Compartilhe

A Sharp apresentou o primeiro smartphone top de linha do mercado a receber uma tela com uma taxa de atualização de 240 Hz. O modelo é o Sharp Aquos Zero 2, e eu sei que logo de cara você vai perguntar: “mas por que tudo isso?”.

Eu mesmo fiz essa pergunta, e emendo com outra: “tem a necessidade de tudo isso?”.

E antes que você saia gritando que eu errei na afirmação da “primeira tela com 240 Hz”, é importante deixar bem claro que, em um passado não muito distante, lançaram um smartphone com TAXA DE ENTRADA DE TOQUE de 240 Hz, o que melhora de forma considerável a interação do usuário com o sistema operacional.

Já o Sharp Aquos Zero 2 é o primeiro top de linha a ter uma tela com TAXA DE ATUALIZAÇÃO de 240 Hz, o que é algo muito diferente do que o mencionado no parágrafo anterior. E você precisa entender isso.

 

 

 

Do que adianta os 240 Hz se tem o Snapdragon 855?

 

 

O Sharp Aquos Zero 2 é ambicioso, mas deixa um pouco a desejar (pelo menos na minha opinião).

Para começo de conversa, ele é orientado ao mercado japonês. Ou seja, só com um milagre veremos esse produto por aqui. A tão falada tela é uma OLED de 6.4 polegadas (Full HD+, HDR, Dolby Vision), o que está de ótimo tamanho para jogos e visualização de conteúdos multimídia. Se bem que os mais exigentes poderiam querer uma tela 2K para ver tudo com uma nitidez ainda maior.

Agora, escolher o Snapdragon 855 como processador? Por que, Sharp? Só para tentar baratear o produto (algo que nem acontece por causa da inovação dos 240 Hz)? Não faz muito sentido para mim, ainda mais pelo fato de todos os smartphones top de linha de 2020 chegarem ao mercado com o 5G, o padrão de rede do futuro… que ficou de fora nesse telefone.

E nem falo da potência menor do Snapdragon 855. Pode não ser algo tão grave assim para boa parte dos usuários que só desejam um smartphone com desempenho fluído. Mas olhando para a proposta geral, é tentar baratear um produto de forma totalmente desnecessária.

 

 

A bateria é outro ponto bem negativo do Sharp Aquos Zero 2. Contando com apenas 3.130 mAh e uma tela que, repito (isso é importante nesse modelo) conta com uma altíssima taxa de atualização de 240 Hz (o que naturalmente exige mais do hardware), é difícil de acreditar que sua autonomia vai longe.

Do mais, ele tem o que deve ter um telefone do seu porte: 8 GB de RAM LPDDR4 e 256 GB de armazenamento interno UFS 3.0. Nas câmeras, também deixa um gosto de “ficou faltando alguma coisa aqui), com apenas dois sensores fotográficos na parte traseira, com 12 MP + 20 MP (ultra grande angular). Isso mesmo: nada de teleobjetiva, lentes macro ou sensores de profundidade. E a câmera frontal integrada no notch da tela tem 8 MP.

O Sharp Aquos Zero 2 tem preço sugerido de US$ 733 (já convertidos). Tá, ele custa menos que smartphones premium de outros fabricantes, mas olhando para o conjunto da obra, se integrasse o Snapdragon 865 com 5G e uma terceira câmera traseira, os teóricos US$ 800 que ele poderia custar até que seriam bem pagos.

 

 

Via Sharp


Compartilhe