
O XRING 01, o primeiro processador da Xiaomi, é uma realidade, depois de quatro anos de pesquisas intensas. E é uma aposta da empresa em se posicionar em um setor muito lucrativo e relevante, como é o caso dos semicondutores.
Apesar do XRING 01 ser fabricado pela TSMC (a mesma que fabrica os chips da Apple e da Samsung), tudo leva a crer que a Xiaomi vai transferir a fabricação desse processador para o seu país natal no futuro.
Quem está feliz com tudo isso? A China, é claro.
Quem está com cara de bode incomodado com tudo isso? Os Estados Unidos, obviamente.
O que a Xiaomi quer com isso?

A Xiaomi quer ser mais independente dos fornecedores externos. Sabe como é… os impostos de importação também devem fazer a conta subir para eles.
A iniciativa também tem como objetivo oferecer para a Xiaomi um maior controle sobre o desempenho dos seus dispositivos, otimizando ainda mais recursos de hardware e software.
O projeto contou com mais de 2.500 engenheiros e investimentos de 13,5 bilhões de yuans, com previsão de aporte adicional de 50 bilhões nos próximos dez anos.
Aqui, tanto Xiaomi quanto China estão visando o lucro, o que é algo bem diferente do que as pessoas mais ignorantes pregam sobre como funciona a mente dos chineses nos aspectos econômicos.
Conhecendo o XRING 01 por dentro

O processador tem arquitetura de quatro clusters com dez núcleos, incluindo dois Cortex-X925 de até 3,9 GHz. O conjunto ainda conta com quatro Cortex-A725 de 3,4 GHz, dois Cortex-A725 de 1,9 GHz e dois Cortex-A520 de 1,8 GHz.
A estrutura híbrida foi projetada para equilibrar desempenho e eficiência energética em diferentes níveis de uso.
Nos testes internos de benchmark, o Xring 01 mostrou desempenho equivalente ao Snapdragon 8 Elite e até superior ao Apple A18 Pro. Embora os dados não sejam definitivos, causam impacto ao se tratar de um chip de primeira geração vindo de uma marca que ainda não tinha presença forte nesse segmento.
O chip também será integrado ao Xiaomi Pad 7 Ultra, reforçando o compromisso da marca com um ecossistema mais autônomo e controlado.
O desenvolvimento foi celebrado pelo governo chinês como um símbolo do avanço nacional em semicondutores, desafiando diretamente a hegemonia tecnológica dos EUA neste campo.
China amplia sua presença em chips premium

Quem sai ganhando com tudo o que a Xiaomi fez com o XRING 01 é a China, e nem poderia ser diferente.
Não podemos nos esquecer que a Huawei voltou para o mercado de SoCs premium, apostando suas fichas na fabricante local SMIC para resolver o problema do veto imposto pelos Estados Unidos.
O XRING 01 já nasce na frente da solução da Huawei por contar com litografia de 3 nanômetros (contra 7 da marca concorrente), alcançando o topo da cadeia produtiva de chips móveis, mesmo sem fabricar o hardware por conta própria.
De novo: nada impede que isso aconteça no futuro.
E o sucesso da XRING 01 é uma peça-chave na estratégia chinesa de alcançar a soberania tecnológica global.
Quando conseguir romper a independência da TSMC, será bem difícil segurar a Xiaomi.
E as demais que se preparem para o que está por vir.
Via Wffctech

