Compartilhe

Todo mundo está falando dos smartphones com tela dobrável. Eles já começaram a chegar ao mercado, ou seja, esta será uma realidade inescapável. Porém, mesmo sendo um produto de primeira geração, é preciso estimar a longevidade do dispositivo nas mãos do usuário comum.

É importante lembrar que os primeiros modelos de smartphones com tela flexível estão longe de se posicionarem a altura do que se imagina ser um produto com tela dobrável, já que a tela vai apresentar ‘rugas’ quando ele ficar aberto. Sem falar no software, que abre os aplicativos de forma acidental apenas por você segurar no dispositivo.

Tais vícios de uso são característicos de um dispositivo que ainda está mais para um protótipo, mas que são sintomas inevitáveis no processo evolutivo de qualquer tecnologia. Mas vamos ignorar esses detalhes nesse momento para tentar responder quantas vezes você poderá abrir e fechar a tela do seu futuro smartphone dobrável.

A Royole, dona do FlexPai (que é, tecnicamente, o primeiro smartphone dobrável a chegar no mercado), afirmou que o seu dispositivo poderá ser dobrado por 200 mil vezes. Apenas como estimativa: se você abrir e fechar o dispositivo por apenas uma vez por dia, essa tela vai aguentar mais de cinco séculos funcionando.

Mas vamos pensar no pior cenário possível.

Os estudos mais recentes indicam que os usuários desbloqueiam os seus smartphones por aproximadamente 80 vezes por dia, em média. Arredondando o número para 100 vezes por dia, e considerando que os usuários vão abrir o dispositivo em todas essas vezes (algo pouco provável), o estimado para essa tela aguentar o seu funcionamento como planejado é de quase cinco anos e meio.

Ou seja, os usuários não precisam se preocupar com a durabilidade das telas dobráveis. E não podemos nos esquecer que esta é uma tecnologia que vai melhorar com o passar dos anos, aumentando assim a durabilidade e a qualidade das telas.


Compartilhe