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Por que o Windows se chama Windows?

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Sério… você nunca se perguntou sobre isso?

Nada é por acaso, e tudo tem uma razão de ser. E o nome Windows não foi escolhido pela Microsoft de forma totalmente aleatória. O que é surreal aqui é descobrir que quem deu o nome para o sistema operacional mais utilizado do mundo foi Rowland Hanson, na época vice-presidente de marketing da Neutrogena Corporation, uma empresa de cremes e cosméticos.

O motivo do nome é bem óbvio para a Microsoft: a referência à clássica interface de janelas do sistema operacional. E esse nome ajudou a popularizar o software que até hoje é um dos mais utilizados em todo o mundo.

 

 

 

Ele não sabia nada de informática

Quando Hanson chegou na Microsoft em 1983, ele não sabia nada de informática e estava sofrendo os efeitos de se mudar da ensolarada Califórnia para a chuvosa Redmond. Ele estava disposto a desistir do novo emprego, mas foi convencido pela paixão demonstrada por Bill Gates.

A conversa decisiva entre Hanson e Gates resultou na compreensão entre a diferença entre uma marca e a imagem que se criava ao redor de uma marca, e isso foi feito a partir de uma pergunta aparentemente simples e banal: por que um creme pode custar US$ 1 e outro da mesma marca chega a valer US$ 10?

Hanson respondeu que, tecnicamente, os dois cremes não são diferentes. Porém, a marca agrega tanto ou mais valor do que os materiais utilizados em cada fórmula de produto. Em termos práticos, se conseguimos mudar a percepção em torno de uma marca ou produto, podemos basicamente criar a realidade.

O resultado de tudo isso? O Windows 1.0, que foi apresentado no mesmo ano da chegada de Hanson na Microsoft.

 

 

 

…e muita gente não confiava nele

Hanson ocupou o posto de vice-presidente de comunicação corporativa na Microsoft, e uma de suas tarefas mais importantes era justamente colocar nomes nos produtos da empresa.

Foi ele quem insistiu no nome Microsoft Word para o editor de textos da empresa, mas seus colegas de trabalho não concordavam com ele. Então, Hanson teve que recorrer à Gates para manter sua decisão.

Uma curiosidade dessa relação do nosso protagonista com a Microsoft era o desconhecimento dele com o mundo da informática. Tanto, que ele não fazia ideia do que significava a tal Interface Manager, ou interface gráfica de usuário que a empresa estava trabalhando.

Isso fez com que ele encontrasse na imprensa expressões como Windows Manager, Windows Shell, Windows System. Logo, para Hanson, foi muito fácil associar o termo Windows ao nome do sistema operacional. Afinal de contas, todo mundo já estava usando este nome para se referir à proposta de interface gráfica do software.

Porém, os desenvolvedores que não confiavam em sua visão criativa para o nome, insistiam em batizar o sistema operacional com Interface Manager. Um nome que, hoje, soa como algo no mínimo estranho.

Para impor a sua visão, Hanson mais uma vez teve que recorrer a Bill Gates, que estava decidido em se manter à margem dessa disputa, uma vez que ele entendia que não era capaz de convencer os seus colegas de trabalho.

E, para a nossa sorte, Gates tomou a melhor decisão para o seu software. E o resto é história.


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