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Preço do GB no celular dispara no Brasil

Estamos no Brasil, e é óbvio que seguimos pagando caro para ter internet móvel. Até por isso eu entendo (também) que a nossa conexão precisa sim estar entre as mais velozes do mundo, só para compensar os valores elevados que estamos pagando por cada plano.

O preço médio do gigabyte de internet móvel alcançou R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025. A alta foi de 12,34% em relação ao mesmo período de 2024, indicando que as operadoras estão deixando os custos de acesso à internet mais caros que os números indicados pela inflação.

A pior parte é que estamos pagando A MAIS para usar MENOS a internet de nossos planos. O consumo médio de dados móveis caiu 1,25% em um ano. Cada usuário passou de 5,63 GB para 5,56 GB consumidos.

 

Só as operadoras se deram bem (para variar)

Apesar da queda no uso, as operadoras aumentaram a receita média por cliente. O ARPU (receita média por usuário) total chegou a R$ 32,73 no Serviço Móvel Pessoal, o que é ótimo para as operadoras, pois estão ganhando mais por um menor uso do serviço oferecido.

Os pacotes de dados, principal componente dos planos, tiveram ARPU de R$ 27,75. Isso representa um encarecimento sem aumento proporcional no consumo, entregando para cada cliente uma relação custo-benefício que só piora.

O cálculo do preço por GB considera toda a receita das operadoras. O total arrecadado é dividido pelo tráfego total de dados dos clientes. Ou seja, os números ainda podem variar quando analisado o consumo dentro de cada prestadora de serviço.

 

Já a internet banda larga fixa está mais barata (felizmente)

O consumidor brasileiro tinha que ganhar em alguma coisa nessa relação problemática com as prestadoras de serviço de internet. E o ganho foi no acesso à internet nas residências, o que não deixa de ser uma boa notícia de alguma forma.

Na banda larga fixa, o preço médio do GB caiu para R$ 0,25. A queda foi de 17,71% em um ano, e isso pode parecer uma redução marginal, mas que certamente afetou positivamente no orçamento doméstico de boa parte dos brasileiros.

O consumo médio por residência com internet fixa subiu para 385 GB trimestrais. O aumento foi de 18,36% sobre 2024. Um movimento mais do que natural, pois a demanda por dados também aumentou nas mais diferentes frentes.

O mercado de banda larga é mais competitivo, com 56% das operadoras pequenas. Na telefonia móvel, Claro, Vivo e TIM dominam 95% do setor. Isso também ajuda a explicar por que os preços sobem com maior facilidade no setor com poucos concorrentes brigando pelo consumidor.

A receita líquida operacional do celular chegou a R$ 23,84 bilhões no trimestre. É a maior fatia das receitas das telecomunicações no Brasil, o que é reforçado pelo fato de boa parte dos brasileiros utilizar o smartphone como principal dispositivo informático.

Serviços como telefonia fixa e TV por assinatura seguem em queda. Suas receitas ficaram em R$ 1,77 bilhão e R$ 1,48 bilhão, respectivamente. E nem precisa ser um especialista no assunto para entender o que está acontecendo com esses dois serviços.

Eu me pergunto quem está utilizando a telefonia fixa neste exato momento. E no caso da TV por assinatura no formato atual, que recentemente perdeu mais seis canais no line-up regular,    não será surpresa se o modelo de negócio desaparecer tal e como sempre existiu, se reinventando em uma proposta mais alinhada com os interesses do consumidor.

 

Via TeleTime, Anatel