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Por que o “ano do Linux nos desktops” não passa de uma utopia?

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Na boa? Passou da hora de acabar com essa bobagem do “o ano X é o ano do Linux”.

Isso aí já deu. Todo mundo sabe que o Linux venceu no Android, e ele que se dê por satisfeito com isso. Nos desktops, ele jamais vai vencer. Até o Chrome OS se tornou mais relevante que ele, e em um curto espaço de tempo.

Logo, é preciso trazer um pouco de realidade e acabar com essa utopia do Linux vencer nos nossos computadores. Isso nunca vai acontecer, e motivos para isso não faltam.

E sou eu que vai acrescentar um tom de realidade para os mais iludidos.

 

 

 

A fragmentação matou o Linux

Ter muitas opções pode ser algo contraproducente. E, por mais que o Linux seja um sistema operacional fantástico (e ele é, principalmente para quem consegue se beneficiar de suas características), a sua presença era quase invisível para a grande maioria dos usuários.

Além dos diversos sistemas operacionais disponíveis no mercado, o próprio Linux se fragmentava com diferentes distribuições. E isso fez com que uma distro canibalizasse a outra, não permitindo que nenhuma prevalecesse no mercado.

No final, o Linux nunca passou de 1% de cota de mercado, já que o grande grupo de usuários não centrou o uso em uma única distribuição. E muito provavelmente o sistema operacional jamais vai passar dessa cota de mercado. E, por incrível que pareça, tantas distribuições boas ou competentes resultou em uma fragmentação que não ajudou no aumento de popularidade do software.

E não precisa ir muito longe no raciocínio para entender o que isso significa na prática. Hoje, temos 271 distribuições Linux ativas. Agora, imagine ter 271 versões do Android ou do Windows, todas iguais na essência, mas com algumas diferenças na hora de executar as tarefas.

A árvore cronológica das distribuições Linux é enorme, e essa diversidade toda pode ser benéfica para aqueles que já estão familiarizados com o software, mas não para os novos usuários, que só querem conhecer uma alternativa para usar o computador. Ou seja, existem distribuições demais no mercado, e fica realmente difícil para qualquer usuário escolher uma delas.

 

 

 

A promiscuidade é o resultado da falta de fidelidade

Não me entenda mal nesse momento do post.

A grande maioria dos usuários Linux tendem a ser promíscuos, utilizando várias distribuições até escolher a sua de preferência. E, ainda assim, existe a grande chance desse mesmo usuário trocar de versão quando entender que a atual não atende bem as suas necessidades.

Essa falta de fidelidade tem um nome no Linux: “distro-hopping”. A cada dia, uma versão diferente do sistema operacional é instalada no computador. E isso pode ser ótimo para os usuários mais experientes, mas é péssimo para os novatos ou para quem quer ter algo mais ou menos “universal” no computador.

No Linux, não existe nada realmente universal. E isso é algo positivo: se você não gostou de uma distribuição, é só você instalar outra e seguir em frente. Por outro lado, para que este sistema operacional vença nos desktops, é preciso ter uma distribuição unificada ou de referência. E, mesmo assim, não existem garantias de sucesso.

Mas.. quem sabe não é melhor ver as coisas do jeito que elas são agora. No final das contas, não ser o ano do Linux nos desktops pode ser algo positivo para os seus usuários. Até porque você não precisa ser o melhor em tudo.

No caso do Linux, ele é o melhor em quase todos os outros campos. Logo, dá para dizer que ele foi um vencedor. Basta olhar para outras perspectivas.


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