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Segundo um estudo realizado pela Pew Research entre julho e agosto de 2018, as redes sociais superaram a imprensa em papel pela primeira vez como fonte de informação mais utilizada nos Estados Unidos.

De forma nada surpreendente, o consumo de sites de notícias aumentou de 28% em 2016 para 33% em 2018. Ao mesmo tempo, os jornais impressos caíram de 20% para 18%, e as redes sociais capitalizaram com isso, passando de 18% para 20% da população.

A TV ainda reina nos EUA, mas com uma grande queda (de 57% em 2016 para 49% em 2018) e com posição seriamente ameaçada com o público mais jovem. Aliás, a análise do consumo televisivo em função do segmento etário é mais interessante.

O comportamento dos mais jovens é totalmente dispare dos mais velhos. No publico com idades entre 18 e 29 anos, as redes sociais reinam com 36%, seguido dos sites de notícias, deixando o jornal impresso com apenas 2%. Rádio e TV ficam com 13% e 16%, respectivamente.

Quanto mais velho você fica, mais uso da TV faz. Entre os 30 e os 49 anos, o tempo de consumo de TV dobra (32%), ficando atrás apenas das fontes de notícias online (42%). As redes sociais representam 22%, ficando atrás do rádio (29%). O jornal impresso também é mais consumido (8%).

Já entre o grupo etário entre 50 e 64 anos, a TV dispara para 65% de uso, sendo a principal fonte de informação, seguido dos sites de notícias (28%) e do rádio. As redes sociais ficam com apenas 14% e os jornais impressos sobem para 18%.

Por fim, entre os maiores de 65 anos, 81% do consumo de informação está na televisão, 39% ainda se informa com jornais impressos, e 30% ainda ouvem as rádios. Os sites de notícias ficam com interessantes 28%, e as redes sociais são utilizadas como fonte de informação por apenas 8% da turma da terceira idade.

Imagino que o comportamento aqui no Brasil não é muito diferente, baseado no que eu observo através de amigos e familiares. Logo, fica mais ou menos consolidada a teoria da tia do Zap Zap ser mais importante que a imprensa tradicional hoje.

 

Via PewResearch


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