
James Gunn está perdido. Ou se acomodou nos próprios louros.
Queria saber, de verdade, de quem foi a infeliz ideia de estrear Supergirl na mesma janela de Toy Story 5. São histórias diferentes, com públicos relativamente similares.
E o resultado só poderia ser esse: o filme da Disney/Pixar “lanchou” o longa da DC.
Porém, a situação fica ainda mais vergonhosa para a mente criativa de Os Guardiões da Galáxia quando o filme da prima do Superman consegue ir pior que Morbius nas bilheterias.
Entendo que não tem como o fracasso ser pior do que esse. Mas sempre podem jogar uma pá para alguém cavar ainda mais o buraco.
Um filme fraco

Quem viu sabe do que estou falando. Mas vou segurar a mão nos spoilers para não estragar a experiência daqueles que contam com curiosidade mórbida.
Supergirl é sim um filme fraco. Em linhas gerais, é um “Guardiões da Galáxia genérico” nos aspectos estéticos e narrativos.
Desperdiça uma competente atriz (Milly Alcock, que é uma das poucas coisas no filme) com uma história que não diz a que veio, vilões que são qualquer nota, e um terceiro ato extremamente problemático.
E me dói pensar que tudo isso foi, de alguma forma, aprovado por alguém que entregou uma trilogia maravilhosa para a Marvel Studios.
Me faz pensar se a mente criativa daquilo na verdade era muito bem supervisionada por Kevin Feige e, por causa disso, os filmes funcionavam bem.
Sinal de alerta vermelho ligado

O fracasso de Supergirl liga um alerta vermelho e berrante dentro da DC Studios, colocando em xeque o futuro do projeto.
O filme estreou com apenas US$ 38 milhões nos Estados Unidos (US$ 68 milhões ao redor do mundo). Morbius, sua comparação maldita, chegou aos cinemas com US$ 39 milhões no mercado doméstico, e US$ 84 milhões no global.
Ainda assim, Supergirl conseguiu ficar na segunda posição, mas muito distante dos US$ 70 milhões de Toy Story 5 no período.
Agora, sinceramente… por que continuar esse universo DCU com Supergirl, sendo que outros personagens poderiam ser utilizados?
Será que as pessoas realmente querem ver essas histórias? Aliás, quem aqui realmente se importa com o Cara-de-Barro, que estreia em outubro?
Não fica aquela impressão de que o James Gunn está totalmente perdido nas suas escolhas? Aliás, essa sensação só piorou com o “escândalo” do Rick Flag (Sr) nas redes sociais.
E coloco “escândalo” entre aspas, porque isso só está na bolha dos fãs da DC mesmo.
Volta, Zack Snyder?
Então…
Tem uma galera que já está berrando por isso. E por mais que eu entenda que essa é uma ideia simplesmente hedionda (só por causa do “salve a Martha”), não dá para culpar esse povo.
Não tive todo esse ranço de Superman como um povo por aí, mas não julgo quem não gostou. E Snyder não pecou pelos personagens que escolheu, mas sim pela incoerência narrativa.
No caso de James Gunn, nem mesmo o padrão estético de Supergirl consegue passar pela nota de corte. Ele está supervisionando tudo.
A não ser é claro que ele esteja sob pressão dos novos donos da Warner Bros. Discovery, essa tragédia em forma de filme não se justifica.
E entendo quem está buscando respostas para tudo isso. O que está em jogo é o futuro desse universo, que pode nem chegar perto de ter uma grande expansão.
