Quando se fala de radiação, a maioria das pessoas pensam em doenças terminais e até em bombas atômicas. Mas é importante compartilhar com vocês que existem formas muito seguras de se trabalhar com a radiação. A exposição à luz do sol é uma dessas formas. E o uso do smartphone é outra formas segura.

A diferença entre usar um smartphone e ser exposto à radiação de Chernobyl é enorme. Aliás, é a mesma diferença entre radiação ionizante e não-ionizante.

A radiação ionizante está em comprimentos de onda acima da luz ultravioleta (ou raios X e raios gama). Essa sim pode danificar o DNA humano, eliminando os elétrons presentes nas moléculas base, conduzindo a tumores dos mais diversos e ao câncer.

Já as ondas de radiofrequência mais baixas, que são as utilizadas nas redes móveis em LTE, não são ionizantes, e não causam o mesmo tipo de dano. Porém, certos comprimentos de onda não ionizantes ainda causam danos, já que produzem calor com um nível de potência extremamente alto.

O limite seguro imposto pela FCC nos Estados Unidos para os smartphones para uma taxa de absorção específica (SAR) é de 1.6 watts por kg (1.6 W/kg) de massa, ou seja, são unidades que não conseguem de forma alguma aquecer o seu corpo. No Brasil, a Anatel estabelece limites ainda mais rígidos para aprovação de um dispositivo, com uma unidade de 0.8 W/kg.

Vale lembrar que os valores listados acima são os limites legais absolutos de exposição, ou seja, é o máximo que um dispositivo pode emitir para chegar ao mercado. Porém, no mundo real, os smartphones registram números de emissão de radiação significativamente menores.

Logo, é possível dizer com uma certa margem de segurança que os smartphones não emitem uma radiação em quantidade suficiente para causar danos significativamente sérios ao ser humano. Porém, é preciso colocar a expressão ‘em via de regra’ nesse discurso, pois os resultados podem variar significativamente de pessoa para pessoa.