O Samsung Galaxy S7 Edge Black foi um smartphone top de linha em 2016. E bem sabemos que o mundo da tecnologia anda bem rápido (em algumas vezes mais rápido do que gostaríamos). Porém, por conta dessa própria evolução, os smartphones podem oferecer uma vida útil maior, dependendo dos propósitos que você procura em cada produto.

Eu precisava de um bom smartphone top de linha, com processador potente, boa quantidade de RAM e armazenamento, um ótimo conjunto de câmeras e uma autonomia de bateria que aguenta pelo menos um dia de uso. E o Galaxy S7 Edge Black foi a melhor opção que encontrei.

Porém, uma dúvida pairava no ar: será que um modelo top de linha de 2016 poderia ser útil e produtivo em 2018, com toda a defasagem tecnológica imposta nesse tempo por conta da evolução de hardware e software, e com os riscos de não ir além do Android Oreo nas atualizações?

Esse review tem como objetivo principal responder essas e outras questões. Também queremos ajudar aos indecisos que pensam em comprar esse dispositivo para uso pessoal e profissional. Sim, pois é para exatamente isso que estou usando esse smartphone nesse momento.

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

 

Eu confesso que quando o Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge chegaram ao mercado, eu preferi o modelo menor. Achei ele mais compacto, mais bonito e mais adequado para o meu perfil de uso. Até que, conversando com alguns colegas blogueiros, me convenci que a tela maior e a maior autonomia de bateria do S7 Edge ofereceriam vantagens substanciais na minha experiência de uso.

Dito isso, comecei a olhar com outros olhos para o modelo Edge que, de fato, tem a sua beleza. É um modelo mais compacto do que eu imaginava, oferecendo um bom agarre para os diferentes modos de uso, incluindo para registro de vídeos e navegação na internet.

Sua construção em vidro entrega o ar premium que os usuários da Samsung já estão acostumados. Por outro lado, como eu tenho amor ao meu dinheiro, eu rapidamente coloquei um case anti-quedas, com cantos reforçados, só para garantir que essa tela curva não vai se quebrar com tanta facilidade. Sim, pois se isso acontecer, a manutenção do produto vai sair bem cara. Pode acreditar.

Outra medida interessante é colocar uma película de gel, apesar dos resultados não serem tão agradáveis (na minha opinião), uma vez que os cantos curvos sempre podem permitir a entrada de ar quando a película não é bem aplicada. Os resultados sempre podem variar de caso para caso.

Do mais, tudo o que você já conhece sobre o dispositivo está aqui. O botão Home na parte frontal com leitor de digitais me agrada mais do que na parte traseira ao lado do sensor de câmera, mas pode não ser algo tão intuitivo e acessível assim.

Os conectores ficam na parte inferior, ao lado do alto-falante. Sim, sinto falta de um conector USB Type-C aqui, mas o carregador rápido do dispositivo é eficiente. Mas falo sobre isso mais adiante.

 

Tela

 

 

O Samsung Galaxy S7 Edge Black possui uma tela de 5.5 polegadas, com resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels), com tecnologia Dual Edge Super AMOLED e 16 milhões de cores.

Traduzindo os dados técnicos: é uma tela simplesmente excelente, uma das melhores telas que você pode encontrar no mercado, e com uma eficiência enorme nas diferentes situações.

A interação com a tela é perfeita, com toques precisos, otimizando a experiência de uso. Também merece destaque o sensor de luminosidade, que trabalha muito bem nas diversas situações, especialmente sob sol forte. Você consegue visualizar as informações na tela com perfeição.

A reprodução de cores é excelente, especialmente nas fotos que você vai registrar no dispositivo. Até porque um dos objetivos da Samsung com esse modelo é oferecer fotos incríveis, que serão visualizadas na tela do dispositivo. Nesse aspecto, a tela cumpre o que promete.

Sem falar nos recursos inteligentes do software que trabalham diretamente com a tela, como o Always On Display e o resumo das notificações na lateral curva dessa mesma tela.

 

 

Hardware, Software e Experiência de Uso

 

 

O Samsung Galaxy S7 Edge Black conta com um processador octa-core Exynos 8890, trabalhando com uma GPU Mali-T880MP12, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

Em 2016, era uma das combinações mais potentes do mercado. E mesmo em 2018, é um hardware de respeito. Ele será eficiente para atender a maioria dos usuários, e até mesmo os mais exigentes podem se dar bem com tais especificações.

Infelizmente, todo o período de análise foi feito com o Android 7.0 Nougat (quando a Samsung decidir atualizar o smartphone para o Android Oreo, farei mais um post mostrando as mudanças). Porém, posso dizer que o dispositivo foi muito bem no meu uso diário, sem apresentar travamentos ou paralisações críticas.

A interface Samsung Experience continua a ser motivos de elogios aqui, apesar de particularmente preferir a interface da Google. A proposta dos coreanos aprendeu a não consumir recursos de bateria, processador e memória, além de oferecer uma experiência de uso bem agradável, o que é algo sempre bem vindo.

Destaco mais uma vez o leitor de digitais desse smartphone, que foi melhorado em comparação ao Galaxy S6, oferecendo um desbloqueio rápido, preciso e intuitivo. Algo muito importante dentro da proposta que esse dispositivo oferecia em 2016.

 

 

Câmera

 

 

Aqui, sem novidades, e esse é um ponto muito positivo.

