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Quanto vou pagar para ter todos os streamings em 2025

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O custo para assinar individualmente as principais plataformas de streaming no Brasil chega a R$ 380 por mês em 2025, segundo levantamento da Watch Brasil. Ou seja, para quem quer ter todo o conteúdo disponível nas plataformas oficiais, a conta fica mais cara do que qualquer plano de TV por assinatura das principais operadoras.

A pesquisa considerou apenas planos básicos e padrão, incluindo alguns com publicidade, o que significa que planos premium elevariam ainda mais esse valor. E isso não deixa de ser algo bizarro, nos mais diferentes níveis.

Os números podem ser frios para algumas pessoas, mas neste caso, a frieza mesmo está na constatação de que conseguiram estragar a proposta do streaming de forma (quase) inacreditável.

 

O quanto você vai pagar para ter o básico?

O estudo analisou 14 plataformas, desde líderes como Netflix, Prime Video e Globoplay até serviços especializados em futebol e gêneros específicos de filmes.

Os preços variam de R$ 14,90 (MGM+ e Adrenalina Pura) a R$ 59,90 (Premiere), com a Netflix custando R$ 20,90 no plano com anúncios e o Disney+ R$ 43,90 no padrão.

Considerando o fato de que nas principais plataformas você vai assistir ao conteúdo com publicidade e na menor resolução possível, é correto afirmar que a conta sai muito mais cara do que parece.

As plataformas de streaming lucram com a mensalidade dos assinantes E com a publicidade veiculada nos filmes e séries disponíveis. É um ganho duplo para eles, e uma derrota igualmente duplicada para nós, que estamos pagando por isso.

ServiçoPlanoValor (R$)
Amazon Prime VideoPadrão19,90
Paramount+Padrão18,90
LookeÚnico16,90
TelecineBásico29,90
MaxBásico29,90
MGM+Único14,90
Universal+Único29,90
PremiereÚnico59,90
Adrenalina PuraÚnico14,90
Canais GloboÚnico39,90
Apple TV+Básico21,90
Disney+Padrão43,90
GloboplayCom anúncios22,90
NetflixPadrão com anúncios20,90
TotalR$ 384,60

 

Estão tentando aproveitar o momento

O cenário reflete o crescimento do consumo de vídeo sob demanda no país, que aumentou 18% nos últimos 12 meses. Mais de 75% dos brasileiros que acessam a internet assistem filmes e séries por streaming, segundo dados da Kantar IBOPE Media.

Acontece que o que deveria se transformar em um mar de possibilidades é, na verdade, uma tempestade de problemas para o consumidor.

Mais uma vez, fica comprovado que assistir a tudo o que está disponível nas diferentes plataformas de streaming no Brasil ficou BEM MAIS CARO do que ter um plano de TV por assinatura.

E nos dois casos, o assinante não terá tudo, não só pela fragmentação do conteúdo, mas também pela ausência de filmes e séries clássicas das plataformas, além de eventos esportivos mais segmentados.

Para quem quer ter tudo na vida (e não pode, mesmo com todo o dinheiro do mundo), chegou a hora de repensar as prioridades. Será que realmente vale a pena seguir pagando para ver publicidade?

 

Depois reclamam do “gatonet”…

Práticas como o fim da divisão de contas, a inclusão de publicidade em massa, a queda na resolução de imagem e o aumento de preços em todos os planos afastaram o consumidor que acreditou em um modelo de negócio que, no começo, só oferecia vantagens.

Pouco mais de 10 anos após a chegada da Netflix no Brasil, e o brasileiro médio voltou a abraçar o que sempre foi o fantasma da TV paga: o “gatonet”, ou “SKY gato”. E diante dos números, não dá mais para julgar quem está abraçando os métodos alternativos.

Os preços são muito menores, a oferta de conteúdo é muito maior e até o suporte pode surpreender positivamente em alguns casos.

E é um público que não vai voltar para a TV por assinatura, que está sim mais vantajosa que o streaming nos aspectos financeiros, mas que historicamente abusou do consumidor com mensalidades obscenamente altas.

Para aqueles que não querem ter problemas ou dores de cabeça com o streaming alternativo, a saída está nos canais FAST, que oferecem um conteúdo gratuito e variado em troca da exibição da publicidade.

Que é como deveria ser no streaming pago, mas não é.

Estou me tornando repetitivo: já testemunhamos o que aconteceu no passado com a própria TV por assinatura, que ficou com um formato engessado e que apostou na monetização exacerbada com a publicidade na programação.

Não é um absurdo acreditar que o mesmo pode acontecer com o streaming no Brasil, tanto pelo histórico quanto pela realidade prática.

A não ser é claro que as plataformas de streaming não estejam se importando tanto por isso, pois sabem que existe um público que vai pagar o preço que for para receber os conteúdos através de seus aplicativos oficiais.

O tempo vai dizer quem tem razão (ou não).

 

Via Teletime


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