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Com o anúncio da lista de smartphones da Samsung que vão receber o Android 10, podemos constatar que essa versão não vai chegar aos modelos Galaxy S8 e Galaxy Note 8, apesar dos dois modelos contarem com hardwares que estão bem atualizados.

Tal tipo de decisão (dos fabricantes abandonarem modelos top de linha com dois anos de lançamento) está ficando cada vez mais comum, e isso obriga o usuário a renovar o dispositivo na melhor das hipóteses a cada dois ou três anos. E em um mundo onde PCs e TVs podem durar até uma década.

Um smartphone sem suporte não deixa de funcionar, mas ainda assim representa um prejuízo para o usuário. Deixar de receber atualizações significa facilitar a tarefa de cibercriminosos na infeção do sistema e roubo de dados. Além disso, alguns apps podem deixar de funcionar se eles exigem uma versão atualizada do Android.

Isso não significa que o Galaxy S8 vai ficar completamente abandonado. Uma última atualização da capa de personalização estará disponível, a One UI 2, o que pode se somar às atualizações de segurança, segundo a política da Samsung em entregar dois grandes updates para oa seus dispositivos.

 

 

A irritante obsolescência programada ataca novamente

 

 

A declarada obsolescência programada do Android não convida aos usuários a renovar os seus dispositivos, o que resulta na acusada fragmentação do sistema operacional, algo que está quase possível de se resolver.

Porém, nem toda a culpa é dos fabricantes: o Google criou o Android a partir de uma versão muito modificada do kernel Linux, complicando a existência de um kernel genérico que funcione em qualquer dispositivo. Para corrigir o problema, o Google ajustou o Android para o kernel principal do Linux, além de forçar a adoção do Android 10 por parte ods seus OEM.

Se a estratégia funcionar, ela pode reduzir de forma importante a geração de desperdícios vindos de um kernel genérico e capaz de funcionar em qualquer dispositivo. Se funcionar, especialmente no caso das ROMs alternativas e distribuições GNU/Linux, que nesse momento tem que se conformar com um suporte limitado. Um cenário que, somada às dificuldades de instalação de uma distribuição Linux.

As tentativas em ajustar o kernel Android para a rama principal do Linux tem mais sentido quando consideramos a existência do Project Treble, onde o Google vai facilitar a adição de drivers ao kernel, onde as instalações serão instaladas como se fossem plugins, reduzindo as modificações necessárias para suportar hardware adicional.


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