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A Samsung Electronics Co. fechou um contrato para fabricar CPUs para PCs da Intel. Algo insólito, considerando a rivalidade entre as empresas envolvidas, mas que deriva das atuais necessidades da Intel.

O termo “CPUs para PC” é amplo, e não é mencionado de forma específica sobre modelos e número de processadores, mas pode se tratar de CPUs clientes que abraçariam a nona e décima geração de processadores Core da Intel (séries S, H, U e Y – desktop principal, mainstream portátil, ultrabook e ultra baixo consumo, respectivamente).

 

 

Melhor investir na rival do que não cumprir contratos

 

 

Por contrato, a Samsung não vai cobrir apenas a fabricação de silício em processos tecnológicos de 14 nanômetros, mas também os nods de 10 nm e inferiores. O pedido deve ser alto para realizar investimentos na adaptação das fábricas dos coreanos para que as mesmas atendam as necessidades da Intel.

Tais necessidades explicam o contrato insual. No passado, a Intel já terceirizou o fornecimento de componentes de chips básicos, mas esta é a primeira vez que a norte-americana apela para terceiros na fabricação dos seus processadores principais.

A Intel publicou uma carta de desculpas aos clientes e parceiros pelos atrasos no fornecimento de CPUs para PCs. Um problema que ia continuar mesmo com o aumento da capacidade de sua produção, já que a oferta segue “extremamente escassa”, com reservas de inventário limitadas.

A Intel também anunciou que aumentou o uso de terceiros para cumprir as demandas de produção, e isso se confirma com a grande novidade de um desses fornecedores ser a Samsung.

Entre potenciar um rival como a Samsung na produção de semicondutores e seguir não cumprindo os prazos e contratos com os clientes, a Intel optou pelo primeiro cenário até que possam normalizar a produção e realizar o salto em definitivo para o processo de fabricação em 10 nanômetros.

A situação da Intel é complicada, ainda mais com as notícias do aumento de cota de mercado de processadores da AMD em países importantes como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. E a pergunta que fica é: será que a nova cadeia de produção fará com que os preços dos processadores da Intel caiam de preço, pelo menos temporariamente?

 

Via PlusNews


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