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Por que o eSIM é uma a promessa que virou dor de cabeça

Temos o eSIM. E temos o mundo real.

A indústria de tecnologia vendeu o SIM Card eletrônico como um sinal de modernidade. Uma praticidade resultante de toda a evolução tecnológica do mercado de telefonia móvel.

Mas… não é bem assim que a banda toca para boa parte dos usuários.

Não são poucas as pessoas que migraram para o eSIM, e estão frustradas com a experiência. E a impressão que fica é que não existe uma solução para isso em curto e médio prazos.

E se você também tem esse sentimento, saiba que não está sozinho. Aliás, vou confessar que não migrei para o eSIM em definitivo porque, de verdade, quero economizar com  terapeuta de alguma forma.

 

eSIM, mais difícil do que deveria ser

O eSIM trouxe mais problemas do que o SIM físico tradicional, contrariando a expectativa de ser uma tecnologia mais prática. O mais engraçado de tudo isso é que, depois de algum tempo, todo mundo descobre que nada é mais prático do que fazer tudo manualmente.

Alguns usuários relatam dificuldades para ativar, transferir ou gerenciar o eSIM, especialmente ao trocar de celular ou lidar com diferentes operadoras. E, de fato, esse processo ainda é muito mais burocrático do que deveria ser.

Tá, algumas operadoras tentam simplificar o processo. Usar um QR Code para inserir um eSIM no dispositivo é uma boa sacada.

O problema é que esse mecanismo ainda estabelece uma barreira para os mais leigos. Conheço um monte de idosos que simplesmente ODEIAM os QR Codes em restaurantes.

E passa bem longe de ser uma praticidade depender do sobrinho ou do neto migrar de linha de telefone por causa de um QR Code.

Tudo bem, a vovó ainda depende do sobrinho neto para tirar o SIM Card de um lugar para outro.

Mas… onde está a praticidade do eSIM?

 

Evolução tem que ser pouco intuitiva?

Penso que não, mas a indústria da tecnologia tentou vender essa ideia de alguma forma.

De um modo geral, existe sim uma sensação de que o eSIM ainda não é tão intuitivo quanto deveria, exigindo passos confusos ou dependência excessiva de suporte técnico.

O único lado que ganhou nessa história foi o do fabricante de dispositivos, que economizou espaço interno no telefone… para NÃO COLOCAR MAIS BATERIA (não é mesmo, dona Apple?).

Parece que a ideia que foi vendida para o usuário não se materializa na realidade prática. Mesmo sendo uma clara evolução tecnológica, o eSIM ainda não atingiu a maturidade necessária para substituir totalmente o SIM físico sem causar transtornos.

Particularmente, estou do lado de quem ainda prefere ter dois chips físicos no smartphone a ter que encarar todas as dores de cabeça na hora de migrar de operadora por causa do eSIM.

Sério, me dá um certo gatilho quando penso que terei que falar com um atendente da Claro pelo telefone a cada vez que quiser configurar a linha em um novo dispositivo.

Sem falar no limbo que a minha linha pode cair no processo de portabilidade.

Na boa? Um chip SIM custa R$ 15 (quando os vendedores não tentam fazer venda casada me empurrando créditos no pré-pago).

A minha terapeuta ainda custa mais do que isso.

É só fazer as contas.