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O que é melhor: um smartphone com muitos mAh e carga mais lenta, ou um telefone com poucos mAh e carga mais rápida?

É uma escolha difícil, mas particularmente prefiro ter uma bateria com maior capacidade e recarga mais lenta, pois essa bateria pode pelo menos durar um dia de uso, e a recarga acontecer durante as madrugadas. Mas tem aqueles que preferem recargas rápidas durante o dia. Porém, isso pode resultar em baterias cada vez menores e menos capazes nos próximos anos.

 

 

 

O problema de toda bateria com recarga rápida

 

 

Vamos revisar de forma breve como funciona uma bateria de lítio.

Uma bateria desse tipo possui um polo positivo, um polo negativo e um eletrolito. Este último atua como separador, mantendo o equilíbrio entre a carga de energia. Quando carregamos a bateria, os elétrons passam de um polo a outro, e o eletrolito atua como via de transporte para que tudo funcione bem.

Quando a bateria está carregada, o polo negativo está carregado de elétrons, e conforme ela vai se desgastando, essa energia passa para o polo negativo. A recarga recarrega o polo negativo, promovendo a migração dos íons de lítio de um polo para outro. Quando o fluxo de energia chega ao fim, a bateria está carregada.

Para uma bateria suportar a recarga rápida, o separador precisa ser maior, o que reduz o número de mAh. Quanto maior a velocidade da carga, mais grosso deve ser o separador, e menor será o espaço físico da bateria.

 

 

 

O impacto sobre os mAh

 

 

A recarga mais rápida do mundo é a da OPPO, com os seus 125W em uma bateria de 4.000 mAh. A Xiaomi a segue de perto com o MI 10 Ultra, com carga rápida de 120W e bateria de 4.500 mAh. E, nos dois casos, tamanho aqui não é documento: modelos menores do passado conseguem ter mais bateria, como são os casos do Lenovo P2 (5.100 mAh), Asus Zenfone 4 Max (5.000 mAh), entre outros.

A bateria de 5.000 mAh está entre nós desde 2016 (pelo menos), e a indústria de smartphones não aumentou o tamanho da bateria dos dispositivos muito além disso, mesmo com o maior espaço físico teórico dos dispositivos (também influenciou no aumento de tamanho dos dispositivos o aumento de tamanho dos sensores fotográficos, o maior número de câmeras e outros componentes).

 

 

Outros modelos também chamam a atenção nessa relação entre grandes baterias e recargas lentas, como o Samsung Galaxy M31 (6.000 mAh, 15W), Galaxy M51 (7.000 mAh, 25W), Realme C15 (6.000 mAh, 18W) e Realme Narzon 20 (6.000 mAh, 18W).

Por fim, o debate está na mesa, e você agora tem em mente qual é a relação que o mercado acabou impondo para a bateria por conta da tecnologia que está disponível nesse momento. Se você quer que a recarga rápida da bateria dos smartphones siga cada vez mais rápida, saiba que as baterias não podem aumentar de tamanho.

A evolução da recarga rápida nos smartphones foi assombrosa nos últimos anos, mas o aumento de mAh nessas baterias não foi. E muitos de nós teremos que nos conformar com isso. Ou esperar que novas tecnologias revolucionárias se estabeleçam, algo que pode demorar um bocado.


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