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O que acontece com a Apple?

O iPhone evoluiu com o passar dos anos, e desde o iPhone 8 e iPhone X, recebeu o muito bem vindo recurso de recarga rápida de até 18W. Porém, o carregador oferecido pela empresa era o mesmo de 2010, o do iPhone 4, com 5W.

Isso mudou nos recém anunciados iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max, que finalmente recebem um carregador de 18 W de USB-C a Lightning.

Mas no caso do iPhone 11, o modelo mais acessível (a partir de US$ 699)…

 

 

…o mesmo carregador de sempre

 

 

O sucessor espiritual do iPhone XR inclui o mesmo carregador do iPhone 4, apesar de contar com uma bateria com quase 3.000 mAh. Ou seja, ele deve levar mais de três horas para carregar completamente a sua bateria.

A solução para quem pensa em comprar um iPhone 11 pode passar pela aquisição de um carregador compatível com o modo de carga rápida Power Delivery e de um novo cabo USB-C a Lightning compatível com esta, ou manter o cabo USB-A para Lightning que vem na caixa, para usá-lo com um carregador compatível. O pack do carregador e cabo oficial da Apple custa lá fora 60 euros.

Imagina o preço aqui.

A situação da Apple é ainda mais esdrúxula quando comparamos a sua postura com a iniciativa dos concorrentes, que incluem um carregador rápido nos kits de venda há muito tempo. A faixa de preços dos modelos é bem próxima, mas Samsung, Huawei, OnePlus e derivados entregam carregadores mais potentes, com baterias similares ou maiores do que a presente no iPhone 11.

 

 

Por que a Apple insiste nisso?

As teorias são inúmeras. Evitar o superaquecimento dos dispositivos para evitar problemas de bateria é uma delas. Porém, a Apple sofreu com problemas de baterias do mesmo jeito, e eles “tentaram resolver” reduzindo o desempenho dos iPhones (sem você saber).

E o argumento de ter um carregador de 5W para manter a boa saúde da bateria vai para o espaço quando o iPhone 11 Pro e Pro Max recebem carregadores de 18W. Talvez a tecnologia das baterias dos modelos Pro seja mais avançada, com menor nível de degradação. Mas não justifica a enorme diferença de preço de US$ 300 entre os dois modelos.

De qualquer forma, se você quer recarga rápida em um smartphone, ou você escolhe os modelos Pro ou vai para um Android, que conta com esse recurso desde 2014. Até um Android decente de linha média conta com recarga rápida como padrão, inclusive com carregadores rápidos de série.

Por que um iPhone 11 de US$ 699 não pode ter?

Explica aí, Apple!


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