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O remake “live action” de O Rei Leão tinha a difícil missão de replicar a mágica do filme clássico de 1994, que conta com uma carga dramática enorme, trilha sonora incrível e argumento impecável. Na época, foram aplaudidos pela crítica e pelo público, transformando essa animação em uma lenda.

Pois bem, o filme dirigido por Jon Favreau não está isento de polêmica. Mesmo com uma arrecadação bilionária na bilheteria, além das similaridades com o fã do anime japonês Kimba, toda a tecnologia adotada pela nova versão é alvo de críticas por eliminar parte da alma do filme, com animais sem expressividade, e toda a carga de interpretação ficando nas vozes dos personagens.

Deixando as polêmicas de lado, chegou a hora de descobrir o que está por trás dessa tecnologia.

 

 

Quais são as tecnologias utilizadas em O Rei Leão (2019)?

 

 

O remake de O Rei Leão tem como principal ponto o fotorrealismo, mas tal elemento não é perfeito no filme. Em alguns momentos, dá para perceber que os animais foram feitos artificialmente, em um realismo “imposto”,

Jon Favreau, diretor do filme, revelou que só existe uma cena real no filme, que mostra a realidade da savana africana, e bem no começo do filme. E nada mais. O longa conta com 1.490 planos criados por animadores e artistas especializados em CGI. Já o plano real foi gravado na África e introduzido no filme para descobrir se alguém detectava a cena, e a grande maioria não percebeu.

 

 

O que é a tecnologia CGI?

 

 

O CGI (Computer Generated Imagery, ou Imagens Geradas por Computador) é uma das técnicas mais comuns para criar filmes de ficção científica. É uma boa forma para conseguir criar cenas que parecem as mais reais possíveis. A primeira vez que essa técnica foi utilizada no cinema foi em 1973, no filme Westworld.

A tecnologia evoluiu muito com o passar dos anos, e no caso de O Rei Leão, uma coisa que é preciso ter em mente é que este remake é um filme com CGI, mas não é um filme de animação. O motivo disso é o simples fato que ele não foi feito 100% no computador.

A maioria das cenas foram capturadas em estúdio, usando diversas pessoas e cenografias. A partir daí, foi utilizado o CGI para ajustar o movimento dos atores e criar as imagens que são exibidas no filme.

Além disso, o estúdio de O Rei Leão adicionou outras tecnologias ao projeto, como por exemplo a Realidade Virtual, que capturou a ação a partir de (praticamente) todos os ângulos. A grande quantidade de imagens obtidas pelo estudo permitiram ao time de desenvolvimento do filme poder escolher uma grande variedade de capturas.

Ou seja, por ser capturado através de uma câmera no lugar de ser gerado por um computador, O Rei Leão (2019) é um filme “live action”. Logo, não vai levar para casa o Oscar 2020 de Melhor Filme de Animação.

A não ser que o pessoal da Academia de Cinema de Hollywood mude um pouco as regras para encaixar o filme nessa categoria. Mas aí é outra história.


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