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Eu sei que tem muita gente que gosta da Realme e dos seus produtos Muita gente já compra os produtos da marca no Brasil, através das “vias alternativas”. E a sua chegada ao mercado brasileiro poderia ser motivo de comemoração para muitos usuários.

Pois é. Poderia.

Será que a Realme vai seguir os mesmos passos da Xiaomi no Brasil, colocando preços “ajustados” para o nosso mercado que, no final das contas, são mais caros que o que realmente poderiam custar?

Seria péssimo se isso acontecer.

 

 

 

O que muda na real com a Realme no Brasil?

 

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É importante lembrar que a Realme é uma marca subsidiária da Oppo, que é uma concorrente direta da Xiaomi na China e nos demais mercados globais. E como todas as marcas asiáticas estão aproveitando o momento para se aproximar do mercado brasileiro (com exceção da Sony, que decidiu pular fora), temos agora essa chegada da nova marca por aqui.

Dito isso, os usuários brasileiros podem alimentar um pouco de esperança em ver produtos da Realme com preços um pouco mais competitivos do que aqueles adotados pela concorrência que, no Brasil, optou por adicionar todos os custos e fatores econômicos que bem sabemos quais são.

Porém, também é preciso lembrar que, pelo menos nesse primeiro momento, os produtos da Realme serão importados, passando por todas as questões fiscais e financeiras que os demais fabricantes enfrentam. Por isso, os primeiros produtos com certeza não terão preços tão competitivos quanto aqueles que são anunciados lá fora, ou que algumas pessoas corajosas pagam no processo de importação.

Além disso, não sabemos se a Realme conta com um parceiro comercial para essa iniciativa, ou se está indo com a cara e a coragem. Esse fator é importante para compreender melhor a estratégia da marca por aqui.

Na verdade, o comunicado emitido à imprensa só revela que o primeiro smartphone da marca a ser lançado por aqui é o Realme 7 Pro, mas sem preço anunciado (deve chegar por aqui até o final de dezembro). Além disso, a empresa promete expandir o seu portfólio para os seus modelos com 5G e entregar os produtos das séries mais completas.

Então, pelo menos nesse primeiro momento (ou até o final de 2020), os interessados em um smartphone da Realme terão que recorrer à importação. Para a marca realmente pegar no Brasil e mostrar a que veio, temos que fazer a mesma coisa que fizemos com a Xiaomi no Brasil: esperar pelo menos um ano para ver se ela consegue se consolidar.

E, depois disso, concluir se a Realme por aqui foi uma grata surpresa, ou uma amarga decepção.

 

 

Via Tecnoblog


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