Como se calcula o número de padrões de desbloqueio do Android? Um vídeo ajuda a revelar esse número, levando em conta as regras mais comuns.

Tais regras são:

1. O número mínimo de pontos a serem conectados é 4.
2. Todos os pontos que se conectam devem ser diferentes.
3. Se ao traçar uma linha se passa em um ponto intermediário, ele deve ter sido já conectado antes.

Ao que parece, esses dados apareceram pela primeira vez em um estudo rústico (porém, efetivo) de desbloquear o smartphone simplesmente olhando para a tela contra a luz para descobrir o desenho do padrão.

A maioria das pessoas não são muito originais com seus desenhos de padrões, usando letras na maioria dos casos. Aqui, é o mesmo que usar uma senha 1234. 44% das pessoas começa pelo ponto 1 (canto superior esquerdo), e é muito comum desenhar a primeira letra do nome próprio.

Os cálculos podem chegar a 389.112 padrões, considerando todas as regras já citadas, mas podemos começar pelos grandes números, como o número de combinações com 4, 5 e 6 pontos, sem repetição.

Mas aqui, é preciso eliminar aqueles padrões que não cumprem a terceira regra. Por exemplo, uma sequência que conecta os pontos 1236 é válida, mas 1326 não, pois não dá para passar do 1 para o 3 (que estão em linha reta) sem passar pelo 2.

Para quem tiver a paciência para ver o vídeo de 12 horas vai ver as 389.112 combinações, uma a uma, com os dígitos numerados de 0 a 8 no lugar do tradicional 1 a 9.

A maioria dos smartphones permitem senhas de 4 dígitos (10 mil combinações possíveis), mas faz tempo que se recomendam senhas de sei dígitos (1 milhão de combinações) ou mais. Uma senha de 6 dígitos bem escolhidos é mais seguro que o desenho de um padrão, pelo menos diante de um ataque por força bruta.

De todos os padrões a senha numérica ainda é a mais segura, pois o reconhecimento de digitais e rostos tem os seus próprios problemas (falsos positivos e falsos negativos) e até a Google reconhece que não estão no mesmo nível de segurança de uma boa senha.