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Por que Linus Torvalds agora tem um PC com AMD, depois de 15 anos de Intel?

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Por que alguém precisa de um processador com 32 núcleos em 2020? Pergunta para Linus Torvalds, que ele responde.

O criador do Linux mostrou como uma CPU de 32 bits ainda pode ser útil, ao passar a utilizar um PC com um AMD Ryzen Threadrippper 3970X com 32 núcleos de processamento… e ficar encantado com o resultado.

Tantos núcleos de processamento significa uma economia de tempo, já que ele compila o núcleo três vezes mais rápido do que antes. Traduzindo: para os gamers, não servem de muita coisa, mas para os desenvolvedores de software, é o paraíso.

 

 

 

Uma mudança que se fará presente nas próximas atualizações

 

 

Em uma mensagem na lista de e-mails dos desenvolvedores do kernel, Trovalds fala das últimas versões ‘release candidates’ para o kernel Linux 5.7, com um curioso parêntesis:

 

“O momento mais emocionante desta semana foi que acabei de atualizar minha máquina principal, e pela primeira vez em cerca de 15 anos, meu computador de mesa não é baseado na Intel. Não, ainda não mudei para a ARM, mas agora estou usando um AMD Threadripper 3970X.”

 

Este processador é a versão menor do excelente Threadripper 3990X, contando com 32 núcleos que trabalham a 3.7 GHz, podendo alcançar os 4.5 GHz, com fabricação de 7 nanômetros e arquitetura Zen 2.

 

 

 

Quanto mais núcleos, melhor (para determinadas coisas)

 

 

A corrida envolvendo AMD e Intel para contar com processadores com um grande número de núcleos de processamento já tem algum tempo e continua sendo algo desigual. Mas isso acontece porque o foco dos dois fabricantes são bem diferentes.

Contar com muitos núcleos faz com que a compilação do kernel seja notavelmente mais rápida. Quanto mais núcleos, melhor.

De um lado está a Intel, que segue centrada nesse momento no IPC e nos processadores com menos núcleos, mas que podem trabalhar na maior velocidade possível (até 5.3 GHz nos seus últimos modelos), o que entrega grandes vantagens na execução dos games.

Do outro lado está a AMD, que aposta em produtos mais versáteis. Com o Zen 2, ela melhorou em todos os aspectos, e agora tanto os processadores Ryzen ‘normais’ como com os chips Ryzen Threadripper são boas opções para o gaming, mas são ainda melhores para tarefas com alto paralelismo.

Tal paralelismo tem especial sentido em campos como o desenvolvimento de software, onde a compilação do código para criar arquivos binários executáveis é mais rápida com um maior número de núcleos. No Linux, é comum usar uma GNU make para compilar com parâmetros a serem executados em paralelo.

Com esse processador, Linus pode compilar o kernel com todos os módulos “três vezes mais rápido”, e isso é muito importante para o seu trabalho. Você não terá que esperar tanto tempo para testar se o núcleo se comporta como deve, e essa é uma grande vantagem, demonstrando como pode ser relevante um processador com essas características para este tipo de segmento.

 

“Minhas compilações de teste ‘allmodconfig’ são agora três vezes mais rápidas do que costumavam ser, o que não importa muito agora durante o período de confinamento, mas eu definitivamente vou notar a diferença após a atualização”.

 

O uso de hardware AMD por Linus Torvalds é mais do que apenas uma anedota, considerando o que este engenheiro de software representa. O anúncio vem depois que outro guru do Linux, o chefe da Linus Tech Tips, também se mudou recentemente para a AMD (apesar de seu amor declarado pela Intel).

O sucesso da Ryzen e a arquitetura Zen tem sido um ponto de virada para a AMD e o melhor que podemos dizer é que a AMD está muito viva e parece ter superado os piores momentos dos últimos anos. E é fundamental que o mercado conte com alternativas versáteis e competitivas, pois o consumidor só tem a ganhar com isso.

 

 

Via Slashdot


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