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Por que o pós-pago ultrapassou o pré-pago nas linhas de celular no Brasil?

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São mais de 228 linhas de telefones móveis ativas no Brasil, e 50.3% dessas linhas são de planos pós-pago. Ou seja, podemos dizer que o sonho do presidente da TIM começou a se materializar, o que pode ser péssimo a longo prazo. Mas antes de pensar o pior para o cenário nacional, vamos tentar entender o que aconteceu.

Está claro que o perfil do usuário brasileiro de telefonia móvel mudou com o passar dos anos. Assim como mudou a forma de utilizar esses serviços. Se em 2000 o cenário local se dividia entre usuários de planos pré-pago e pós-pago e o acesso à internet era algo quase embrionário, em 2020 temos os planos Controle e planos familiares, e o plano de dados é muito mais importante que chamadas ilimitadas.

Então… o que aconteceu aqui?

 

 

 

O plano pós-pago ficou mais acessível

 

 

As operadoras criaram planos Controle e familiares, o que fez com que os planos pós-pago ficassem mais competitivos e vantajosos para o usuário final. Para alguns perfis de uso, pode não ser tanta vantagem assim ter um plano pré-pago para contar com algumas restrições de uso quando é possível pagar um pouco a mais para ter um plano com preço fechado e um número maior de benefícios.

Além disso, um dos grandes impeditivos de muitos usuários em aderirem aos planos pós e controle não mais existe: o uso do cartão de crédito. Hoje, é possível abrir contas em fintechs que oferecem a opção de cartão de crédito pré-pago (físico ou virtual), que são aceitos nesses planos, ou até mesmo criar um cartão de crédito virtual e avulso com essa finalidade.

 

 

 

Ligação ilimitada deixou de ser argumento pró pré-pago

 

 

Nos idos de antigamente, quando tudo isso era mato, a coisa mais comum desse mundo de telefonia móvel no Brasil era você ter chips da operadora com a qual os seus amigos, familiares e a sua agenda de contatos tinha mais números ativos. O motivo era bem simples: a economia.

Para segurar os clientes no seu serviço, as operadoras ofereciam chamadas ilimitadas ou com preço reduzido para quem realizasse ligações para os números com a mesma operadora. Isso fazia mais sentido na era pré-WhatsApp, já que essa era a “única forma” de se comunicar com outras pessoas pelo celular (o SMS até que foi bem utilizado no Brasil, mas não como em outros mercados, como nos EUA, que é febre até hoje).

Então, o tempo passou, o WhatsApp chegou (assim como outras alternativas de aplicativos de mensagens instantâneas), e a última coisa que um usuário de smartphone faz hoje é uma ligação telefônica pela linha móvel. Pois é muito mais fácil mandar uma mensagem de texto ou um áudio gravado. Se for urgente, a pessoa liga… pelo WhatsApp, é claro!

No final das contas, as operadoras de telefonia móvel no Brasil entenderam que a maioria dos usuários deseja ter mais dados móveis para navegar pela internet em qualquer lugar do que chamadas telefônicas ilimitadas. E as vantagens para navegar mais estão nos planos pós e controle. E, assim, os planos pré-pago perderam um forte argumento de retenção de usuários, que naturalmente migraram para planos que entregavam o que estavam procurando, dentro do novo perfil de uso.

 

 

 

Conclusão

 

 

Não estamos diante da morte dos planos pré-pago. Eles ainda vão existir, pois tem muita gente que ainda vai precisar deles. Porém, é fato consumado que o perfil geral do usuário brasileiro de telefonia móvel mudou de forma definitiva, e os planos pós, controle e família serão os mais procurados daqui para frente.

No final das contas, a melhor relação custo-benefício está mesmo nesses planos que, se não são uma maravilha na oferta do volume de dados, ao menos em ofertas específicas podem atender bem aos usuários que buscam um equilíbrio entre preço e produtos ofertados.

Só espero que não tirem de nós a chance de ir até uma banquinha de jornal para comprar um chip pré de uma determinada operadora que só funciona bem naquela cidade do interior.

 

 

Via Minha Operadora


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