No passado, existia o Walkman e as fitas cassete para alegrar o meu caminho. Até que alguém entendeu que tal formato era antiquado demais.

Chegou o CD, e a lógica pedia um reprodutor portátil. Depois, com a chegada do MP3, outra revolução veio: a dos Discman MP3.

No final dos anos 90, o Walkman, que estava entre nós desde 1979, foi substituído pelo Discman e, em 1998, a Sony tinha vendido mais de 175 milhões dos primeiros, contra 50 milhões dos segundos. Sem falar as falsificações, é claro.

Era o melhor da tecnologia na época, e eu usava em qualquer lugar nas minhas jornadas diárias. Especialmente porque eu andava muito por aí, e a música era a minha principal companhia. Tudo isso só era possível graças aos sistemas anti-shock, que evitavam as pausas na reprodução.

Toda uma geração podia ouvir música de uma forma muito mais pessoal e portátil. Por outro lado, o Walkman na década de 1980 chegou a ser considerado como um substituto para algumas drogas, como um dispositivo que altera o ânimo e a mente.

Alguns temiam o colapso da sociedade.

Exagerados.

É irônico como tais medos voltam de tempos em tempos. Hoje, é a dependência dos smartphones que levantam os mesmos detalhes. Se bem que chegamos a um ponto que, se não olhamos para o celular a cada cinco minutos, estamos perdendo alguma coisa importante.

Mas voltando ao Walkman…

 

 

A sociedade não entrou em colapso, mas viveu uma chamativa revolução. O auge do MP3 chegou a esses dispositivos, e um CD que carregava no máximo 20 músicas passou a armazenar centenas de arquivos nesse formato.

Ou seja, o Discman com MP3 virou uma febre. A Sony também entrou nessa briga, como várias outras que desenvolveram dispositivos com tais características.

A maioria desses Discmans contavam com pequenas memórias Flash para o buffering das músicas, para uma reprodução sem interrupções, por conta dos sensíveis componentes mecânicos do dispositivo.

 

 

O Discman com MP3 chegou ao mercado no final do século passado, e a indústria seguiu apostando nele até o começo da década de 2000. Porém, tiveram vida curta no mercado, com a chegada dos MP3 Players.

Indo dos primeiros e quase pré-históricos modelos baseados em memória Flash como o MPMan, o Diamond Rio ou o Creative NOMAD Jukebok, até o produto que mudou tudo para sempre.

 

 

Em 23 de outubro de 2001, a Apple apresentou o iPod, e começou uma nova era na música portátil. Os MP3 Players tradicionais dominaram o mercado por algum tempo, favorecidos principalmente pelo baixo custo. Mas isso não durou muito tempo: o iPod era o futuro, e nada poderia mudar isso.

Até a chegada dos smartphones.