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O incêndio da Catedral de Notre-Dame deixou o mundo em luto. Um dos monumentos mais conhecidos e históricos da França foi vítima de um incêndio de proporções gigantescas, consumindo um tesouro histórico da humanidade que desaparece sem qualquer chance de recuperação.

Dizer que esse incidente é algo infeliz é muito pouco. Todos os artefatos históricos e detalhes arquiteturais únicos que integravam a Catedral de Notre-Dame muito provavelmente serão perdidos para sempre. Algo similar aconteceu no ano passado no Rio de Janeiro com o Museu Nacional. Logo, entendemos bem o sentimento dos franceses (bom, boa parte de nós, pois muita gente não deu a mínima para os dois casos).

Mas nem tudo está perdido. Parece que o incêndio foi mesmo um acidente, ou seja, não teve intenções criminosas. E o mais importante nesse momento é que o incêndio está completamente controlado, de modo que já é possível começar a salvar o que sobrou da arquitetura daquele edifício histórico. Com alguma sorte e ajuda da tecnologia, os danos provocados pelas chamas podem não ser significantes em uma recuperação a longo prazo.

 

 

Escaneamento em 3D pode ser o início da solução

 

 

Ainda é possível utilizar modelos 3D para recuperar a Catedral de Notre-Dame, tal e como ela foi um dia. Em 2015, o Dr. Andrew Tallon criou um arquivo digital de todo o edifício, utilizando uma tecnologia inovadora de escaneamento via laser. E o resultado final (com uma descrição do projeto) pode ser conferido no vídeo disponível no final desse post.

 

 

O modelo 3D de Andrew é tão preciso, que ele mesmo suspeita ter descoberto os motivos pelos quais alguns pilares parecem estar tortos: a Catedral de Notre-Dame foi construída sobre outras estruturas. De qualquer forma, ainda não sabemos como o edifício será reconstruído.

 

 

O que sabemos é que o presidente da França, Emmanuel Macron, já confirmou a reconstrução da Catedral, e várias personalidades de diferentes segmentos já deram o seu apoio na iniciativa. Lembrando também que o prédio estava em fase de recuperação desde 2015, e toda iniciativa é válida para recuperar um dos maiores marcos mundiais.

 


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