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Que fim levou a tal da Elephone?

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Você se lembra da Elephone?

Confesso que tive um pouco de trabalho para me lembrar de algum produto da marca, mas escrevi alguns artigos sobre os seus produtos. Ela apareceu na década passada, entregando smartphones com boa relação custo-benefício e design atraente, e isso é tudo o que o consumidor médio mais deseja.

A Elephone chegou a sonhar em rivalizar com nomes como Xiaomi e OPPO. Mas ficou no sonho, caindo no ostracismo e no desaparecimento, exatamente da mesma forma que outras marcas que tentaram o mesmo sem qualquer tipo de planejamento prévio.

Aqui, revisitamos a trajetória da marca e os fatores que levaram ao seu desaparecimento do mercado.

 

Um início promissor

Em 2015, a Elephone viveu seu auge, com modelos que chamaram a atenção tanto pela estética quanto pelo desempenho. Até no Brasil ela fez algum sucesso, com alguns modelos dos seus smartphones desembarcando por aqui.

Naquele momento, a empresa se propôs a conquistar mercados internacionais e encontrou na Espanha um dos principais focos para sua expansão, vendendo mais de 100 mil unidades em 2017.

 

A estratégia de expansão

A chegada oficial à Espanha em 2016 trouxe parcerias com diversos canais de venda e suporte técnico local, um passo importante para criar confiança no consumidor.

Com modelos como o Elephone P9000 e o S7, que lembrava os topos de linha da Samsung, a empresa apostou em design chamativo e preços agressivos para conquistar usuários.

 

Os problemas de qualidade

Apesar do início promissor, os aparelhos da Elephone começaram a apresentar falhas de software e hardware, prejudicando a reputação da marca.

A falta de atualizações e as dificuldades no suporte pós-venda afastaram os consumidores, impedindo a construção de uma base de usuários fiéis. Ninguém gosta de um serviço de baixa qualidade no pós-venda.

 

As tentativas frustradas de diversificação

Além dos smartphones, a Elephone tentou investir em smartwatches e tablets, mas sem resultados expressivos. Mesmo porque não é fácil repetir a estratégia da Apple e entregar um ecossistema de produtos no mercado.

A ausência de peças para reparo e o serviço pós-venda ineficiente agravaram ainda mais a situação, acelerando o declínio da empresa a partir de 2017.

E com concorrentes cada vez mais completos e com melhor relação custo-benefício, a Elephone foi simplesmente asfixiada pelo cenário de momento.

 

O desaparecimento da marca

Sem conseguir manter competitividade e confiança, a Elephone perdeu relevância rapidamente, o que a levou ao seu natural desaparecimento.

Embora seu site oficial ainda exista, os produtos não estão mais disponíveis nas lojas, e a marca se tornou um exemplo de como erros estratégicos e técnicos podem derrubar uma empresa em poucos anos.

Oficialmente, a Elephone pode até existir no papel, mas foi expulsa do mercado de smartphones de forma tão rápida, que muitos nem tiveram tempo de perguntar qual foi o fim da marca.

 


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