Compartilhe

Não é só o Spotify que faz isso: qualquer serviço de assinatura na internet realiza cobranças de valores que não são proporcionais em diferentes países. Mas com o lançamento do novo plano Premium Duo, é necessário fazer a reflexão sobre o tema.

O Spotify Premium Duo é um plano pensado nos casais e em duas pessoas de diferentes núcleos familiares que querem dividir uma assinatura, onde cada uma acaba pagando um valor menor do que o cobrado pelo plano individual. É claro que o Plano Familiar segue como o mais barato, mas ele não se aplica a pessoas que não vivem debaixo do mesmo teto.

Por outro lado, você não precisa ser um especialista em demografia para saber que, em 2020, famílias com seis membros não são tão comuns na sociedade atual. Por isso, o Plano Familiar pode não ser o mais vantajoso para muitas famílias. Sem falar que esse plano prevê a verificação da localização dos seus membros, apenas para saber se aqueles usuários cumprem com os requisitos do serviço, verificando o IP de conexão (seja pelo endereço ou por geolocalização). Se algo estiver irregular, a plataforma vai bloquear o acesso ao serviço.

A pergunta que fica aqui é: por que o Spotify não coloca preços mais ajustados para que mais pessoas considerem a possibilidade de assinar o serviço?

 

 

 

O Plano Familiar é realmente essa Coca-Cola toda?

 

 

É evidente que o Plano Familiar só vale a pena para a minoria, e sem a pressão das gravadoras, o Spotify tem uma margem para reduzir os seus preços e fazer do seu serviço algo ainda mais atraente. Mas não vão fazer isso, pelo menos considerando a economia de cada país simplesmente porque não é cobrado o mesmo preço em todos os lugares. Caso contrário, o serviço seria considerado inviável. Se eu quero o Spotify Premium, vou ter que pagar o mesmo que um norte-americano, um alemão, um japonês ou que o usuário de qualquer país que tem um salário médio maior que o meu.

Isso é justo?

Não. Não é justo. Mas a vida também não é justa, e continuamos a viver.

 

 

 

Aceite que o Spotify não cobra de acordo com o perfil do brasileiro

 

 

Vamos aceitar que o valor de assinatura do Spotify é o mesmo em reais, dólares, euros e ienes (entre outras moedas). E quando falamos de “salário médio”, não contemplamos a grande massa de pessoas que recebem um salário mínimo ou um pouco mais, e são estimativas que podem variar de acordo com a fonte utilizada para analisar tais números. Na prática, “salário médio” é um dado irreal, mas é mais confiável na hora de realizar tais comparativos superficiais.

Por outro lado, o Spotify não atua da mesma forma em todos os países onde está presente, e as dinâmicas econômicas pesam ainda mais nessa problemática equação. E, antes que você me acuse de ser um desinformado completo, é óbvio que a plataforma varia de preço de assinatura dependendo do território onde atua. Caso contrário, os clientes em potencial iriam desaparecer. Porém, por conta do valor de cobrança do serviço ser algo “internacionalizado”, também é evidente que o usuário de um determinado país pode pagar mais que o dobro que o de outro, pelo mesmo serviço.

Por causa de desigualdades como essa (que, repito, não se aplicam apenas ao Spotify), muitas pessoas seguem tentando trapacear a plataforma para não se tornar um assinante do serviço. Simplesmente por entender que as regras não são justas.

Logo, caro Spotify… o plano Premium Duo pode ser uma boa alternativa, mas você pode melhorar na redução de valores de suas assinaturas.


Compartilhe