O Samsung Galaxy S7 Edge Black possui uma câmera traseira de 12 MP em modo Dual Pixel e abertura f/1.7. Era uma das melhores câmeras de 2016, e continua sendo uma das melhores câmeras que você vai encontrar em 2018.

É claro que não dá para comparar com o sensor traseiro com foco variável do Galaxy S9, mas a verdade é que a grande maioria dos usuários não vai perceber a diferença entre as fotos registradas pelos dispositivos de gerações diferentes. A não ser que o seu nível de preciosismo e detalhismo seja enorme. Para a imensa maioria dos usuários, os dois smartphones atendem muito bem as necessidades fotográficas.

 

 

Além disso, esse sensor traseiro é capaz de gravar vídeos com resolução máxima de 4K @ 30fps. Algo mais que suficiente para as aspirações de videomakers casuais e até mesmo de alguns profissionais de imagem. O estabilizador de imagem dessa câmera traseira é muito eficiente, e os microfones conseguem captar o som sem muitas interferências do vento ou distorções.

 

 

Mentes habilidosas poderão realizar trabalhos interessantes com esse smartphone na parte de fotos e vídeos.

 

 

A mesma regra vale para a câmera frontal do Galaxy S7 Edge Black. O sensor CMOS de 5 MP com abertura f/1.7 oferece selfies de ótima qualidade, mesmo com os tais modos de embelezamento que não agradam a todos. Você não vai parecer um alienígena ou um meme de si mesmo nas fotos registradas por esse sensor. Sem falar que videochamadas e auto-filmagens contarão com uma qualidade bem aceitável para as diferentes finalidades.

 

 

Bateria e Armazenamento

 

 

Um dos motivos para ir atrás do Galaxy S7 Edge Black foi o fato de, apesar de contar com uma tela maior que a do Galaxy S7, a sua bateria de 3.600 mAh aguentava bem o tão esperado um dia de uso sem maiores dificuldades.

E o modelo cumpre o que promete nesse aspecto. Durante a minha rotina diária, o smartphone consegue alcançar pelo menos um dia de uso, alternando a sua exigência de consumo de acordo com a intensidade das atividades.

No WiFi, a autonomia dá e sobra para um dia. Com um uso mais intenso do 4G, ele também alcança um dia longe da tomada, mas com menos de 20% em alguns dos casos (conectando o dispositivo no carregador às 23h).

Mesmo assim, é uma autonomia muito boa, considerando o hardware, o tamanho da tela e sua resolução, e o meu perfil de uso. Aqui, é preciso render mais um elogio ao software do smartphone: além de permitir a otimização dos recursos por um modo de consumo inteligente (que nem precisa necessariamente ser o modo de economia de bateria, que desabilita alguns recursos mais gastadores, como o modo Always On Display e sincronização de dados em segundo plano), é possível ajustar a resolução de exibição dos elementos da tela pelas configurações, e reduzir esse item para pelo menos Full HD é altamente recomendado.

Mesmo porque o olho humano não vai perceber muitas diferenças entre o Full HD e o Quad HD. Apenas os mais preciosistas percebem tal diferença.

O outro motivo foi a capacidade de armazenamento desse modelo. 128 GB nativos são mais do que suficientes para as minhas necessidades diárias, tanto como profissional da área de tecnologia como para um uso pessoal e mais casual.

Além de produzir muitas fotos e vídeos todos os dias, eu ainda armazeno a minha biblioteca de músicas no smartphone. Ou seja, ter uma grande capacidade de armazenamento e que entrega uma boa performance na leitura e gravação de conteúdo é algo fundamental para a minha rotina diária. Logo, nesse aspecto, o Galaxy S7 Edge Black atende às minhas necessidades de forma plena e competente.

 

 

Conclusão

 

 

O Samsung Galaxy S7 Edge Black é uma alternativa muito viável para 2018, desde que você tenha alguns pontos em mente.

O primeiro deles é que o modelo muito provavelmente vai encerrar o seu ciclo de atualizações no Android Oreo, que deve estar para chegar (antes tarde do que nunca, né, Samsung?). Ou seja, você tem de Android pelo menos mais um ano de smartphone atualizado, o que é mais ou menos o tempo de garantia que a própria Samsung oferece ao dispositivo.

Outro ponto importante é o que pesa no seu bolso. Este modelo, na sua versão nova e com garantia, pode ser encontrado em torno de R$ 2.500, que é basicamente o preço de um Galaxy S8 novo em qualquer loja do varejo. É um valor meio salgado para comprar um smartphone com dois anos de vida e, para algumas pessoas, pode valer mais a pena comprar o modelo lançado no ano passado.

Por outro lado, no mercado informal ou de segunda mão, é possível encontrar o Galaxy S7 Edge Black a preços competitivos, abaixo dos R$ 2.000, o que torna o smartphone bem mais interessante na sua relação custo-benefício. Tudo bem que o mesmo Galaxy S8 também pode ser encontrado abaixo da casa dos R$ 2.000 até mesmo no varejo oficial, mas é você quem vai avaliar se vale ou não a pena abrir mão da capacidade de armazenamento extra para ter um smartphone um pouco mais novo.

Porém, nada desabona a compra do Galaxy S7 Edge Black nesse momento. Dependendo do seu perfil de uso, é possível economizar alguma grana na compra desse smartphone, e ainda assim obter uma relação custo-benefício bem interessante. No meu caso, ele atende perfeitamente a todas as minhas necessidades, e continua a ser um dos melhores smartphones Android que o seu dinheiro pode comprar.

E isso, em 2018. Dois anos depois de seu lançamento.