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Samsung Galaxy Fold? Você quer dizer Nokia Communicator, certo?

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Em agosto de 1996, a Nokia mandava no mundo da mobilidade, com um domínio com mão de ferro notável. E conseguiu isso porque, muito em partes, investia em novos conceitos com frequência. Um dos novos conceitos da época foi o surpreendente Nokia 9000 Communicator, que contava com uma tela externa, outra interna e dois teclados físicos. Um telefone dobrável, que bem que poderia ter servido de inspiração para o Samsung Galaxy Fold.

 

 

Os primeiros smartphones reais (ou quase isso)

 

 

O Nokia 9000 Communicator contava com um processador Intel 80386EX a 24 MHz, 4 MB de RAM e 4 MB de ROM. Mas surpreendia mesmo pelas duas telas, uma externa STN monocromática retroiluminada de 50×38 pixels, com o teclado físico de telefone convencional logo abaixo.

A segunda tela STN monocromática de 640×200 pixels com quatro escalas de cinza trabalhava com um teclado QWERTY. E todo mundo queria isso no seu telefone.

Para muitos, a Nokia inaugurou a era do smartphone, ou pelo menos com aquela primeira geração de dispositivos da linha Communicator, em um refinamento da ideia que outros fabricantes apresentaram com formatos maiores.

 

 

O sucesso do conceito fez com que a Nokia lançasse outras versões com a mesma interação como o Nokia 9110 Communicator (1998) e o Nokia 9210 Communicator (2001), esse último uma verdadeira revolução, com tela interna colorida, processador ARM920T e sistema operacional Symbian OS 6.0.

Depois veio o Nokia 9500 Communicator (2004), e por fim o Nokia E90 Communicator (2007), que encerrou uma família lendária de produtos. E só foi barrada porque uma outra revolução chamada iPhone apareceu no mesmo ano de 2007.

O Nokia E90 Communicator contava com um processador Texas Instruments OMAP 2420 a 332 MHz, Symbian OS 9.2, 128 MB de RAM, 256 MB de ROM e duas telas TFT transflexivas singulares: a interna de 3.9 polegadas (800×352) e a externa de 2 polegadas (240×320).

 

 

O modelo se destacava pelas telas e pelo seu teclado QWERTY, para muitos considerado o melhor teclado físico em um smartphone, onde só a BlackBerry foi capaz de igualar. Sua bateria de 1.500 mAh era um prodígio para e época, e ainda contava com suporte 3G, HSDPA, WiFi, porta infravermelho, Bluetooth e GPS.

O Symbian até tinha problemas, mas ainda brigava naquela época, permitindo a edição de documentos do Office e envio de fax (em um tempo onde o fax era importante). Os 128 MB de memória eram expansíveis para até 2 GB, na época um número absurdo. Sua câmera de 3.15 MP também se destacava.

Mas o que realmente importava naquele dispositivo foi a forma em como a Nokia combinou o telefone tradicional com um smartphone quando ele ficava com a tela aberta. E tudo isso em um dispositivo que pesava apenas 210 gramas.

 

 

Por isso, é bom a Samsung se lembrar que, apesar de um Galaxy Fold inovador, a interação de dispositivo dobrável nasceu com uma ideia que já tem 25 anos de vida, e pelas mãos da Nokia. O Communicator tinha duas telas, já tinha desenho dobrável e um software que fazia o seu conjunto ter sentido em 2007.

Ah, e a Nokia não teve que adiar o lançamento dele porque a dobra dava problemas, certo?

 


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