dessa forma é possível restringir a propagação do vírus.

Até o momento, a função só está funcionando nos Estados Unidos, e apenas o assistente de voz da Apple conta com essa função. Logo, seria interessante que Google, Amazon e Microsoft façam o mesmo com os seus assistentes, e que todos os assistentes digitais (inclusive o Siri) ampliem o seu alcance de ação para o máximo de idiomas e países possível e no menor prazo possível.

É óbvio que o diagnóstico remoto baseado em um formulário não é a forma mais eficiente para determinar se uma pessoa está ou não com o coronavírus (ou qualquer outra doença conhecida). Porém, com um cenário de crescimento de casos que ainda é exponencial, uma primeira avaliação baseada nesse tipo de filtros pode ajudar (e muito) os usuário e, principalmente, os já muito saturados serviços de saúde pública.

Sem falar que muitas pessoas no Brasil não contam sequer com a chance de obter um diagnóstico oficial, de modo que as estatísticas sobre casos confirmados e mortes estão defasadas. O número de pessoas com o coronavírus em nosso país é muito maior que os números oficiais.

Por isso, tome muito cuidado. E cuide do próximo, não saindo de casa.

 

 

Via @mlescallie


Compartilhe