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Por que o meu smarpthone tem memos memória interna que o anunciado pelo fabricante?

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Eu sei como você se sente.

Você comprou aquele Samsung Galaxy S22 Ultra que custou o seu fígado, ou o tão desejado iPhone 14 Pro que vale um rim no mercado negro. E como suas necessidades com o dispositivo são profissionais, decidiu comprar um telefone com 256 GB ou 512 GB de armazenamento.

Mas ao iniciar o telefone e entrar na área de informações técnicas, descobre que a quantidade de armazenamento do telefone é menor do que a anunciada pelo fabricante ou e-commerce onde você fez a compra.

Antes que você comece a pensar em procurar o Procon ou o Celso Russomano, eu acho que precisamos conversar sobre isso de forma mais aprofundada.

 

Isso acontece com todo mundo

Para começo de conversa, é fundamental que você saiba que você não está sozinho neste sentimento de frustração.

Outros usuários já passaram pelo mesmo que você ao ativar o smartphone pela primeira vez, e isso pode tirar um enorme peso de suas costas. Isso que aconteceu com você não é algo pessoal. Na verdade, nenhum usuário de tecnologia precisa se sentir dessa forma ao comprar um dispositivo de tecnologia.

Em termos práticos, essa diferença nominal da quantidade de armazenamento de um smartphone, notebook, tablet ou qualquer outro dispositivo de tecnologia existe porque a própria tecnologia precisa respeitar algumas regras que não ficam muito claras para a maioria das pessoas que compram esses dispositivos.

E parte da culpa por essa falta de informação é justamente dos veículos de tecnologia, que não explicam de forma mais clara para os usuários (mais leigos, em boa parte) como esses aspectos mais específicos dos seus dispositivos funcionam.

Por isso, entendo que vale a pena discutir o assunto de forma mais transparente, oferecendo a informação correta para quem vai comprar os dispositivos. Quem sabe com isso começamos a formar usuários mais conscientes sobre os investimentos que vão fazer em tecnologia daqui para frente.

A partir de agora, vamos explicar por que a capacidade de armazenamento do seu dispositivo é menor do que a informação fornecida pelo fabricante.

 

O sistema operacional e os aplicativos pré-instalados

A capacidade de armazenamento do seu dispositivo é ocupada por diferentes programas e aplicativos que podem ou não ser removidos em um momento posterior. E um dos softwares que não podem ser tocados de forma alguma pelos usuários (e não há nada que você possa fazer sobre isso – pelo menos não sem tomar medidas drásticas) é o sistema operacional.

O simples fato do dispositivo receber o software instalado de fábrica e esse elemento ser considerado fundamental para o seu funcionamento é o suficiente para o consumo efetivo de memória interna do dispositivo.

Por isso, quando você acaba de comprar um smartphone, tablet, computador ou outro dispositivo informático, o espaço de armazenamento já vem reduzido de fábrica, pois o sistema operacional e aplicativos instalados já ocupam parte desse espaço.

Como esses arquivos ocupam muito mais espaço que os demais, os fabricantes já deixam um espaço reservado para eles. Normalmente são “roubados” entre 15 GB e 25 GB de armazenamento interno com o sistema operacional e aplicativos pré-instalados e, de novo, não há nada que você possa fazer sobre isso… a não ser que você seja um usuário mais experiente e esteja disposto a correr os riscos implícitos no ato de formatar ou modificar o software interno do telefone.

 

A capacidade das atualizações

Outro elemento que, de forma quase inevitável, acaba ocupando um espaço de armazenamento interno do seu smartphone, tablet, notebook ou outro dispositivo com software necessário para gerenciamento é o procedimento de atualização do sistema operacional e dos seus programas instalados.

Pode não parecer, mas as atualizações constantes que o seu smartphone recebe de tempos em tempos acabam consumindo espaço de armazenamento do seu dispositivo. E em muitos casos, não há muito o que você possa fazer para evitar isso.

Por diversas vezes recomendamos aqui no blog que você realize o processo de atualização do seu dispositivo e instale os updates disponíveis, pois mais importante do que ter espaço livre para salvar aqueles filmes e episódios de séries que você quer assistir durante a sua viagem de férias é manter o telefone protegido de eventuais ameaças cibernéticas.

Você até pode tentar liberar espaço de armazenamento do telefone eliminando a memória cache e limpar dados residuais resultantes dessas atualizações, mas os efeitos práticos no espaço livre do dispositivo serão residuais na maioria dos casos.

E o grande problema aqui não está nas atualizações em si, mas no volume de updates que cada dispositivo está recebendo ultimamente. Nossos dispositivos são atualizados com uma frequência cada vez maior, o que não é algo ruim em si, pois fica claro aqui que os fabricantes dos dispositivos estão preocupados com as eventuais vulnerabilidades detectadas.

Por outro lado, algumas atualizações contam com recursos e características que não só podem exigir mais do conjunto de hardware do telefone, mas também ocupam mais espaço de armazenamento pela própria natureza de contar com mais dados a serem gerenciados. E todos nós temos que lidar com isso.

 

Tudo consome mais recursos com o passar do tempo

O último item deste artigo é uma continuidade do segmento anterior.

É normal ver qualquer smartphone sofrendo com a falta de espaço de armazenamento com o passar do tempo. Afinal de contas, aqueles vídeos com memes que você recebe no WhatsApp não desaparecem sozinhos, e você é o único responsável pelo gerenciamento dos dados armazenados no dispositivo.

Se você é o tipo de pessoa que registra muitas fotos e vídeos ou participa de muitos grupos em aplicativos de mensagens instantâneas que ficam enviando conteúdos o tempo todo, muito provavelmente um smartphone com 32 GB ou 64 GB de armazenamento não é o suficiente para suprir as suas necessidades diárias.

O ideal para você (e para qualquer pessoa que hoje conta com um telefone e usa a internet o tempo todo, independente do modelo do dispositivo ou sua faixa de preço) é usar de tempos em tempos aplicativos que podem realizar uma limpeza aprofundada dos dados armazenados.

Além disso, apagar a memória cache pode ajudar nesses casos, pois muitos apps acabam armazenando arquivos residuais para entregar um melhor desempenho durante o seu funcionamento. E é sempre recomendado que você desinstale os aplicativos que você não usa, justamente para liberar memória interna de forma mais imediata.

Em alguns casos, vale a pena também instalar as versões Lite de alguns aplicativos, pois elas naturalmente ocupam menos espaço de armazenamento interno. Considere também armazenar fotos e vídeos e até mesmo alguns apps para o cartão microSD (nem todos os telefones permitem este procedimento).

No final, é você quem precisa ficar de olho para que o seu telefone não fique superlotado com aplicativos e dados que podem (e devem) ser gerenciados na sua memória interna. Não deixe o seu smartphone chegar ao ponto de esgotamento no armazenamento interno, pois isso pode gerar problemas de funcionamento do dispositivo a longo prazo.


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