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Por que um iPhone de segunda mão custa tão caro?

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Eu sei que você que começou a ler este artigo por causa do título em algum momento da sua vida se interessou pela possibilidade de comprar um iPhone usado ou de segunda mão. Até porque essa é uma das formas mais eficientes para manter o seu rim no corpo e, ainda assim, ter um telefone da Apple no bolso.

Porém, você se viu desestimulado em realizar tal investimento quando constatou que o iPhone de segunda mão é muito mais caro que um Samsung Galaxy S20 FE novo. Tudo bem, eu sei que estou falando de dispositivos muito diferentes. Mesmo assim, como é possível um telefone usado ser muito mais caro que um novo?

No caso dos smartphones da Apple, sempre existe uma explicação para certas coisas acontecerem. Mesmo que você não concorde com os fatos explicados. Mas… vou tentar convencer você que a triste realidade tem motivos bem concretos.

 

Mais uma vez, as diferenças objetivas entre iOS e Android

Quem olha para o mercado de segunda mão sabe muito bem que o que vou escrever agora é a realidade. Enquanto um smartphone Android perde muito mais o seu valor de mercado com o passar do tempo, o iPhone não sofre do mesmo problema, e um telefone da Apple com anos de uso ainda pode ser comercializado por um preço competitivo (para o seu dono, é claro).

Quando você (ou alguém) adquire um iPhone, sabe que está pagando por um produto que é, pela própria natureza, bem caro. Logo, o se preço de revenda tende a ser caro também. É como se você comprasse uma Ferrari: não dá para vender um carro desses por um preço muito mais baixo do que você comprou.

Porém, comprar um smartphone Android também pode ser algo bem caro, dependendo do modelo que você escolheu. E, ainda assim, o preço do produto no mercado de segunda mão pode ficar bem abaixo do que você pagou originalmente. O que é algo decepcionante para quem tem um dispositivo com o sistema operacional da gigante de Mountain View.

E é aqui que está a primeira diferença: o iPhone é como se fosse uma Ferrari. É um produto exclusivo, só a Apple tem, e entrega uma experiência de uso premium. Já telefones com Android existem aos montes, com várias marcas diferentes usando o mesmo software. É uma espécie de “carne de vaca” da tecnologia, o que faz com que o software caia um pouco no lugar comum, perdendo um ar de exclusividade.

Aqui, começamos a explicar por que um iPhone de segunda mão é tão caro. Mas eu recomendo que você continue a ler este artigo, pois tem muito mais de onde saiu essa.

 

Um novo iPhone caro deixa um iPhone de segunda mão ainda caro

Tudo bem, eu entendo que os produtos das gerações anteriores tendem a perder valor de mercado. Porém, com a Apple, a banda toca de forma um pouco diferente.

O iPhone 14 chegou ao mercado com preços bem elevados para um dispositivo do seu porte. Ele ficou bem mais caro do que os produtos das gerações anteriores, e isso faz com que a procura pelos modelos das gerações anteriores nas mãos de outros usuários aumente.

E essa maior procura acaba valorizando de forma direta os dispositivos que já foram lançados. Já que a procura é maior, os preços tendem a se estabilizar ou, em alguns casos, aumentar. É a lei da oferta e da procura pura e simples, mina gente.

Resultado: os vendedores estão aproveitando os novos lançamentos do iPhone para aumentar os preços dos modelos das gerações anteriores, já que sempre vai ter alguém interessado em ter nas mãos um produto da Apple que não custa tão caro quanto o modelo atual.

Pode parecer algo cretino para algumas pessoas (e, parando para pensar, é algo cretino sim). Mas é a regra criada e adaptada pelos próprios usuários do iPhone. E se você quer entrar nesse mundo, terá que aceitar esse esquema de máfia que foi criado por eles.

 

Ele tem mais atualizações que o Android

Esse é o principal motivo para um iPhone de segunda mão custar tão caro. Ou melhor, para qualquer telefone da Apple ser tão valorizado.

Qualquer iPhone que chega ao mercado tem mais anos de atualizações que a grande maioria dos smartphones Android. Ou seja, a vida útil de um telefone da Apple é muito maior, pois os dispositivos mais antigos se tornam compatíveis com as versões mais recentes do sistema operacional.

