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Por que o disco rígido de um PC usa a letra C

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Desde o início dos tempos, sabemos que a unidade de armazenamento físico de um computador é definida pela letra C. As gerações mais novas jamais utilizaram as unidades A e B, mas quem viveu o início do mundo da informática sabe muito bem que as duas primeiras letras do alfabeto estavam destinadas às unidades de armazenamento removível.

O tempo passou, e poucas pessoas se perguntaram por que isso aconteceu dessa forma. E cabe aos blogs como o nosso responder a essas dúvidas peculiares.

Existe uma explicação bem curiosa e até inesperada para que a unidade de armazenamento interna de um computador seja denominada com a letra C nos sistemas operacionais da Microsoft. E vamos falar sobre isso neste post.

Para isso, uma viagem ao passado se faz necessária.

 

 

 

Como um computador funcionava no passado?

Como eu disse um pouco antes neste post, a grande maioria dos usuários mais novos jamais se depararam com os formatos antigos de armazenamento removível que os usuários mais antigos conheceram e conviveram em suas atividades informáticas.

Hoje, os pendrives e os cartões de memória são as unidades removíveis de armazenamento mais populares, e são sempre definidas pelos sistemas operacionais com a letra D ou superior. Mas no passado, existia um elemento chamado disquete, que recebia a honra de ser designado com as letras A e B pelos softwares de gerenciamento de hardware nos computadores.

O disquete que ficava na unidade A era o responsável pela inicialização do computador, uma vez que sistemas operacionais como MS-DOS, BASIC e Windows 1.x, 2.x e 3.x não contavam com autonomia de software suficiente para realizar o boot do computador por si. Essa novidade nasceu no Windows 95.

O disquete que ficava na unidade B era utililzado para armazenar as informações do usuário, como arquivos e softwares que seriam executados dentro dos sistemas operacionais carregados pela unidade A. E na era pré Windows, os computadores não contavam com HDs internos e, por tabela, a unidade C sequer existia.

Quando o disco rígido interno chegou, ele não substituiu de forma imediat os disquetes. Existiu um período de transição e adaptação dentro do mundo da informática, onde os sistemas informáticos mantiveram por algum tempo as unidades A e B. Ou seja, por conta dessa sequência de nomenclatura de hardware, o HD interno foi definido natualmente como unidade C.

E é por isso que até hoje, mesmo com os disquetes aposentados, a unidade de armazenamento interno padrão do Windows é sempre definida como unidade C. E por conta disso também que uma unidade particionada que você cria a partir dessa unidade interna é sempre gerada como unidade D, apenas para manter a composição hierárquica criada na época dos disquetes.

 

 

 

É (também) uma questão de tradição

O mundo da informática convive com a unidade C como a padrão para o armazenamento do sistema operacional desde a década de 1990 (pelo menos). E mudar essa definicação agora significa criar uma grande confusão para os usuários e diferentes softwares existentes hoje.

Por isso, dá para dizer que a letra C será a padrão para o armazenamento do sistema operacional até o fim dos tempos. Ou até que se crie um formato completamente novo para definição e utilização dos computadores. Não teremos mudanças drásticas ou radicais a partir do formato atual utilizado em todo o planeta.

Não é nada recomendável a associação de uma outra letra para a associação do sistema operacional, pois os erros de software seriam simplesmente traumáticos. E chega a ser nostálgico falar de um detalhe tão importante como esse e, ao mesmo tempo, algo tão relevante que não será resquecido no futuro.

Sem falar que é uma forma interessante que a Microsoft escolheu para manter um pedaço importante da história da informática. E os mais jovens que vão encontrar este artigo no futuro poderão conhecer um pouco desse passado que ajuda a explicar o presente.


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