
A Samsung apresentou o Galaxy Z Fold8 sem um recurso que parte do público esperava ver na nova geração. A Tela de Privacidade, tecnologia que embaça notificações e aplicativos escolhidos pelo usuário, ficou de fora do lançamento.
A decisão não passou despercebida entre os fãs mais atentos da marca. E isso é algo até normal, levando em consideração os preços dos novos dispositivos e, principalmente, a utilidade desse recurso para o cotidiano dos usuários.
Por isso, vale a pena compartilhar algumas opiniões sobre essa decisão da Samsung que, para muitos, soa polêmica. Será que os telefones mais caros da Samsung em sua história não merecem uma funcionalidade tão útil para muita gente?
As explicações da Samsung
Segundo HS Jo, CEO e presidente da Samsung na América Latina, a escolha reflete uma prioridade diferente para 2026. A fabricante concentrou esforços em resolver outro incômodo antigo dos dobráveis: o vinco visível na tela interna.
Jo confirmou, em conversa com jornalistas da região da qual o Tecnoblog participou, que a empresa acompanhou as críticas às gerações anteriores sobre o vinco na tela. Para atacar esse problema, a Samsung desenvolveu o Flex Titanium, material inédito que torna a tela dobrável 30% mais fina e 20 vezes mais resistente.
Na prática, o resultado aparece já no primeiro contato com o aparelho: o vinco ficou mais discreto do que nas versões anteriores. Para quem usa o dispositivo com a tela ligada por mais tempo, a tendência é não perceber o vinco na tela ao longo do dia.
Aqui, é uma questão de escolha. E a Samsung escolheu desenvolver uma solução para entregar uma melhor experiência de uso geral, mesmo retirando o controle de privacidade do usuário, algo que é bem útil para muitos.
Tudo em nome da tela interna
O peso da tela interna no uso diário ajuda a entender essa aposta. Otávio Penatti, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Samsung, estimou que cerca de 70% das atividades em modelos Fold acontece justamente nesse display maior. Os outros 30% ficam por conta da tela externa.
Uma tela externa que, na minha opinião, está mais útil do que os displays entregues nos modelos do ano passado, por exemplo. De novo, dá para entender bem o que a Samsung fez aqui, dando máxima prioridade para entregar a melhor experiência de uso.
Sobre a Tela de Privacidade, Penatti afirmou que a Samsung já estuda formas de levar o recurso a outros aparelhos. Hoje, ele existe apenas no Galaxy S26 Ultra, lançado em janeiro.
HS Jo reforçou que qualquer expansão vai depender do comportamento do mercado e do retorno dos consumidores. Ao que tudo indica, com tantos questionamentos sobre a ausência da funcionalidade, não será surpresa se o aumento de telefones compatíveis com a tal Tela de Privacidade efetivamente acontecer.
Vale destacar que essa é uma sinalização da própria Samsung, não uma confirmação de prazo ou de modelos específicos que receberão a tecnologia futuramente. Há quem diga que o Galaxy Z Fold8 chega ao Brasil em 6 de agosto, em evento local da fabricante.
Depois disso, a mesma Samsung deve revelar e confirmar preços oficiais de lançamento para todos os modelos.