Isso faz uma diferença gigantesca na valorização desses dispositivos no mercado de telefonia móvel. Afinal de contas, o dinheiro que um usuário investiu em um iPhone se valoriza muito mais do que aqueles que compraram um smartphone Android parcelado nas Casas Bahia. Em alguns casos, os fabricantes acabam sacaneando (e muito) ao abandonar um telefone com um ou dois anos de vida no mercado.

Não é mesmo, dona Motorola?

Ou seja, a conta aqui é bem simples: os clientes do iPhone pagam muito mais em um dispositivo que vai durar muito mais tempo funcionando bem em suas mãos. Com isso, os preços de revenda não caem muito porque esses dispositivos estão valorizados pelo fabricante.

No caso do Android, se você não vender rápido aquele telefone que só vai ter suporte de atualização por apenas dois anos, as chances desse seu peso de papel chique e caro ficar com você se desvalorizando são enormes. E o valor de revenda de um dispositivo com o sistema do Google simplesmente despenca com o passar do tempo.

De novo: é uma regra que naturalmente o mercado construiu e se adaptou, e todos acabam aceitando de forma quase inevitável.

 

As câmeras de um iPhone são as melhores (e faz tempo)

As câmeras do iPhone são as melhores desde o tempo em que um smartphone contava com apenas um sensor fotográfico na parte traseira. E isso se mantém com o passar dos anos. E esse é mais um motivo para que um telefone antigo da Apple mantenha o seu valor de mercado elevado.

A prova disso é que alguns instagrammers e produtores de conteúdo de fotos e vídeos que eu conheço utilizam modelos antigos do iPhone para alimentar as suas plataformas nas redes sociais, entregando excelentes resultados e, em alguns casos, muito melhores do que telefones Android dos últimos dois anos.

Com isso, muitos daqueles que querem começar na produção audiovisual para a internet ou até mesmo melhorar a estrutura que já possui recorrem aos modelos antigos do iPhone. Porque contam com a certeza que ali vão encontrar um hardware que vai atender as suas necessidades. E isso faz com que os dispositivos dos anos anteriores se valorizem ainda mais.

Se você tem um iPhone de quatro anos atrás, ainda pode fazer fotos de ótima qualidade, ou gravar vídeos para o Instagram e o YouTube com uma qualidade de imagem de respeito. Vale a pena aproveitar essa ótima qualidade para economizar algum dinheiro e evitar a compra de um telefone novo.

 

O grande reconhecimento da marca

Por fim, vamos voltar a falar do “efeito Ferrari” que a Apple tem no mercado de telefonia móvel.

Todo mundo sabe o que é um iPhone e reconhece que são produtos diferenciados. É claro que você tem todo o direito do mundo de questionar a qualidade dos telefones da Apple, e até mesmo argumentar que o seu LG K10 de mil reais faz a mesma coisa que o caríssimo iPhone 14 Pro Max. Mas não dá para dizer que os dois fazem tudo da mesma forma ou com a mesma fluidez.

A valorização de um iPhone de segunda mão passa também por esse reconhecimento e prestígio que os telefones da Apple recebem ao longo dos últimos anos. A gigante de Cupertino soube agregar valor de mercado ao oferecer para os usuários uma experiência singular, combinada com uma qualidade geral de serviço (incluindo o pós-venda) que poucas marcas conseguiram alcançar.

São telefones que usam os melhores materiais, um software exclusivo, entregam uma elevada durabilidade e resistência, além de uma vida útil prolongada. Sem falar no menor índice de problemas de desempenho em comparação com aqueles enfrentados pelos telefones Android.

No final, um proprietário de um iPhone que soube cuidar bem do seu dispositivo pode vender o telefone por um bom preço, pois tem um bom produto nas mãos. Já os donos dos telefones Android que tiveram o mesmo zelo pelo dispositivo acabam se tornando reféns dos problemas inerentes aos cuidados aplicados. E vários desses problemas dos dispositivos com o sistema operacional do Google foram mencionados neste artigo.


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