
Depois de anos fazendo telefones dobráveis que pareciam tijolos disfarçados, a Samsung finalmente acordou para a vida com o Galaxy Z Fold7.
O aparelho chega com apenas 8,9mm de espessura quando fechado – sim, você leu certo, praticamente a mesma espessura de um smartphone normal.
Quando aberto, mal ultrapassa os 4mm, o que é de deixar qualquer engenheiro da concorrência roendo as unhas.
Com 215 gramas, o Z Fold7 consegue ser mais leve que muitos smartphones tradicionais por aí. É quase como se a Samsung tivesse descoberto que precisa entregar um dobrável (quase) perfeito para o grande público.
Porém, tudo isso tem um preço a ser pago. E esse valor normalmente é mais elevado do que o preço que o seu bolso pode pagar.
Um design mais do mesmo, porém, melhor

O visual continua sendo aquele conhecido da família Z Fold – a Samsung claramente não gosta de arriscar muito no design.
Mas dessa vez fizeram o dever de casa: a dobradiça foi repaginada para ser mais forte, mais fina e mais leve. Usaram alumínio mais robusto e melhoraram a resistência geral.
E entregar melhores materiais em partes móveis e relativamente sensíveis resulta em um preço mais elevado para o produto.
Fato: você paga a mais pela maior qualidade.
O conceito permanece o mesmo: um smartphone “normal” quando fechado que vira um tablet quando aberto. Só que agora faz mais sentido do que nunca.
A tela externa saltou para 6,4 polegadas, enquanto a interna chegou aos 8 polegadas. O painel externo finalmente ganhou resolução Full HD+ – algo que os modelos anteriores estavam pedindo há tempos.
Finalmente: a tela do Galaxy ZFold aumentou, se tornando mais útil para o uso tradicional, e entregando as possibilidades de multitarefa na tela interna.
É tudo o que os mais produtivos precisam em um smartphone com esse design.

A proporção agora é 21:9, mais próxima do que encontramos em smartphones tradicionais.
A Samsung jura de pé junto que o vinco está menos perceptível, mas nas primeiras impressões ainda dá para notar que ele continua lá, firme e forte.
Pelo menos tentaram, né?
O painel interno oferece resolução de 2.184 x 1.968 pixels, tecnologia AMOLED e taxa de atualização adaptável de 120Hz.
O brilho máximo chega aos 2.600 nits – número excelente para um aparelho que há alguns anos seria considerado um tablet.
E é uma tela mais resistente do que nunca, com espessura do vidro ultrafino aumentada e trabalhando com a Corning Gorilla Glass Ceramic 2, a mais recente tecnologia da Corning.
Sem economia no desempenho

O Z Fold7 vem equipado com o Snapdragon 8 Elite, o melhor processador disponível no mercado. As configurações incluem até 16GB de RAM e até 1TB de armazenamento interno.
A configuração básica oferece 12GB + 256GB, que já é mais do que suficiente para a maioria dos usuários.
O único pecado capital? A bateria de 4.400mAh.
Enquanto os rivais estão numa corrida maluca por mais capacidade, a Samsung decidiu manter a mesma capacidade.
É inacreditável como que, em pleno 2025, a Samsung insiste em ser econômica na bateria de alguns dos seus smartphones.
E considerando que as telas do Galaxy ZFold7 aumentaram de tamanho, é de se questionar se a decisão foi a mais acertada neste aspecto.
Será que a otimização compensa?
Só o uso dirá.
Uma boa surpresa no software

Aqui vem a grande novidade que a Samsung guardou para os seus dobráveis: o Z Fold7 já chega com Android 16 e One UI 8.
Considerando que o Google lançou o Android 16 de forma estável apenas um mês atrás, a Samsung foi esperta em ser a primeira a trazer a versão para sua camada de personalização.
Eu diria um “não fez mais do que a obrigação”, mas levando em consideração tudo o que os demais fabricantes fazem (e sempre fizeram neste aspecto), é de comemorar que a Samsung faz diferente das demais.
O aparelho vem com o pacote Galaxy AI completo e uma ROM especialmente otimizada para o formato dobrável.
A Samsung promete nada menos que sete anos de atualizações, tanto para novas versões do Android quanto para patches de segurança.
Agora sim: com o preço que você vai pagar por esse smartphone, eu digo que “a Samsung não faz mais do que a obrigação” para um smartphone que custa tão caro.
Câmeras: agora sim, estamos falando sério aqui
A grande estrela do dispositivo é a câmera principal de 200 megapixels – resolução que nunca havia aparecido em um Fold antes.
Tudo bem, eu sei que um sensor com muitos megapixels não é sinônimo de fotos de excelente qualidade.
Mas abre margem para múltiplas possibilidades na captura de imagens, como por exemplo a maior captação de luz em cenários com baixa luminosidade.
O sensor principal é acompanhado por uma ultra grande angular de 10MP e uma telefoto com zoom óptico de 3x, também de 10MP.
As câmeras frontais (uma para cada tela) ficaram com 10MP cada uma. Configuração sólida para quem quer registrar momentos importantes ou fazer aquela selfie perfeita.
Poderia ter mais do que isso? Com certeza.
Mas os 10 MP são mais do que suficientes para a grande maioria dos usuários.
Quanto custa a brincadeira?
O Samsung Galaxy Z Fold7 chega ao mercado europeu (os preços brasileiros ainda não foram divulgados) com os seguintes valores:
- 12GB + 256GB: €2.109
- 12GB + 512GB: €2.209
- 16GB + 1TB: €2.519
Cores Disponíveis
- Azul Profundo
- Cinza
- Preto Prateado
- Verde Menta Escuro (exclusivo Samsung.com)
Especificações técnicas completas
Dimensões e peso:
- Fechado: 72,8 x 158,4 x 8,9 mm
- Aberto: 143,2 x 158,4 x 4,2 mm
- Peso: 215 gramas
Tela externa:
- 6,5 polegadas FHD+
- Dynamic AMOLED 2X
- 2.520 x 1.080 pixels (21:9)
- 422 ppi
- Taxa de atualização adaptável de 120Hz
Tela interna:
- 8 polegadas QXGA+
- Dynamic AMOLED 2X
- 2.184 x 1.968 pixels
- 368 ppi
- Taxa de atualização adaptável de 120Hz
Processador: Snapdragon 8 Elite para Galaxy
Conectividade: 5G, LTE, Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4
Resistência: IP48
Sistema operacional: Android 16 com One UI 8
Será que agora vai?

O Samsung Galaxy Z Fold7 parece ser o dobrável mais equilibrado da Samsung até agora. Mais fino, mais leve, com melhor tela externa e câmera de 200MP.
A questão é: será que dessa vez acertaram na mosca, ou é mais uma evolução incremental disfarçada de revolução?
O Galaxy ZFold7 é o que mais próximo da perfeição em um smartphone dobrável da Samsung. Mas tantas evoluções cobram um caro preço do consumidor que se aventurar a investir o seu dinheiro suado nele.
O preço continua sendo uma barreira considerável, mas pelo menos agora temos um aparelho que faz jus ao valor cobrado.
Resta saber se o público vai abraçar essa nova geração, ou se continuará esperando os dobráveis em formato “fold” ficarem realmente acessíveis.
Via Samsung

