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Algumas coisas nesse mundo são difíceis de explicar. E é um erro tentar explicá-las. Mas como estamos nesse mundo para acertar, errar, aprender e experimentar, vamos tentar responder essa pergunta que, apesar do tom bem humorado, tem uma matiz séria bem interessante.

Alguns canais de sucesso no YouTube (tanto no Brasil como no mundo) são muito relevantes, com um enorme número de inscritos. Porém, se valem de uma peculiaridade que contrasta um pouco com a vaidade humana: são canais cujo protagonista está completamente no anonimato.

Muitos podem pensar que a maioria dos canais com essa característica são de engajamento político (como o Canal do Otário, que é excelente). Porém, o que dizer do Treta News, cuja raposa animada fica dissertando sobre as tretas das celebridades, mas não mostra o seu rosto para ninguém e, ainda assim, tem uma audiência enorme?

Tá, além do fato das pessoas gostarem de tretas na internet, não dá para ignorar que outros elementos são mais atraentes do que um rostinho bonito na televisão. Ou melhor, no YouTube.

 

 

 

Evitando que a vaidade suba à cabeça

 

 

Posso falar por experiência própria: mostrar o rosto no YouTube não é algo relevante.

O que realmente deve importar é o conteúdo que você quer mostrar no vídeo. No próprio TargetHD.net é possível perceber isso: os vídeos onde o meu rosto não aparece são aqueles que mais deram audiência ao meu canal no YouTube.

Porque eu sou feio? Não exatamente. Mas porque o que realmente importa para a minha audiência é o produto que estou apresentando. Essa sempre foi a tônica do meu canal de vídeos na plataforma, e minha audiência foi construída em cima desse formato.

E isso prova que você não precisa necessariamente aparecer diante das câmeras para ter um conteúdo que é acompanhado por muitos. O que manda aqui é o conteúdo em si, a sua capacidade em transmitir a informação de forma atraente, e o seu nível de conhecimento sobre o assunto que é comentado na tela.

Por outro lado…

 

 

 

Manter o anonimato é muito importante para muita gente

 

 

Tem gente que não gosta de se expor diante de uma câmera. E tem muitos outros que, por conta dos comentários feitos e opiniões fortes expressas, não querem (e não podem) se expor.

O direito ao anonimato deve sim ser preservado, desde que a pessoa utilize esse direito com sabedoria, e sem ferrar com a vida de outras pessoas. Ainda admiro mais as pessoas que assumem o que falam e sofrem com as consequências de eventuais declarações mais fortes. Mas dá para entender por que algumas pessoas pensam de uma outra forma.

Quem sou eu para julgar?

Mesmo assim, nada impede que uma pessoa que teoricamente está mantendo o seu anonimato intacto no YouTube não seja reconhecida em algum momento. Seja pela forma de falar (principalmente) ou pelas gírias utilizadas, qualquer pessoa pode ser descoberta, e então é preciso que o produtor de conteúdo saiba lidar com isso com a devida inteligência e maturidade.

Mas a não ambição pela popularidade no YouTube pode gerar um terceiro e último reflexo que, particularmente, é bem legal.

 

 

 

Amo a minha vida do jeito que está, e não quero que nada mude

 

 

Quem pensa dessa forma tem a cabeça no lugar, não está passando por problemas financeiros, vive uma vida relativamente tranquila e, o mais importante: sabe muito bem o que quer da vida.

Algumas pessoas apenas querem manter a vida pacata dentro do anonimato. Não querem se transformar estrelas do YouTube, nem mesmo sofrer pela pressão em atingir metas de financiamento para manterem um alto padrão de vida. Só querem mesmo compartilhar informações na internet, interagir com pessoas que contam com o mesmo gosto que ela e, quem sabe, ganhar alguma grana no AdSense para comprar gadgets legais.

É interessante essa dinâmica da vida conectada. Ter um canal com milhões de inscritos no YouTube mas ainda assim ser um anônimo é um poder calculado muito interessante. Se bem usado, pode revelar personalidades online que atraem os holofotes por aquilo que deveria importar de verdade para as pessoas: o conteúdo.

Aparência? Isso um dia passa.


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