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Primeiro ministro da Finlândia culpa a Apple pelo declínio da Nokia

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Alexander Stubb, primeiro ministro da Finlândia, realizou curiosas declarações para o canal CNBC. Uma delas culpa a Apple por provocar o declive de duas das principais indústrias do país: a do papel e dos smartphones.

Esses seriam os motivos para uma queda de qualificação do país que a Standard & Poor’s aplicou recentemente, passando a avaliação do país de AAA para AA+. O iPhone teria sido o responsável pela queda da Nokia como um todo, enquanto que o iPad foi o responsável pela ruína da indústria de papel finlandesa.

Durante a década de 1900 e o começo dos anos 2000, a Nokia foi líder mundial no segmento de telefonia móvel, mas com a aparição do iPhone e de rivais como a Samsung fizeram com que sua participação no mercado fosse muito menor nos últimos anos. O fim da história você já conhece: a Nokia ainda tentou fechar um acordo com a Microsoft, na tentativa de sobreviver no mercado com smartphones com Windows Phone. Não deu certo, e no ano passado, a gigante de Redmond adquiriu a divisão móvel da empresa finlandesa.

Não obstante, Stubb é otimista sobre o futuro, tanto da Nokia quanto para a indústria do papel, esta última afetada pelo sucesso do iPad – e de outros tablets e leitores de e-books, suponho eu -, e acredita que a Nokia pode voltar a ter algum destaque, por conta da Nokia Networks.

Não podemos creditar exclusivamente à Apple a responsabilidade por esse declive dos dois segmentos (outros fatores certamente influenciaram), mas é fato que tanto o iPhone como iPad causaram estragos em muitas empresas tradicionalmente líderes em seus mercados. Por outro lado, culpar os outros pelo seu fracasso é fácil, e Stubb ressalta que leva em consideração que a Nokia simplesmente não foi capaz de reagir a tempo, nem de forma adequada quando os adversários apareceram com suas propostas.

Algo que qualquer um que acompanhou a queda da Nokia – e tem o mínimo de bom senso para analisar a sequência de acontecimentos – conclui com certa facilidade.

Via CNBC


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