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O tiroteio no quartel general do YouTube na Califórnia deixou todos confusos e perplexos. Com o passar das horas, as notícias se tornaram mais claras: um homem gravemente ferido, uma mulher em estado delicado, e outra mulher fora de perigo.

Além de uma morte: a da mulher que teria iniciado o tiroteio. E isso é algo bem incomum.

Nos EUA, desde 2000, apenas em seis de 160 ocasiões os tiroteios foram relacionados com mulheres, de acordo com o FBI. No momento do incidente no QG do YouTube, rumores dos mais diversos apareceram e, de forma irônica, algumas pessoas chegaram a afirmar que teria sido alguém que reclamava do fim da monetização dos canais menores, ou da censura aplicada no site.

Comentários de humor negro. Mas que tinham um fundo de realidade.

Vamos então conhecer Nasim Najafi Aghdam, a youtuber de 39 anos, que provocou esse incidente por ser contrária às políticas do YouTube.

 

 

Nasim é de origem iraniana, vegana e ativista do PETA. Ela já havia reclamado do YouTube no passado, pois o seu canal estava desmonetizado e porque, de acordo com o seu ponto de vista, a censuravam. No seu site, há vários de seus protestos contra aquilo que ela alegava como censura no YouTube.

Nasim vivia com seus pais que, por sua vez, avisaram às autoridades locais que ela poderia cometer uma loucura, falando especificamente sobre o QG do YouTube, afirmando que a filha ‘odiava’ a empresa.

Tanto seus pais como as autoridades tentaram localizá-la: ela estava desaparecida, sem atender ao celular por dois dias. Por fim, ela foi encontrada na manhã da última segunda-feira (2), dormindo no seu carro em Mountain View, perto da sede da Google.

Horas depois, Nasim entrou nos quarteis generais do YouTube e abriu fogo contra os funcionários, ferindo três pessoas e tirando a própria vida. O ataque não teria durado mais do que dois minutos.

 

 

Os vídeos de Nasim são difíceis de digerir. No seu site (o único que se mantém em pé: a página do Facebook, canais no YouTube e conta no Instagram foram fechadas), ela demostra acreditar que o YouTube tinha algum problema pessoal com seus vídeos. Reclamava da censura, que os vídeos eram filtrados nas buscas e que não eram monetizados.

Ela acreditava que, pelo seu ativismo animalista e vegano, algumas pessoas queriam ver ela morta. Alguns internautas especulavam que Nasim era transsexual, mas não há provas ou dados oficiais sobre isso.

 

 

A internet tem áreas muito escuras e locais que nem todos conhecem. Mas o verdadeiro problema chega quando essas coisas passam par ao mundo real, ou quando lembramos que as pessoas que vemos na tela do computador ou celular são pessoas reais. Há muitas pessoas que não diferenciam o real do virtual.

E isso pode ser muito perigoso.


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